
O prefeito de Centro Novo do Maranhão, Joedson Almeida dos Santos, conhecido como Júnior Garimpeiro (PSDB), de 42 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (12) em Confresa, Mato Grosso. Ele estava em um carro transportando sacos com minério e resquícios de ouro.
Junto com o prefeito, que já tinha passagens criminais por extração ilegal de minérios, três outros suspeitos foram detidos.
O Flagrante e o Material Apreendido
Júnior Garimpeiro e o grupo foram parados na estrada MT-430 por uma equipe de fiscalização.
- Suspeita: Os ocupantes do carro deram versões contraditórias sobre a viagem. Um deles chegou a dizer que vinham de uma região de garimpo.
- Ouro Escondido: Dentro do carro, os fiscais encontraram sacos com minério e restos de ouro. A polícia percebeu que até o interior dos pneus da caminhonete era usado para esconder materiais.
- Apreensão: Entre o que foi apreendido estavam cinco peças de ouro puro (cerca de dez gramas), notas fiscais, lonas e até um GPS de alta precisão.
- Suspeita Indígena: Dois dos presos disseram trabalhar em área de garimpo, e um deles se identificou como indígena. Isso levantou a suspeita de que a exploração ilegal possa estar ocorrendo em terra indígena.
O material e o grupo foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Confresa, onde o caso está sendo investigado. Os crimes apurados incluem a mineração ilegal e a usurpação de bens da União (já que os minérios são bens federais).
Júnior Garimpeiro Já Foi Foragido
Esta não é a primeira vez que o prefeito, que se descreve nas redes sociais como “apaixonado pela vida na natureza”, é preso por crimes ambientais:
- Prisão em 2021: Em 2021, Júnior Garimpeiro ficou foragido por duas semanas após ser alvo da Operação Curimã da Polícia Federal.
- Crimes Ambientais: Na época, a PF investigava uma organização criminosa que teria desmatado mais de 60 mil hectares de floresta para abrir garimpos ilegais de ouro. Eles usavam substâncias tóxicas, como mercúrio, causando grandes danos ambientais, inclusive no rio Maracaçumé.
O prefeito está em seu segundo mandato e declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de mais de R$ 1,2 milhão, incluindo um terreno de 100 hectares e uma casa avaliada em R$ 420 mil. As investigações apontam que a organização criminosa da qual ele faria parte atua há pelo menos três anos na região.
Publicado em: Política



