O vice-prefeito de São Paulo foi recebido por quatro horas pelo ex-mandatário na terça (26) e saiu criticando os ‘sem-vergonha’ que já disputam seu espólio político
ex–presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a visita do vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Augusto de Mello Araújo (PL). Companheiros de longa data, eles permaneceram reunidos por cerca de quatro horas, entre 14h e 18h. Integrante da Rota, o coronel relatou que encontrou Bolsonaro abatido e “indignado .
Ouçam tudo que disse o vice-prefeito sobre o encontro com Bolsonaro:
CPMI do INSS é controlada por oposicionistas após revés do governo Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Procurado, Fabiano Contarato afirmou, por meio de sua equipe, que não houve checagem de cada nome neste primeiro momento e foram apresentados requerimentos sobre todos os nomes citados no inquérito da Polícia Federal.
Ao Estadão, Alencar Santana também confirmou a versão, afirmando que o grupo de trabalho apresentou nomes de presidentes de todas entidades envolvidas no caso. O deputado afirmou que vai retirar o pedido de convocação.
A associação é investigada por ser supostamente controlada por “laranjas” ligados ao empresário do setor de saúde Mauricio Camisotti.
Em 2024, a Ambec realizou descontos estimados em R$ 231,3 milhões, o equivalente a 8,8% do total feito por todas as associações. Os descontos começaram em 2022, com R$ 25 milhões, e cresceram para R$ 91,4 milhões em 2023.
Em dezembro de 2021, a Ambec tinha apenas três associados, mas saltou para mais de 600 mil em dezembro de 2023.
A Ambec foi fundada em 2006 e está sediada no bairro Vila Olímpia, em São Paulo. Até fevereiro do ano passado, quando denúncias sobre descontos ilegais feitas pela associação foram publicadas no portal de notícias Metrópoles, era presidida por Maria Inês Batista de Almeida, ex-auxiliar de dentista que trabalhou nas empresas Brazil Dental e Prevident, ambas do grupo THG (Total Health Group), de Camisotti. Ela morava no Jardim Robru, na zona leste de Sa~o Paulo, segundo o inquérito.
Os deputados Bosco Costa, Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil são acusados pela PGR de cobrar 25% de propina sobre as emendas Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Sobre o interrogatório, o deputado Josimar Maranhãozinho afirmou que “como a defesa não tem acesso ao conteúdo de documentos indicados na denúncia, o deputado não responderá questionamentos em seu interrogatório”. “Nunca encaminhei emenda parlamentar minha para o município de São José de Ribamar, o que ficou esclarecido pelo próprio depoimento dado agora nesse mês de agosto do então prefeito à época”, disse.Procurados pelo Estadão, os demais deputados não se manifestaram até a publicação deste texto.
Quem são os deputados do PL que a PF diz estarem envolvidos em esquema de venda de emendas na Câmara
Ministros da Primeira Turma formam maioria para tornar deputados do PL réus por desvio de emendas
PF diz que deputados cobravam 25% de propina sobre emendas no Maranhão; veja diálogos
Os três são acusados de desviar recursos que seriam aplicados na área da saúde. De acordo com a PGR, os deputados teriam pedido propina de R$ 1,66 milhão em troca de liberar R$ 6,67 milhões em verbas para a cidade maranhense.
Entre as provas coletadas pela PF, estão conversas em que os deputados mencionam reuniões para cobrar pagamento de comissões, além da organização de agendas com autoridades do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, sugeriu nesta terça-feira (26) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que agentes permaneçam dentro da residência de Jair Bolsonaro para assegurar o cumprimento da prisão domiciliar determinada pela Justiça.
Na manifestação enviada ao STF, Rodrigues afirmou que a vigilância presencial 24 horas no interior do imóvel seria a forma mais eficaz de evitar uma possível tentativa de fuga.
A proposta foi apresentada após Moraes determinar reforço do policiamento na casa de Bolsonaro, com a atuação de equipes da Polícia Penal em vigilância contínua. O ministro ressaltou, porém, que a atuação não deveria ser invasiva.
Segundo Rodrigues, a utilização de tornozeleira eletrônica não garantiria plena segurança contra uma fuga. Ele explicou que o equipamento depende de sinal de telefonia para enviar alertas em tempo real e que eventuais falhas ou interferências poderiam atrasar a detecção de violações.
“Conforme contatos preliminares mantidos com a SEAPE/DF [Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal], responsável pela execução do monitoramento eletrônico determinado, embora este seja realizado ‘online’, o que permitiria, em tese, a geração de alertas em tempo real, o equipamento opera por meio de ‘chip’ e depende de sinal de operadora de telefonia para tanto, sendo possíveis falhas, ou mesmo interferências deliberadas para retardo da detecção de violações das condições impostas ao custodiado”, afirmou.
Ele acrescentou que, nesses casos, “as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o que permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga. Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado, caso este tenha tal intenção”.
Como alternativa, a PF também considerou a possibilidade de acompanhamento externo com fiscalização de veículos no condomínio onde Bolsonaro reside. No entanto, Rodrigues destacou que esse modelo poderia causar desconforto aos vizinhos e contrariar recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defende medidas discretas e de baixo impacto.
Diante disso, o diretor-geral defendeu a necessidade de agentes dentro da residência. “Como alternativa a essa medida, e maneira de garantir a efetividade da medida [manutenção da prisão domiciliar] seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência”, disse.
Rodrigues informou ainda que iniciou tratativas com a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) para que, em caso de decisão judicial, a segurança seja realizada em conjunto pela Polícia Federal e pela Polícia Penal Federal.
Os deputados Neto Evangelista (União), Antônio Pereira (PSB) e Florêncio Neto (PSB), ao defender a aprovação do Projeto de Lei n⁰ 359/2025, que reforça a atuação e a estrutura da Agência Executiva Metropolitana do Sudoeste Maranhense (Agemsul), também apontaram incoerência do grupo oposicionista, que parece não querer
apoiar as ações que visam impulsionar municípios daquela região.
Neto Evangelista ressaltou que o PL trata da “reestruturação e ampliação” da Agemsul, estendendo a abrangência do órgão, restrita hoje à regional de Imperatriz, para as de Balsas e Açailândia. “Os prefeitos da região pediram que as obras estaduais daquela área fossem tocadas pela Agemsul, porque fica ali mais próximo. O que o governador está fazendo é uma descentralização do governo, o que é importante e fundamental”, afirmou.
E, na visão de Neto Evangelista, é essa proximidade que será criada a partir dessa reestruturação que está assustando o grupo oposicionista. “A presença do Estado ali mais próximo. Talvez seja esse o desespero da oposição”, disse.
Evangelista, inclusive, pediu “desculpas alheias” ao deputado Davi Brandão (PSB) por este ter sido desconsiderado pelo deputado Fernando Braide (Solidariedade). Durante a discussão do PL, o parlamentar do SDD acabou tratando sobre outros temas, o que não fere o regimento da Casa.
*Quantitativo de obras*
Em aparte, o deputado Antônio Pereira (PSB), que tem Imperatriz como base, destacou o grande volume de obras do governo na região, somando mais de 220.
“A estrutura, no passado, recente, era pequena, e nós precisamos adequá-la. Na realidade, eu nunca vi na Região Tocantina, um quantitativo de obras tal qual vejo agora”, assinalou Antônio Pereira, reforçando que, em média, são 10 obras por cidade sendo realizada pelo governo.
Florêncio Neto observou que o Maranhão é um estado de dimensão continental e que, por isso, o trabalho de órgãos com a Agemsul é essencial.
“Não faria sentido ter uma Agência numa região tão importante do Maranhão e ela não cumprir seu devido papel”, afirmou, justificando a necessidade da ampliação e reestruturação da Agemsul.
Aí a destrambelha oposição em Caixas cria as mais esdrúxulas narrativas para tentar desestabilizar uma gestão que cumpre com suas prerrogativas dentro do serviço de excelência com a coisa pública.
Aparece até um moço destrambelhado de “menino maluquinho” querendo aparecer… Seria melhor pendurar uma melancia no pescoço!!!
Mas o que de fato interessa é saber que os alunos da rede municipal de educação estão se alimentando com merenda nutritiva e bem elaborada, que traduzem diretamente no ensino/aprendizagem.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (26) mudanças no processo de emissão de vistos, ampliando a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para pessoas com menos de 14 anos e mais de 79 anos, a partir de 2 de setembro. Antes, essas faixas etárias eram isentas do procedimento.
No entanto, algumas categorias permanecem isentas da entrevista, como solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais, candidatos a vistos relacionados a órgãos internacionais e militares, e quem solicita a renovação de vistos de turismo ou negócios (B-1, B-2 ou B-1/B-2) que ainda estejam válidos ou expiraram há menos de 12 meses, desde que atendam critérios adicionais, como nunca ter tido um pedido recusado e solicitar o visto em seu país de residência ou nacionalidade.
A mudança faz parte de um pacote de medidas do governo de Donald Trump, considerado por autoridades locais como uma política de restrição ao acesso de estrangeiros aos EUA. Desde o início do segundo mandato de Trump, o Serviço de Imigração e Cidadania (USCIS) tem adotado critérios mais rigorosos na concessão de vistos.
Entre as recentes alterações estão:
Revogação de mais de 6 mil vistos de estudantes estrangeiros desde janeiro de 2025, sendo cerca de 4 mil por violações legais e 300 por suposto apoio ao terrorismo;
Retomada da emissão de vistos de estudantes em junho, com exigência de liberação de acesso às redes sociais para análise governamental;
Implementação da Visa Integrity Fee, cobrando US$ 435 (cerca de R$ 2.419) para emissão de vistos, contra US$ 185 anteriormente;
Revisão de mais de 55 milhões de vistos válidos, podendo resultar em revogação por permanência irregular, envolvimento em crimes ou ameaça à segurança pública;
Suspensão da emissão de vistos de trabalho para caminhoneiros estrangeiros.
Segundo especialistas, a recusa em fornecer informações das redes sociais pode resultar na negação do pedido de visto. Estudantes que participaram de protestos políticos relatam perseguição migratória e novas restrições de entrada, incluindo casos notórios como o do pós-graduando Mahmoud Khalil, preso após declarações de Trump sobre repressão a manifestações contrárias à guerra em Gaza.
O número de vistos emitidos para brasileiros caiu 25% em 2025 em relação ao ano anterior, refletindo o endurecimento das regras.
O Departamento de Estado informou que todos os tipos de visto continuarão passando por revisões periódicas, de acordo com as novas diretrizes de segurança e imigração.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa (STF), determinou nesta terça, 26, o reforço da fiscalização sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diante de um suposto risco de descumprimento de medidas cautelares e de uma eventual tentativa de fuga.
Em sua decisão, Moraes determinou que a Polícia Penal deve realizar um “monitoramento em tempo integral” das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, em Brasília, após violações de restrições impostas pelo Supremo. Entre as condições estão o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento noturno, a proibição de contatos políticos e o veto ao uso de redes sociais.
A ordem de Moraes atende manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e de um ofício do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviado à Polícia Federal.
O parlamentar apontou risco concreto de que Bolsonaro buscasse refúgio na Argentina após a PF ter encontrado uma minuta de pedido de asilo político ao governo Javier Milei.
A Procuradoria-Geral considerou “de bom alvitre” que equipes de prontidão façam o monitoramento em tempo real das medidas impostas ao ex-presidente, de modo a evitar uma evasão.
O órgão, porém, recomendou que a fiscalização não invada a esfera domiciliar nem afete a vizinhança.
O despacho cita ainda investigações em andamento sobre o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, acusado de atuar para interferir em processos judiciais envolvendo o pai.
Segundo relatório da Polícia Federal, as ações de Eduardo, com apoio de aliados como o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo e o pastor Silas Malafaia, teriam o objetivo de obstruir a Justiça e ameaçar a aplicação da lei.
O julgamento do mérito da ação penal 2.668, em que o ex-presidente é réu, está marcado para ocorrer entre 2 e 12 de setembro na Primeira Turma do STF.
Agentes de outros estados reforçam segurança e são escalados para ficar 24 horas por dia na corte
O esquema de segurança do STF (Supremo Tribunal Federal) para o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) prevê a realização de varreduras nas casas dos ministros, a restrição do acesso à praça dos Três Poderes e o reforço do policiamento no tribunal, com agentes dormindo na sede da corte.
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O Supremo requisitou cerca de 30 policiais de tribunais espalhados pelo Brasil e prevê utilizar todo o seu efetivo da Polícia Judicial no esquema especial de segurança para o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus no processo da trama golpista.
Os detalhes estão sendo fechados em um plano de segurança em discussão entre o STF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O julgamento de Bolsonaro está previsto para começar no dia 2 de setembro, e o resultado deve ser conhecido no dia 12.
Os policiais requisitados dos outros tribunais já estão na sede do tribunal, em Brasília, onde foi improvisado um dormitório para que eles permaneçam no local 24 horas por dia. Eles dormem em beliches e ficam à disposição para quando houver necessidade.
Esses policiais devem ficar por pelo menos dois meses no Supremo, com possibilidade de extensão da sua estada.
A avaliação de integrantes do tribunal é que o reforço no efetivo é necessário diante do aumento das ameaças que a corte e seus ministros têm sofrido com a proximidade do julgamento da trama golpista, além da possibilidade de eventual condenação de Bolsonaro.
A requisição de policiais de outros tribunais é uma prática já realizada pelo Supremo em outras ocasiões. Atualmente, o entendimento é que a Polícia Judicial precisa de reforço no efetivo permanente, com a contratação de 40 novos policiais.
O esquema de segurança em fase final de elaboração no STF considera dois agravantes de risco. O primeiro é o fato de o julgamento ocorrer em meio às comemorações da Independência o 7 de setembro cairá no domingo entre as duas semanas das sessões que analisarão as acusações contra o ex-presidente.
Os bolsonaristas já anunciaram manifestações que devem concorrer com os desfiles cívico-militares.
Outro sinal de alerta para os integrantes da segurança do Supremo, segundo relato feito à Folha, é a avaliação de que os ataques ao tribunal podem seguir por meses após o julgamento do ex-presidente.
Com uma eventual condenação, Bolsonaro só deve ser preso após o término do processo, com o fim dos recursos das defesas, o que pode fazer com que a tensão não arrefeça. A pressão contra o Supremo deve coincidir ainda com a posse do ministro Edson Fachin como presidente da corte, em 29 de setembro.
Uma das principais preocupações da segurança não são os ataques de grupos organizados, mas o de indivíduos sozinhos, como Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, que se explodiu ao lado da estátua da Justiça em novembro do ano passado.
As equipes de segurança têm evitado chamar esse tipo de pessoa de “lobo solitário”, como são conhecidos, mas de “ratos solitários”, para evitar que o termo pareça positivo ao autor da ação.
Outra medida de segurança que foi retomada após a explosão de Tiü França, as grades de proteção colocadas em torno do prédio do STF não devem ser retiradas por tempo indeterminado. Na ocasião, ele também detonou o próprio carro a cerca de 300 metros da Esplanada dos Ministérios.
Em fevereiro de 2024, o presidente Lula, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), retiraram simbolicamente as grades, que haviam sido colocadas após os ataques golpistas do 8 de janeiro.
À época, isso foi tratado como uma vitória das instituições democráticas. No entanto, a contenção teve que ser recolocada, com reforços, após a explosão.
A equipe de segurança do Supremo também avalia a possibilidade de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, querer assistir ao seu julgamento presencialmente. Nesse caso, a segurança também deve ser reforçada, por se tratar de um ex-presidente e por eventual comoção que a presença dele possa causar.
Bolsonaro tem dito a pessoas próximas que gostaria de estar na corte em algumas das sessões e ficar de frente aos ministros que ele considera algozes, mas ainda avalia se a situação seria boa politicamente para ele.
Ao marcar para 2 de setembro o início do julgamento do núcleo central da trama golpista, o presidente da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, também divulgou a expectativa de que o julgamento dure duas semanas, com cinco dias para a análise do caso. Foram marcadas sessões para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. (Folhapress)
Integrantes do partido defendem fazer um gesto ao Supremo Tribunal Federal para tentar atenuar a situação de Jair Bolsonaro
Integrantes do PL – partido de Jair Bolsonaro – entraram em campo para tentar convencer o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a não trabalhar por sanções contra pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.
A articulação conta com endosso do presidente do partido, Valdemar Costa Neto. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada por este portal.
O Antagonista apurou que alguns membros do partido depositaram em Gilmar e em Barroso uma expectativa de acordo para tentar distensionar relações entre o bolsonarismo e o Supremo Tribunal Federal. Falas dos dois ministros foram vistas por integrantes do PL como sinalizações visando um eventual acordo com o STF.
Após participar de um evento do Grupo Esfera, no Panamby, na Zona Sul de São Paulo, nesta segunda-feira, Gilmar Mendes declarou que “conversa com todo mundo”após ser questionado sobre as mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) na investigação relacionada à tentativa de obstrução de Justiça por parte do ex-presidente e de seu filho que está nos Estados Unidos.
“Nesses tempos, não [falei com Jair Bolsonaro]. Mas tive muitas conversas com ele no passado e recebi muitos interlocutores. Todos sabem que eu converso com todos os lados da política há muito tempo”, disse Gilmar. Já Barroso, na semana passada, declarou que não se pode discutir anistia antes do julgamento de Bolsonaro, mas que depois disso, essa seria uma decisão que caberia ao parlamento.
Os encontros com Gilmar Mendes
No início de agosto, Gilmar teve um encontro com integrantes do partido, entre eles o líder da sigla, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Valdemar. Durante a conversa, os membros do partido sugeriram que o STF determine o envio dos autos da ação penal do golpe à Primeira Instância. A recepção foi ruim.
Mesmo assim, uma ala do partido defende novos encontros tanto com Gilmar quanto com Barroso para discutir esse distensionamento. Por essa razão, esses membros do PL acreditam que poupar Gilmar e Barroso da Magnitsky poderia ser uma sinalização inconteste pela pacificação com o Tribunal.
O Antagonista apurou, no entanto, que Eduardo Bolsonaro – ao menos por enquanto – é reticente à ideia.