O publicitário João Santana revelou que o enredo sobre Lula na Acadêmicos de Niterói foi um verdadeiro Cavalo de Troia, ou presente de grego, a expressão que o leitor preferir para significar algo que parecia negativo, mas só traz problemas.
O ex-marqueteiro disse que todo mundo sai perdendo com essa ideia. “Recorrendo à teoria dos jogos, me parece que se produzirá um cenário de soma negativa — onde todos saem perdendo. A relação entre carnaval e política sempre foi um jogo delicado”, disparou o profissional.
“O maior risco não são as vaias na apoteose, mas sim nos bolsões do Sul e do Sudeste, onde Lula precisa desesperadamente de votos. Imagine a reação no interior de SP, entre os evangélicos, diante do desfile. Antes de tudo, o carnaval presta mais para a demolição do que para a construção da imagem de um político. No caso da escola de Niterói, pode-se dizer como atenuante que foi uma iniciativa espontânea, mas deixou de ser quando o presidente e a primeira-dama se aproximaram perigosamente do evento“, prosseguiu ele.
João Santana alerta sobre Carnaval para Lula
Dentro do próprio PT, o assunto gera divergências. Uma parte vê a exposição como excessiva e teme consequências negativas ao longo de um desfile de mais de uma hora; outra parte minimiza e diz que o foco do espectador é o espetáculo, não a política.
“Antes de tudo, Carnaval se presta mais para demolição do que para construção de imagem de político. Acidez crítica, liberação, irreverência são seus principais temperos”, completa o marqueteiro. “O tiro sai pela culatra”, detonou.
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