Tatiana dos Santos, mais conhecida como Carreirinha, é uma figura conhecida nas ruas de Caxias. Por anos, viveu em situação de extrema vulnerabilidade, enfrentando a
dependência química e a falta de assistência contínua. Recentemente, sua história ganhou novos contornos quando ela aceitou, de forma voluntária, ser internada no Hospital Nina Rodrigues, em São Luís, para iniciar um tratamento especializado.
A internação só foi possível graças a uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Proteção Social e da deputada Daniella, que viabilizou o encaminhamento da paciente com o devido apoio institucional e legal. Também é importante destacar o trabalho humanizado realizado pela equipe do Centro POP, que fez o acolhimento e conduziu Carreirinha até a decisão de buscar ajuda.
No entanto, o que deveria ser apenas uma vitória das políticas públicas e da empatia virou também palco de oportunismo político.
*O vereador que quer os méritos — mas foge da responsabilidade*
Logo após a notícia da internação de Carreirinha repercutir nas redes sociais e na imprensa local, o vereador Daniel Barros, que se intitula “Fiscal do Povo”, surgiu alegando que tudo só aconteceu graças a ele. A informação é falsa.
O vereador não teve qualquer participação direta ou articulação comprovada no processo. Sua tentativa de capitalizar politicamente em cima de uma conquista coletiva foi rapidamente desmentida pelos envolvidos na ação.
Agora, mais recentemente, Carreirinha foi novamente vista nas ruas, pedindo dinheiro. Situação triste, porém infelizmente comum em casos de dependência química, que envolvem recaídas, interrupções de tratamento e, muitas vezes, a ausência de uma rede de apoio familiar e social contínua.
Curiosamente, o mesmo vereador que correu para os holofotes quando a internação foi conquistada, hoje se omite. Não apenas se cala diante do retorno de Carreirinha às ruas, como também ataca nas redes sociais o próprio Estado, acusando-o de “ineficiência” ignorando que a internação de Carreirinha foi voluntária e, por lei, ela pode decidir sair do hospital a qualquer momento.
*Dependência química não se resolve com curtidas*
É preciso responsabilidade. O tratamento de dependência química é complexo, demorado e doloroso. Envolve múltiplos fatores: saúde mental, vínculos familiares, moradia, dignidade e acompanhamento constante. Não é com discursos vazios nem com oportunismo político que esse problema será resolvido.
Se queremos transformar realidades como a dela, é preciso seriedade, compromisso e, acima de tudo, empatia.
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