Querer não é poder… Em quais circunstâncias?

Publicado em   22/dez/2011
por  Caio Hostilio

Há vários anos venho estudando com maior profundidade a importância de um dos pontos mais importantes da lingüística: O Signo X Significado, no mundo do jornalismo. Muito das vezes uma fotografia fala mais que mil palavras… É o poder superando o querer!!!

Sobre o dito “Querer não é poder”, o grandioso poeta português, Fernando Pessoa, classificou assim: “Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde…”

A imprensa, de maneira geral, e especialmente o fotojornalismo, visam trazer cada vez mais à cena aquilo que se configura como segmentos “à margem” da sociedade, figurativizados nas diversas manifestações da exclusão, da periferia, enfim de uma série de categorizações (cujas especificidades semântico-sociais este trabalho não objetiva discutir). Assiste-se a uma classe de produções discursivas, de caráter midiático, que tem se empenhado em formalizar visualmente não apenas o relato de tais situações, mas, sobretudo, a sua forma de experimentá-las.

A questão precípua nessas propostas consiste justamente em resgatar, pelo exercício do sentido experimentado, a visibilidade daquilo que se tornou praticamente invisível em nossa sociedade pelo esgotamento de sua recorrente exposição. Define-se, portanto, como um regime condicionado aos modos de ver, que é tratado aqui pelo seu viés de “fazer sentido” e não apenas como a realização de uma mera presença diante do olhar.

Abordar o regime da visibilidade implica reconhecer nos discursos visuais mecanismos de articulação de presenças e ausências concretizadas em atos de mostrar ou ocultar, assim como mostrar-se ou ocultar-se dependendo da instância de análise da imagem. Em suma, procedimentos submetidos às modalizações do poder e querer ser ou não ser visto. Para o desenvolvimento da presente reflexão, algumas imagens representativas de formas conflituosas de visibilidade serão analisadas.

Essas imagens são passíveis de serem associadas à discussão da ausência e da presença na formalização do ver/ser visto, manifestada no nível plástico das imagens, em estreito vínculo com a constituição da própria subjetividade na esfera política e social das relações humanas.

Ainda vai chegar o dia da linguagem por imagem!!!

  Publicado em: Governo

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