A Polícia Civil do Mato Grosso abriu investigação para apurar as circunstâncias envolvendo o padre Luciano Braga Simplício (foto em destaque), da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá, município a 392 km de Cuiabá. O inquérito tramita na Delegacia de São José do Rio Claro (MT).
A versão do padre:
“Ela queria trocar de roupa naquele quarto lá fora. Eu falei que tudo bem. Depois pediu pra tomar banho, e eu autorizei. Quando eu estava no banho, ouvi ela gritar ‘tem gente, tem gente!’”, disse o religioso.
Segundo ele, a jovem, de 21 anos, teria pedido para usar o quarto externo para se trocar após participar de uma atividade da igreja. O padre também afirmou que o noivo da mulher estava viajando e que não houve contato íntimo entre os dois.
A reação da Igreja
A Diocese de Diamantino confirmou, em nota, que abriu uma investigação canônica para apurar a conduta do sacerdote.
“Tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas. Pedimos a compreensão e a oração de todos”, informou a instituição.
Pelas normas da Igreja Católica, sacerdotes do rito latino são proibidos de manter relacionamentos afetivos ou sexuais. A violação do voto de celibato é considerada uma falta grave, capaz de levar à suspensão ou até ao afastamento definitivo das funções sacerdotais.
Investigação criminal
O caso será apurado também na esfera criminal. Após o vídeo circular nas redes sociais, a jovem flagrada com o padre registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Mato Grosso, alegando divulgação indevida de imagens.
Publicado em: Política



