Primeiro foguete comercial lançado do Brasil explode após decolagem em Alcântara; ASSISTA!

Publicado em   23/dez/2025
por  Caio Hostilio

O que deveria ser um marco histórico para o Programa Espacial Brasileiro terminou em frustração na noite desta segunda-feira (22). O foguete sul-coreano HANBIT-Nano, operado pela empresa INNOSPACE, explodiu pouco depois de decolar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O incidente ocorreu durante aquela que seria a primeira missão orbital comercial realizada em território nacional.


O lançamento, inicialmente previsto para as 15h30, sofreu um adiamento para as 22h. Após a ignição, o veículo subiu aos céus maranhenses, mas a transmissão oficial foi interrompida com pouco mais de um minuto de voo. Na tela, a mensagem definitiva: “We experienced an anomaly during the flight” (Experimentamos uma anomalia durante o voo).

Imagens da transmissão registraram uma nuvem de fogo ao redor da aeronave antes da perda total de sinal. Até o momento, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa responsável ainda não esclareceram as causas exatas da explosão.

O gigante HANBIT-Nano

O foguete é uma peça de engenharia robusta, projetada para colocar satélites em órbita com baixo custo:

  • Altura: 21,9 metros (equivalente a um prédio de 7 andares).
  • Peso: 20 toneladas (semelhante a quatro elefantes africanos).

  • Velocidade: Poderia atingir 30 mil km/h em sua trajetória orbital.

A missão, batizada de Spaceward, levava a bordo cinco satélites e três dispositivos tecnológicos. A carga continha experimentos científicos desenvolvidos por instituições de pesquisa do Brasil e da Índia. Por não ser tripulado, o acidente não deixou vítimas.

Localizado em uma posição geográfica privilegiada por estar próximo à Linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado um dos melhores pontos do mundo para o setor aeroespacial, permitindo economia de combustível.

Esta operação representava o retorno do Brasil às tentativas de voos orbitais — algo que não ocorria desde 1999. O país também carrega a cicatriz do acidente de 2003, quando uma explosão ainda no solo vitimou 21 profissionais. Apesar da falha de hoje, especialistas apontam que anomalias são comuns em voos de novas iniciativas privadas.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o contrato com a INNOSPACE foi firmado em uma modalidade de “prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado”, o que significa que o governo brasileiro não visa lucro direto com esta missão específica, mas sim o desenvolvimento tecnológico e a inserção no mercado global de lançamentos.

  Publicado em: Política

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