“Fico espantada como as pessoas se adequam rapidamente às conjunturas que lhe interessam”, disse a ministra na sabatina de Moraes
A relação de lua de mel do PT com o ministro Alexandre de Moraes é uma novidade. O partido foi contra sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal em 2017 e expôs críticas durante a sabatina e em nota oficial.
Oito anos depois, Gleisi mudou totalmente sua posição e hoje milita em apoio ao ministro – alvo de sanções do governo Donald Trump acusado de perseguir políticos de direita, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sabatina, a então senadora criticou o finado PSDB por mudar de posição de acordo com a conveniência política – os tucanos condenaram Edson Fachin por posições políticas à esquerda, mas pouparam Moraes:
E ironizou:
Leia o discurso da então senadora:
É extremamente preocupante. Não é possível que a gente tenha um ministro do Supremo com vinculação e compromissos partidários. Essa frase é do senador Aécio Neves em 2015, durante a sabatina de Fachin na CCJ.
Os que foram leões contra Fachin hoje estão aqui, mansos, diante de uma sabatina em que o nosso indicado é um militante partidário convicto — aliás, com posicionamentos externados, além de filiado a partido político. Nós temos registros de perseguição política por parte do indicado em relação ao PT, bem como manifestações públicas de apoio ao impeachment da presidenta Dilma.
O senhor disse que se considera imparcial e que irá se guiar pela Constituição. A que o senhor atribui manifestações tão contundentes contrárias à sua indicação, como as que estamos presenciando? Há muita indignação por parte da opinião pública. Não vimos isso em outras indicações para o Supremo.
Reiteramos aqui a preocupação com seus posicionamentos no Supremo, especialmente em relação à democracia e ao respeito aos movimentos sociais.
Será que, mais uma vez, teremos na República alguém pedindo para esquecermos o que escreveu?
Por Metrópoles
Publicado em: Política



