É necessário, em caráter de urgência, que a Prefeitura de Coelho Neto tome as providências cabíveis, haja vista que as consequências são gravíssimas a saúde dos cidadãos, que vem sofrendo diuturnamente com as queimadas no Lixão da cidade. As doenças respiratórias e de intoxicação vem aumentando assustadoramente. Que o prefeito e sua equipe vão “in loco” verificar, pois a coisa a cada dia fica mais séria.
RECLAMAÇÃO:
Coelho Neto ignora a lei? espalha fumaça e abre novo lixão que talvez não tenha licença ambiental.
Enquanto a cidade sufoca em fumaça tóxica, a Prefeitura vem desmatando para criar um segundo lixão, mesmo com a existência de uma lei federal que proíbe essa prática em todo o território nacional.
Um problema antigo que agora virou ameaça à saúde pública
Há mais de 20 anos, Coelho Neto convive com um lixão a céu aberto localizado a menos de 500 metros da zona urbana, às margens da MA-034, sentido Duque Bacelar. A área, sem cercas, sem controle, sem portões e sem fiscalização, virou terra de ninguém.
Ali, a decomposição do lixo somada ao calor gera incêndios constantes. À noite, a fumaça tóxica se espalha por bairros inteiros: Bom Sucesso, Novo Astro, Sarney, Santana, Centro, Anil e até o Parque Amazonas. Moradores, crianças e idosos respiram veneno enquanto dormem. O IEMA, uma escola técnica estadual, fica a poucos metros do local, seus alunos e professores estão expostos diariamente ao ar contaminado.
Como se não bastasse, um líquido escuro, um possível chorume, já escorre do lixão atual e ameaça contaminar o solo às margens da MA-034, agravando o risco ambiental.
É preciso a Prefeitura resolver esse problema e, assim, conter a intoxicação da população.
Pressionada pelas denúncias e pela revolta da população nas redes sociais, a gestão municipal decidiu seguir outro caminho, ou seja, abrir um segundo lixão, agora às margens da MA-123, sentido Afonso Cunha.
A nova área já está em processo de desmatamento possivelmente sem qualquer licença ambiental, sem estudo de impacto, sem placa de obra, sem cronograma, sem fonte de recursos divulgada e sem transparência. Trata-se de uma violação direta da Lei Federal nº 12.305/2010, que proíbe expressamente a criação de novos lixões em todo o país.
Diante da omissão do poder público, moradores lançaram dois abaixo-assinados: um será entregue ao Ministério Público, exigindo providências urgentes; o outro, à Câmara Municipal, cobrando posicionamento dos vereadores, que, até agora, se mostram omissos, coniventes e cúmplices.
Dois lixões, nenhuma solução. Um colapso ambiental anunciado
O presidente da Câmara já declarou: o novo lixão começa a operar até 21 de junho. Mas ninguém falou em encerrar o antigo. Ou seja, Coelho Neto pode acabar com dois lixões ilegais ao mesmo tempo, um escândalo ambiental sem precedentes.
Enquanto isso, nada foi feito para desativar o atual lixão da MA-034, nem para recuperar a área degradada, muito menos para implementar um aterro sanitário conforme prometido pelo prefeito em 2020. Em 2023, ele chegou a divulgar um vídeo anunciando o início das obras, que hoje estão abandonadas no mato e no esquecimento.
Até quando Coelho Neto vai respirar fumaça?
A cidade agoniza em meio à fumaça, ao descaso e à omissão de seus representantes. O que está sendo feito não é apenas má gestão, é crime ambiental, negligência com a saúde pública e violação direta da Constituição Federal e da Lei nº 12.305/2010.
A pergunta que ecoa nas ruas, nas redes e nas casas sufocadas pela fumaça é uma só:
Até quando Coelho Neto vai viver à margem da lei?
Até quando a população vai respirar fumaça e ser tratada com descaso?
Por Elison Morais
Publicado em: Política