Por ser gratificante e saber reconhecer o trabalho daqueles que trabalham em prol da coletividade é um ato de gratidão. É com essa premissa que o prefeito Gentil Neto tomou a atitude coerente em conceder um bônus aos garis e jardineiros de Caxias, mostrando, com isso, a virtude transformadora da vida. Ela vai além de um simples “obrigado”, pois envolve o reconhecimento sincero do que há de bom nas pessoas.
É importante ressaltar que ser grato é a capacidade de reconhecer e valorizar pessoas que trabalham e cumprem suas obrigações.
Se faz necessário à percepção de que há motivos para agradecer, mesmo diante de desafios. Esse sentimento pode ser direcionado a outras pessoas, à vida ou até a algo maior, como crenças espirituais.
“Hoje é mais um dia para reconhecer quem cuida da nossa cidade todos os dias. Os garis e jardineiros acordam cedo, enfrentam sol e chuva, e fazem um trabalho essencial pra Caxias funcionar. Esse bônus é mais que um valor, é respeito, gratidão e reconhecimento por tudo que vocês fazem. Caxias só avança porque tem gente que trabalha com dedicação e amor.”, destacou Gentil Neto.
Depois de quatro décadas de profissão, aprendi a reconhecer situações graves. A história do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master não é grave. É gravíssima.
Gravíssima a ponto de ser escandalosa. Reiteradamente, o ministro procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar em favor da venda do Banco Master para o BRB, de acordo com a jornalista Malu Gaspar.
Foram, pelo menos, quatro contatos: três telefônicos e um presencial. Moraes convocou Galípolo para conversar sobre o tema que não lhe deveria dizer respeito. Na reunião, o ministro afirmou que gostava de Daniel Vorcaro e repetiu o argumento do “banqueiro” de que o Master incomodava por estar ocupando espaço dos grandes bancos.
Já seria suficientemente grave um ministro do STF pressionar o presidente do BC em favor de qualquer banco. Mas o Master não é qualquer banco. É cliente do escritório de advocacia da mulher de Moraes.
A recapitulação é forçosa porque esclarecedora.
A doutora Viviane Barci de Moraes é um fenômeno da advocacia nacional. No início de 2024, ela assinou um contrato fabuloso com o Banco Master, no valor de cerca de R$ 130 milhões de reais, a ser pago em mensalidades de R$ 3,6 milhões.
Honorários dessa magnitude são inéditos para escopo bastante genérico: acompanhar o que fosse do interesse do cliente em todas as instâncias de poder em Brasília, inclusive no BC.
Apesar do valor do contrato, não há notícia de que as instituições citadas no documento tenham recebido pedidos de reunião ou petições da parte do escritório da doutora Barci de Moraes, como publicou Malu Gaspar. Até prova em contrário, o dinheiro embolsado foi ganho sem maior esforço.
Estranhamente, a ausência de trabalho não incomodava Daniel Vorcaro. Pelo contrário, ele priorizava os pagamentos mensais à advogada que contratou a peso de muito ouro. Para se ter ideia da dimensão do pote no final do arco-íris, o patrimônio pessoal da doutora pulou de R$ 24 milhões, em 2023, para R$ 79,7 milhões, em 2024, graças aos dividendos proporcionados pelo Barco Master, segundo o jornalista Lauro Jardim.
Agora se sabe, porém, que durante a vigência do contrato, com as mensalidades caindo pontualmente na conta do escritório da doutora Barci de Moraes, o ministro Alexandre pressionou o presidente do BC em favor do cliente da sua mulher.
Nem a advogada milionária, nem o ministro do STF se dignaram até o momento a explicar a invulgar ligação contratual dela com Daniel Vorcaro e a deferência especialíssima que Moraes demonstrou ter pelo “banqueiro”.
A única manifestação pública foi uma nota divulgada hoje pelo ministro, que não explica nada, apenas sai pela tangente. A nota diz que ele se reuniu com o presidente do Banco Central e outros dirigentes de bancos para tratar da Lei Magnitsky, da qual Moraes deixou de ser alvo há poucos dias. Nenhuma palavra sobre o Master.
O máximo que se tem é um advérbio: o ministro teria tratado “exclusivamente” sobre as consequências da lei americana com os seus interlocutores. A nota do BC, por sua vez, não traz o advérbio ao confirmar que o banco manteve reuniões com o ministro para discutir os efeitos da Magnitsky. Os telefonemas citados por Malu Gaspar foram ignorados por ambos os lados.
Compreende-se a dificuldade do casal Moraes: é mesmo difícil encontrar explicação a respeito do que já veio à tona, afora aquela que se encontra no campo do inadmissível.
A doutora Viviane Barci de Moraes vai dizer o quê? Que o marido Alexandre não sabia do contrato espetacular firmado com o Banco Master?
O ministro será capaz de afirmar que, ao pressionar o presidente do Banco Central, ignorava que estava servindo aos interesses de um cliente que vinha pagando uma fortuna à sua mulher?
Não há justificativa que possa cancelar a gravidade da conduta de Alexandre de Moraes. Todo mundo está consciente disso, principalmente os seus pares no STF. Se a história vier a morrer sem consequência drástica, a democracia brasileira assinará o seu próprio atestado de óbito.
Iniciativa histórica integra conjunto de ações do programa Aqui tem Especialistas; expectativa é atender até 600 novos pacientes por ano
No dia 11 de dezembro, São Luís celebrou um dia que ficará marcado na história da luta contra o câncer no Maranhão. Anexo ao Hospital Genésio Rego, na Vila Palmeira, foi inaugurado o novo Centro de Radioterapia do Maranhão, equipamento de saúde que abriga agora um acelerador linear para radioterapias.
Trata-se de uma conquista histórica que ampliará significativamente a capacidade dos serviços de tratamento oncológico no Maranhão e que foi tornada possível através da parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde — um gesto concreto de humanização da gestão pública que leva mais dignidade e esperança a milhares de vidas.
A entrega do acelerador linear em São Luís integrou um momento maior de avanço da política federal de assistência oncológica: no mesmo momento, cinco outros equipamentos de alta tecnologia foram inaugurados simultaneamente em diferentes cidades brasileiras — Itabira (MG), Goiânia (GO), Marília (SP) e Colatina (ES) — e anunciados em cerimônia conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por videoconferência diretamente de Itabira.
O presidente Lula lembrou que a expansão da oferta de assistência para pacientes oncológicos aproxima os tratamentos de quem mais precisa, reduzindo tempos de espera e distâncias que, por muito tempo, significaram sofrimento adicional para pacientes e suas famílias. Cada um desses equipamentos tem capacidade de atender até 600 novos pacientes por ano.
Solenidade de entrega
Emocionado, o governador Carlos Brandão lembrou da luta de seu próprio pai contra o câncer, fez questão de enaltecer a sensibilidade do presidente Lula e homenageou os profissionais da saúde pública: “Servidores que trabalham incansavelmente, com amor e compromisso”.
A inauguração em São Luís não foi apenas a entrega de uma estrutura física – foi um momento de emoção e esperança para quem já venceu batalhas difíceis e para quem ainda trilha esse caminho com coragem.
A radioterapia agora mais acessível é, acima de tudo, um gesto de cuidado que se traduz em políticas públicas assistenciais concretas.
Ao circular pela unidade, o governador Carlos Brandão fez questão de tocar o sino da vitória — parte de um ritual que celebra o fim de um ciclo de tratamento de câncer. O som que invade as salas da unidade sinaliza o alívio e a alegria de famílias que deixam para trás dias difíceis, mas também encoraja quem ainda está no meio da jornada, trazendo o lembrete de que cada sessão é um passo em direção à saúde e à retomada dos sonhos.
Falta de controle externo “blinda” ministros do STF, afirma Maierovitch
O jurista e professor Wálter Maierovitch afirmou que o STF (Supremo Tribunal Federal) vive um “pecado original” relacionado à ausência de mecanismos efetivos de controle sobre a atuação de seus ministros. A avaliação foi feita durante participação no programa ‘WW Especial’, da CNN Brasil.
Segundo Maierovitch, o problema tem origem em uma interpretação do próprio STF sobre a estrutura constitucional. “O pecado original consistiu numa interpretação do próprio Supremo Tribunal Federal, no sentido até de uma visão topográfica da Constituição, de que o Supremo está acima e o Conselho Nacional de Justiça abaixo”, afirmou.
A partir dessa leitura, explicou o jurista, consolidou-se a ideia de que o STF não poderia ser fiscalizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “O Supremo falou: ‘Não, como eu vou receber uma fiscalização ou vou receber ordens, entre aspas, ou vou receber sugestões de quem está abaixo?’”, disse. Embora o presidente do STF também presida o CNJ, Maierovitch ressaltou que a Corte se colocou fora do alcance do controle externo.
O professor comparou a situação brasileira a um clássico questionamento do direito administrativo francês. “Ora, o Supremo é o grande guardião. E os franceses perguntam: Que garder le gardian? Quem fiscaliza o fiscal?”, questionou. Para ele, hoje há apenas um instrumento formal de controle sobre ministros do STF: “O impeachment. Fora isso, o que existe? Nada”.
Maierovitch também criticou a forma como o CNJ foi estruturado desde sua criação. Ele lembrou que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), defendia a necessidade de controle externo da magistratura, mas avaliou que isso não se concretizou. “A magistratura precisa de um controle externo, e de controle externo o Conselho Nacional de Justiça não tem nada. O Supremo ficou fora em razão da colocação topográfica”, explicou.
O jurista reconheceu que há, em tese, um controle exercido pela sociedade e pela democracia, mas considerou esse mecanismo ineficaz. “Existe, evidentemente que existe, mas sem resultado, sem força”, avaliou.
Ainda durante participação no ‘WW Especial’, Maierovitch fez duras críticas a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, classificada por ele como uma das mais problemáticas da história recente do STF. “Vamos pensar nessa última canhestra. Acho que é uma das decisões mais tortas que eu vi na história do Supremo Tribunal Federal”, criticou.
A crítica se refere a uma decisão do ministro Gilmar Mendes que restringia à PGR (Procuradoria-Geral da República) a legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Posteriormente, o magistrado recuou parcialmente e suspendeu os efeitos da própria decisão, após acolher solicitação da Advocacia do Senado para que a medida ficasse sem validade até que o Congresso Nacional analise e vote uma eventual atualização da Lei do Impeachment.
Segundo o jurista, a liminar concedida suspendeu, na prática, dois tipos de crimes de responsabilidade. “Ele tira a legitimação do cidadão, do eleitor, o que é evidentemente contrário até à terminologia democracia”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Dois tipos de crime de responsabilidade estão suspensos”.
Maierovitch detalhou que um desses crimes diz respeito à chamada “laborfobia”, relacionada ao atraso no julgamento de processos, e o outro envolve o mérito das decisões judiciais. “Aquele que atinge a dignidade e o decoro”, explicou. Para ele, a decisão acabou por proteger ministros do Supremo. “Podemos até dizer que ele blindou o Toffoli [Dias Toffoli], blindou outros ministros, blindou a si próprio”, concluiu.
Em verificação da Corte de Contas do estado, o Parlamento maranhense obteve 100% dos critérios essenciais e 94.43% na avaliação geral
A Assembleia Legislativa do Maranhão recebeu do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) o Selo Ouro de Transparência. Segundo o relatório de informação do órgão, o Parlamento estadual obteve a pontuação de 100% dos critérios essenciais e 94.43% da avaliação geral.
A Assembleia levou notas máximas em dimensões como informações institucionais; convênios e transparências; recursos humanos; planejamento e prestação de contas, entre outros.
A certificação é resultado de um trabalho focado na responsabilidade administrativa da Casa, presidida pela deputada Iracema Vale (PSB), bem como do envolvimento direto de todos os diretores e da equipe operacional da Alema.
Segundo o TCE/MA, a avaliação consistiu na verificação do cumprimento do Portal da Transparência da Alema, realizada no período de 11 a 19 de dezembro de 2025, por meio de formulário específico, atendendo à padronização nacional.
Verificação
A verificação teve como objetivo avaliar o nível de transparência do órgão, fiscalizado no âmbito do Estado do Maranhão, em conformidade com o Programa Nacional da Transparência Pública.
Segundo o documento, “o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão obteve, como resultado da verificação do portal, o índice de atendimento de 100% dos critérios essenciais e de 94,43% da avaliação geral, resultando em índice de transparência Ouro”.
O que deveria ser um marco histórico para o Programa Espacial Brasileiro terminou em frustração na noite desta segunda-feira (22). O foguete sul-coreano HANBIT-Nano, operado pela empresa INNOSPACE, explodiu pouco depois de decolar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O incidente ocorreu durante aquela que seria a primeira missão orbital comercial realizada em território nacional.
O lançamento, inicialmente previsto para as 15h30, sofreu um adiamento para as 22h. Após a ignição, o veículo subiu aos céus maranhenses, mas a transmissão oficial foi interrompida com pouco mais de um minuto de voo. Na tela, a mensagem definitiva: “We experienced an anomaly during the flight” (Experimentamos uma anomalia durante o voo).
Imagens da transmissão registraram uma nuvem de fogo ao redor da aeronave antes da perda total de sinal. Até o momento, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa responsável ainda não esclareceram as causas exatas da explosão.
O gigante HANBIT-Nano
O foguete é uma peça de engenharia robusta, projetada para colocar satélites em órbita com baixo custo:
Altura: 21,9 metros (equivalente a um prédio de 7 andares).
Peso: 20 toneladas (semelhante a quatro elefantes africanos).
Velocidade: Poderia atingir 30 mil km/h em sua trajetória orbital.
A missão, batizada de Spaceward, levava a bordo cinco satélites e três dispositivos tecnológicos. A carga continha experimentos científicos desenvolvidos por instituições de pesquisa do Brasil e da Índia. Por não ser tripulado, o acidente não deixou vítimas.
Localizado em uma posição geográfica privilegiada por estar próximo à Linha do Equador, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado um dos melhores pontos do mundo para o setor aeroespacial, permitindo economia de combustível.
Esta operação representava o retorno do Brasil às tentativas de voos orbitais — algo que não ocorria desde 1999. O país também carrega a cicatriz do acidente de 2003, quando uma explosão ainda no solo vitimou 21 profissionais. Apesar da falha de hoje, especialistas apontam que anomalias são comuns em voos de novas iniciativas privadas.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o contrato com a INNOSPACE foi firmado em uma modalidade de “prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado”, o que significa que o governo brasileiro não visa lucro direto com esta missão específica, mas sim o desenvolvimento tecnológico e a inserção no mercado global de lançamentos.
Papel estava em envelope com ingressos para camarote de show em Brasília; investigação mostra que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, demonstrou preocupação.
Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal na 1ª fase da operação Sem Desconto, realizada em abril, mostra uma referência direta ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma anotação em uma agenda traz a referência “Fábio (filho Lula)” ao lado de informações sobre credenciais para o acesso a um camarote para um show em Brasília.
A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou nova fase da operação Sem Desconto, realizada na 5ª feira (18.dez.2025), menciona um diálogo entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger, em 29 de abril de 2025, 6 dias depois da operação que revelou o esquema no INSS e levou à demissão do então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, que está atualmente preso. Roberta é amiga próxima de Lulinha, como Fábio Luís é conhecido.
Na conversa, Roberta demonstra preocupação com a apreensão de um envelope. “E só para você saber, acharam um envelope com nome do nosso amigo no dia da busca e apreensão”, diz ela em mensagem enviada ao Careca do INSS. De acordo com a PF, o Careca responde: “Putz”. Leia a íntegra (PDF – 567 kB).
Mas na petição do STF não há explicações sobre que envelope seria esse. Outros documentos elaborados pela Polícia Federal aos quais o Poder360 teve acesso mostram que o envelope tinha ingressos para um show em Brasília. Não é especificado qual foi o evento e, tampouco, a data. Na agenda apreendida, há anotado que seriam credenciais para o camarote 309. Também há menção a um flat no condomínio Brisas do Lago, em Brasília. publicidade.
Em seguida aparece a anotação: “Mínimas informações possíveis. CPF – Fábio (filho Lula). Terça a quinta-feira. 03 a 05/12. Contato Paulo Marinheiro – ok Gaspar passa contato – ok Cristina – ok”. Os 3 nomes citados têm a indicação: “Pegar com Antônio”.
Nas mensagens de WhatsApp, Roberta aconselha o Careca do INSS a “sumir” com seus telefones. “Joga fora”, diz. Ao que recebe como resposta: “Já fiz isso”. Em seguida ela diz: “Conte com a gente”.
Segundo a Polícia Federal, Roberta teve elevado envolvimento com os negócios ilícitos de Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS, com uso de empresas de fachada e tentativa de ocultação de provas. Ela seria o principal elo entre o Careca do INSS e Lulinha. publicidade.
Lideranças do Senado afirmaram à coluna que a decisão de Dino, no último domingo (21/12), de suspender de forma preventiva os pagamentos das chamadas “emendas de relator” reforçou a resistência à indicação de Messias.
Segundo caciques da Casa, a suspensão dos repasses evidencia o acerto da posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que é necessária uma indicação mais próxima do Senado e da política.
O principal receio de senadores em relação à indicação de Messias é o reforço da chamada “bancada governista” no Supremo, justamente “capitaneada” por Flávio Dino, e que tem colocado as emendas parlamentares em xeque.
Em café da manhã com jornalistas, na quinta-feira (18/12), Lula prometeu manter a indicação de Messias e disse que enviará, até o fim do recesso, a mensagem com o nome de seu escolhido para a vaga no STF.
“Eu sei que não vai ser votado mais este ano. Então vou fazer com que, quando voltar do recesso, o nome do Messias esteja lá”, disse Lula.
Senador falou em coletar assinaturas após o recesso parlamentar para apurar ligação apontada em notícias publicadas na imprensa
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto) prometeu uma investigação sobre a relação entre a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master.
O parlamentar se manifestou sobre o tema em suas redes sociais na segunda-feira, 22, ao compartilhar a notícia publicada pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, de que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para interceder pelo Banco Master.
Vieira escreveu:
“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco.”
O que diz a reportagem
De acordo com o O Globo, Moraes fez três contatos por telefone e um pessoalmente com Galípolo. Em todos os encontros, Moraes discutiu os problemas do banco de Daniel Vorcaro e buscou informações sobre o andamento da operação de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).
Ainda segundo o jornal, o próprio Moraes solicitou a Galípolo que fosse aprovada a venda do Master para o BRB. A operação, depois, foi alvo de uma operação da Polícia Federal por indícios de fraudes.
“De acordo com o que o próprio ministro contou a um interlocutor, ele disse que gostava de Vorcaro e, repetindo um argumento que o banqueiro usava muito, afirmou que o Master era combatido por estar tomando espaço dos grandes bancos”, informou O Globo.
“Galípolo, então, respondeu a Moraes que os técnicos do BC tinham descoberto as fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB. Diante da informação, segundo os relatos, o ministro teria reconhecido que, se a fraude ficasse comprovada, o negócio não teria mesmo como ser aprovado”, acrescentou o jornal.