A manhã deste domingo (16) foi de caos na Avenida Brasil, na altura de Irajá, após um confronto entre policiais e criminosos ligados ao Morro do Chaves, em Barros Filho — área controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Vídeos mostram desespero: “Muito tiro, muito tiro!”
Por volta das 10h50, guarnições que atuavam na Operação Rio de Janeiro – RJ, com 26 agentes mobilizados em oito viaturas caracterizadas, acompanhavam o coronel Franklin quando se depararam com dois indivíduos em uma motocicleta armados com fuzis, na altura da comunidade de Irajá.
Ao perceberem a presença dos policiais, os criminosos iniciaram os disparos, desencadeando confronto armado. Os suspeitos fugiram em direção à comunidade continuando a atirar contra as equipes. Não houve feridos entre os agentes.
Diante da intensidade dos tiros, a Força Nacional solicitou apoio da PMERJ. O reforço enviado incluiu o BPChoque, o Bope, o 41º BPM (Irajá) e equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). As guarnições permanecem em diligências na região.
Ainda segundo a Polícia Militar, alguns motoristas chegaram a retornar pela contramão ao ouvir os tiros. A corporação reforçou que, até o momento, não há registro de roubos de veículos na área citada.
A Avenida Brasil chegou a ser totalmente bloqueada em alguns momentos, nos dois sentidos.
Imagens feitas por motoristas e moradores ampliam a dimensão do caos. Em uma das gravações, uma pessoa narra em pânico:
“Difícil o Rio de Janeiro… estamos aqui em frente à Ceasa. Muito tiro, muito, muito! Por conta de vários bandidos armados contra uma viatura da Força Nacional. Agora que está chegando a Polícia Militar. Estamos aqui, Avenida Brasil toda parada.”
No fundo do vídeo, é possível ouvir outro motorista desabafar:
“Tá acabado. Tá falida essa…”
Em outro registro, gravado de dentro de um carro parado entre as pistas, alguém comenta:
“Bagulho doido na Brasil, nas duas pistas. Arrastão na Avenida Brasil.”
Reforço na região
Com a intensidade da ocorrência, reforços foram enviados imediatamente. A Força Nacional, que mantém uma base operacional próxima ao ponto do confronto, deslocou equipes para a região. O Bope e o 41º BPM (Colégio) também foram acionados para dar apoio às buscas e ao cerco aos criminosos.
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