Lula desistiu de levar congressistas como normalmente faz; presidentes da Câmara e do Senado temem ser alvos da Lei Magnitsky
Lulalevará menos políticos e assessores na viagem que fará a Nova York na semana que vem. A decisão se deu pelo receio de que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) possa impor algum tipo de constrangimento à comitiva. Por isso, a ordem foi a de reduzir ao máximo o número de pessoas com o petista.
Desta vez, nenhum congressista integrará a delegação. Normalmente, Lula convida deputados ou senadores para viajarem com ele como forma de prestigiá-los e também para aproveitar a oportunidade de ter conversas mais densas.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também temem que a participação na viagem presidencial possa demonstrar um sinal de apoio ao governo petista. Têm receio de também virar alvos de punições por meio da Lei Magnitsky.
O Itamaraty informou na 2ª feira (15.set.2025) que nem todos os integrantes da comitiva que acompanhará o Lula na viagem aos Estados Unidos receberam os vistos necessários para entrar no país.
Lula embarca para Nova York no sábado (20.set) para participar de reuniões diplomáticas e da abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que será realizada em 23 de setembro.
Padilha foi alvo de sanções por parte do presidente Donald Trump (republicano) em 13 de agosto porque estava à frente do Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff (PT). O programa contratou na época profissionais cubanos para atuar no Brasil. O ministro estava com o visto vencido e, por isso, a punição não teve efeitos práticos. Mas sua mulher e sua filha tiveram as autorizações suspensas.
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