Alexandre de Moraes respondeu logo, mas não é possível saber o que ele disse. Isso porque o que se segue são três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê.
A troca de mensagens foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do dono do Banco Master, preso no próprio dia 17 de novembro às 22h no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.
Antes dela, há ainda outro registro de diálogo entre o ministro e Vorcaro, em 1º de outubro de 2025, mas novamente sem conteúdo, porque o banqueiro e Moraes apagavam as mensagens ou enviavam com visualização única.
De acordo com investigadores, há também telefonemas entre eles.
Contudo, apesar dos registros estarem no material apreendido e periciado pela PF, o ministro do Supremo negou sua existência em resposta às indagações da equipe da coluna.
“O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, disse ele, por intermédio da assessoria de imprensa da Corte . A defesa de Vorcaro, por sua vez, preferiu não comentar.
A PF descobriu que, no dia em que Vorcaro enviou as mensagens a Moraes, ele já tinha conhecimento do inquérito que apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco estatal de Brasília, o BRB, e que levaria à sua prisão e à liquidação do Master.
Informações recolhidas ao longo da investigação apontam, inclusive, que ele soube do inquérito ao acessar ilegalmente os sistemas da corporação, assim como fez com dois procedimentos do Ministério Público sobre as fraudes.
A operação desta quarta-feira revelou ainda que Vorcaro também corrompia dois chefes de supervisão do Banco Central (BC), Paulo Sergio Souza e Belline Santana, que o avisavam dos monitoramentos que a autarquia vinha fazendo, revisavam seus documentos e orientavam sobre como proceder em reuniões.
Souza, inclusive, assinou um ofício do BC fornecido à defesa de Vorcaro depois da prisão, para comprovar que ele teria avisado a autarquia que da viagem que faria a Dubai para supostamente fechar a venda do Master a investidores árabes.
No dia em que Vorcaro anuncia a Moraes que “fez uma correria para salvar” e pergunta ao ministro se ele “conseguiu bloquear”, o Master fez dois movimentos.
O primeiro foi tentar impedir que a ordem de prisão contra ele fosse executada, enviando à 10º Vara Federal de Brasília, onde o inquérito corria em sigilo, uma petição dirigida ao juiz Ricardo Leite.
No documento, enviado por email à Justiça às 15h47m, os advogados de Vorcaro se posicionam contra “medidas cautelares eventualmente requeridas”, que poderiam provocar “impacto relevante” e causar “prejuízo irreversível a todo o conglomerado Master”.
Apenas 18 minutos antes, às 15h29m, o juiz Ricardo Leite havia determinado a prisão do banqueiro, em uma decisão que deveria ser de conhecimento apenas do gabinete do juiz e dos investigadores.
Para justificar terem enviado o pedido diretamente à vara correta mesmo com o inquérito sob sigilo, os advogados usaram uma reportagem publicada pelo site O Bastidor em que se dizia onde tramitava a investigação.
Na representação em que pediram a segunda prisão de Vorcaro, porém, os delegados anexaram mensagens trocada pelo banqueiro com interlocutores e com o editor do site, Diego Escosteguy, para sustentar que o jornalista “esquentou” a informação recebida de forma ilegal ao receber dinheiro para publicar informações do interesse do executivo.
Um outro movimento realizado às pressas, naquele mesmo dia, foi o anúncio da venda do Master para o grupo Fictor, que de acordo com os comunicados ao mercado estariam associados a investidores árabes.
O banco realmente corria contra o tempo para conseguir capital, uma vez que a venda para o BRB já tinha sido vetada em setembro e os créditos do Fundo Garantidor de Crédito que davam fôlego ao Master também estavam se esgotando.
O anúncio da compra do Master pela Fictor foi enviado ao mercado e às redações às 17h24m da segunda-feira. De acordo com o aviso, o grupo Fictor pagaria R$ 3 bilhões pelo banco, junto com um consórcio de investidores árabes.
Não foram informados, porém, nem as condições do negócio e nem quem eram os investidores árabes. De acordo com a assessoria do grupo Fictor, isso seria feito na sexta-feira.
Mas não houve tempo, porque Vorcaro acabou sendo preso naquela mesma noite, no aeroporto. O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte, data em que também se deu a primeira fase da Operação Compliance Zero da PF.


Eita prefeito, que pratão cheio!!! Com certeza a comida está deliciosa.
Muito esquisito tudo isso!!! Ou o prefeito não anda por São Luís ou usa apenas de uma narrativa política para querer demostrar que ele é um magnífico gestor público.
Mas eles não são esquerdistas? Que apoiam o candidato de Lula? Mas cadê o candidato de Lula no Maranhão?
Planilha indica que ministros e Viviane Barci de Moraes sentaram na mesa patrocinada pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, em evento nos EUA
O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.
Vida nababesca!!! Lulinha aplicou valor transferido por Lula em um fundo de investimentos do Banco do Brasil. Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos. Lulinha pagou R$ 750 mil para Kalil Bittar, alvo da PF por lobby no MEC. Lulinha pagava “mesada” para Jonas Suassuna, do sítio de Atibaia.
O detalhe que mais chamou atenção é que Daniel Barros teria viajado para São Luís um dia antes da visita dos agentes federais. A coincidência levantou especulações: será que ele já sabia da presença da Polícia Federal ou teria saído da cidade para evitar o encontro com os investigadores?
Daniel Barros é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura a suspeita de candidatura laranja, prática considerada irregular pela Justiça Eleitoral, quando pessoas são registradas como candidatas apenas para cumprir exigências da legislação, sem que exista uma campanha real.
Outro ponto que também chamou atenção foi o fato de que, durante a presença da Polícia Federal na residência, quem acabou lidando com a situação foram seus familiares. A esposa e os filhos de Daniel Barros estavam na casa no momento da visita dos agentes, tendo que enfrentar o constrangimento provocado pela investigação.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias. A expectativa agora é que os fatos sejam esclarecidos no decorrer do inquérito.
Marinho Júnior. Estiveram na campanha unidos e agarrados em busca de suas respectivas vitórias.
CPMI do INSS tenta obter os dados de Roberta Luchsinger, empresária vista como o elo entre o filho de Lula e o Careca do INSS
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atentou contra própria vida após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero
