Recompensa por procurado da polícia chega a 100 mil reais no disque denúncia
A operação de contenção à expansão do Complexo Vermelho no Rio, realizada nesta terça-feira, 28, nos complexos do Alemão e da Penha, e já tida como a mais letal da história, com mais de 100 mortes mortes oficialmente confirmadas até o momento, tinha como foco central a figura de Edgard Alves de Andrade, de 55 anos. Conhecido como Doca ou Urso.
De acordo com os documentos, Doca seria responsável por comandar, além dos complexos do Alemão e da Penha, as regiões da Gardênia Azul e César Maia, na Zona Sudoeste, e o Juramento, na Zona Norte. Entre os crimes pelos quais é investigado, estão o desaparecimento de moradores destes locais e mais de cem homicídios, que incluem a execução de menores de idade.
Em outubro de 2023, Doca foi apontado pelas autoridades como o responsável por ordenar a execução de três pessoas, e a tentativa de homicídio de uma quarta vítima, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Em maio deste ano, o procurado foi denunciado, junto com outros criminosos, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), acusado pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 15 de fevereiro de 2025. De acordo com as investigações, ele teria ordenado a invasão à unidade com homens armados com fuzis e granadas, a fim de tentar resgatar Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, preso horas antes por tráfico e associação para o tráfico, na Comunidade Vai Quem Quer.
No caso, dois agentes teriam se ferido e um deles torturado para confessar informações sobre o paradeiro de Rodolfo, que já havia sido transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia. Doca e os criminosos respondem por tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico.
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