Ministro defendeu “transparência” no julgamento de réus da tentativa de golpe de Estado e criticou pressões por arquivamento… QUANTA TRANSPARÊNCIA E IMPARCIDADE!!!
O ministro Alexandre de Moraes classificou como “patética” a tentativa de intimidação ao STF (Supremo Tribunal Federal) diante do julgamento da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu. A declaração foi feita nesta 6ª feira (1º.ago.2025), durante a sessão de abertura do 2º semestre do Judiciário.
Segundo Moraes, todas as etapas do processo seguiram o devido processo legal. Ele afirmou que os 31 réus pertencentes aos 4 núcleos investigados foram interrogados de forma “absolutamente pública e transparente”. Para o ministro, não há no mundo uma ação penal que tenha sido conduzida com tanta transparência quanto a relacionada à tentativa de golpe.
“Não é possível aceitar pressões por um tirânico arquivamento dessas ações penais”, disse. “Isso seria atender a pessoas que se consideram acima da Constituição, traidores da pátria”, afirmou.
A manifestação já era esperada, diante da inclusão do ministro na lista de sanções da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos. Como antecipou o Poder360 na 5ª feira (31.jul), havia expectativa de que tanto o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, quanto Moraes comentassem o episódio durante a abertura do Judiciário.
Moraes foi incluído na lista na 4ª feira (30.jul). A Lei Magnitsky é uma legislação dos EUA que permite sanções a indivíduos acusados de envolvimento em corrupção ou violações graves de direitos humanos. “Um país soberano como o Brasil sempre defenderá a sua democracia”, afirmou o magistrado nesta 6ª feira (1º.ago).
Moraes também confirmou que o julgamento dos réus pela tentativa de golpe de Estado, incluindo Bolsonaro, seguirá normalmente.
“As ações prosseguirão. O rito processual não será adiantado nem atrasado. O andamento ignorará as sanções impostas. Este relator continuará atuando como tem feito, tanto no plenário quanto na 1ª Turma, sempre de forma colegiada”, disse.
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