Trump dá um nó!!! O negociador com o Brasil será Marco Rúbio

Publicado em   06/out/2025
por  Caio Hostilio

Após conversa por teleconferência com Lula, hoje (06),  o governo de Donald Trump escolheu o representante da ala mais dura e ideológica de sua administração para negociar com o Brasil sobre os tarifaços. Na conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o americano designou Marco Rubio, o chefe da diplomacia dos EUA, para tratar do assunto. O gesto foi considerado pelo setor privado brasileiro como “preocupante”.

Nos últimos meses, os raros contatos do Brasil com os EUA tinham sido por meio do Escritório de Comércio da Casa Branca e com o Departamento do Tesouro, além do Departamento de Comércio. A diplomacia, por sua vez, sequer designou um embaixador para o Brasil.

Rubio, internamente, foi sempre mais favorável a aplicação de sanções contra Lula. Foi o Departamento do Tesouro americano quem resistia, principalmente alegando a manipulação da Lei Magnitsky e sua instrumentalização.

Rubio, ao longo dos últimos meses, foi quem adotou um tom duro contra Cuba e seus médicos, contra a Venezuela e defendeu uma interrupção da ideia de uma expansão chinesa pela América Latina.

Com claras ambições presidenciais, o chefe da diplomacia americana e filho de exilados cubanos também tem liderado uma forte pressão nos países latino-americanos para conter a agenda progressista.

Rubio é um velho conhecido do governo Lula. Nos últimos dois anos, ele tem criticado e atuado nos bastidores, acusando Brasília de ajudar Nicolas Maduro e outros líderes de esquerda na região. Ele também foi uma das vozes a atacar o Brasil por conta do tratamento a Elon Musk.

“Lula da Silva, do Brasil, é o mais recente líder de extrema esquerda que encobre a natureza criminosa do narco-regime de Maduro, dias depois de se reunir com o presidente Biden. Sob a fraca política externa do governo Biden, os tiranos em nossa região se sentem encorajados a buscar apoio internacional”, escreveu em 2023 Rubio, então senador da Flórida.

Em fevereiro de 2023, no The Epoch Times, ele também criticou a aproximação de Lula aos chineses. “Parece paradoxal, mas o presidente Lula da Silva, do Brasil, está buscando laços mais estreitos tanto com os Estados Unidos quanto com a China comunista…. Por enquanto, isso significa que ele aceitará o que puder obter tanto dos EUA quanto do PCC – desde que isso beneficie sua agenda”, disse.

“O presidente Biden deve adotar uma linha firme com o novo presidente do Brasil, responsabilizando Lula por sua amizade com a China – bem como com outras ditaduras sangrentas, como as de Cuba, Nicarágua e Venezuela”, afirmou.

Mas as críticas, nos últimos meses, também têm sido direcionadas contra Lula. Quando o STF suspendeu o X, de Elon Musk, Rubio divulgou um comunicado no qual pressionava o Brasil a “retificar” sua postura em relação à plataforma.

“Há algum tempo, tenho ouvido falar da campanha de censura governamental em andamento no Brasil”, escreveu. “A recente decisão de proibir o X é a mais recente manobra do juiz Alexandre de Moraes para minar as liberdades básicas”, criticou.

“Desde multar indivíduos e entidades privadas que buscam informações sobre o X até impor censura legal, o povo brasileiro está enfrentando sérias repressões pelo simples fato de se envolver em uma plataforma de mídia social. Para o bem das liberdades básicas e de nosso relacionamento bilateral, o Brasil deve retificar essa medida autoritária”, disse Rubio.

“O banimento do X no Brasil, sob a administração Lula, levanta sérias preocupações sobre a liberdade de expressão e o alcance do Judiciário”, completou.

A partir de 2019, o senador publicou artigos em defesa de uma aproximação de Trump a Jair Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente, ao assumir, “está inaugurando uma nova era na política brasileira que marca um afastamento dramático dos governos esquerdistas e antiamericanos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff”.

“Os governos esquerdistas anteriores prejudicaram a estabilidade econômica e política do Brasil, causando inflação mais alta, aumento das taxas de pobreza e queda nos níveis de renda per capita, mas o novo governo de Bolsonaro apresenta uma oportunidade de garantir uma aliança mais forte e estratégica com nossa nação que pode beneficiar o povo brasileiro”, escreveu em janeiro de 2019.

“Para a paz e a estabilidade da região, é crucial que os Estados Unidos capitalizem essa oportunidade histórica de aproximar as duas nações mais populosas do Hemisfério Ocidental”, escreveu Rubio, diante da eleição de Bolsonaro.

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  Publicado em: Política

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