Arquivo de março de 2026
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Ministro André Mendonça deu o prazo de 48 horas para presidente do Senado ler requerimento de prorrogação da CPMI do INSS
O ministro do STF André Mendonça concedeu liminar nesta segunda-feira (23/3) determinando a prorrogação da CPMI do INSS. O prazo de encerramento dos trabalhos da comissão estava previsto para 28 de março de 2026.
Na decisão, o magistrado determinou que o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União-AP), leia o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS no prazo de 48 horas.
De acordo com o regimento, para que os trabalhos do colegiado sejam continuados, é necessário realizar a leitura do requerimento.
“Que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso Nacional, autoridades apontadas como coatoras, adotem todas as providências necessárias para, no prazo de 48
horas, receber, via sistema interno, o requerimento (CD 251189898400) e promover, nesse mesmo prazo de 48horas, a leitura desse mesmo requerimento (CD 251189898400) que visa prorrogar a duração da “CPMI do INSS”, de acordo com os seus próprios termos”, diz um trecho da decisão.“Que a prorrogação da CPMI observe o prazo que a minoria parlamentar de um terço entender ser necessário para concluir as investigações, respeitado, em qualquer caso, o limite previsto no art. 76, § 4º, do Regimento Interno do Senado Federal (o prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito não poderá ultrapassar o período da legislatura em que for criada)”, afirmou o ministro na decisão.
O mandado de segurança foi impetrado por três parlamentares, que apontaram omissão das autoridades legislativas em analisar o pedido de extensão dos trabalhos da comissão, protocolado em 19 de dezembro de 2025 e assinado por mais de um terço dos membros de cada Casa, requisito constitucional necessário.
Requerem, em essência, provimento liminar e final para
determinar o imediato recebimento do requerimento de prorrogação e a
adoção das providências necessárias à sua leitura, em sessão do
Congresso Nacional ou do Senado Federal, de modo a assegurar a
continuidade dos trabalhos da comissão e impedir que a inércia
administrativa produza, de forma co
No entendimento do STF, a Constituição assegura à minoria parlamentar o direito de investigação, garantindo que a Mesa Diretora não pode impedir, por simples omissão administrativa, o processamento do pedido.
Por Metrópoles
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Segundo Camarão, acusações contra ele “são infundadas e irresponsáveis, baseadas em ilações, sem nexo causal entre os fatos”
O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), criticou nesta segunda-feira, 23, o pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA) à Justiça para que seja concedida medida cautelar de suspensão do exercício da função pública do petista, determinando-se o imediato afastamento dele do cargo. Em nota, Camarão chama a solicitação de “esdrúxula“, afirma que as acusações são “infundadas e irresponsáveis” e diz que acionará o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“Como vice-governador e pré-candidato ao Governo, tenho sido alvo de uma campanha jurídico-midiática, utilizando a estrutura institucional do Estado do Maranhão, desde o momento em que o governador Carlos Brandão decidiu dar andamento a seu projeto de poder familiar”, inicia o petista, que rompeu com o governador maranhense no final do ano passado.
“São inúmeras acusações infundadas, monitoramento ilegal da minha vida particular, da minha família e calúnias de toda sorte”.
Camarão afirma que tomou conhecimento apenas pela mídia sobre as acusações movidas pelo chefe do Ministério Público do Estado do Maranhão contra ele. “Trata-se de uma peça criada para beneficiar as intenções eleitorais do senhor governador Carlos Brandão que, de forma irresponsável, manipula as instituições do Estado do Maranhão para atingir seus adversários”.
Ele prossegue: “O esdrúxulo pedido de afastamento do cargo, a pedido exclusivo do senhor Danilo de Castro, procurador-geral de Justiça do Maranhão indicado pelo senhor Carlos Brandão e seu amigo próximo, às vésperas da eleição, tem timing perfeito para tentar garantir ao senhor Carlos Brandão uma candidatura ao Senado ao lado de seu sobrinho, Orleans Brandão”.
O vice-governador pontua que o documento foi vazado de forma ilegal e que, numa breve análise, verificou que “todas as acusações são infundadas e irresponsáveis, baseadas em ilações, sem nexo causal entre os fatos narrados“. “A peça tem origem em prova ilegal, é frágil e inconsistente, e se baseia no monitoramento de fluxo financeiro totalmente legal e declarado, inclusive no Imposto de Renda”.
Ainda em suas palavras, o pedido do MPMA “carece de qualquer aprofundamento quanto à origem – totalmente legal – dos investimentos realizados por mim e minha família, sem qualquer acurácia na investigação”. “Uma peça elaborada apenas para criar instabilidade institucional no Estado do Maranhão e usar a Procuradoria Geral de Justiça como órgão de perseguição política”.
Camarão ressalta que em nenhum momento foi citado, intimado ou obtive direito a se manifestar no processo. “Tenho a convicção de que, com todas as provas reunidas e seguindo o devido processo legal, toda essa farsa será desmontada perante o Poder Judiciário”.
Por esses motivos, acrescenta, ainda nesta segunda ingressou no Tribunal de Justiça do Maranhão com um pedido de apuração de responsabilidade sobre o vazamento de processo sigiloso. Nesta semana, ele também levará o caso ao CNMP para averiguar as responsabilidades da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão no caso.
O MPMA ingressou com o pedido de afastamento do vice-governador na semana passada. Na peça, o órgão pede o afastamento cautelar também dos policiais militares Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento, ambos lotados no Gabinete Militar do Governo do Estado.
A solicitação tem como base um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e aponta indícios de crimes de lavagem de capitais e infrações penais conexas contra a administração pública.
A investigação mostra a existência de um complexo esquema de movimentações financeiras atípicas e incompatíveis com as rendas declaradas dos envolvidos, sugerindo o uso da máquina administrativa para a prática dos crimes.
O Ministério Público argumenta que a permanência dos investigados em seus cargos representa um risco concreto à instrução processual, à proteção das provas e à garantia da utilidade do provimento jurisdicional.
A posição institucional do vice-governador dá a ele ascendência e capacidade de influência sobre agentes públicos e estruturas administrativas, o que poderia embaraçar o aprofundamento da apuração.
O afastamento cautelar é considerado pelo MPMA a única providência efetivamente idônea para neutralizar o risco funcional identificado e assegurar a higidez da persecução penal. O órgão busca, com a medida, impedir a continuidade das condutas ilícitas e preservar a integridade da investigação em curso.
Por o antagonista
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Alexandre de Moraes lidera repasses e soma mais de R$ 1 milhão em pagamentos retroativos desde 2019
Levantamento da Folha de S. Paulo, com base em dados do Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia-Geral da União, aponta que os pagamentos extras somam R$ 2,8 milhões desde 2019.
Entre os que receberam acima do teto estão Flávio Dino e Gilmar Mendes, autores de decisões liminares que barraram supersalários no setor público. Também tiveram valores inflados Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
Alexandre de Moraes lidera em valores. Entre 2019 e 2026, ele recebeu mais de R$ 1 milhão líquido do Ministério Público de São Paulo, onde atuou como promotor entre 1991 e 2002.
Os pagamentos acima do teto ocorreram principalmente por verbas retroativas — os chamados “puxadinhos”. Esses adicionais são criados pelos órgãos e pagos com efeito retroativo, gerando quantias acumuladas elevadas.
Flávio Dino recebeu acima do teto já como ministro. Em dezembro de 2024, somou R$ 55 mil líquidos, incluindo quase R$ 30 mil em retroativos ligados a direitos não usufruídos como juiz federal. Em 2020, ainda como governador do Maranhão, chegou a R$ 106 mil líquidos pelo mesmo motivo.
Gilmar Mendes acumulou mais de R$ 880 mil pagos pelo Ministério Público Federal desde 2019, em razão de vínculos anteriores como procurador.
Kassio Nunes Marques recebeu mais de R$ 277 mil em novembro de 2020, mês em que tomou posse no STF, com valores do TRF-1.
André Mendonça acumulou R$ 175,3 mil desde 2022. O maior pagamento ocorreu em janeiro de 2025, com R$ 154,8 mil em honorários retroativos.
Segundo a reportagem, não foram identificados pagamentos extras a Cármen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli no período analisado. Cristiano Zanin não tem histórico como servidor concursado e não teria direito a esse tipo de adicional.
Por Claudio Dantas
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
O deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara, apresentou ao Senado denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, sob a acusação de interferir indevidamente nos trabalhos da CPMI do INSS. Na representação, o parlamentar sustenta que o magistrado “invadiu competências exclusivas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS” ao suspender deliberações do colegiado que haviam autorizado a quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados.
A CPMI investiga fraudes bilionárias relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Recentemente, parlamentares aprovaram, em bloco, 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros alvos ligados ao esquema. Dias depois, Dino suspendeu essas medidas ao entender que a votação ocorreu de forma genérica, sem fundamentação individualizada.
Para o deputado, no entanto, a decisão ultrapassou o controle de legalidade e atingiu o mérito da investigação. “O conjunto fático revela, portanto, a existência de atuação jurisdicional com efeitos diretos sobre investigação parlamentar em curso, interferindo antijuridicamente na produção de provas e no acesso a dados considerados essenciais pelos membros da CPMI”, afirma a denúncia.
O parlamentar também aponta impacto direto sobre o funcionamento da comissão. Segundo o documento, houve “interrupção ou restrição de deliberação de requerimentos, o comprometimento da linha investigativa em curso e a limitação concreta da atuação dos parlamentares”, o que, na avaliação da oposição, enfraquece a apuração de um esquema que envolve bilhões de reais.
A peça reforça, ainda, que a decisão do ministro Flávio Dino não se limitou a aspectos formais. “A atuação jurisdicional que ultrapassa os limites do controle de legalidade e adentra o campo da deliberação política e investigativa do Parlamento configura inequívoca invasão de competência”. Em outro trecho, a denúncia afirma que houve afronta direta ao funcionamento do Legislativo. “A interferência direta no funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito […] caracteriza atentado ao livre exercício do Poder Legislativo”, sustenta.
O deputado argumenta ainda que, ao suspender medidas aprovadas pela CPMI, Dino acabou “substituindo, na prática, a deliberação política legítima do colegiado por uma imposição judicial”, o que, segundo ele, rompe o equilíbrio entre os Poderes. O parlamentar também usou as redes sociais, nesta segunda-feira, 23, para questionar “a quem interessa impedir a verdade?“, apontando, sem citar nomes, ações do ministro em relação à CPMI.
Com base na Lei nº 1.079/1950, Cabo Gilberto pede que o Senado receba a denúncia, instaure o processo e, ao final, reconheça a prática de crime de responsabilidade, com perda do cargo e inabilitação para função pública por até oito anos. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal nesses casos. A admissibilidade, no entanto, depende de decisão política da presidência da Casa.
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Depois da internação de
Jair Bolsonaro para tratar de uma broncopneumonia que o levou para a UTI, aliados de
Alexandre de Moraes acreditam ter convencido o ministro, relator do processo da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (
STF), a enviar o ex-presidente para a prisão domiciliar. Moraes vinha resistindo a considerar os problemas de saúde um motivo para enviar Bolsonaro para casa, mas aliados relatam ter encontrado um argumento que ele estaria propenso a aceitar: o de que a situação de Bolsonaro mudou radicalmente desde que negou o primeiro pedido, em novembro.
Isso porque, de acordo com os médicos de Bolsonaro e o relatório enviado pelo Hospital DF Star ao ministro, a saúde do ex-presidente piorou muito, a ponto de ele ter chegado ao hospital em estado grave e passado por uma “injúria renal aguda”. Segundo a equipe da coluna apurou, foram usadas três classes diferentes de antibióticos até conseguir debelar a infecção, e ainda será necessário esperar até o dia 27 para que ele tenha alta, apesar de seu estado de saúde agora estar estável.
De acordo com seus próprios médicos, Bolsonaro precisa de acompanhamento 24 horas para evitar uma nova broncoaspiração como a que levou à internação.
Todos esses detalhes ajudaram a compor a linha de raciocínio que deve ser incorporada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na resposta ao pedido de manifestação feito por Moraes nesta sexta-feira, depois que a defesa pediu que ele reconsiderasse a decisão de manter Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”.
Em novembro, ainda antes do início do cumprimento da pena, o ex-presidente foi detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, quando tentou romper com uma solda a tornozeleira eletrônica que usava em casa.
Desde então, ele foi condenado e enviado para a Papudinha, prisão do Distrito Federal. Apesar de já ter passado mal algumas vezes depois disso, Moraes sempre rejeitou enviá-lo para casa, alegando perigo de fuga.
Na última terça-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado do ex-presidente, Paulo Amador Bueno, tiveram uma audiência com Moraes em que apresentaram um pedido de reconsideração das decisões anteriores. A ex-primeira-dama, Michelle, também fez o mesmo pedido quando esteve pessoalmente com Moraes no início do ano, quando o ex-presidente se recuperava de uma queda na cela da PF.
Apesar de não ter nenhuma vontade de atender ao pleito dos advogados, Moraes recebeu vários apelos de outros ministros do Supremo e até de interlocutores de Lula, preocupados com o risco de Bolsonaro morrer na cadeia, o que impulsionaria a candidatura presidencial de Flávio.
Diante de todos esses apelos, Moraes parece mais disposto a atender ao pedido – desde que não fique patente que ele cedeu, mas sim que a reconsideração se deve a uma mudança drástica no cenário que se tinha até então.
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Suspeito de operar um amplo esquema de lavagem de dinheiro e movimentar valores milionários com ‘características atípicas’ na avaliação do Ministério Público, o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), comprou R$ 4,7 milhões em imóveis na planta desde janeiro de 2022. A atividade imobiliária do petista revela, na visão da Procuradoria, “existência de patrimônio imobiliário significativamente elevado e em descompasso com os rendimentos mensais” do cargo no Executivo.
O Estadão pediu manifestação de Felipe Camarão, alvo de um pedido de afastamento imediato apresentado pelo Ministério Público e encaminhado ao Tribunal de Justiça do Estado.
Nas redes, o petista afirmou que ‘o que está em curso não é uma investigação legítima, mas vazamento direcionado com objetivo eleitoreiro, à margem da legalidade’.
O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, que subscreve a investigação, aponta que “não foram identificadas nas declarações de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física de Felipe Camarão referências aos imóveis na planta, o que traduz evidente desconformidade entre o patrimônio em constituição e a escrituração fiscal apresentada”.
“O aspecto mais sensível, contudo, emerge do cotejo desses pagamentos com os dados obtidos no afastamento do sigilo fiscal de Felipe Camarão. Consta das informações da DIMOB (Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias) a celebração de contratos de aquisição de imóveis na planta que, somados, alcançam R$ 4.777.130,99”, detalha a investigação.
Felipe Camarão é muito ligado ao presidente Lula e ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Procurador federal de carreira da Advocacia-Geral da União, o petista é apontado como ‘herdeiro político’ de Dino.
Ele foi secretário de Educação, Cultura e Governo nos dois mandatos de Dino como governador do Maranhão.
Camarão é o único vice da legenda no País e é pré-candidato à sucessão do atual governador, Carlos Brandão, que deve tentar uma cadeira no Senado em outubro.
Após o vazamento da investigação, Camarão recebeu nas redes sociais apoio e solidariedade de aliados e amigos. O governador Brandão não fez nenhuma declaração sobre o ocorrido.
A quebra de sigilo bancário do vice-governador revelou 19 transações financeiras para empreendimentos imobiliários, no valor de R$ 503 mil.
“As pessoas jurídicas destinatárias são Sociedades de Propósito Específico (SPEs), estrutura usualmente empregada no setor imobiliário para a administração de empreendimentos determinados e que, no contexto dos autos, sugere vinculação com projetos situados na região da Península, em São Luís/MA”, explica o procurador.
“Registre-se, ademais, que a DIMOB não aponta contrato em nome de FELIPE COSTA CAMARÃO relacionado ao empreendimento SPE DOM RICARDO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., apesar da existência de pagamentos vinculados a tal pessoa jurídica no fluxo bancário examinado”, narra a investigação.
PMs envolvidos
Além de Camarão, o MP pede o afastamento do tenente-coronel Thiago Arruda Brasil, e do policial militar Alexandre Guimarães Nascimento – ambos lotados no Gabinete Militar do Palácio dos Leões, sede do Executivo.
A reportagem busca contato com a defesa dos PMs. O espaço está aberto.
Na avaliação da Procuradoria, que investiga o vice-governador há um ano, “as provas revelam movimentações milionárias realizadas por terceiros, estruturadas em operações de fracionamento, dissimulação e ocultação que demandam a intervenção estatal imediata”.
O documento aponta que o dinheiro que circulou na conta do vice não é salarial, mas tem origem em ‘receitas de outra natureza’.
O fluxo criminoso, segundo o procurador, “incluiu transferências e pagamentos em benefício de Camarão e de integrantes de seu núcleo familiar, sem que, ao menos por ora, tenha sido identificada relação negocial idônea apta a conferir lastro lícito a tais operações”.
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
Diante do desenvolvimento econômico e social de Caxias, a gestão Gentil Neto vem dando uma nova postura na sinalização de ruas e avenidas de Caxias, cujas prioridades é dar a mobilidade ideal para os motoristas e pedestres.
A gestão Gentil Neto sabe que a sinalização de trânsito desempenha um papel fundamental na organização das vias e na segurança dos motoristas, pedestres e ciclistas. Seja em ruas movimentadas ou em avenidas, cujos sinais e marcações ajudam a regular o fluxo de veículos, garantindo que todos sigam regras claras e organizadas.
Isso mostra o comprometimento com a coisa pública, haja vista que a importância da sinalização no trânsito e como ela impacta diretamente na segurança e fluidez de Caxias.
“Agora os 3 corações conta com dois novos semáforos e sinalização de piso completa, garantindo mais organização, mobilidade e proteção para motoristas e pedestres. Estamos trabalhando em parceria com a Secretaria de Trânsito, para cuidar das pessoas e melhorar o dia a dia da nossa cidade. Avançamos, levando mais segurança para todos!”, destacou Gentil Neto.
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -

A divergência aberta entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, o decano da instituição, e André Mendonça, o relator do caso do Banco Master, é a evidência de que a crise de legitimidade que atinge o Supremo não se resolverá tão cedo, muito menos agora, quando os dois ministros se manifestaram publicamente sobre teses conceituais, um fustigando o outro. O ministro André Mendonça, já colocado na mídia como o novo guardião da moralidade jurídica, mandou seu recado em evento da OAB do Rio, afirmando, entre outras coisas, que não cabe ao juiz “ser uma estrela”, mas simplesmente agir de maneira certa, e julgar dentro do que é certo.
Um raciocínio aparentemente simplório, mas que, nesta fase em que estamos, é bem recebido por quem ouve, cansado do juridiquês fraudulento e das manhas jurídicas que permitem decisões teratológicas como se fossem sapiências tiradas do fundo da cartola de um mágico decadente. Já o ministro Gilmar Mendes usou seu reconhecido repertório jurídico para, não tendo ambiente favorável a um voto divergente depois que a sua Turma já havia firmado a maioria para manter a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, deu unanimidade à decisão, mas acusou seu colega de usar “conceitos porosos e elásticos” para a decretação de prisões preventivas.
Não foi à toa que o ministro Gilmar Mendes relembrou a Operação Lava Jato, desmontada por sua combativa ação no Supremo, tão combativa quanto nos anos seguidos de defesa da mesma operação que, na sua opinião, estava desmontando o “estado cleptocrático” instalado pelo PT no país. Disse Mendes em seu voto: “em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas”.
Gilmar Mendes começa a tentar montar dentro do Supremo um ambiente que permita, mais adiante, anular o processo do Banco Master assim como fez com todos os processos da Operação Lava Jato, abrindo a porteira para que outros juízes usassem a decisão de considerar o então juiz Sérgio Moro parcial no julgamento do caso do triplex do Guarujá contra Lula. O que seria uma decisão pontual, como garantiu Mendes na ocasião, virou a senha para o liberou geral que culminou com todos os condenados libertados, inclusive os que admitiram culpa em delações premiadas que mais tarde foram consideradas, inclusive pelo ministro Dias Toffoli, como resultado de pressão ilegal das autoridades. Até quem devolveu dinheiro roubado recebeu de volta o fruto do roubo.
O raio não cai de novo no mesmo lugar, diz a sabedoria popular, mas com a Justiça brasileira nada é impossível, pois a Lava Jato teve o mesmo fim de outros processos contra corrupção anulados por tecnicalidades. Assim como a empresa da família Toffoli e Lulinha, filho do presidente Lula, foram protegidos respectivamente pelos ministros Gilmar Mendes e Flavio Dino, sob a mesma alegação: a quebra do sigilo dos dois foi feita em bloco, e não individualmente.
Os dois ministros têm em comum o gosto pela política, com planos eleitorais claros para 2030. Mendes tem muito prestígio em seu estado, o Mato Grosso, onde há uma proposta de criação de um município chamado “Gilmarlândia”, e mais cinco anos de mandato. Dino vem da política maranhense, tendo sido governador do estado e mantendo até hoje um grupo político atuante que disputa o poder estadual em uma briga com o atual governador Carlos Brandão, que já foi seu aliado. Pesquisa Atlas Intel/Estadão divulgada ontem mostra que o único juiz da Corte que tem avaliação popular positiva maior que a negativa é André Mendonça. Já o ministro Dias Toffoli é o pior avaliado, seguido de Gilmar Mendes. O ministro Flavio Dino é o que tem uma menor avaliação negativa entre seus pares.
Magistrados com interesses políticos não dá certo. Acusado de agir parcialmente contra Lula, cada manobra partidária de Sergio Moro com o grupo político de Bolsonaro, como agora no Paraná, justifica a acusação.
Postado por Caio Hostilio em 23/mar/2026 -
A inauguração da Estrada do Maravilha, primeira vicinal totalmente asfaltada do município de Balsas, foi o ponto de partida para o grande ato de entrega de um pacote de obras e serviços do Governo do Maranhão, em celebração ao aniversário de 108 anos da cidade. O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, acompanhou o governador Carlos Brandão nesse momento histórico para a população balsense.
O pacote de serviços contemplou cerca de 20 equipamentos públicos entregues para áreas fundamentais, desde a saúde e educação até o fortalecimento da segurança pública e o apoio ao setor social.
A Estrada do Maravilha, que liga a sede à zona rural, é um marco para a cidade. Com 2,5 km de pavimentação asfáltica, a via facilita o acesso a diversos povoados e, ainda, ao Balneário Maravilha, um importante espaço de lazer nas proximidades do Rio Balsas.
Ainda na área da infraestrutura viária, a ponte Dona Leontina, no bairro Cajueiro, foi outra grande obra entregue para melhorar a mobilidade no município. “Essa ponte desmoronou há 26 anos e somente agora, na gestão Brandão, conseguimos que ela fosse restaurada”, lembrou a vereadora Daynara Miranda.
Durante a solenidade, o secretário Orleans Brandão destacou a importância de trabalhar em parceria com os municípios para promover o desenvolvimento local.
“Cada entrega feita aqui hoje reflete o compromisso do Governo do Maranhão com a melhoria da qualidade de vida dos balsenses. Entregamos obras fundamentais e estamos realizando ações concretas em várias áreas para garantir ainda mais desenvolvimento para a cidade”, afirmou Orleans.
*Segurança Alimentar*
Outro marco importante foi a inauguração do segundo Restaurante Popular da cidade, o de n° 218 da política de segurança alimentar do governo estadual. Houve ainda a entrega de viaturas para a Polícia Militar, reforçando a segurança pública no município.
Ainda em celebração ao aniversário de Balsas, o Governo do Maranhão entregou o Colégio Militar 2 de Julho e inaugurou duas Areninhas Esportivas, nos povoados Angelim e Jardim Iracema,
No ato, o governador Carlos Brandão destacou que Balsas vive um momento muito especial. “A Estrada do Maravilha e as demais obras entregues aqui são fundamentais para o desenvolvimento do município e do Maranhão. Estamos avançando muito na construção de infraestrutura que transforma a realidade social e educacional da nossa população”, frisou.
Na área da saúde, foram distribuídos 155 tablets e fardamentos para agentes comunitários de saúde, uma ação voltada para melhorar a coleta de dados e o atendimento à população. Além disso, 10 carrinhos do programa ‘Mais Renda’ foram disponibilizados para promover a inclusão produtiva e o apoio aos pequenos empreendedores.
Balsas também foi beneficiada com a implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água nos povoados Marimbondo e Bom Cantinho. Na mesma ocasião, foi assinada a ordem de serviço para a criação da Clínica Sorrir, destinada a cuidados odontológicos da população.
*Avanços tecnológicos*
A programação de entregas também contou com o ‘Festival Conecta’, que entregou 2.500 tablets educacionais como parte do Programa “Educação de Verdade” – eixo Tô Conectado, além da inauguração da Estação Tech, que visa à inclusão digital e ao acesso à tecnologia.
O prefeito Alan da Marissol ressaltou a importância de cada uma dessas ações para o desenvolvimento da cidade. “Hoje é um dia de celebração para Balsas. O Governo do Maranhão tem sido um parceiro fundamental no nosso crescimento. As entregas feitas aqui, incluindo a quadra do Centro de Ensino Prof. Luiz Rego e os veículos para a Assistência Social e a Educação, demonstram o compromisso do governador Carlos Brandão com o bem-estar da nossa gente”, afirmou o prefeito.
Também participaram do ato de entregas os deputados federais Marreca Filho e Márcio Honaiser; os deputados estaduais Yglesio Moyses e Dra. Vivianne; o subsecretário de Educação Antônio Heluy, vereadores municipais e outras lideranças da região sul do estado.
Postado por Caio Hostilio em 21/mar/2026 -
Em meio à relatoria do “Caso Master”, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou um evento na OAB-RJ nesta sexta-feira (20) para enviar um recado sobre o perfil da magistratura e o exercício do poder. Para o ministro, o papel de um juiz não deve ser a busca pelo protagonismo ou pela fama, mas sim o cumprimento do dever com equilíbrio e consciência das próprias limitações.
“Bom juiz não é estrela. Como eu sou cristão, peço que julgue da forma certa, reconhecendo que não somos perfeitos”, declarou Mendonça durante a palestra “Os desafios da advocacia no século XXI”.
O ministro dedicou parte de seu discurso a redefinir o conceito de coragem na função pública. Segundo ele, a força de um magistrado não se mede pelo volume da voz ou por demonstrações ostensivas de poder, mas pela capacidade de decidir de forma racional sob pressão.
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Decisão e Erro: Mendonça incentivou líderes a não terem medo de decidir. “Se estiver errado, peça desculpas e corrija a rota, mas não deixe de decidir”, afirmou, ressaltando que erros devem ser reconhecidos com naturalidade.
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Humildade x Fraqueza: Ele lamentou que, em ambientes de poder, a humildade seja frequentemente confundida com falta de vigor. “Humildade não é fraqueza, é grandeza. É saber que, no fundo, você não é mais do que ninguém.”
Relembrando sua indicação ao STF em 2021, Mendonça revelou detalhes da estratégia que utilizou para enfrentar a resistência de figuras poderosas que tentavam barrar seu nome no Senado. Ele explicou que evitou confrontos públicos desnecessários para não desgastar sua imagem antes da hora.
“Se eu aumentasse a força antes da marcação [da sabatina], ia aumentar a carga contra mim. Só depois de marcada iria demonstrar força”, relatou o ministro, destacando que posições públicas exigem “leitura precisa do momento adequado para agir”.
Atualmente ocupando uma das 11 cadeiras da Corte mais alta do país, Mendonça reforçou que não possui pretensões pessoais de liderança ou superioridade sobre seus pares. Ele afirmou que todos os ministros têm a mesma importância e responsabilidade perante a sociedade.
“Não pretendo ser salvador de nada”, enfatizou, lembrando que os magistrados são servidores públicos que devem trabalhar para preservar a confiança da população nas instituições.