É impressionante o alcance da hipocrisia humana quando se dá uma parada e se olha o mundo ao redor. Senhores, doutores e corruptores batem a mão no peito e defendem suas posições como se fossem exemplares perfeitos da mais pura ética e moral, dignos de fundarem qualquer religião que salve de modo cabal a alma de seus seguidores.
Aí se chega a conclusão de os mentirosos se perpetuam num sistema gerador das mais intensas contradições e se aproveitam de uma sociedade doente, que passa acreditar nas histórias mirabolantes e nas presepadas maléficas ao cotidiano.
Tudo se transforma na hipocrisia política: nas eleições, os políticos sempre sorriem e dizem “boa gente”. Mas tão logo elas passam, eles enfiam a faca nas nossas costas. O motivo é o mesmo de sempre: o interesse deles prevalece e, infelizmente, não coincide com os da sociedade. Alguém tem dúvida? Quando se aproximam as eleições o discurso muda, o aconchego ao povo se transforma a luta por uma educação de qualidade, uma saúde inovadora e uma segurança eficiente se tornam o slogan das campanhas eleitorais… Quanta mentira!!!
O pior é que sempre foi assim. Não é de agora que a mentira é a mola propulsora da política. Ademais, se conversarmos com nossos conhecidos, observar-se que a maioria diz querer e praticar o bem em relação ao próximo e o povo continua acreditando nas mentiras.
O que dizer sobre tudo isso? Somos hipócritas!! Conhecemos o que precisa ser feito, sabemos como fazê-lo, mas não fazemos nada porque estamos brutalmente anestesiados para “tolerar” o fedor da latrina que é a nossa política.
Essas mentiras são bem elaboradas, maquiadas de verdades e com promessas impossíveis ditas pelos transformistas.
O certo é que o político mentiroso segue a filosofia de vida de Pedro Malasartes… A mentira tomou conta da política, pois a meta é enganar eleitores como a malemolência de um Pedro Malasartes, tal como uma representação teatral.
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