Lula enfrenta disputas entre aliados em ao menos 7 dos 9 Estados do Nordeste —região que foi decisiva para sua vitória em 2022. O principal desafio não é a oposição, mas a fragmentação da própria base, que disputa vagas ao Senado, sucessões estaduais e protagonismo nos palanques locais….
Em alguns Estados, a base de Lula tem mais pré-candidatos ao Senado do que vagas disponíveis —como é o caso do Ceará, onde ao menos 6 aliados disputam duas cadeiras, e da Paraíba, onde nomes do PSB, MDB e PP pleiteiam espaço na chapa.
Em outros casos, o impasse envolve rompimentos e rivalidades locais. No Maranhão, por exemplo, o racha entre o governador Carlos Brandão e o ex-governador e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino fragmentou a base lulista e abriu espaço para o crescimento da oposição. Em Pernambuco, o apoio do presidente é disputado pela governadora Raquel Lyra (PSD) e pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), ambos aliados de Lula, mas adversários entre si.
O risco para o presidente é sair do processo com palanques divididos, ressentimentos entre partidos da coalizão e menor coordenação eleitoral em uma região em que historicamente é bem votado e que ajudou a consolidar sua vitória em 2022. Uma fragmentação prolongada pode reduzir a mobilização da base e enfraquecer a hegemonia política do PT no Nordeste.
MARANHÃO: BRANDÃO E DINO
O racha no Estado é entre o governador Carlos Brandão e Flávio Dino, ex-governador do Estado e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Brandão foi vice de Dino por 2 mandatos e foi eleito governador com apoio do ministro. Os 2 romperam em agosto de 2025 e o governador articula lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) como sucessor do governo estadual.
Dino já demonstrou apoio ao vice-governador Felipe Camarão (PT). Brandão também rompeu com o petista e deve ficar no governo até dezembro para não passar o cargo ao adversário.
A base aliada de Lula no Estado teme que a fragmentação ajude a oposição. Há preocupação com o crescimento nas pesquisas do ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) para o governo.
Orleans vem dado continuidade forte a sua pré-candidatura ao governo do Maranhão, mostrando que é um fortíssimo pré-candidato ao governo do Maranhão.
Por outro lado, tem o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que tenta se unir aos dinistas, coisa um tanto esquisita, pois o seu PSD terá candidato à presidência da republica e como se daria um palanque dividido entre Lula e o candidato do PSD?
Vale ressaltar:
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse aos jornalistas nesta 6ª feira (6.mar.2026) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) só disputará sozinho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º turno se um “helicóptero cair com os 3”, em referência aos pré-candidatos pelo PSD, os governadores Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR).
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Publicado em: Política



