
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF), determinou nesta terça, 26, o reforço da fiscalização sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante de um suposto risco de descumprimento de medidas cautelares e de uma eventual tentativa de fuga.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, em Brasília, após violações de restrições impostas pelo Supremo. Entre as condições estão o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento noturno, a proibição de contatos políticos e o veto ao uso de redes sociais.
O parlamentar apontou risco concreto de que Bolsonaro buscasse refúgio na Argentina após a PF ter encontrado uma minuta de pedido de asilo político ao governo Javier Milei.
O órgão, porém, recomendou que a fiscalização não invada a esfera domiciliar nem afete a vizinhança.
O despacho cita ainda investigações em andamento sobre o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, acusado de atuar para interferir em processos judiciais envolvendo o pai.
O julgamento do mérito da ação penal 2.668, em que o ex-presidente é réu, está marcado para ocorrer entre 2 e 12 de setembro na Primeira Turma do STF.
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