O Maranhão está na capacidade de pagamento “C”!!! De acordo com a análise da capacidade de pagamento realizada em 2018, somente 13 Estados possuem nota de capacidade de pagamento “A” ou “B”, a qual permite que o Ente esteja elegível a receber garantia da União para novos empréstimos.
Agora veio à tona a realidade fiscal do Maranhão, cuja situação está enquadrada na capacidade de pagamento “C”, conforme estudos do Tesouro Nacional, mostrando, com isso, que a propaganda da Gestão Flávio Dino em dizer que era o Estado mais bem administrado e cumpridor das promessas não passou de muita falácia e enganação, pois o único estado brasileiro que realmente cumpriu com tudo e obteve nota 10 foi o Espírito Santo.
Esse blog chamou a atenção para a realidade vivida no Maranhão através das matérias “Muitos acham que comprometer 57% com folha de pagamento deixa o governo Flávio Dino enxuto!!!”, publicada dia 08 de novembro de 2018, “Flávio Dino está correto ao dizer que irá honrar o pagamento dos aposentados, mas de onde sairá o dinheiro?”, publicada 08 de novembro de 2018, “Baixo astral!!! Gestão Flávio Dino no vermelho, com o FEPA em falência e a EMAP proibida de transferir recurso para o governo do Estado…”,publicada dia 09 de novembro de 2018 e “Flávio Dino é esperto!!! Passa a debater prisão de Lula ao invés de debater a falência do Maranhão… Não caiam feito pato!!!”, publicada no dia 12 de novembro de 2018.
Para desanimar e mostrar que a situação dos estados é péssima, pois a maioria esmagadora está falida, o ministro da Fazenda avaliou que refinanciar as dívidas dos estados “não resolve o problema” porque a “questão central” é o aumento de gastos com pessoal da ativa e da inativa.
Segundo o ministro, enquanto o pagamento de juros girou em torno de R$ 20 bilhões em 2017, as despesas dos estados com pessoal superaram R$ 400 bilhões (em 2016, foram R$ 377,5 bilhões).
De acordo com o Tesouro Nacional. Não se pode esquecer que a gestão Flávio Dino secou os cofres do FEPA.
A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (13) que 14 estados da federação superaram em 2017 o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de 60% da receita corrente líquida em gastos com pessoal, incluindo ativos a aposentados. Os dados constam no boletim de finanças dos entes subnacionais.
O Tesouro Nacional observa que há diferença nas metodologias, sancionadas pelos respectivos Tribunais de Contas, dos cálculos da despesa com pessoal nos estados, de modo que há “diversos critérios de apuração”.
Alguns estados, por exemplo, não consideram gastos importantes, como despesas com pensionistas, imposto de renda retido na fonte e as despesas com obrigações patronais.
Para tentar harmonizar as estatísticas, o Tesouro Nacional já assinou acordo com os tribunais de contas dos estados. A ideia é que essa padronização de regras para os estados comece a vigorar a partir de 2019.
Limite prudencial do Executivo
As restrições da LRF são impostas, porém, quando o Executivo dos estados descumprem o “limite prudencial” de 46,55% da receita corrente líquida para gastos com servidores (O Maranhão está em 57,32%). Em 2017, 15 estados ultrapassaram esses limites. Eles ficam proibidos, neste caso:
concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração, salvo por sentença judicial ou de determinação legal ou contratual;
criação de cargo, emprego ou função;
alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal, a não ser em caso de aposentadoria ou morte de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;
contratação de hora extra, exceto em caso de urgência e interesse público relevante.
Gastos com pessoal aumentam
O Tesouro Nacional informou ainda que, de acordo com o artigo 59 da LRF, cabe, de forma solidária, ao Poder Legislativo respectivo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público a fiscalização das sanções previstas no atingimento de metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e, também, das medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao respectivo limite.
Gastos com pessoal
Segundo dados da instituição, os gastos com pessoal nos estados, incluindo ativos e aposentados, vêm crescendo nos últimos anos. No ano passado, quase a totalidade dos estados brasileiros gastou em 2017 mais da metade de sua arrecadação líquida com servidores públicos na ativa, aposentados e pensionistas. Somente três unidades da federação (Distrito Federal, Goiás e Sergipe) desembolsaram menos que 50% da receita líquida com esses servidores no ano passado.
Por conta disso, o Tesouro Nacional avaliou, recentemente, que essa tendência de crescimento “tende a prejudicar o funcionamento dos serviços básicos dos governos estaduais”. Isso ocorrer, de acordo com a instiutição, porque “restam cada vez menos recursos para a execução de políticas públicas (que envolvem gastos com mão-de-obra de terceiros, investimentos, material de consumo, entre outros)”.
Os estados brasileiros são responsáveis por atuar em parceria com os municípios no ensino fundamental, por agir nos atendimentos especializados de saúde e de alta complexidade, além de serem os principais responsáveis pela segurança pública e pelo sistema prisonal.
Contas dos estados
A Secretaria do Tesouro Nacional também informou que, em 2017, houve piora do resultado primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) dos estados, saindo de um déficit de R$ 2,8 bilhões em 2016 para um resultado negativo de R$ 13,9 bilhões em 2017.
“O resultado ocorreu por conta do crescimento mais acentuado das despesas primárias empenhadas (R$ 48,4 bilhões) relativamente ao crescimento das receitas primárias (R$ 37,4 bilhões)”, acrescentou a instituição.
Garantias da União
De acordo com o Tesouro Nacional, no seu âmbito, os estados desenquadrados não podem receber aval transferências e aval para operações de crédito.
De acordo com a análise da capacidade de pagamento realizada em 2018, somente 13 Estados possuem nota de capacidade de pagamento “A” ou “B”, a qual permite que o Ente esteja elegível a receber garantia da União para novos empréstimos.
“Importante destacar que os Estados do Acre, Amazonas, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo estão próximos de perder o seu rating “B”, pois a relação Despesa Corrente e Receitas Correntes já se encontra bem próxima da margem dos 95%. Para esses Estados, faz-se necessário esforço maior em aumentar a receita e cortar gastos, pois a nota poderá ser rebaixada para “C” já no próximo ano”, acrescentou a instituição.
Recomendações para melhorar as contas
O Tesouro Nacional também listrou uma série de medidas que podem ser adotadas pelos estados para melhorar suas contas e poderem obter, novamente, aval para garantias de empréstimos da União, ou evitar a piora de sua situação fiscal.
Veja abaixo as sugestões:
Suspensão de novas contratações, para permitir queda no endividamento
Pagamento de precatórios, também para baixar a dívida
Privatizações para abater sua dívida
Aumento das alíquotas de impostos, para aumentar a arrecadação
Redução de incentivos fiscais para obter receitas extras
Concessões, para utilizar as receitas como alternativa para melhorar o indicador de poupança
Evitar novas contratações e aumentos salariais, além de rever o número de funcionários terceirizados.
Medidas para conter o aumento do déficit previdenciário.
Informações do G1
Publicado em: Governo