Arquivo de agosto de 2025

Deputados detonam “traição” e jogada pessoal na mudança de comando do PSB

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

A troca no comando do PSB no Maranhão foi rechaçada pela base aliada ao governador Carlos Brandão na sessão desta quinta-feira (7). Segundo os parlamentares, a mudança foi feita nos bastidores, sem diálogo, e com um único objetivo: satisfazer interesses pessoais de quem já não desfruta das benesses do poder.

Iracema Vale (PSB), presidente da Assembleia, já havia usado o termo “traição” antes mesmo da troca ser oficializada. Depois da confirmação, o tom subiu durante a sessão plenária. Parlamentares como Ana do Gás, Andreia Resende, Antônio Pereira, Florêncio Neto, Claudio Cunha, João Batista Segundo, Davi Brandão e Adelmo Soares engrossaram o coro contra o que eles classificaram como “golpe político”.

Adelmo foi direto ao ponto. “Não há motivo ético, administrativo ou moral pra tirarem o partido de Brandão. É só interesse pessoal de quem quer continuar mamando nas benesses do Governo do Maranhão.”

Já o deputado Catulé Júnior (PP) foi ainda mais explícito. “Na minha opinião, cortaram os privilégios de uma casta. A turma perdeu a boquinha e agora quer desestabilizar.”

Apesar do ataque, o tiro saiu pela culatra. A tentativa de esvaziar o poder de Brandão dentro do PSB fracassou. A base garantiu que o apoio ao governador continua firme, com ou sem legenda. E se o governador sair do PSB, os deputados afirmam que seguirão com ele.

Davi Brandão foi claro. “Quem determina meu destino partidário é Carlos Brandão. Confio nele, respeito ele, e sigo com ele.”

Antônio Pereira, vice-presidente da Alema, reforçou. “Nosso rumo político segue com Brandão, um governador que pensa nesta e nas futuras gerações.”

Florêncio Neto lembrou que foi Brandão quem fez o PSB crescer no Maranhão. “Ele construiu a maior bancada da Assembleia, da Câmara de São Luís, e multiplicou prefeitos. O PSB só virou o que é hoje porque passou pelas mãos dele.”

A mensagem é clara: tentaram dar o golpe, mas esqueceram que Brandão ainda comanda a tropa. E quem mexe com ele, mexe com todo mundo.

Igualdade com o Brasil!!! Milhares saem às ruas na Colômbia em apoio a Álvaro Uribe

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

Crusoé: Milhares saem às ruas na Colômbia em apoio a Álvaro Uribe

Milhares de apoiadores de Álvaro Uribe, condenado a 12 anos de prisão domiciliar, saíram às ruas da Colômbia em apoio ao ex-presidente nesta quinta, 7.

Os protestos foram registrados nas ruas de Medellín, Cartagena, Bogotá e em diversas cidades do país.

Os manifestantes, vestidos de roupas brancas, denunciam uma suposta “manipulação da justiça” para condenar Uribe.

Eles carregam faixas e cartazes em sua defesa.

“Uribe é o nosso símbolo, mas a Colômbia é a nossa causa”, escreveu Abelardo De La Espriella, pré-candidato à presidência.

Algumas manifestantes usavam fantasias satíricas com símbolos do Judiciário associados às Farc.

Culpado

O ex-presidente foi condenado, em 1º de agosto, a 12 anos de prisão domiciliar após  ser considerado culpado por manipulação de testemunhas.

A sentença marcou a primeira vez na história do país em que um ex-presidente é condenado por um crime.

Na decisão, a juíza Sandra Liliana Heredia Arana afirmou que o ex-presidente teria oferecido – por meio de advogados – benefícios a testemunhas em troca de depoimentos favoráveis.

Durante o julgamento, Uribe disse sentir uma “dor na alma” por ser o primeiro ex-presidente do país a ter que se defender na Justiça e afirmou ser vítima de “conspiração idealizada por juízes e opositores que usaram interceptações [telefônicas] ilegais” para obter provas contra ele.

O caso teve origem em 2012, quando o próprio Uribe acusou o senador Iván Cepeda de obter um falso testemunho contra ele sobre as origens do paramilitarismo em Antioquia.

No entanto, a coleta de provas alterou o curso do caso e apontou para uma estratégia de manipulação de testemunha, o que…

Por Crusoé

Que país é esse??? 8/1: STF condena homem que sentou na cadeira de Moraes a 17 anos de prisão

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

8/1: STF condena homem que sentou na cadeira de Moraes a 17 anos de prisão

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou por maioria nesta quarta-feira (6) Fábio Alexandre de Oliveira a 17 anos de prisão por participação nos atos do dia 8 de janeiro de 2023. Ele ficou conhecido por aparecer em imagens sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes. Em vídeo no dia dos ataques aos Três Poderes, Fábio de Oliveira afirma: “Cadeira do Xandão aqui. Aqui, ó vagabundo. É o povo que manda nessa p…a, ca…lho”.

O julgamento foi realizado em plenário virtual e encerrado na noite de terça-feira (5). O placar foi de 3 a 1. A divergência foi de Luiz Fux. A ministra Cármen Lúcia não votou. Olvieira também deverá pagar, em divisão com outros condenados, uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes afirmou que as provas demonstram a adesão de Fábio ao “movimento antidemocrático”, inclusive com “contribuição direta” para difundir mensagens contra o Supremo. “Os elementos constantes dos autos comprovam que sua conduta não foi episódica, tampouco passiva ou neutra, mas sim engajada, voluntária e com forte adesão ao propósito criminoso de ruptura da ordem constitucional”, escreveu o ministro ao votar.

Ele vai responder por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do Patrimônio tombado; e associação criminosa armada.

Moraes foi acompanhado integralmente por Flávio Dino. Já Cristiano Zanin e Luiz Fux, apesar de concordarem que há elementos de prova suficientes para a condenação, discordaram de Moraes na pena imposta. Para Zanin, o réu deveria cumprir 15 anos. Já para Fux, a pena deveria ser de 11 anos.

Major da PM Nesta quarta (6), a Primeira Turma também condenou por maioria o major da reserva Cláudio Mendes dos Santos, da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), a pena de 17 anos e seis meses de prisão por ações que teriam contribuído para os ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O militar foi apontado como um dos líderes dos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército. Ainda cabem recursos da defesa.

Em voto, Moraes afirmou que o major, apesar de negar presença em Brasília em 8 de janeiro, teve participação ativa na organização de movimento golpista; atuou intelectualmente na incitação à intervenção militar e derrubada do governo eleito; usou carro de som para convocar apoiadores no Quartel General do Exército; e confirmou presença no local em depoimento.

Só cresce!!! Vejam quais são os 40 senadores que assinaram impeachment de Moraes

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

Líder do PL, Carlos Portinho divulgou lista de 40 parlamentares favoráveis ao impeachment diz que falta apenas um voto para abrir o processo

Moraes

Uma imagem com os nomes e rostos de 40 senadores que apoiam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) está sendo divulgada pelo líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ). A iniciativa integra a estratégia de pressão da ala bolsonarista do Congresso, que tem o afastamento de Moraes como uma das principais pautas da obstrução legislativa em curso.

A peça publicitária afirma que “só falta 1 senador” para alcançar os 41 apoios necessários para a admissibilidade da denúncia. A movimentação é parte da ofensiva de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vêm criticando a atuação de Moraes à frente da Suprema Corte.

Na imagem divulgada por Carlos Portinho, aparecem os seguintes senadores:
• Alan Rick (União Brasil-AC)
• Alessandro Vieira (MDB-SE)
• Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
• Carlos Portinho (PL-RJ)
• Carlos Viana (Podemos-MG)
• Cleitinho (Republicanos-MG)
• Damares Alves (Republicanos-DF)
• Dr. Hiran (Progressistas-RR)
• Eduardo Girão (Novo-CE)
• Eduardo Gomes (PL-TO)
• Efraim Filho (União Brasil-PB)
• Esperidião Amin (Progressistas-SC)
• Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
• Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
• Ivete da Silveira (MDB-SC)
• Izalci Lucas (PL-DF)
• Jaime Bagattoli (PL-RO)
• Jayme Campos (União Brasil-MT)
• Jorge Kajuru (PSB-GO)
• Jorge Seif (PL-SC)
• Luis Carlos Heinze (Progressistas-RS)
• Lucas Barreto (PSD-AP)
• Magno Malta (PL-ES)
• Márcio Bittar (União Brasil-AC)
• Marcos do Val (Podemos-ES)
• Marcos Rogério (PL-RO)
• Mecias de Jesus (Republicanos-RR)
• Margareth Buzetti (PSD-MT)
• Nelsinho Trad (PSD-MS)
• Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
• Pedro Chaves (MDB-GO)
• Plínio Valério (PSDB-AM)
• Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO)
• Rogério Marinho (PL-RN)
• Sergio Moro (União Brasil-PR)
• Styvenson Valentim (Podemos-RN)
• Tereza Cristina (Progressistas-MS)
• Wellington Fagundes (PL-MT)
• Wilder Morais (PL-GO)
• Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Embora os apoiadores do impeachment aleguem força crescente no Senado, o andamento de um processo contra um ministro do STF depende de decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que até o momento não sinalizou disposição para aceitar esse tipo de pedido.

Por Metrópoles

Não aceitam o comunismo ditatorial!!! Quando os EUA enviaram até porta-aviões para interferir na política brasileira

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

E Lula afirmou que ele é cada vez mais esquerdista e comunista, vale lembrar!!!

EUA mobilizaram o porta-aviões USS Forrestal (foto) para dar suporte ao golpe militar no Brasil

tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil não é um movimento inédito dos Estados Unidos para tentar interferir nos rumos da política brasileira.

Se agora Trump justifica a medida como uma retaliação ao que ele chama de “caça às bruxas” do Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro — réu por tentativa de golpe de Estado em processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) —, em 1964 o cenário político polarizado quase provocou uma invasão de forças militares americanas ao nosso território.

Amplamente discutida entre autoridades americanas, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e os conspiradores que derrubariam o governo João Goulart (1919-1976), a trama foi deflagrada em reunião da cúpula militar dos EUA no início da tarde do dia 31 de março de 1964, horas antes do golpe militar instaurar a ditadura no Brasil.

O historiador Carlos Fico, professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descreve o aparato dos americanos em seu livro O Grande irmão – Da Operação Brother Sam aos Anos de Chumbo: O governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira.

“A operação envolveu um porta-aviões, um porta-helicópteros, um posto de comando aerotransportado, seis contratorpedeiros (dois equipados com mísseis teleguiados) carregados com cerca de 100 toneladas de armas (inclusive um tipo de gás lacrimogêneo para controle de multidões chamado CS Agent) e quatro navios-petroleiros que traziam combustível para o caso de um eventual boicote do abastecimento pelas forças legalistas.”Batizada de operação Brother Sam (Irmão Sam, em inglês), a tática foi negociada intensamente nos estertores do último governo democrático do Brasil antes da ditadura.

As forças americanas sairiam de um porto do Estado da Virginia às 7h do dia 1º de abril, com previsão de chegada à região de Santos (SP) entre os dias 10 e 14 de abril. O grupo, entretanto, nunca chegou ao Brasil.

Primeiro presidente do regime militar, Humberto Castelo Branco avisou os americanos no dia 1º de abril que não precisaria do apoio logístico após o golpe.

Assim, a Brother Sam “começou a ser desmontada”, afirma Fico.

Somente dois dias depois foi decidido que a força-tarefa poderia dar meia-volta e retornar aos Estados Unidos.

A manobra tinha o objetivo de “assegurar o bom andamento do golpe no Brasil”, como explica à BBC News Brasil a historiadora Bruna Gomes dos Reis, pesquisadora na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e professora no Serviço Social da Indústria (Sesi).

“Não se tratava de uma ameaça de um país soberano contra o outro, mas do apoio que os Estados Unidos davam para garantir que seus aliados no Brasil tomassem o poder.”

“O contexto é de escalada do discurso anticomunista nos Estados Unidos”, ressalta ela.

Militares avaliaram que não precisavam do apoio americano

Medo do comunismo

O movimento americano era baseado no medo de que as políticas de João Goulart significassem um alinhamento ao bloco comunista liderado pela União Soviética, naquele contexto da Guerra Fria.

Conforme ressalta o historiador Fico, tudo indica que o planejamento dessa ideia intervencionista já viesse desde o governo de John F. Kennedy (1917-1963).Em suas pesquisas, o historiador encontrou uma versão datilografada do plano datada de 11 de dezembro de 1963, ou seja, menos de um mês depois do assassinato de Kennedy.

“Portanto, pode-se asseverar que o plano foi iniciado ainda na gestão [dele]”, escreve.

A preparação do documento foi encabeçada pelo diplomata Abraham Lincoln Gordon (1913-2009), embaixador dos Estados Unidos no Brasil entre 1961 e 1966.

O texto era dirigido ao então conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, McGeorge Bundy (1919-1996).

Em 2001, Gordon admitiu que “nos últimos dias de março de 1964”, Washington efetuou “planos de emergência para fornecer” tanto armas quanto munições para evitar que fosse implementado um governo de esquerda no Brasil.

“Não é fácil para ninguém ver com simpatia o embaixador de uma potência estrangeira que tenha pretensões intervencionistas em relação ao país que o acolhe”, analisa Fico. “Mas não se deve demonizar a figura de Gordon […].”

O historiador comenta em seu livro que, naquele contexto de Guerra Fria, “o embaixador viu-se numa posição em que podia atuar conforme suas convicções de “cold warrior” (“guerreiro” na Guerra Fria) e o fez decididamente, supondo servir da melhor maneira possível o seu país, pondo-se à frente de uma peripécia que lhe rendeu certa notoriedade.”

Toda a operação foi planejada por meio de trocas de telegramas entre Estados Unidos e Brasil. Tais documentos, então confidenciais, foram revelados pela primeira vez apenas nos anos 1970, graças a pesquisa acadêmica realizada pela historiadora americana Phyllis R. Parker.

Ela comprovou que Washington já acompanhava de perto o cenário político brasileiro desde 1961.

“É preciso reparar que o plano de contingência não foi feito às pressas, às vésperas do golpe, nem seria cabível que fosse assim, pelas características essenciais desse tipo de precaução”, afirmou Fico.

Fico esclarece que os documentos trocados entre as autoridades demonstravam preocupação com “qualquer tentativa de mudar significativamente, por violência ou de outro modo, o caráter do regime que governa o Brasil”.

“Os pressupostos estabeleciam que, embora um golpe direitista não devesse ser estimulado, […] a embaixada estabeleceria contatos secretos com os grupos de conspiradores brasileiros para manter-se informada e exercer influência, ou seja, agiria clandestinamente”, pontua o historiador.

Tudo dentro da ideia de que havia “risco de o Brasil tornar-se comunista”.

Embaixador dos EUA no Brasil, Abraham Lincoln Gordon preparou o plano

No entendimento dos americanos, os militares brasileiros eram a única força nacional capaz de deter essa ameaça da esquerda.

Gordon entendia que Goulart iria implantar uma “ditadura de tipo peronista” (de Perón, na Argentina) e, depois, “seria dominado pelos comunistas em função dos acordos que seria obrigado a fazer com a extrema-esquerda”, contextualiza Fico.

Para evitar isso, o plano previa a formação de um novo governo, conduzido pelas “forças alternativas”, ou seja, a direita golpista.

Gordon se preocupava também que esse governo conseguisse controlar parte significativa do país para que fosse reconhecido por nações estrangeiras.

Naquela época de mundo dividido em dois polos politico-econômicos, o importante era garantir a influência.

Para o historiador Vitor Soares, apresentador do podcast História em Meia Hora,”o que estava em jogo era o controle político da região”, e não exatamente o risco de Brasil virar comunista.

“O maior interesse dos EUA com a Operação Brother Sam não era evitar uma ameaça comunista real. Até porque ela não existia de fato no Brasil”, diz.

Nesse sentido, Soares lembra que é importante situar João Goulart não como um comunista, mas sim como um reformista.

“Suas propostas, as reformas e base, queriam, por exemplo, ampliar o acesso à terra, à educação, ao voto”, enumera.

“Nada muito além do que países democráticos discutem todos os dias. Mas, no contexto da Guerra Fria, isso era bastante para que os Estados Unidos o colocassem na mira.”

Pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o jurista e cientista político Enrique Natalino reforça que essa ideia de “ameaça comunista”, com o distanciamento histórico de hoje, pode ser analisada “mais como uma construção ideológica interna e externa do contexto da Guerra Fria do que uma realidade concreta que justificasse a força militar estrangeira”.

Natalino explica que a operação Brother Sam não envolveu o deslocamento de forças militares formais ou uma intervenção terrestre direta por parte dos Estados Unidos no Brasil.

“Contou, na realidade, com a mobilização de uma estrutura de apoio que incluía o envio de uma força de apoio logístico e político, composta por militares e civis estadunidenses que podiam atuar de forma clandestina ou indireta para influenciar o cenário político brasileiro, com apoio direto de agências do governo dos Estados Unidos, como o Departamento de Estado e a CIA”, contextualiza.

“O poder militar efetivamente mobilizado se restringia ao nível de planejamento, inteligência e assistência logística, sem a formação de uma força de combate ou ocupação física.”

Mobilização

O desembarque de tropas americanas não era dado como necessário a qualquer custo. Pelo plano, isso só ocorreria se houvesse clara evidência de “intervenção soviética ou cubana” do outro lado.

No seu livro Brazil and the quiet intervention, 1964 (Brasil e a intervenção silenciosa, 1964), a historiadora Phyllis R. Parker. Parker conta que a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil entendia que “se houvesse um confronto” naquele contexto, “parecia provável” que ele fosse entre Goulart e um conglomerado de “apoiadores de esquerda e comunistas” contra “a liderança militar alinhada com setores tradicionalmente conservadores”.

Do lado à esquerda, estariam os trabalhadores, estudantes, camponeses e sargentos das Forças Armadas. Do outro, empresários, proprietários de terras “e um número crescente de centristas”, que viam o governo Goulart como “cada vez mais ineficaz ou perigoso”.

Ela contextualiza que os militares brasileiros “eram aliados tradicionais dos Estados Unidos”, e esse alinhamento era uma herança das “experiências de guerra” — na Segunda Guerra Mundial, os pracinhas do Brasil lutaram ao lado dos americanos.

“Além disso, as Forças Armadas declaravam ter o mesmo inimigo dos Estados Unidos: o comunismo”, pontua a historiadora.

Para a socióloga e cientista política Mayra Goulart, professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), historicamente há uma convergência ideológica entre as elites antipopulares brasileiras e latino-americanas e os governos dos Estados Unidos.

“O anticomunismo acaba sendo um afeto que recobre essa indisposição dos governos norte-americanos e das elites brasileiras contra lideranças e governos que se identifiquem e priorizem as classes populares”, avalia ela à BBC News Brasil.

“Era natural que o embaixador Gordon desejasse fortalecer as capacidades do aliado norte-americano, os militares, especialmente diante da ameaça de um golpe vindo de qualquer um dos lados”, acrescenta Parker.

No dia 28 de março, pouco antes do golpe, Gordon enviou telegrama classificado como ultrassecreto ao Departamento de Estado do governo norte-americano.

Nele, reafirmou suas teses de que Goulart estava planejando um golpe para alcançar poderes ditatoriais, com a colaboração do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e outros integrantes da “esquerda revolucionária radical”.

O teor dessa comunicação só foi revelado integralmente em 2004. O embaixador demonstrou preocupação porque entendia que esse movimento levaria o Brasil ao comunismo. E reafirmava a hipótese de deflagração de uma guerra civil no país.

O principal contato dos americanos para a operação Brother Sam, conforme relata Fico, era o general de brigada José Pinheiro de Ulhoa Cintra.

Pelas tratativas, ele seria o encarregado de conseguir armas, munições e combustível do lado brasileiro.

Humberto Castello Branco, primeiro presidente da ditadura militar no Brasil, em foto de 1967

Enteado do ex-presidente Eurico Gaspar Dutra (1883-1974), Cintra foi chamado de “um dos grandes revolucionários do Exército” por Humberto Castelo Branco (1897-1967), primeiro presidente do período ditatorial, e classificado como um homem “violento, querendo fazer bobagem” por Artur da Costa e Silva (1899-1969), o presidente seguinte da ditadura.

O historiador Fico conta que Cintra era muito envolvido na conspiração militar, tendo sido ele autor de um manifesto chamado Lealdade ao Exército. Além disso, “odiava Goulart”.

Naqueles momentos antes do golpe, Gordon ainda coordenaria a redação final de um documento chamado Plano de Defesa Interna para o Brasil — que era, na verdade, um instrumento para avaliar as condições de segurança de um país em relação às ameaças internas que pudessem abalar os interesses dos Estados Unidos.

O plano situava o Brasil em “um processo de desestabilização em função do governo de Goulart, avaliado como problemático do ponto de vista administrativo”, detalha o historiador.

O embaixador sugeriu que o governo americano fizesse uma entrega clandestina de armas de origem não americana, que seriam repassadas aos apoiadores de um golpe que alçaria Castelo Branco ao poder. As armas precisariam ter outra origem justamente para evitar acusações de intervencionismo.

Como conta o livro O Grande Irmão, de Fico, a operação vislumbrada por Gordon tinha contornos cinematográficos: um submarino, não identificado, iria ser descarregado durante a madrugada em um ponto isolado na costa de São Paulo, próximo a Iguape ou Cananeia.

A essa altura, o embaixador acreditava que o que a mobilização chamada por ele de “forças amistosas” iria conseguir vencer sem necessidade de reforço americano.

Mas ele alegava que era preciso preparar a retaguarda para o caso de resistência prolongada dos apoiadores de Goulart ou mesmo de uma contraofensiva por parte dos soviéticos. O esquadrão americano funcionaria como uma demonstração de “força imediata”.

‘Quem paga?’

Dean Rusk, então secretário de Estado americano, se preocupava com o valor da operação e sugeriu que o Brasil 

Para o historiador Vitor Soares, o apoio dos Estados Unidos ao golpe não foi só ideológico ou diplomático, mas logístico, militar e direto.

“Só não intervieram militarmente porque os conspiradores aqui deram conta sozinhos”, diz Soares.

“Mas os documentos e análises históricas já mostraram com todas as letras: o imperialismo estadunidense estava ali, presente, operando.”

Quando a operação começou a ser desmontada após Castelo Branco avisar que não precisa de apoio, a questão para os EUA passou a ser outra: “quem paga?”.

Em telegrama enviado a Gordon, o secretário de Estado americano Dean Rusk (1909-1994) demonstrava preocupação com o custo da empreitada: 2,3 milhões de dólares.

Segundo Rusk, se a Brother Sam fosse desmobilizada, essa despesa não teria como ser arcada pelo Departamento de Defesa. Rusk dizia que talvez fosse preciso então solicitar um reembolso do governo brasileiro.

“A Operação Brother Sam, que se iniciou motivada pelas avaliações quase irracionais de Gordon, terminava reduzida à racionalidade do ‘quem paga?'”, comenta Fico. “O Brasil, aparentemente, escapou de pagar para quase ser invadido.”

Brother Sam e o tarifaço

A professora Mayra Goulart faz uma comparação entre a “guerra” econômica de agora, com as tarifas de Trump, o envio das forças americanas em 1964.

“São os Estados Unidos atuando no papel de potência hemisférica e, com isso, manifestando ingerência nos países que eles entendem como de sua área de influência”, afirma ela.

“[O que ocorre hoje] é uma reminiscência de um mundo que não existe mais. Hoje o mundo é muito mais multipolar.”

O cientista político Márcio Coimbra, ex-diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), vê ambos cenários como reflexo do “interesse estratégico constante” dos Estados Unidos sobre o Brasil.

“Contudo, a natureza e o contexto dessas ações são profundamente diferentes, evidenciando uma evolução nos métodos da política externa americana”, esclarece.

Nesse sentido, ele vê uma evolução no sentido de que os americanos “abandonaram” as operações “militares clandestinas”, como a Brother Sam, “em favor de ferramentas predominantemente econômicas e diplomáticas”, mais “transparentes e adequadas à complexidade do cenário internacional atual”.

A historiadora Bruna Gomes dos Reis lembra de outro paralelo entre os dois episódios.

“Em ambos houve um grupo de brasileiros que acionaram os Estados Unidos”, frisa.

“Na atual conjuntura, apesar de podermos supor algumas coisas, o que temos de fato é que bolsonaristas, especialmente o filho do ex-presidente [o deputado federal Eduardo Bolsonaro], atuaram como porta-vozes de um grupo que ofertaria a soberania nacional em prol de seus objetivos pessoais.”

O cientista político Enrique Natalino também reconhece semelhanças entre os momentos.

“Ambas as ações do governo dos Estados Unidos trazem à tona o temor dos interesses hegemônicos de perder influência e de ver ameaçada sua posição de domínio sobre as decisões internas do Brasil”, diz.

“Ou seja, apesar das transformações nos métodos de intervenção, o objetivo de controle estratégico permanece presente na história das relações internacionais envolvendo o país”, conclui o cientista político.

Por BBC News Brasil…

Caxias no rumo da participação popular: Audiência Pública trata sobre intervenções urbanas na cidade e dialoga com moradores beneficiados

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

A gestão Gentil Neto acredita e aposta na participação popular nas políticas públicas, por isso é uma administração que verdadeiramente dá voz ao povo e constrói um futuro coletivo. Quando cada cidadão e cidadã têm a oportunidade de contribuir com suas ideias, preocupações e sonhos, as decisões governamentais se tornam mais transparentes, justas e alinhadas com as necessidades reais da população. A participação popular não apenas fortalece a democracia, mas também promove um senso de pertencimento e responsabilidade cívica, unindo comunidades em torno de objetivos comuns. Juntos, podemos construir um município mais inclusivo, onde cada voz importa e cada pessoa tem o poder de fazer a diferença. Diante disso, os Moradores dos bairros Caldeirões, Tamarineiro, Trizidela e adjacências participaram de uma Audiência Pública promovida pela Prefeitura de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, para tratar sobre melhorias na infraestrutura da região. O evento contou com a presença de autoridades municipais.

O Secretário de Governo, Arthur Quirino, na oportunidade representante do Prefeito de Caxias, Gentil Neto, falou sobre a importância da ação. “Isso mostra que a Prefeitura de Caxias trabalha de forma democrática, ouvindo a reivindicação das pessoas. Evidente que estamos apresentando um projeto, em que podemos fazer adaptações necessárias, de acordo com o que está sendo apresentado aqui, como correções de nomes, algumas observações que o próprio bairro já vem passando, e é claro que serão avaliadas todas as demandas”, disse.

Em pauta, estiveram a reforma e urbanização das praças Nossa Senhora de Nazaré e Verde Amarelo, implantação de rotatória, além de melhorias no sistema viário da Avenida Nossa Senhora de Nazaré e Rua Godofredo Viana.

O coordenador de engenharia da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, Gabriel dos Santos, destacou os temas abordados. “Vamos apresentar sobre dois projetos, que é o projeto da reforma e revitalização da Praça Verde Amarelo e da Praça Nossa Senhora de Nazaré, e também da revitalização do entorno. Hoje a gente sabe que tem vários problemas ali no tráfego das pessoas, e a gente veio apresentar essa proposta à população, até porque é um projeto inicial, e ouvir também deles, qual o feedback eles têm sobre essas demandas que a gente trouxe”, explicou.

A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a escuta ativa da população, permitindo que os moradores participem diretamente das decisões que impactam seu cotidiano. O momento foi de ouvir sugestões, esclarecer dúvidas e fortalecer o diálogo entre poder público e comunidade.

Eduardo Rego, morador, destacou a importância da escuta a população. “É muito importante porque a população precisa entender o que vai acontecer, e quando o poder público chama é algo muito importante para nós, que vivemos no local, vermos o projeto e termos as nossas conclusões. Está um projeto magnífico, muito lindo”, contou.

Conceição Rodrigues, moradora da Trizidela, elogiou a Audiência Pública. “Nós somos os moradores, somos os principais interessados em ver o crescimento do bairro. Eu nasci na Trizidela, não troco por lugar nenhum, e os benefícios a gente vê muito pouco, e de repente você vê uma obra grandiosa como essa, a gente não podia deixar de vir nessa audiência, pois aqui é que se discute, aqui é que se faz democracia. É analisando os fatos, vendo o projeto, que a gente vai chegar a um denominador comum, o melhor para a população”, frisou.

“Toda obra que fazem é vantagem, para mim vai ser melhoria, vai ficar mais bonito e mais limpeza”, finalizou Joana Angélica, moradora do Tamarineiro.

Thay Evangelista destaca iniciativas do seu mandato destinadas ao público feminino

Postado por Caio Hostilio em 07/ago/2025 - Sem Comentários

Durante a sessão ordinária da Câmara desta quarta-feira, 06a vereadora Thay Evangelista (União) discursou sobre as iniciativas de seu mandato voltadas às mulheres de São Luís.

A parlamentar iniciou sua fala, mencionando o Agosto Lilás, mês de combate à violência contra a mulher.

Mulheres não estão morrendo somente no mês de agosto, na verdade, mulheres morrem todos os dias pelo simples fato de serem mulher. Estamos vivendo um tempo de epidemia de violência doméstica. Nossa voz precisa realmente ecoar todos os meses do ano, para que a gente possa ter resultados diferentes. Acredito que não existe uma fórmula mágica para resolver essa problemática. É com a união de esforços de todas as esferas que conseguiremos melhorar essas estatísticas”, iniciou.

Thay Evangelista destacou as ações desenvolvidas à frente da Procuradoria da Mulher da Câmara. “Assim que assumimos a Procuradoria, criamos a Ouvidoria da Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal para estabelecer um canal de diálogo direto com nossas mulheres. Esse mês, estamos criando a Procuradoria Itinerante com o objetivo de ir para dentro das comunidades, dos condomínios onde temos visto tantos casos de violência. Será um canal de escuta, acolhimento e orientação para que as mulheres tenham a Procuradoria desta Casa como uma mão amiga com quem podem contar”, afirmou.

A vereadora citou ainda dois programas de seu mandato que contribuem para a prevenção e combate à violência contra a mulher.

“Criamos o programa Thay nas Escolas. Dentro das salas de aula, ensinamos nossas jovens sobre os primeiros sinais de violência ainda no namoro para que elas não entrem em relacionamentos abusivos. Desenvolvemos também o Empreende Mermã, que é um programa de empreendedorismo feminino. O empreendedorismo é um veículo para resgatar tantas mulheres que estão inseridas em cenários de violência porque dependem financeiramente dos seus parceiros”, explicou.

Finalizando sua fala, Thay Evangelista solicitou ao prefeito de São Luís a criação permanente da Secretaria Municipal da Mulher.

Quero sensibilizar o prefeito sobre a importância de termos definitivamente a Secretaria Municipal da Mulher. Essa já é uma realidade de tantas cidades. São Luís merece um espaço para pensar prevenção e políticas públicas de combate à violência”, concluiu.

Brasil a caminho!!! OEA confirma fraude nas eleições venezuelanas e perseguição a opositores

Postado por Caio Hostilio em 06/ago/2025 - Sem Comentários

Representante brasileira evitou críticas à ditadura chavista, apelando ao princípio de não interferência

Crusoé: OEA confirma fraude nas eleições venezuelanas e perseguição a opositores
Nicolás Maduro preparado para disputar a Olimpíada do Ridículo, com agasalho nas cores da bandeira venezuelana

A Organização dos Estados Americanos (OEA) confirmou nesta quarta, 6, que a ditadura de Nicolás Maduro está ocultando os resultados das eleições de 28 de julho de 2024, vencidas por Edmundo González Urrutia.

“Mais de um ano depois, o Conselho Nacional Eleitoral [CNE] ainda não publicou a ata necessária para verificar os resultados que declarou a favor de Nicolás Maduro. Essa recusa em fornecer até mesmo os dados eleitorais mais básicos viola as leis nacionais e as normas internacionais. Ela lança uma longa sombra sobre a credibilidade do processo eleitoral e priva os cidadãos do direito de saber a verdade sobre seu voto”, disse Gloria.

Entre os detidos estão centenas de adolescentes de regiões periféricas.

“O procurador-geral da Venezuela confirmou que 25 pessoas morreram no mesmo contexto. Das 25 mortes documentadas, 24 foram causadas por ferimentos de bala na cabeça e no peito, e uma por espancamento fatal. Apenas uma vítima pertencia à Guarda Nacional Bolivariana (GNB); as demais eram civis.

Um ano depois, não há justiça, não há responsabilização e nenhuma medida significativa foi tomada para investigar essas mortes ou proteger os direitos dos que ainda estão detidos. Muitas das prisões resultaram em detenções arbitrárias prolongadas e desaparecimentos forçados. Dezenas de presos políticos continuam detidos sem acesso a aconselhamento jurídico ou contato com suas famílias, em condições que podem ser equiparadas a tortura ou tratamento desumano.”

Por Metrópoles

Folha de São Paulo: Aliada de Dino assume PSB do Maranhão e amplia conflito entre governador e ministro do STF

Postado por Caio Hostilio em 06/ago/2025 - Sem Comentários

Aliada do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) se filia ao PSB nesta quarta-feira (6) e assume o comando estadual do partido, hoje controlado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB). O episódio deve acirrar o conflito entre os dois grupos.

Em decisão tomada pela cúpula nacional do PSB, presidido pelo prefeito do Recife, João Campos, a senadora vai ocupar o posto partidário do governador. Em abril do ano passado, ela havia trocado o PSB pelo PDT.

Brandão era aliado do ministro do STF e foi eleito com seu apoio, mas ambos se afastaram após o governador buscar mais autonomia e discordar da proposta para que o vice-governador, Felipe Camarão (PT), assuma o governo em abril e concorra à sucessão.

O petista é próximo de Dino. O governador, no entanto, quer eleger seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), e desistiu do plano de se candidatar a senador para manter seu grupo no comando do estado.

Brandão comanda o PSB estadual desde a desfiliação de Dino para assumir como ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas o governador tem trabalhado ao mesmo tempo para fortalecer o MDB, partido do ex-presidente José Sarney, por décadas o político mais poderoso do Maranhão.Apesar de ter o MDB como plano A para a candidatura, o governador queria evitar a saída do PSB dos partidos da sua base de apoio e manter a influência sobre a sigla.

Dino foi governador do Maranhão de janeiro de 2015 a abril de 2022, quando renunciou para concorrer ao Senado pelo PSB. Carlos Brandão, então vice-governador, ascendeu ao cargo e foi reeleito há dois anos.

Integrantes do PSB alegam que o governador não está trabalhando para construir uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados e, por isso, vão retirar a presidência do partido dele e entregar ao grupo de Dino.

Ana Paula era suplente de Dino no Senado e assumiu a titularidade do mandato quando ele foi nomeado para o STF.

O conflito entre os dois grupos causa dificuldades também para o presidente Lula (PT), que vê sua base rachar no estado e abrir espaço para a oposição.

Por Folha de São Paulo

Não se mexe em corrupção relacionada a Lula!!! Toffoli atrasa investigações sobre as fraudes no INSS?

Postado por Caio Hostilio em 06/ago/2025 - Sem Comentários

Revista diz que intervenções do ministro do Supremo Tribunal Federal fazem com que a Operação Sem Desconto avance de forma lenta

Toffoli atrasa investigações sobre as fraudes no INSS?

Intervenções feitas pelo ministro Dias Toffoli, do STF, fazem com que as investigações da Polícia Federal (PF) sobre o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões avancem de maneira lenta.

A decisão veio após o delegado da PF Rafael Dantas traçar a hipótese de que o roubo de bilhões de reais dos benefícios tenha tido origem numa Medida Provisória, editada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tornou o registro sindical uma prerrogativa do Ministério da Justiça.

A reportagem diz ainda que, no dia 10 de junho, Toffoli pediu à PF e a várias unidades da Justiça Federal cópias dos inquéritos em tramitação sobre os descontos irregulares, mas não confirmou que analisaria ainda se deveria ser o relator.

O despacho do ministro não impede o cumprimento de decisões judiciais já tomadas, mas freou as investigações em andamento. Um dos motivos é que Toffoli deixou em aberto a possibilidade de não validar as decisões tomadas anteriormente pela Justiça nos casos sobre as fraudes no INSS.

Por o antagonista

Contatos

hostiliocaio@hotmail.com

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Busca no Blog

Arquivos

Arquivos

Arquivos