Em alinhamento com o Planalto!!! Presidente da CPMI do INSS critica STF e PGR por interferências

Publicado em   30/set/2025
por  Caio Hostilio

“Aqui há um Poder que tem capacidade de se administrar sozinho”, disse Carlos Viana

O presidente da CPMI do INSSCarlos Viana (Podemos-MG), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) por interferências no trabalho investigativo e na autonomia da comissão.

Eu defendo com clareza que essa CPMI tem que deixar claro que nós é quem temos que reagir.

Agora, o mais importante, essa é uma CPMI autônoma, é uma investigação do Parlamento, é uma investigação que está dentro da Constituição, nós não vamos abrir mão de dizer quem é testemunha e quem é investigado.

Contraditório?

Questionado se não acha “contraditório” falar que a CPMI tem autonomia, mas não ter previsto um valor de fiança para o alvo de voz de prisão da semana passada, Rubens Oliveira, diretor financeiro de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS, Viana respondeu:

Então nós temos que dar uma resposta: ou nós temos que mudar a legislação ou deixar de fazer CPMI, um dos dois tem que existir. E isso, esse ponto, nós não vamos deixar de investigar, é um direito nosso, está na Constituição, o Parlamento tem a obrigação de investigar quando o assunto é decidido pela maioria.

Quando o Judiciário não tiver uma resposta, ele não legisla, ele devolve ao Parlamento para que os Poderes continuem equilibrados. Não está acontecendo isso. Infelizmente, o que a gente vê é um Supremo Tribunal Federal e agora uma Procuradoria [Geral] da República que se posiciona com muita clareza em completo desrespeito às decisões desse Parlamento”, declarou Viana.

Depois da sessão, ele ainda declarou que os inquéritos sobre a farra dos descontos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas só começaram a andar depois que a CPMI do INSS jogou luz sobre a roubalheira.

“Nós já temos agora as quebras de sigilo, nós temos todos os dados de depósitos bancários nas contas particulares, nas contas de terceiros, todas as saídas de dinheiro da empresa.

Diante dessa documentação que comprova uma mentira, não há como eu deixar de decretar a prisão [no caso, de Carlos Roberto Lopes] por conta exatamente do desrespeito a essa comissão. E ainda que essa prisão faça como a anterior, que ele seja liberado, que a Procuradoria [Geral] da República peça liberação, eu sinto que o dever está cumprido, porque o certo é que essas pessoas já estivessem presas há muito tempo.
E os inquéritos só começaram andar depois que a CPMI começou a jogar luz nessa roubalheira toda, porque os inquéritos estavam parados e infelizmente não havia nada bloqueado, ninguém com pedido de prisão solicitado e atendido. As coisas começaram a funcionar lentamente, mas estão funcionando”, concluiu Viana.

Por o antagonista

  Publicado em: Política

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