Aporte que garantiu 26,9% da participação na gestão do futebol atleticano teve origem em fundos já investigados pela Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo

De acordo com as informações oficiais, o investimento foi realizado por meio do Galo Forte FIP, fundo utilizado por Vorcaro para comprar 26,9% da Galo Holding S.A., que controla a SAF do Atlético-MG | Foto: Divulgação
Fundo Galo Forte está no centro da investigação
De acordo com as informações oficiais, o investimento foi realizado por meio do Galo Forte FIP, fundo utilizado por Vorcaro para comprar 26,9% da Galo Holding S.A., que controla a SAF do Atlético-MG. Os aportes teriam sido feitos em duas etapas: R$ 100 milhões em 2023 e R$ 200 milhões em 2024, valores confirmados pela documentação disponível na CVM e pelas comunicações do clube alvinegro.
O Ministério Público de São Paulo aponta que os recursos utilizados para o aporte tiveram origem em um fluxo iniciado nos fundos Olaf 95 e Hans 95, administrados pela Reag Investimentos, já alvo de buscas da PF e suspeitos de compor uma cadeia de ocultação financeira semelhante à apurada na Operação Carbono Oculto. Esses mecanismos seguem o modelo de “fundo sobre fundo”, estrutura frequentemente associada à lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Participação societária no Atlético-MG
Atualmente, a composição de controle da Galo Holding inclui os empresários Rubens e Rafael Menin, além de Ricardo Guimarães e do fundo FIGA, que não é investigado. Até o momento, não há indícios de irregularidades envolvendo os demais sócios da SAF.
Desde sua criação, em 2023, o Galo Forte FIP tem como único destino de investimento a própria Galo Holding S.A., responsável por 75% da SAF do Atlético-MG.
Citações e posicionamentos
A Reag Investimentos afirmou, em nota, que atua apenas como administradora dos fundos citados e que está em processo avançado de venda deste segmento empresarial.
O Banco Master, por sua vez, declarou não ter relação societária com os fundos Hans 95 e Olaf 95 e reforçou que o Galo Forte FIP pertence exclusivamente a Daniel Vorcaro, pessoa física, informação já analisada e validada pelo CADE.
O Atlético-MG declarou anteriormente que o fundo é regular perante a CVM e que não tinha conhecimento de qualquer suspeita sobre os recursos investidos.
Publicado em: Política



