Helicópteros usados pela tropa de elite do Exército americano foram detectados nas proximidades da Venezuela em meio a tensão entre Trump e Maduro
Nas últimas semanas, helicópteros associados ao famoso 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais dos Estados Unidos foram vistos a 145 km da costa venezuelana. Conhecidos como “Night Stalkers” (caçadores noturnos, em tradução livre), o grupo de elite é conhecido pelo protagonismo em operações militares de relevância, e sua presença no Caribe alimenta rumores de que a Venezuela seja palco de uma operação militar no futuro próximo.
“Eles basicamente levam e extraem (forças especiais) de lugares impossíveis à noite”, declarou o escritor Steven Hartov em entrevista ao jornal britânico The Guardian. Autor do livro The Night Stalker que dá detalhes sobre as missões empreendidas pela unidade, Hartov afirmou que o regimento é o único capaz de realizar operações que “parecem impossíveis” por conta da localização ou das defesas do inimigo.
Tropa de elite
Os Night Stalkers costumam transportar soldados americanos de elite — como os SEALs, força de operações especiais da Marinha, os Boinas Verdes, tropa versada em guerra não convencional e contraterrorismo, ou membros da Delta Force, especializada em missões de alto risco — até zonas de guerra. Recentemente, helicópteros MH-60 Black Hawks e MH-6 Little Birds, costumeiramente utilizados pela unidade, foram avistados em treinamento em Trindade e Tobago, indício de que uma possível operação estaria fase preparatória.
Criada em 1981, a unidade opera sob o lema não oficial “a morte espera no escuro”. Seus membros já participaram de missões importantes e perigosas na história militar recente dos Estados Unidos, marcando presença nos combates contra o Estado Islâmico no Oriente Médio e operações contra senhores da guerra na Somália. E eles foram os responsáveis por transportar fuzileiros até o Paquistão na conhecida Operação Lança de Netuno, que resultou na morte do infame líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.
“Quintal” dos EUA
A América Latina não é um cenário estranho às operações do grupo, que já foi acionado em pelo menos duas ocasiões para defender os interesses americanos na região que, tradicionalmente, os Estados Unidos enxergam como seu “quintal”.
Informações da Veja
Publicado em: Política



