Ministro André Fufuca contraria PP e diz continuar trabalhando ‘normalmente’ no governo

Publicado em   03/set/2025
por  Caio Hostilio

O Ministério do Esporte afirmou hoje que André Fufuca (PP) segue trabalhando “normalmente” após o anúncio de desembarque do União Brasil e do PP do governo Lula (PT).

O que aconteceu
Por meio de nota, a pasta informou que ele “cumpre rigorosamente a sua agenda institucional e segue despachando normalmente”. Por decisão da Federação PP e União Brasil, ele e o ministro do Turismo, Celso Sabino (União), têm até 30 de setembro para deixar a Esplanada e, em caso de descumprimento, haverá afastamento ou até expulsão do partido.

A nota curta deixou clara que ele segue cumprindo as ordens de Lula. “[Fufuca] dá andamento ao que foi estabelecido pelo presidente como prioridade para a pasta: transformar o esporte em uma ferramenta de inclusão social que garanta a todos os brasileiros o acesso às práticas esportivas”, diz o texto, enviado nesta noite.

O ministro se reuiniu com caciques dos dois partidos se reuniram hoje de manhã. O UOL adiantou que ele foi chamado à sede do União Brasil, em Brasília, para conversar com Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e o senador Ciro Nogueira (PI), do PP, para tratar da saída do governo.

Ciro já vinha pedindo a saída do ministro. O presidente da sigla sempre foi contra a ida de Fufuca para o governo Lula. Conhecido por suas posições firmes, o deputado licenciado conseguiu fazer valer sua vontade de assumir a pasta do Esporte.

Lula pressionou os ministros a defenderem o governo. O presidente reclamou que os ministros não defendem a gestão em eventos partidários que são atacados.

Aliados afirmam que Fufuca está contrariado. Mesmo que tivesse ciência que seu partido não deve estar junto ao PT em 2026, havia uma esperança de que conseguisse levar até o início do ano que vem, quando a descompatibilização é obrigatória para quem quer concorrer a outro cargo.

Fufuca está mirando uma das duas cadeiras do Senado pelo Maranhão. O ministro contava com o apoio de Lula na eleição do ano que vem em um estado em que ele é popular. O presidente, por sua vez, quer o maior número de pessoas em seu palanque para a reeleição —mesmo que não tenha o apoio do partido como um todo, como deverá ser o caso do PP e do União.

Por UOL

  Publicado em: Política

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