Arquivo de outubro de 2025

Eleição de Alema: STF retomará julgamento virtual; placar é de 8 x 0 pró-Iracema

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

O STF deve retomar nos próximos dias, no plenário virtual, o julgamento da ação do Solidariedade contra a reeleição da deputada estadual Iracema Vale (PSB) como presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.

A apreciação do caso seguirá o rito anterior após o cancelamento de um pedido de destaque que havia sido feito pelo ministro Luiz Fux, ainda em junho deste ano. Se fosse mantido o pleito do magistrado, o processo seria levado para o plenário físico, e o placar – que já está em 8 x 0 pró-Iracema – deveria ser zerado (relembre).

A controvérsia em discussão no STF teve origem após a votação que resultou em empate entre Iracema, de 56 anos, e o deputado Othelino Neto (PCdoB), de 49, na eleição de novembro do ano passado.

O regimento interno da Alema, em vigor desde 1991, estabelece que, em caso de empate, o parlamentar mais idoso assume o cargo, o que garantiu a recondução de Iracema à presidência. O Solidariedade quer que seja considerado eleito o parlamentar com mais mandatos, no caso, Othelino.

Por Gilberto Leda

Neto Evangelista condena oposição por espalhar fake news sobre ataque de facções e destaca ações do governo

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

O deputado estadual Neto Evangelista (União) rebateu a narrativa de dinistas de oposição ao destacar medidas do governador Carlos Brandão na linha de frente do enfrentamento à crise da segurança pública – que atinge todo o país. Na sessão plenária desta quinta-feira (30), o parlamentar também condenou a disseminação de fake news pela internet, o que potencializou a onda de medo em São Luís, na semana passada.

“Eu vi Instagram de homens públicos, vídeos antigos, olha a irresponsabilidade. Vídeos antigos de tiros acontecendo, por exemplo, na avenida Daniel de La Touche. Vou repetir, vídeos antigos, isso beira a irresponsabilidade”, assinalou.

Neto Evangelista destacou que a oposição deturpa a fala das autoridades da área de segurança para tentar confundir a população. “O alerta que eu faço é que o problema de segurança que se vive no Brasil inteiro não se combate com fake news”.

O parlamentar observou que essa onda de informações falsas potencializou o medo e o pânico na população. “A quantidade de fake news criada instalou um terror na cidade. Eram crises pontuais, e eu não estou omitindo isso, que geraram um medo exacerbado na sociedade, a ponto de diretores fecharem escolas”, destacou.

Neto Evangelista enumerou algumas medidas definidas pelo governador para melhorar a área, como o chamamento de todos os concursados da Polícia Militar que estavam sub judice e de mais 34 delegados, além de investimentos nas delegacias de todo o Maranhão.

*Atingindo o crime*
Em aparte, o deputado Ricardo Arruda falou sobre os prejuízos causados pelas fakes news à população e também ressaltou as ações realizadas pelo governo do Estado.

“A gente sabe que existem problemas, mas existem ações efetivas do sistema de segurança do Estado, atingindo o crime organizado naquilo que mantém a atividade criminosa, que é o recurso financeiro envolvido”, disse.

No mesmo tom o deputado Catulè Júnior (PP) também aparteou e cobrou mais responsabilidade e participação da oposição na construção de solução para o problema do setor no estado, a partir de críticas construtivas. Também rebateu oposicionistas ressaltando a presença “enérgica” do governador na linha de frente das ações na semana que passou.

“Eu não sei o que os colegas querem, se é que o governador empunhe uma pistola, vá para o meio da rua dar tiro – que eu acredito que nem habilitação para isso ele tem”, disse.

Fugas dos membros do CV e PCC: Argentina e Paraguai reforçam suas fronteiras com Brasil após a megaoperação no Rio

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

Após a Argentina colocar suas fronteiras com o Brasil em alerta máximo, o governo do Paraguai também reforçou o policiamento nas divisas com o território brasileiro depois de receber informações de risco de fuga de traficantes do Comando Vermelho (CV).

O número de policiais e de patrulhamento de veículos que cruzam as fronteiras entre Brasil e Paraguai aumentou desde o início desta quinta-feira (30), segundo anunciou o Conselho Nacional de Segurança do Paraguai, órgão que assessora a presidência em defesa nacional.

De acordo com o conselho, operações de inteligência também tentam identificar se algum integrante do Comando Vermelho com mandado de prisão emitido pela Justiça brasileira já entrou em território paraguaio (veja comunicado acima).

Na quarta-feira (29), a Argentina também colocou suas fronteiras com o Brasil em alerta máximo. O governo argentino declarou ainda que passou a classificar o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC) organizações narcoterroristas (leia mais abaixo).

Os dois países vizinhos ao Brasil receberam um alerta do Comando Tripartido da tríplice fronteira (entre Brasil, Argentina e Paraguai) afirmando que serviços de inteligência detectaram o risco de que integrantes do CV fugissem do Brasil pela região, após a megaoperação da polícia do Rio nos complexos da Penha e do Alemão em busca de traficantes da facção.

“Diante dessa situação, as instituições nacionais com competência em matéria de segurança e controle adotaram medidas extraordinárias de prevenção e vigilância em toda a faixa fronteiriça do leste do Paraguai”, anunciou o Conselho de Defensa Nacional do Paraguai.

Segundo o conselho, o governo paraguaio determinou o seguinte:

Reforço dos controles migratórios e do trânsito na fronteira;

Aumento do patrulhamento e monitoramento de zonas fronteiriças, para prevenir entradas ilegais;

Intensificação de operações de inteligência;

Ações conjuntas com os governos do Brasil e da Argentina.

Argentina com fronteiras em ‘alerta máximo’

Diante da megaoperação no Rio, o governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou que vai reforçar os controles de segurança em pontos da fronteira entre os dois países.

A ministra da Segurança Pública da Argentina, Patricia Bullrich, afirmou que brasileiros que entrarem no país serão examinados “minuciosamente”, mesmo que não tenham antecedentes criminais.

“Esse alerta máximo significa observar com muita atenção todos os brasileiros que venham à Argentina, verificando se têm ou não antecedentes, mas sem confundir turistas com integrantes do Comando Vermelho”, disse Bullrich

“Vou colocar as fronteiras em alerta máximo para que não haja travessia ou passagem de quem está claramente se deslocando do centro do conflito no Rio de Janeiro.”

Ainda na terça-feira, em entrevista ao La Nación, a ministra afirmou que a Argentina reconheceu o PCC e o CV como organizações narcoterroristas, por possuírem uma estrutura de poder armado.

Ainda segundo Bullrich, o país tem mais de 40 presos brasileiros ligados ao CV ou ao PCC, que estão isolados e monitorados por meio de um “controle muito rigoroso”.

A operação

A ação de terça-feira no Rio de Janeiro foi mais uma etapa da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo do estado para combater o avanço do Comando Vermelho por territórios fluminenses.

Pelo menos 2,5 mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro foram mobilizados para cumprir 100 mandados de prisão.

Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada desta terça-feira, traficantes reagiram com tiros e ergueram barricadas em chamas. Um vídeo mostra quase 200 disparos em um minuto, em meio a colunas de fumaça.

A Polícia Civil informou ainda que criminosos lançaram explosivos com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à fuga de 2010, durante a ocupação do Alemão.

Além disso, criminosos usaram veículos como barricadas para fechar diversas vias do Rio em retaliação à megaoperação.

A operação em números

Em balanço divulgado na terça-feira, o governo do Rio de Janeiro havia informado que 64 pessoas haviam sido mortas, sendo que quatro eram policiais civis e militares.

Já na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) só confirmou oficialmente 58 mortos, sendo que eram 54 criminosos. Ele não esclareceu por que o número do balanço de ontem foi alterado.

Em coletiva, a cúpula da segurança do RJ atualizou os números: quatro policiais e 117 suspeitos mortos.

Moradores afirmam ter encontrado 74 mortos na mata, que foram levados uma praça na Penha. O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, fala em “63 corpos achados na mata”.

Haverá uma perícia para ver se há relação entre essas mortes e a operação.

Curi disse também que foram 113 presos, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.

O g1 apurou ainda que os corpos, todos de homens, estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes.

Moradores das comunidades são reféns do tráfico no Rio!!! Investigação expõe domínio do CV sobre moradores

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

Antes de a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão resultar na ação policial mais letal da história do país, investigadores já descreviam uma engrenagem criminosa que se fortalecia longe dos olhos do Estado.

Provas reunidas ao longo de meses detalham como o Comando Vermelho (CV) transformou a região da Zona Norte em um território sob controle armado permanente, onde cada rotina cotidiana, da abertura de um comércio até o horário das aulas, podia ser interrompida por determinação do tráfico.

A apuração conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com autorização judicial, mostrou que a facção escolheu estabelecer pontos de vigilância armada ao redor de escolas. A estratégia, segundo autoridades, tinha dupla finalidade: proteger rotas de fuga em incursões e ativar a pressão social quando confrontos policiais se aproximavam.

Nos dias mais tensos, bastava um disparo para que pais desesperados começassem a publicar vídeos de crianças abrigadas sob carteiras. Esse impacto imediato nas redes funcionava como barreira psicológica para a entrada das forças de segurança, uma forma de impedir ou retardar operações.

Barreiras humanas e dominação social

A investigação revela que o domínio da facção sobre os moradores ia muito além do medo invisível. As ordens eram transmitidas em grupos de mensagem, e soldados vigiavam com fuzis em punho o movimento de quem entrava ou saía dos becos.

Qualquer desobediência poderia transformar um cidadão comum em alvo. Há registros de moradores que desapareceramapós contrariar regras impostas pelo crime. E quando punições eram aplicadas, faziam questão de transmitir e divulgar os castigos, como forma de reafirmar quem tinha o poder.

O objetivo era claro, reduzir a população a escudo natural, garantindo que qualquer ação policial carregasse alto risco para inocentes.

Lideranças refugiadas e treinamento em área escolar

Como consequência desse domínio, a Penha passou a abrigar traficantes e chefes do CV vindos de outros estados, que encontravam ali proteção e estrutura.

Segundo os investigadores, o traficante Juan Breno Ramos, o BMW, orientava jovens em instruções de tiro no alto do morro. No mesmo território onde, horas depois, milhares de crianças passariam para ir às aulas.

Doca e o poder pelo terror

No topo da hierarquia fluminense, Edgar Alves de Andrade, o Doca, exercia comando direto das ações no conjunto de favelas. Ele determinava quem seria punido, onde seriam posicionadas armas, como seria a resposta a rivais e à polícia.

A facção organizava plantões armados e rotas de fuga que cruzavam becos e vielas próximas às unidades escolares. Na prática, transformaram o cotidiano de estudantes em linha de combate.

A operação de terça-feira (28/10), batizada de Contenção, tinha como principal alvo essa estrutura criminosa. Mais de 60 mandados de prisão foram expedidos, incluindo líderes do alto comando que ainda estão foragidos.

Informações do Metrópoles

Fala de Neto Evangelista no blog de Marco D’Eça só vem reforçar o quê esse blog disse…

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

A fala do líder do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Neto Evangelista, no blog do jornalista Marco D’Eça, vem reforçar o que blog Metendo o Bedelho afirmou na matéria “A oposição bate e parece não ter ressonância, visto que Brandão tem 71% de aprovação…“, publicada ontem (29), onde afirmou “Acompanho as sessões da Assembleia Legislativa do Maranhão e vejo no pequeno expediente, no tempo dos partidos, no expediente final e até mesmo no grande expediente, onde são debatidos e votado projetos legislativos, a oposição ficar numa cantilena cansativa de atacar o governador Carlos Brandão, através de assuntos sem consistência e muito das vezes bestiais, chegando um deputado que tem horror a tribuna ir lá para destilar atrapalhadamente “blábláblá”.”

Agora veja abaixo o quê Neto Evangelista disse:

Deputado estadual Neto Evangelista lamentou o que chamou de irresponsabilidade de agentes públicos, ao usar vídeos antigos para mostrar ações criminosas que não existiram

 “Nós tivemos, verdadeiramente, por parte da oposição, um toque de terror. Eu vi em Instagram de homens públicos, vídeos antigos de tiros acontecendo, por exemplo, na Avenida Daniel de La Touche. Isso beira a irresponsabilidade”, lamentou Evangelista.

Neto Evangelista ressaltou que além das ações de segurança para conter confrontos entre facções, o governo é obrigado também a combater as fake news.

Informações do blog do Marco D’Eça

Líder do Comando Vermelho é preso pela polícia do Maranhão e São Paulo, anuncia Brandão… Assistam aos vídeos!!!

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

A Polícia Civil do Maranhão prendeu um dos líderes da facção PCM, liderança do CV, na manhã desta quinta-feira (30), em São Paulo. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Brandão em seu perfil no Instagram.

“O combate ao tráfico de drogas e às facções é permanente!”, afirmou o governador na postagem.

E Carlos Brandão complementou: “As forças de segurança seguem agindo todos os dias, com firmeza, para desarticular o tráfico, prender suspeitos, proteger comunidades e garantir mais tranquilidade a quem vive no nosso estado”.

A vítima que escravizou sexualmente o usuário!!! O usuário contou ao delegado que ficou um ano como escravo sexual!!!

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

Resgatado após ser mantido em cárcere por um ano, um jovem de 22 anos relatou ao delegado Carlos Alfama como eram seus dias vivendo como escravo sexual de um traficante em Goiânia.

Segundo contou à polícia, ele permanecia trancado em um quarto das 8h às 19h — período em que o criminoso saía para trabalhar.

Questionado sobre como passava o tempo, o jovem respondeu: “Ele deixava água e comida dentro do quarto. Para urinar, eu usava uma bacia com água que havia lá”.

Veja o relato da vítima:

A vítima (usuário) foi resgatada nessa terça-feira (28/10) por policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc/PCGO).

  • A PCGO recebeu uma denúncia anônima sobre um traficante de drogas que estava mantendo uma pessoa em cárcere há mais de um ano e praticando estupros reiterados contra a vítima.
  • No local, os agentes encontraram o jovem pedindo socorro dentro de um quarto, que estava trancado.
  • Eles fizeram o resgate e prenderam o autor em flagrante. Em consulta ao sistema policial, foi constatado que o indivíduo tem passagem por tráfico internacional de drogas.
  • O traficante deve responder por tráfico de drogas, cárcere privado e estupro.

Informações Metrópoles

As vítimas dos usuários!!! CV é filmado com fuzis e roupas de guerra antes da megaoperação no Rio. Veja vídeo

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

As imagens revelam que os homens, apontados como faccionados do CV, se organizaram de maneira coordenada

Rio de Janeiro – Equipados com fardas camufladas e fuzis, traficantes do Comando Vermelho (CV) foram flagrados pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por meio de imagens de drones, transitando pelo Complexo da Penha pouco antes da megaoperação que deixou 121 mortos, deflagrada na última terça-feira (28/10).

Veja:

A coluna teve acesso ao vídeo, que tem duração de mais de seis minutos. As imagens revelam que os homens, apontados como faccionados do CV, se organizaram de maneira coordenada antes da chegada das forças de segurança.

Informações da polícia apontam que as imagens foram captadas por volta das 6h de terça (28) – a operação havia sido iniciada pouco tempo antes, por volta das 5h30.

Entre os traficantes, estavam integrantes da cúpula da facção. Thiago do Nascimento Mendes, criminoso mais conhecido pelo codinome “Belão do Quitungo”, foi um dos 113 bandidos presos.

Em meio aos traficantes detidos, estão 33 criminosos de outros estados, como Goiás, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Amazonas e Pará.

A PCERJ informou, em coletiva nesta quarta-feira (30/10), que lideranças do Comando Vermelho (CV) nesses estados também foram localizadas no Rio.

Por Metrópoles

Enquanto poucos esperneiam, Gentil Neto alcança 72,7% de aprovação dos caxienses…

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

O prefeito de Caxias, Gentil Neto, alcança 72,7% de aprovação por mérito, haja vista que sua gestão vem garantindo educação de qualidade, cujas unidades escolares se transformaram em centro de educação/aprendizado de referência e com ambientes prazerosos. Deu condições dignas de atendimento nas unidades de saúde. Deu condições dignas de ir e vir aos cidadãos ludovicenses com calçamentos e asfaltamento de ruas e avenidas, além da iluminação em led e videomonitoramento. Avançou com Minha Casa Minha Vida, com apartamento e seu sorteio. Armou a Guarda Municipal. Valorizou a cultura e o turismo. Deu garantias ao homem do campo. Valoriza o empreendedor caxiense. Valoriza o servidor público caxienses, além de efetuar o pagamento antecipadamente. Por ser um prefeito que vive no meio de sua gente. E principalmente por amar a sua terra natal e sua gente.

“72,7% de aprovação! Mais que um número, é a voz do povo de Caxias reconhecendo o nosso trabalho.
Cada obra, cada ação e cada conquista são frutos de uma caminhada feita com amor e compromisso por nossa cidade. Obrigado! Vamos juntos! “, agradeceu Gentil Neto.

O Maranhão vive o conflito!!! Comando Vermelho, ‘inimigo nº 1’, vive expansão no RJ e no Brasil

Postado por Caio Hostilio em 30/out/2025 - Sem Comentários

Police officers guard alleged criminals arrested during the Operacao Contencao (Operation Containment) at the Vila Cruzeiro favela, in the Penha complex, in Rio de Janeiro, Brazil, on October 28, 2025. At least 2,500 security forces agents took part in an operation to arrest drug traffickers from the Comando Vermelho (CV), which resulted in 64 people dead, authorities reported. (Photo by Mauro PIMENTEL / AFP)

Especialistas dizem que facção, notória por brutalidade e enfrentamento contra polícia, é alvo preferencial de operações. Grupo surgiu na década de 1970 em presídio de Ilha Grande e hoje atua no tráfico internacional de drogas

O CV (Comando Vermelho) vive um momento de expansão, tanto na região metropolitana do Rio de Janeiro quanto em outros estados do Brasil, apesar de ser o alvo mais frequente de operações das polícias fluminenses. O diagnóstico é de especialistas que estudam a facção e o crime organizado no país.

Com 119 mortos confirmados, a Operação Contenção tinha o objetivo declarado de frear a expansão do grupo criminoso nos complexos do Alemão e da Penha, na zona oeste do Rio. Ela repete o padrão de centenas de outras ações policiais contra o grupo realizadas no período em que o CV mais cresceu, segundo pesquisadores.

A facção surgiu há mais de 40 anos no Instituto Penal Cândido Mendes, o presídio da Ilha Grande (RJ). Sua origem é atribuída à convivência de presos políticos com criminosos comuns na unidade, em especial assaltantes de bancos.

No grupo de fundadores estão nomes como Willians da Silva Lima, o Professor; José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha; Rogério Lemgruber, o Bagulhão; Paulo César Chaves, o PC, e Eucanã de Azevedo.

Com o lema “Paz, Justiça e Liberdade”, desde o início o grupo tinha como principais objetivos prevenir a prática de crimes entre os presos -como estupro e roubo-, reivindicar melhores condições dentro dos presídios e planejar fugas.

O relato é do próprio Professor, no livro “Quatrocentos contra Um”. Uma das primeiras ações do grupo foi a criação de um “caixa comum” para financiar operações de resgate dos presidiários. E uma das fugas mais notórias foi a de Escadinha, em 1985, quando um helicóptero pousou no pátio interno do presídio e o resgatou sem que houvesse reação policial.

Os chefes de morros têm autonomia para administrar o tráfico local, mas não invadem comunidades dominadas por outros integrantes do CV e emprestam pessoas e armas durante conquistas ou retomadas de territórios “inimigos”.

As duas facções que fazem frente à facção no Rio, ADA (Amigos dos Amigos) e TCP (Terceiro Comando Puro), tiveram origem em dissidências do CV.

O Terceiro Comando foi fundado na década de 1990 por traficantes como Darcy Silva Filho, o Cy de Acari, e Romildo Souza da Costa, o Miltinho do Dendê. Eles se opunham à ascensão de novos líderes –como Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP– que desrespeitavam regras estabelecidas do CV, praticando atos de violência extrema nas comunidades, consumindo drogas e se recusando a ajudar famílias de comparsas presos. De uma nova dissidência nasceu o atual TCP.

Em outra desavença interna no CV, uma emboscada levou à morte de Orlando da Conceição, o Orlando Jogador, líder respeitado na facção por seu papel em vários confrontos armados nos morros cariocas. Responsável peloa assassinato, Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, foi expulso da facção e criou a ADA (Amigo dos Amigos).

Três especialistas ouvidos pela Folha disseram que percebem o Comando Vermelho como um alvo mais frequente das operações policiais no Rio de Janeiro, em comparação com as duas outras facções.
O CV também é conhecido por enfrentar a polícia de forma mais violenta e repudiar colaboração com autoridades.

“Sempre houve muitos relatos, por exemplo, de que a ADA acabava compondo com os policiais, que o nível de confronto era bem menor, que tinham muitos acordos. Em menor medida também o Terceiro Comando”, relata o sociólogo Ignacio Cano, professor da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e membro do Laboratório de Análise da Violência.

As denúncias desse conluio foram registradas ao longo dos anos no noticiário. Em 2001, 500 policiais militares foram afastados pelo governo estadual sob acusação de receber dinheiro do traficante Celsinho da Vila Vintém, líder da ADA.

No ano seguinte, o governo fluminense determinou o afastamento de um comandante de batalhão da PM pelo mesmo motivo. Casos de fugas de integrantes da facção também foram denunciadas e geraram prisões de PMs à época.

“O Comando Vermelho era visto sempre como um inimigo frontal e principal”, diz Cano. “A operação se chama Contenção com a justificativa conter o CV, mas tudo indica que isso aqui não vai conter grande coisa.”

Segundo Daniel Hirata, do Geni-UFF (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense), as pesquisas mais recentes sobre o domínio territotiral de facções na região metropolitana do Rio mostram uma expansão expressiva do CV nos últimos três anos. Isso ocorreu, segundo ele, pelo método da conquista de territórios já dominados por outras facções e milícias.

Quem pesquisa a dinâmica das facções criminosas em outras regiões do Brasil também aponta para o crescimento do CV no território nacional desde o início da década, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

É a facção carioca que domina o comércio varejista de drogas na maior parte dos municípios do Amazonas, por exemplo. Além disso, está entre os principais grupos que coordena a logística do tráfico que atravessa a fronteira de Peru e Colômbia com o Brasil e chega até os portos de Manaus (AM) e Belém (PA), com destino à Europa.

“Na Amazônia, há indícios fortes de que eles estão entrando em território colombiano e se aliando com grupo locais [dissidentes das Farc]”, escreveu o coronel da reserva e pesquisador César Mello, secretário-adjunto de Inteligência do Amazonas, em referência às antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Para o pesquisador Aiala Couto, da Universidade do Estado do Pará e do Instituto Mãe Crioula, o CV já tem características de um cartel de drogas transnacional. “Essa nova realidade é caracterizada pelo controle de rotas vitais do comércio internacional de cocaína e pela diversificação dos negócios ilícitos”, ele disse. “Esse fenômeno se deu por meio do sistema prisional, onde ocorrem alianças e fusões de grupos.”

Em geral, quem estuda o crescimento da facção ao longo das décadas se demonstra cético da efetividade de operações altamente letais como a que deixou mais de cem mortos nesta semana. Todos pedem mais planejamento nas incursões e foco na asifixia financeira do crime.

O modelo considerado o mais próximo de algo bem-sucedido é o das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que era baseado em incursões em áreas menores e a aliança da polícia comunitária com outras áreas do setor público, principalmente educação e saúde.

“Não é a primeira ação que a gente vê produzindo uma alta letalidade no complexo do Alemão”, diz o pesquisador sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Leonardo Silva, que também foi coordenador no Instituto de Segurança Pública fluminense. “Será que não aprendemos nada?”

Por Uol

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