As apurações tramitam nos gabinetes de nove ministros da Corte; a maioria está sob relatoria do ministro Flávio Dino

Pelo menos 80 congressistas são alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades envolvendo o repasse de emendas parlamentares. As apurações, instauradas a partir de diferentes denúncias, tramitam nos gabinetes de nove ministros da Corte. A maioria está sob relatoria do ministro Flávio Dino (foto).
As apurações envolvem parlamentares de diferentes espectros da Câmara dos Deputados, incluindo nomes do chamado baixo clero e integrantes da cúpula da Casa. Um dos investigados é o líder do governo Lula na Casa, José Guimarães (PT-CE), suspeito de ter destinado recursos públicos a prefeituras do interior do Ceará, que teriam favorecido o grupo político do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 9.
O avanço das investigações tem provocado reação no Congresso. Líderes partidários têm pressionado o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a adotar medidas de proteção aos parlamentares investigados.
Em maio, a Casa aprovou a sustação de uma ação penal no STF contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A decisão é vista como um possível precedente para que outros parlamentares obtenham decisões semelhantes à medida que os inquéritos se multiplicam no Supremo.
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