Infiltração do PCC expõe falhas e sucateamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que chegou a fechar banheiro por falta de papel
A operação que desbaratou o esquema do PCC com postos de combustível expõe a falha na fiscalização e as brechas que permitiram a infiltração do crime organizado no setor. Do Congresso, que ignora o tema, ao governo, que sucateou a Agência Nacional de Petróleo (ANP), quem poderia fechar as torneiras fechou os olhos e deixou acontecer.
Se foi o governo federal ou o governo de São Paulo quem descobriu a torneira aberta, pouco importa para quem era roubado na bomba.
Mais de 300 postos participaram do esquema com bombas viciadas. Os consumidores pagavam por um volume inferior ao informado ou por combustível adulterado.
Descortinado o esquema, o Congresso vai correr para priorizar projetos sobre o tema…
O governo, para socorrer a ANP. O órgão responsável por fiscalizar os postos de combustível fechou até as portas do banheiro por falta de dinheiro para comprar papel higiênico, como mostrou a coluna.
No último mês, a coluna mostrou que o governo chegou ao cúmulo de pedir autorização ao PCC para Lula entrar na comunidade do Moinho, em São Paulo. Naturalizou-se tanto isso que até a oposição deixou para lá.

Quando o presidente da República precisa pedir licença ao crime organizado e entrar na comunidade de braço dado com uma facção ele não deixa outra alternativa ao trabalhador que mora nessas regiões dominadas pelo tráfico a aceitar sua realidade.
Fintechs usadas pelo PCC
Na lista do que poderia ter sido feito, mas não foi tem as fintechs que, até hoje não são enquadradas como instituições financeiras pela Receita.
“A partir de amanhã, a Receita Federal enquadra as fintechs como instituições financeiras”, afirmou o ministro Fernando Haddad (Fazenda).
A pergunta é: Por que demoraram tanto?
Por Metrópoles
Publicado em: Política



