Completamente esclerosado. Defender ditaduras sanguinárias, cruéis, canalhas e mortíferas, não representa, com certeza, a maioria dos brasileiros. Chega dessa narrativa medíocre para seus aliados e defensores de ditadores.
“A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores da guerra e não tem espaço para os senhores da paz. Por que a ONU já não convocou uma conferência mundial para discutir esse conflito (Irã)?“, afirmou Lula, que indagou também por que todos acham normal Trump dizer todo dia que “tem o maior navio e o maior Exército do mundo”.
O presidente também questionou a duração da guerra na Ucrânia, provocada por uma invasão russa, em fevereiro de 2022. Ele sugeriu de novo que o desfecho está dado e que a Ucrânia vai perder os territórios tomados pela Rússia. O próprio Lula e integrantes do governo brasileiro já haviam sugerido antes que os ucranianos deveriam ceder áreas para Moscou, sob protestos de Kiev e do Ocidente. A manutenção do Donbass é a principal reivindicação russa.
“Por que a guerra da Rússia e da Ucrânia dura quatro anos quando todo mundo já sabe o que vai dar naquela guerra? Quem é que não sabe o que está acontecendo naquela guerra? O Putin vai ficar com o que já conquistou. O Zelenski vai se contentar com o que perdeu, e vai ter um acordo. Se é isso, por que não fazem logo?”, afirmou Lula.
Ele afirmou que a ONU já deveria ter convocado uma reunião por causa da guerra no Irã e, indicando mais uma vez que não aceitará o convite para compor o Conselho da Paz de Trump, disse que o plano reconstrução de Gaza é levar resort para pessoas passarem férias perto de cadáveres dos palestinos.
“Começou a destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças que mataram, para agora aparecerem com pompa criando um conselho para dizer ‘vamos reconstruir Gaza’. Aparece como se fosse um resort para milionário passar férias num lugar que estão os cadáveres das mulheres e crianças que morreram. E muitas vezes a gente fica impassível. Se a gente não gritar e não se mexer nada acontece”, afirmou Lula.
Lula da Silva durante cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe Foto: WILTON JUNIOR
Lula participou de cerimônia pública no Itamaraty e discursou a representantes de países latino-americanos e caribenhos, durante reunião regional da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O Brasil sedia a 39ª Conferência Regional da Organização da FAO para a América Latina e o Caribe.
O petista disse que as riquezas da região “são exploradas por pessoas que não são daqui, para produzir parte das armas que destroem o que já foi construído”. E que a região é a única zona de paz do mundo.
“O ditado que ‘quem quer a paz se prepara para a guerra’ é para quem quer fazer a guerra”, disse Lula.
Lula disse que os recursos investidos em guerras – US$ 2,7 trilhões – deveriam ter sido empregados no combate a fome, divididos entre 630 milhões de pessoas que passam fome no mundo, mas que o assunto “não sensibiliza muito o coração dos governantes”, por excesso de “irresponsabilidade e falta de compromisso”.
O petista apelou aos governantes de EUA, China, Rússia, Reino Unido e França – os membros permanentes do Conselho de Segurança – para que discutam a fome e a pobreza, em vez de conflitos e defesa.
“Se os senhores que coordenam o Conselho de Segurança com o mesmo permanente da ONU se preocupassem com a questão da fome nesse instante, ao invés de ficar discutindo como agora está se discutindo na Europa o fortalecimento do armamento dos países, investimento na defesa, porque está todo mundo pensando que vai se agravar aos conflitos e todo mundo quer mais armas, mais bomba atômica, mais drone e aviões de caça cada vez mais caro”, disse Lula.
“E tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimento. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos ou destruir aquilo que já está plantado. Seria apenas uma reflexão de bom senso. Se houvesse a convocação, são apenas cinco pessoas, que poderiam fazer uma teleconferência. Não precisaria ninguém correr risco, para ninguém ser atacado por drone à noite, para ninguém ser vítima de uns mísseis, poderia ter feito uma teleconferência para fazer uma discussão muito clara se o que vai resolver o problema da humanidade é mais guerra ou mais paz? Se é a construção e a produção de mais armas cada vez mais sofisticadas e cada vez mais caras ou o aumento da produção, da distribuição e o aumento da renda do povo para que a gente pudesse ter alimentação necessária.”
O petista também afirmou que Cuba, que sofre um bloqueio americano, não está passando fome por que não sabe produzir alimentos, tampouco por não saber construir sua rede de energia, mas por que “não querem que Cuba tenha certas coisas que todo mundo deveria ter”. Ele vinculou o caso a perseguição ideológica pelo fato de o governo ditatorial da ilhas ser comunista.
“Vamos supor que não se cuida de Cuba por uma perseguição ideológica, então não vamos ajudar Cuba, porque Cuba é um país comunista. Ajuda o Haiti que está do lado e passa tanto ou mais fome do que Cuba e que está sendo dominado por gangues”, disse o petista.
O presidente disse que a fome não pode ser tratada como uma questão de ONGs, e que somente tenha recursos quando houver sobra. Ele advogou que parte do orçamento de outros ministérios como Itamararty e Forças Armadas, entre outros, deveriam compor verba para o combate a fome.
Lula disse que os recursos não são distribuídos porque os governos agem sob pressão do mercado financeiro e estão subordinados às orientações do FMI.
“O mercado começa dia 1º de janeiro preocupado com com défcit fiscal e termina dia 31 de dezembro preocupado com déficit fiscal. Para eles não existe pobre, não existe problema. Ou seja, vamos jogar nas costas do povo pobre, eles que paguem o preço”, afirmou o presidente.
A presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema), deputada Iracema Vale (MDB), participou, nesta quarta-feira (04), do “Encontro de Trabalho e Almoço com Deputados Estaduais”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
Durante o evento, a presidente da Alema ressaltou o compromisso do Legislativo estadual em atuar de forma integrada com o setor produtivo.
“Nosso papel é garantir que os projetos que estimulem a geração de emprego, renda e oportunidades que avancem com responsabilidade. Quando fortalecemos a indústria e o comércio, estamos beneficiando diretamente a população maranhense”, afirmou.
A iniciativa também abriu espaço para a apresentação de demandas, sugestões e propostas voltadas ao crescimento econômico sustentável do estado.
O presidente da Fiema, Edilson Baldez, destacou a importância da parceria com o Parlamento Estadual para impulsionar o desempenho da indústria e do comércio. Ele enfatizou que a harmonia entre os poderes é fundamental para melhorar os indicadores econômicos do Maranhão.
Na programação, foram apresentadas pautas estratégicas e desafios a serem enfrentados, como os avanços na Zona de Processamento de Exportação de Bacabeira, a exploração da Margem Equatorial de petróleo e gás e o Terminal Marítimo de Alcântara, projetos considerados estruturantes para ampliar a capacidade logística e produtiva do estado.
O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (Ciema), Cláudio Azevedo, pontuou os avanços alcançados pelo setor nos últimos anos e destacou perspectivas positivas para o crescimento industrial.
Na ocasião, foi assinado um termo de cooperação técnica entre a Assembleia Legislativa e a Fiema voltado ao fortalecimento do diálogo institucional e à construção de ações conjuntas para o desenvolvimento do Maranhão. A iniciativa consolida o compromisso das instituições em atuar de forma colaborativa, promovendo crescimento econômico, segurança jurídica e mais oportunidades para a população.
Estavam presentes ainda no evento os deputados estaduais Ana do Gás (PCDOB); Ariston (Mobiliza); Arnaldo Melo (PP); Catulé Júnior (PP); Cláudia Coutinho (PDT); Davi Brandão (MDB); Dra. Viviane (PDT); Francisco Nagib (MDB); João Batista Segundo (PL); Mical Damasceno (PSD); Neto Evangelista (União-Brasil); Osmar Filho (PDT); Solange Almeida (PL); Wellington do Curso; além de empresários e representantes do setor produtivo.
Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (4/3), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero
A PF informou que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (foto em destaque), conhecido pelo apelido de “Sicário”, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3), atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG).
“Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, informou a corporação em nota.
A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.
Foi informado que será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é identificado nas investigações pelo apelido de “Sicário”. Segundo a Polícia Federal, ele exerceria um papel importante na organização das atividades do grupo.
A decisão judicial descreve que ele seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança.
As mensagens apreendidas indicam que a estrutura teria financiamento mensal que chegaria a cerca de R$ 1 milhão, valor destinado a custear as atividades de monitoramento e a remuneração dos integrantes envolvidos.
Em diálogos citados na decisão do STF, Mourão afirma que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e posteriormente distribuídos entre os participantes da equipe.
Além de citar Mourão, a investigação aponta a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também integraria o grupo. Para a Polícia Federal, a atuação da estrutura sugere a existência de uma rede privada de vigilância e pressão, voltada a coletar informações e acompanhar pessoas ligadas às investigações envolvendo o Banco Master.
Com base nos elementos reunidos, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados na nova fase da operação. A decisão também cita indícios de tentativa de interferência nas apurações, o que teria motivado as medidas cautelares determinadas pela Corte.
As apurações fazem parte da terceira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos envolvendo integrantes do grupo ligado ao banqueiro. Também foi determinado o bloqueio de bens, que podem chegar a R$ 22 bilhões, além de medidas contra outros investigados citados no processo.
A situação judicial do deputado Paulo Marinho Jr. segue se agravando. Após uma decisão proferida ontem, uma nova determinação foi publicada hoje, reforçando o cenário de bloqueios e cobranças judiciais que vêm se acumulando nos últimos meses.
As decisões tratam do cumprimento de sentença referente a multas eleitorais não quitadas dentro do prazo legal. Com o trânsito em julgado e a ausência de pagamento voluntário, a Justiça determinou medidas mais rígidas, incluindo possibilidade de bloqueio de ativos financeiros por meio do sistema SISBAJUD, além de incidência de multa adicional e honorários advocatícios.
*Bloqueios e execução judicial*
No caso mais recente, o valor atualizado da multa ultrapassa os R$ 58 mil. Diante da inadimplência, o Judiciário autorizou medidas como:
– Inclusão do nome em cadastro de inadimplentes;
– Protesto da decisão;
– Bloqueio de ativos financeiros;
– Possível penhora de bens, caso não haja quitação.
A sequência de decisões mostra que o processo saiu da fase de discussão para a fase de execução, quando o foco passa a ser a efetiva cobrança do débito.
*Processos trabalhistas e pedido de bloqueio de salário*
Além das multas eleitorais, Paulo Marinho Jr. também responde a diversos processos trabalhistas. Em pelo menos um dos casos, houve pedido de bloqueio de parte do salário de deputado para garantir o pagamento de débitos reconhecidos judicialmente.
Os processos envolvem cobranças de verbas trabalhistas e outras obrigações decorrentes de relações profissionais anteriores, ampliando o volume de pendências financeiras enfrentadas pelo parlamentar.
*Advogados cobram honorários da campanha de 2022*
Outro ponto que chama atenção são as ações movidas por advogados que atuaram na campanha eleitoral de 2022. Segundo as ações judiciais, profissionais que prestaram serviços jurídicos durante o período eleitoral afirmam não ter recebido integralmente pelos trabalhos realizados.
Esses profissionais agora recorrem à Justiça para assegurar o pagamento dos honorários que consideram devidos, alegando que os serviços foram efetivamente prestados e que há comprovação documental da atuação.
*Acúmulo de pendências*
A sucessão de decisões judiciais, uma ontem e outra hoje, mostra que a situação financeira e jurídica de Paulo Marinho Jr. segue sob forte pressão. Entre multas eleitorais, execuções judiciais, processos trabalhistas e cobranças de honorários, o parlamentar enfrenta um cenário de bloqueios contínuos e crescente desgaste público.
O ministro do STF, André Mendonça, fez duras críticas à atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao autorizar a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro e de outros três investigados. Segundo o magistrado, o órgão ignorou a gravidade e a urgência dos fatos apontados pela Polícia Federal (PF) ao pedir a ampliação do prazo para se manifestar.
A prisão foi solicitada pela PF após a identificação de indícios de tentativa de obstrução das investigações, com a suposta formação de um grupo voltado à obtenção de informações sigilosas e à intimidação de jornalistas e adversários. Mendonça havia concedido 72 horas para parecer da PGR, ressaltando o caráter urgente do caso. O órgão, porém, alegou que o prazo era “impossível de ser atendido” e afirmou não vislumbrar “perigo iminente, imediato”.
Na decisão, o ministro rebateu a avaliação e afirmou que o processo reúne “sérias evidências da continuada prática de crimes de gravíssima repercussão”. Ele destacou que a urgência decorre do “perigo iminente a bens jurídicos da mais elevada relevância” e lamentou que a PGR não tenha reconhecido risco imediato.
“Lamenta-se (i) porque, as evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação da Polícia Federal e no curso desta decisão; conforme documentado nos autos, também (ii) porque se está diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas; (iii) porque há indicativos de ter havido acesso indevido dos sistemas sigilosos da Polícia Federal, do próprio Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais como a Interpol. Portanto, se as medidas requeridas pela Polícia Federal não forem acolhidas, em caráter de urgência, pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos apontados nestes autos, bem como dificultar, sobremaneira, a recuperação de ativos bilionários que foram desviados dos cofres públicos e de particulares atingidos pelos variados crimes contra o sistema financeiro nacional apurados nestes autos”, afirma o trecho da decisão.
De acordo com a investigação, Vorcaro teria pago R$ 1 milhão mensal a Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, para acessar dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo informações sensíveis de autoridades e jornalistas. A PF aponta ainda a existência de uma “estrutura de vigilância e coerção privada” para monitorar alvos e neutralizar situações consideradas prejudiciais ao grupo.
Mensagens interceptadas indicam que o empresário teria ordenado agressões contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, sugerindo que ele fosse atacado em um assalto forjado após a publicação de reportagens contrárias a seus interesses.
Para Mendonça, a demora na adoção das medidas poderia colocar em risco a integridade física e moral de cidadãos, jornalistas e autoridades públicas, além de dificultar a recuperação de ativos bilionários desviados em crimes contra o sistema financeiro nacional.
Ao concluir o despacho, o ministro reforçou o caráter urgente da decisão com a expressão em latim “tempus fugit” — o tempo foge — e afirmou que, no caso, a demora se mostra “extremamente perigosa para a sociedade”.
Ministro Flávio Dino (STF) atendeu a pedido da defesa da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, apresentado na manhã do dia anterior… Também anulou a quebra de siligo de Lulinha na CMPI do INSS
O ministro Flávio Dino foi especialmente rápido ao analisar o pedido da lobista Roberta Luchsinger para evitar ter seus sigilos bancário e fiscal quebrados na CPMI do INSS. O pedido da lobista e herdeira foi decidido por Dino em pouco mais de 24 horas.
O sistema de peticionamento eletrônico do Supremo Tribunal Federal mostra que a petição inicial da defesa de Roberta Luchsinger foi apresentada às 9h19 desta terça-feira (3/3). Já os metadados do PDF da decisão de Flávio Dino indicam que o arquivo foi criado às 10h31min48s desta quarta-feira (4), no horário de Brasília (UTC-3). Entre os dois momentos se passaram 25 horas e 12 minutos.
Na decisão, Flávio Dino argumenta que a CPMI do INSS não analisou de forma fundamentada a necessidade da quebra de sigilo de Roberta Luchsinger.
Para Dino, a votação em bloco — ou seja, de todos os requerimentos de uma vez — usada na CPMI se aplica apenas a projetos de lei, não a requerimentos de investigação em CPIs.
“Tenho ciência de que o art. 300 do Regimento Interno do Senado contém a previsão de deliberação ‘em globo’ quanto à votação dos projetos de lei. Contudo, tal dispositivo não guarda pertinência com a votação de requerimentos de natureza investigativa sobre quebra de garantias constitucionais”, escreveu ele.
O Petista tenta articular aliados nos estados para conter impopularidade do governo e frear a escalada de Flávio Bolsonaro nas intenções de votos
O presidente Lula começou o ano confortavelmente instalado na posição de imbatível nas pesquisas sobre a corrida ao Palácio do Planalto. Os números davam ao petista a vitória contra qualquer oponente listado pelos institutos.
Tudo começou a mudar a partir do samba atravessado na Sapucaí e a consolidação de velhos problemas brasileiros.
Sem obras vistosas a apresentar, Lula se ampara no discurso de pai dos pobres, evocando todos os gastos com programas sociais no atual mandato. A estratégia, no entanto, já não encanta o eleitorado — e é aí que mora o problema.
Estratégia será sustentar que Roberta Luchsinger utilizava o nome de Lulinha. Lobista tem tatuagem de amor com mulher do filho do presidente
A estratégia para defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizava o nome do filho mais velho do presidente sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa também pretende atribuir responsabilidades ao sócio de Lulinha, Kalil Bittar, e à publicitária Danielle Miranda Fonteles para reforçar que seu nome foi usado para abrir portas sem seu consentimento.
Em nota à coluna, o criminalista Guilherme Suguimori Santos disse que ninguém está autorizado a falar pelo seu cliente, que a reportagem “contém conjecturas sem suporte na realidade” e que “esclarecimentos sobre os fatos serão prestados ao Supremo Tribunal Federal” e não à imprensa.
Defensores de Lulinha também já negaram outras reportagens da coluna mencionando o filho do presidente:
“Lulinha não é investigado. Isso é um absurdo. Fake News” (André Mendonça, relator do caso no Supremo, determinou a quebra sigilo de Lulinha)
“Não tem delação. Ele nem é investigado. Isso é um absurdo. Fake News. A PF vai divulgar uma nota para desmentir vocês!!” (A PF não divulgou nota)
“Lulinha estar no mesmo voo do Careca não significa que viajaram juntos. Que absurdo! Fake News. Então as 300 pessoas que estavam no mesmo voo viajaram com o Fábio?”
(Documentos comprovaram que Lulinha viajou com despesas pagas por Careca do INSS, o que não ocorreu com os demais passageiros)
“Lulinha nem conhece o Careca. Nunca viu. Que absurdo. Fake. Vai processar os jornalistas” (Lulinha admite que viajou com despesas pagas por Careca do INSS)
Como revelou a coluna, dois ex-integrantes do alto escalão do INSS firmaram acordo de delação premiada e relataram o suposto envolvimento de Lulinha no esquema. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do empresário.
A coluna mostrou ainda que Lulinha viajou com o Careca do INSS em deslocamento custeado pelo operador, que arcou com as passagens e demais despesas. À época, a defesa alegou que o fato de ambos estarem no mesmo voo não significava que tivessem viajado juntos — versão contrariada por documentos que registram a emissão dos bilhetes.
A viagem ocorreu em novembro do ano passado. Relatórios da Polícia Federal detalham inclusive as poltronas ocupadas: o Careca do INSS estava no assento 3A; Lulinha, no 6J. Ambos na primeira classe e em lugares de janela. Diante dos documentos e do avanço das investigações, a nova versão é que eles viajaram, mas não fecharam nenhum negócio.
Quem é a lobista que Lulinha acusa de ser elo com Careca do INSS
Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão em 18 de dezembro por seu envolvimento com o Careca do INSS.
Como mostrou a coluna, a proximidade dela com a família do filho do presidente é tanta que Luchsinger tem uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Fábio Luís Lula da Silva.
A lobista também divide uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, com Lulinha. Após a saída dele do Brasil para Madri, é Roberta quem passou a morar na casa antes frequentada pelo filho do presidente nas suas viiagens para capital. Na mansão, Lulinha teve reuniões com Careca do INSS e costumava fazer festinhas regadas a bebidas, segundo apurou a coluna.
“Minha bff e eu eternizadas na pele e no coração! Love u”, escreveu Luchsinger em publicação no Instagram, em 30 de março de 2024 na qual mostrou. A sigla “bff” significa “best friends forever” (“melhores amigas para sempre”).
Principal doadora da campanha de Lula
Neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, a lobista foi uma das principais doadoras da campanha presidencial de 2022. Segundo colaborador da Polícia Federal, ela teria intermediado a aproximação entre o filho do presidente e o Careca do INSS na prospecção de negócio envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a PF, Luchsinger é “integrante vinculada ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes”. A corporação solicitou o monitoramento dela por tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi negado por Mendonça. Em contrapartida, o ministro determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.
“Sua atuação se revela essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos de lavagem de capitais”, registra trecho da decisão.
No despacho, Mendonça reproduziu áudio de WhatsApp enviado por Luchsinger ao Careca do INSS, no qual há menção direta a Lulinha: “Na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa o (sic) maior… igual agora com você”, diz a mensagem de 5 de maio de 2025.
A referência remete a boato que circulou nas redes sociais em 2015, atribuindo falsamente a Lulinha a propriedade da marca de carnes Friboi. A empresa pertence, na realidade, ao frigorífico JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.
Qualificar os jovens caxienses com o ensino superior se tornou uma oportunidade ímpar para os que buscam o profissionalismo em um curso superior.
É de grande vantagem aos que buscam o PROUNI Municipal, haja vista que terá conquistado uma bolsa de 100% e, assim, poder concluir os seus cursos com tranquilidade.
Sabe-se que a maioria precisam desse incentivo, pois assim poderão ingressar no mercado de trabalho qualificados com seus cursos superiores.
“Hoje eu quero mostrar histórias que enchem a gente de orgulho! Alunos do PROUNI Municipal que conquistaram bolsa 100% garantida pelo município e estão realizando o sonho de estudar no ensino superior. Muitos vieram da escola pública e sabem o valor dessa oportunidade. Investir na educação é transformar vidas e a gente vai continuar fazendo isso.”, enfatizou o prefeito Gentil Neto.
Diretor do instituto Real Time Big Data aponta eleição novamente polarizada como fator para empate técnico no segundo turno
No Ponto de Vista, a jornalista Marcela Rahal ouviu Lucas Thut Sahd, diretor executivo do Real Time Big Data, que detalhou os fatores por trás do novo cenário.
Segundo ele, dois movimentos ajudam a explicar a aproximação: maior conhecimento do eleitor sobre a candidatura de Flávio e deterioração da aprovação de Lula.
Por que Flávio cresceu?
De acordo com Lucas Thut Sahd, o eleitor passou a enxergar Flávio como adversário real no segundo turno. Esse maior nível de conhecimento fortalece o senador.
Ao mesmo tempo, Lula atravessa o que o pesquisador chamou de “vale da aprovação”, com indicadores de popularidade em queda. O resultado é um segundo turno novamente acirrado, nos moldes da eleição anterior.
Lula está perdendo força no Nordeste?
Sim, ainda que continue liderando na região.
O levantamento aponta perda de intenção de voto no Nordeste, reduto histórico do petista. No primeiro turno, quando nomes como Ratinho Jr entram no cenário, parte do eleitorado de menor renda migra.
Segundo o diretor do instituto, Ratinho cruza votos principalmente na base lulista, especialmente entre eleitores mais pobres.
A eleição virou disputa de rejeições?
Para Sahd, o segundo turno está fortemente ancorado na rejeição.
“O Brasil está dividido”, afirmou. Eleitores votam menos por propostas e mais para impedir a vitória do adversário.
Lula carrega o peso de escândalos do passado. Flávio, por sua vez, herda parte da rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro e às controvérsias envolvendo a família.