O papo desse camarada não cola!!! Barusco: superladrão ou mentiroso?

Publicado em   12/mar/2015
por  Caio Hostilio

Ex-gerente da Petrobras diz que roubava sozinho. É possível? Só pra cima de bobinho!!! Aqui no Brasil pode tudo… De repete um dedo vira cérebro!!! Veja vídeos sobre caso

JB

O depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, afirmando que começou a receber propina “por iniciativa pessoal”, em 1997, é muito mais grave e traz à tona suspeitas muito mais sombrias do que as que ganham o holofote fácil da grande mídia.

Como explicar a omissão da diretoria da Petrobras naquela época? Quem nomeou Pedro Barusco? A quem ele dava satisfações em 1997? Ora, quem rouba não pode montar um esquema sozinho, sem que outros departamentos e setores participem. Principalmente auditoria e diretor financeiro. Afinal, é preciso que alguém elabore aditivos, setores aprovem e façam despachos, edite contratos com sub ou superfaturamentos, as listas de preços que existem em todas as companhias… Esses números não eram auditados?

Roubar numa empresa do tamanho da Petrobras, “por inciativa pessoal”, sem que outras pessoas ou departamentos tomem parte, parece impossível. Seriam suas palavras mentirosas? Quem eram os parceiros dele? Quem ele protege? Serão os mesmos que querem voltar ao poder agora? Ou a diretoria era toda de ingênuos e imbecis. A declaração de Barusco, não sendo mentirosa, agride o conceito de competência e moralidade da diretoria da época.

E os US$ 97 milhões que ele promete devolver incluem também os roubos de 1997? Ou este dinheiro ele não vai devolver?

Pedro Barusco, que confessou ter recebido propina, deveria prestar depoimento na CPI com roupas de prisioneiro, e não com paletó caro, barba com corte da moda e semblante sereno de quem está limpo. Barusco e os outros merecem a prisão com segurança máxima.

  Publicado em: Governo

Sabe-se que a Câmara de Vereadores de São Luís é só a Casa do faz de conta, mas quem deve fiscalizar o Executivo?

Publicado em   12/mar/2015
por  Caio Hostilio

Vejam essas fotos abaixo. Olharam? Elas continuam lá para comprovar o que falo no título dessa matéria!!!

DSC_0727.1Olha que aumentaram o número de vereadores e sequer vemos algum deles fiscalizar essas improbidades, cuja maior parte do recurso adveio do poder federal e a outra uma contrapartida da Prefeitura de São Luís.

DSC_0727Prestem a atenção que essa obra seria de grande valia para o turismo em São Luís, pois se trata do Museu da Gastronomia de São Luís, que oferece uma riqueza fabula nessa área, além do recinto ter sido escolhido para funcionar no Centro Histórico.

Agora reparem que o início da obra deveria ter sido 20 de novembro de 2013, com um prazo de entrega de 180 dias… Pelas contas já era para está pronto, a não ser que a Prefeitura de São Luís tenha adotado o calendário chinês ou algum outro tipo de calendário que transforme 180 dias em 1800 dias!!!

Apenas fica um questionamento: CADÊ O DINHEIRO QUE ESTAVA AQUI?  

  Publicado em: Governo

Hei Flávio Dino, qual foi o objetivo do envio desses R$ 9 milhões para Caxias?

Publicado em   12/mar/2015
por  Caio Hostilio

Leonardo-CoutinhoBaseado em quais dados, após reunião com a Bipartite, chegou-se a conclusão de que houve de fato a necessidade de ampliação da oferta de serviços hospitalares e, principalmente, AMBULATORIAIS, de média e alta complexidade prestada à população do município de Caxias?

Caso se faça uma auditoria se chaga a essa conclusão, principalmente na prestação do serviço ambulatorial? A Bipartite assina embaixo?

A dotação orçamentária se originou de onde? Foram R$ 9 milhões, logo seria necessário que na Portaria constasse a origem do recurso.

Os recursos recebidos por Caxias – fundo a fundo – pelo Ministério da Saúde/SUS já ultrapassa os R$ 11 milhões mensais, fora os 25% que a Prefeitura tem por obrigação constitucional aplicar de toda sua arrecadação na Saúde, além do fundo a fundo estadual.

Seriam de fato necessários ainda mais esses R$ 9 milhões?

Com a palavra o governador Flávio Dino e o prefeito Leo Coutinho…

dinhheiro

  Publicado em: Governo

Como pode haver turismo no Maranhão?

Publicado em   12/mar/2015
por  Caio Hostilio

Vale ressaltar que o atual governador, Flávio Dino, foi presidente da EMBRATUR, antes de concorrer ao governo do Estado do Maranhão!!!

Como pode haver turismo sem a valorização dos profissionais que trabalham diretamente com os turistas?

São esses profissionais principais recepcionistas e os verdadeiros marqueteiros dos passeios nos lugares prazerosos, das degustações das comidas apetitosas, dos passeios radicais e das aventuras maravilhosas!!!

Cadê o Novo e a Mudança?

desabafo

  Publicado em: Governo

Toda essa fanfarra de dispensas de licitações foi baseada em quais critérios do art. 24?

Publicado em   12/mar/2015
por  Caio Hostilio

Que não venham com a balela de costume que tudo foi devido a um erro da ex-gestão!!! As favas com essa patacoada.

Em dois meses e meio já deu tempo de fazer diversos Pregões, Concorrências, Tomadas Preços e Convites, todas essas modalidades respeitando os valores a que são correspondidas e seguindo os ritos da Lei 8666.

Por outro lado, observa-se que nenhuma dessas dispensas se aplica ao dispositivo do artigo 24 da lei das licitações, deixando claro, com isso, o uso indevido da dispensa, cujo resultado é o ciclo vicioso.

Todos esses casos de menor valor poderiam seguir a modalidade “Carta Convite”, visto que o edital se dá em menores proporções, os prazos são mínimos, ou seja, sendo os mesmo de uma dispensa de licitação.

A diferença é que o gestor estaria tanto à livre disputa entre três ou mais concorrentes.

Não é o Governo “de Todos Nós” e o da “Transparência”?

Eis aí a oportunidade!!!

fanfarra

  Publicado em: Governo

Informativo

Publicado em   11/mar/2015
por  Caio Hostilio

Aviso de pauta somente para os quem tem garantido o ganho de R$ 6 mil de geton por reunião!!!

dinheiro 1Nesta quinta-feira (12), o governador Flávio Dino participa da primeira reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), no Salão de Atos, no Palácio dos Leões. A instauração do GGI contribuirá para as ações desenvolvidas pela gestão estadual para a área de segurança pública. O GGI consiste em um fórum deliberativo e executivo formado por representantes dos vários setores ligados à segurança pública.

Humberto Coutinho passa bem após cirurgia de sucesso no Sírio Libanês

1536211111-304160612noticiaO presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Humberto Coutinho (PDT), submeteu-se nesta quarta-feira (11), às 8h, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP), à cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, realizada com o coloproctologista Marcelo Overbach e sua equipe. O procedimento cirúrgico foi realizado por videolaparoscopia, com duas horas e cinquenta minutos de duração, obtendo absoluto sucesso. O deputado encontra-se no apartamento com seus familiares e amigos, tem situação estável e em processo de recuperação. Segundo os médicos, o deputado Humberto Coutinho voltará às suas atividades bem mais rápido que o previsto inicialmente, pois o método utilizado para a cirurgia, por ser menos agressivo e menos invasivo, proporciona retorno mais rápido às atividades normais do paciente. A família agradece o apoio, carinho e orações de todos pelo pronto restabelecimento do deputado Humberto Coutinho.

Gil Cutrim reúne-se com Bancada Federal para tratar de encontro em Imperatriz

 REUNIAO FAMEM BANCADA (1)O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), prefeito Gil Cutrim (São José de Ribamar), esteve reunido, esta semana, com a Bancada Maranhense em Brasília, oportunidade na qual foram definidos os detalhes do encontro entre prefeitos, deputados federais e senadores que acontecerá no próximo dia 27, na cidade de Imperatriz. Participaram da reunião de trabalho os deputados federais Pedro Fernandes (PTB – coordenador da Bancada), Deoclides Macedo (PDT), Júnior Marreca (PEN) e Hildo Rocha (PMDB). O encontro na Região Tocantina acontecerá no Aracati Officer e será a primeira atividade da versão 2015 do Município em Foco, projeto desenvolvido pela entidade municipalista que visa congregar os gestores públicos maranhenses para discutir e elaborar políticas públicas eficientes e adequadas para cada uma das regiões do estado. Também integra um rol de ações da FAMEM e da Bancada Federal que visam manter um canal permanente de diálogo entre os agentes da classe política no sentido de discutir e acompanhar permanentemente as proposições de interesse dos municípios que estão tramitando no Congresso Nacional. Além de prefeitos e os membros da Bancada, a reunião em Imperatriz deverá contar com a participação massiva de membros da classe política maranhense – dentre eles o governador Flávio Dino (PC do B) e deputados estaduais. Também estão sendo aguardados representantes do primeiro escalão do Governo Federal, como o ministro das Cidades e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e diretores da Caixa Econômica Federal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). De acordo com Gil Cutrim, o encontro, além de discutir assuntos de interesse da municipalidade, servirá como um amplo fórum de debates políticos. “Iremos promover essa iniciativa em outras regiões do estado objetivando congregar todos os agentes da política maranhense em favor do fortalecimento do municipalismo no Maranhão”, afirmou. Pedro Fernandes disse ter certeza que a reunião de trabalho surtirá efeitos positivos, sendo um deles unir forças em favor do desenvolvimento do Maranhão e de suas cidades.

Ação do MPMA leva à interdição de estabelecimento prisional em Matões

A partir de Ação Civil Pública (ACP) proposta, em 15 de setembro de 2014, pela Promotoria de Justiça de Matões, a Justiça determinou a interdição provisória do estabelecimento prisional do município, com remoção imediata dos presos, para que seja realizada reforma no prazo máximo de 90 dias. A decisão também determinou prazo de 30 dias para que sejam realizados estudos acerca do número de servidores necessários para assegurar a eficiência dos serviços prestados pela Delegacia de Polícia Civil do município. A decisão liminar é resultado de ACP, de autoria da promotora de justiça Patrícia Fernandes Gomes Costa Ferreira, titular da Comarca de Matões, contra o Estado do Maranhão. A ação foi motivada pelas péssimas condições do estabelecimento, com condições insalubres, superlotação e com graves violações aos direitos humanos. Em vistoria ao prédio da delegacia, a equipe da promotoria encontrou problemas como infiltrações, iluminação e ventilação inadequadas, portas e janelas deterioradas e sem oferecer qualquer segurança. Foi verificado, também, que a viatura disponível encontra-se em péssimo estado de conservação e que o material de expediente fornecido pela Delegacia Regional é insuficiente às necessidades. Na área da cadeia pública, além das péssimas condições e da falta de espaço adequado para o banho de sol dos presos, verificou-se que o corredor que dá acesso às celas não possui, sequer, cadeado, o que demonstra a insegurança do local. Além disso, há presos provisórios e definitivos dividindo o mesmo espaço superlotado. Na decisão, a juíza Raquel Araújo Castro Teles de Menezes determinou multa de R$ 1 mil para o caso de descumprimento de qualquer dos itens da liminar, que poderá ser cobrada diretamente dos agentes públicos responsáveis. O pedido de construção de uma nova unidade prisional, também feito pelo Ministério Público na ACP, será julgado ao final do processo.

Curiosidade!!! Tubarão intrometido invade selfie de mergulhador

tubararoBritânico Gareth Brown publicou imagem no Twitter. Ele fazia mergulho em gaiola de proteção quando fez a selfie. Ele mora em Hamilton, na Escócia, publicou um “photobomb” (intromissões inesperadas nas fotos), que mostra um tubarão intrometido que invadiu sua selfie quando fezia o autorretrato durante um mergulho em uma gaiola de proteção.

  Publicado em: Governo

Vamos apresentar à SES o Art. 110, caput, da Lei 8.666/93… Domingo? Não pode!!!

Publicado em   11/mar/2015
por  Caio Hostilio

Caso foi uma manobra para economizar dinheiro ou quiçá não tirar os recursos das aplicações ou ainda – a mais provável -, falta de conhecimento em controle de estoque, principalmente no que implica estoque mínimo e de segurança, além da falta de comunicação entre o setor de armazenamento e distribuição com o de compra/licitação, que parece não saber os ditames da Lei 8.666/93.

“A regra geral é a contagem em dias corridos e somente em dias úteis”… Eis a regra.

neocateAí estão os porquês dos erros constantes praticados pela Secretaria de Saúde do Estado e de sua má-fé em acusar a ex-gestão, com fez com o medicamento para “câncer”.

DSC_5861E hoje (11), o questionamento da deputada Andrea Murad se fez necessário, haja vista que a falta do leite Neocate é de uma irresponsabilidade total de quem está gerindo a coisa pública.

Sua colocação sobre a abertura da licitação ser no domingo deixou claro que a SES se perdeu e sequer consegue dá condições de trabalho à atividade fim.

  Publicado em: Governo

Desde quando houve preocupação e controle com o acervo patrimonial?

Publicado em   11/mar/2015
por  Caio Hostilio

Recebi a seguinte denúncia abaixo:

Caro professor Caio.

Freqüento o APA do Itapiracó há quase 4 anos, ou seja, bem antes dessa revitalização iniciada por Roseana. Acontece que há quase um ano encontra-se estacionada em frente ao quartel da polícia florestal no Itapiracó uma caçamba a qual encontra-se abandonada e deteriorando-se. A pergunta é: será que a Prefeitura não sente falta desse patrimônio lá jogado e se estragando com o tempo? Veja fotos:

173171177Apenas devo dizer que 99,9% das iniciativas públicas e privadas no Brasil não possuem qualquer controle eficaz no que tange o controle físico dos seus imobilizados (materiais permanentes/patrimoniais) assim como os de consumo. Todas essas iniciativas se limitam a fazer apenas o controle financeiro, não confrontando nunca os dois físico/financeiro através de inventários.

Eis aí o desperdício no dinheiro público, ou seja, o maior ralo do dinheiro do contribuinte nesse país!!!

  Publicado em: Governo

Acharam-se na Igreja!!! Lésbicas, casadas e pastoras de uma igreja evangélica

Publicado em   11/mar/2015
por  Caio Hostilio

El Pais

1425335261_284235_1425335813_noticia_normalNa porta do endereço da Avenida São João, número 1.600, bem no centro de São Paulo, a transexual Vitória tentava entender um aviso fixado em uma porta de vidro. Analfabeta, pediu ajuda para ler que “no próximo domingo não haverá distribuição de cestas básicas”.

O anúncio estava colado na porta da igreja evangélica Cidade de Refúgio, um lugar onde transexuais, como Vitória, além de gays e lésbicas são bem recebidos. Inaugurado em 2011, o templo é comandado pelo casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha, 40 e 41 anos, respectivamente.

Em junho deste ano, a Cidade de Refúgio completará quatro anos, quando deve inaugurar um novo templo, com capacidade para até 2.000 pessoas, no endereço ao lado. Isso ocorre em um momento em que pautas como o Estatuto da Família – que, entre outras coisas, define como núcleo familiar apenas a união entre homem e mulher, excluindo a união homoafetiva, aprovada em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal – volta e meia entram em votação na Câmara dos Deputados, cada vez mais conservadora. Assim como outros projetos de lei como a cura gay – que altera resoluções do Conselho Federal de Psicologia que proíbem que profissionais participem de terapias para alterar a identidade sexual do paciente.

Quando ela foi me buscar no aeroporto e eu a vi, pensei: Jesus, tenha misericórdia

Era justamente a “cura gay” que Lanna Holder pregava quando conheceu Rosania, em 2002. Na época, ambas tinham marido e filhos. Rosania era casada com um pastor e cantava nos cultos de igrejas evangélicas brasileiras nos Estados Unidos. Evangélica desde os 19 anos, Lanna era missionária da Assembleia de Deus, uma das maiores entre as pentecostais, com milhares de membros. “Eu tinha alcançado um ápice ministerial por conta do meu testemunho”, conta Lanna. “Eu falava sobre a minha mudança de orientação sexual. Eu era uma ex-lésbica”. Ela passou seis anos viajando pelo Brasil e pelo mundo pregando sua cura.

Em uma das viagens aos Estados Unidos, Lanna e Rosania se conheceram. Demorou quase um ano para que elas percebessem que havia uma atração entre elas, maior do que a amizade. “Um dia, liguei para ela para dizer que eu amava ela”, conta Lanna. Um mês depois, Lanna foi para os Estados Unidos, para pregar, e ficou na casa de Rosania. “Quando ela foi me buscar no aeroporto e eu a vi, pensei: Jesus, tenha misericórdia”, conta Lanna, rindo. A situação foi difícil para elas. Quando perceberam que estavam apaixonadas, relutaram com os recursos que conheciam. “Oramos muito, chorávamos, jejuávamos”, diz Rosania. O jejum era uma forma de troca. “Pensávamos: Olha Jesus, eu vou jejuar e você tira isso de mim”.

Mas o sentimento que tinham uma pela outra não tinha mais volta. “E percebemos que estávamos perdendo a nossa legalidade diante de Deus”, diz Lanna. Procuraram os respectivos maridos e contaram a história para eles. Na sequência, procuraram pelo pastor da igreja nos EUA para pedir ajuda. E para que a história não viesse à tona. Na verdade, queriam ser curadas: “Na época, tudo o que você pode imaginar que a igreja dizia que nos curaria, nós tentamos. Desligamento de alma, cura interior, fizemos tudo”, diz Lanna. No dia seguinte à procura pelo pastor, a comunidade evangélica no Brasil e nos Estados Unidos estava sabendo da relação das duas. “Perdemos contratos para os shows da Rosania e para a minha pregação”, conta Lanna. “Eu não tinha nem como entrar na igreja. As pessoas mudavam de calçada, me hostilizavam no supermercado”, diz Rosania. Ela foi expulsa de casa e voltou a trabalhar, fazendo faxina nos Estados Unidos. E parou de cantar.

Desligadas, Lanna acabou indo morar nos Estados Unidos também. “Entreguei pizza, trabalhei na construção civil, fiz tudo para sobreviver ali”, conta. Mas sofreu um acidente e ficou em coma por três dias. E foi isso que as uniu novamente. Um pastor “muito conhecido aqui no Brasil” as orientou. “Ele dizia: Deus quer que vocês sejam felizes. O que está errado é o fato de que vocês estão casadas. E não de estarem apaixonadas”. Elas não revelam a identidade do pastor.

Rosania não podia se divorciar porque estava esperando para receber o green card. “Estava esperando há 17 anos. Se eu saísse dos EUA, não poderia voltar para ver meu filho”, conta. Ficaram dois anos sem se ver. “E eu dizia, ‘senhor, agora é o momento, o senhor vai me transformar em uma hetero”, diz Rosania, aos risos.

Na época, tudo o que você pode imaginar que a igreja dizia que nos curaria, nós tentamos. Desligamento de alma, cura interior, fizemos tudo

Lanna já estava de volta ao Brasil e, como estava separada de Rosania, voltou a pregar na Assembleia de Deus. “Na mentalidade da igreja, aquilo tudo já tinha passado”, diz Lanna. Ela nunca mais pregou seu testemunho de ex-lésbica. Mas, mesmo afastadas, a relação perdurou. E elas acabaram por ficar juntas. Da reunião com amigos na casa delas para cantar e orar, surgiu a ideia de fundar uma igreja que as acolhesse e não as expulsasse como ocorrera no passado. Em 2011, quando a Cidade Refúgio surgiu, já existiam cerca de sete igrejas inclusivas no Brasil, como são chamadas as igrejas que acolhem a comunidade LGBT. Hoje, segundo Lanna, o número chega perto de 20.

O culto na Cidade de Refúgio é um espetáculo, como toda pregação pentecostal. A pastora prega, lê a Bíblia, há alguns shows, passa-se as máquinas de cartões para o pagamento dos dízimos, as pessoas oram, choram, se emocionam. A igreja se mantém com dízimo e ofertas. “Como qualquer igreja”, diz Lanna. O público é formado por homossexuais, mas há casais heterossexuais e crianças também, em menor número. “Estamos aqui para aceitar a todos, e não para excluir os heteros. Não somos uma igreja só para gay. Como as duas pastoras são casadas, temos uma tendência a atender a esse público homoafetivo”, diz Lanna. No culto de domingo, o maior da semana, chegam a passar pela ali até 500 pessoas para assistir à pregação de Lanna. No total, são três horas de cerimônia.

Eu não tinha nem como entrar na igreja. As pessoas mudavam de calçada, me hostilizavam no supermercado

Quando era missionária da Assembleia de Deus, Lanna conta que certa vez teve de ser “disciplinada”. “Eu levei um grupo de jovens para visitar uma cachoeira em Bezerros, lá em Pernambuco”, contou ela durante o culto. “Fui de vestido longo, pois não podia usar maiô, fiz tudo certo. Só que o nome da cachoeira era Banho de Cerveja”, diz. O público cai na risada. Lanna contou essa história para dizer que “nunca deu muito trabalho” na igreja. “Mas quando dei, foi de uma vez só, assim como a Rosania, né?”, diz, olhando para a esposa, que está no púlpito também. Todos riem. Do começo ao fim, elas se referem como esposas. Não há o que esconder. Mas tampouco há um discurso dirigido para homossexuais ou transexuais.

Além dos cultos – são três por semana, além de outros eventos e conferências – a igreja tem uma ONG que dá atendimento psicológico para o público que frequenta o templo e atende a cerca de 100 famílias todos os meses com a distribuição de cestas básicas. “Chega gente aqui com uma carga emocional muito pesada”, conta Lanna. No ano passado, as pastoras realizaram mais de 40 casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Como evangélicas, Lanna e Rosania são categoricamente contra o sexo antes do casamento. “O sexo só é abençoado por Deus quando ele é debaixo de uma aliança”, diz Lanna. Elas se casaram em 2013.

“Estamos aqui para aceitar a todos, e não para excluir os heteros. Não somos uma igreja só para gay

Sobre o Estatuto da Família, a opinião de Lanna é uma crítica a deputados que têm a mesma origem que ela, a Assembleia de Deus. “Essa lei evidencia que eles (os deputados evangélicos) lidam com essa parte da sociedade (homossexuais e transexuais) como se ela não fosse digna de viver uma vida de santidade, como se todo o homossexual fosse promíscuo”, diz. “No dia que pesar no bolso deles, que eles descobrirem que 40% das pessoas que estão dentro da igreja deles são homossexuais, são gays, eles vão mudar de ideia”.

Segundo Lanna, as igrejas evangélicas já não têm um discurso tão contundente contra os homossexuais, por saberem que uma parcela importante do seu público é feita deles. “Eles já não pregam mais contra o homossexual. Fingem que não estão vendo. Mas isso só vai mudar quando mexer no bolso deles”, diz.

No dia que pesar no bolso deles, que eles descobrirem que 40% das pessoas que estão dentro da igreja deles são homossexuais, são gays, eles vão mudar de ideia

A história de Lanna e Rosania rendeu um livro, que será publicado no final deste ano. Hoje, moram em São Paulo com os dois filhos do primeiro casamento de cada uma delas, um de 13 anos e um de 18. Pensaram em fazer inseminação artificial para gerar mais um filho, mas o projeto, por enquanto está suspenso, por falta de tempo.

Depois de muitos anos, o casal diz viver em paz. “O meu testemunho terminava com aquele final hollywoodiano. Eu dizia: Olhem para mim, e vinha meu marido com o meu filho. E eu dizia: Hoje sou ex-lésbica, ex-drogada, estou curada”, conta. “Aquilo era uma propaganda de margarina, não era real”.

  Publicado em: Governo

Então, não houve patacoadas nas escolhas a dedo para constar na lista PGR???

Publicado em   11/mar/2015
por  Caio Hostilio

Aécio e Lindberg: dois pesos diferentes de Rodrigo Janot

Por Luis Nassif

fotorcreated_60O Procurador Geral da República Rodrigo Janot ficou de entregar a lista dos políticos ao STF (Supremo Tribunal Federal) às 8 da manhã de quinta-feira. A lista só chegou no final da noite, entregue por um subprocurador.

O Ministro Teori Zavaski tinha certeza que, dentre os nomes, estava o do senador Aécio Neves. Espantou-se quando constatou que ficara de fora. A rádio corredor do STF sustenta que a decisão de deixar Aécio de fora foi tomada na noite anterior.

Teori deixou escapar uma opinião: “Não sei se era para Aécio estar ou não na lista. Mas entrou na lista gente com muito menos coisa que ele”.

Na nota oficial, Teori explicou que não caberia ao STF definir quem poderia ou não ser indiciado – esse papel é do PGR – mas apenas analisar os procedimentos.

Vamos a uma pequena comparação entre os elementos que havia contra Aécio e contra o senador Lindberg Faria.

Os indícios contra Aécio

O doleiro Alberto Yousseff narrou conversas que mantinha com o deputado José Janene, do PP. Segundo Yousseff, Janene teria lhe dito que em Furnas, no período de 1994 a 2001, havia influência direta do PP e do PSDB, cada qual responsável por uma diretoria.

No caso do PP, os recursos eram encaminhados pela empresa Bauruense, de propriedade de Airton Dare, que prestava serviços de locação de veículos, limpeza e segurança para Furnas. Yousseff descreve uma série de episódios que testemunhou, envolvendo discussões sobre propinas entre Janene e a Camargo Correia.

E diz ter ouvido, de Janene, mais de uma vez, que o então deputado federal Aécio Neves teria influência em uma das diretorias, através de sua irmã. Não  soube informar o nome da irmã, nem como se daria o comissionamento de Aécio, nem o nome do diretor envolvido no esquema. Mas informava que a Bauruense teria todos esses dados. Yousseff informa ter “ouvido” falar que Aécio receberia valores mensais, por intermédio de sua irmã, através da Bauruense.

Em outro trecho do depoimento, Yousseff dizia ter presenciado discussão entre Janene e Antonio Daré, da Bauruense, em que este informava não poder repassar mais para o PP porque ainda tinha a parte do PSDB.

Em outo depoimento, Janot justifica o arquivamento da denúncia contra Aécio assim:

“Outro detalhe relevante: a referência de que existia uma suposta “divisão” na diretoria de Furnas entre o PP e o PSDB – o que poderia ensejar a suposição de uma ilegítima repartição de valores entre as duas agremiações – não conta com nenhuma indicação, na presente investigação, de outro elemento que a corrobore”.

Havia uma indicação clara de Yousseff, de que o esquema para os dois partidos – PP e PSDB – passava pela Bauruense. E há um inquérito em andamento sobre a lista de Furnas.

O normal seria abrir o inquérito, ouvir a Bauruense, incorporar o que foi levantado no inquérito sobre a lista de Furnas e, de acordo com o que fosse obtido, arquivar ou fazer a denúncia.

No entanto, segundo Janot, “tal como realizado em detrimento a outros indicados nas delações que estão sob análise, não há como, neste momento, em face do que se tem concretamente nos autos, dar andamento a investigação formal em detrimento do parlamentar”.

Os indícios contra Lindberg

Contra o senador Lindberg Farias o quadro foi outro.

No seu depoimento, Paulo Roberto Costa conta que foi procurador por Lindberg, acompanhado de um assessor, José Antonio da Silva Parente., pedindo colaboração para a campanha. O pedido teria sido da ordem de R$ 2 milhões. Segundo Costa, ele teria contatado Yousseff para providenciar o repasse.

A única certeza de Costa sobre o depósito era a de que, caso não tivesse sido feito, “haveria reclamação”. Em novo depoimento, Costa disse que Lindbergh agradeceu a providência.

No entanto, o doleiro Yousseff negou taxativamente ter feito a operação. Afirmou não conhecer Lindberg nem seu assessor, que não se recordava de ter feito o pagamento, que Costa pode ter se confundido.

Os procuradores levantaram as doações oficiais a Lindberg e localizaram uma de R$ 1 milhão da Camargo Correia, além de 20 transferências do diretório nacional do Partido. Naquele dia, segundo os procuradores, a Andrade Gutierrez havia feito transferência de R$ 1 milhão ao Diretório Nacional do PT. No mesmo dia, o diretório transfere R$ 950 mil a Lindberg.

Os procuradores identificaram o mesmo esquema em várias outras doações de empresas ligadas ao cartel. Mas nenhum indício de que as contribuições seriam provenientes de caixa 2 ou do esquema da Petrobras.

Todos esses fatos aconteceram após Paulo Roberto Costa ter deixado a Petrobras. E, em sua delação, ele garantiu ter pedidos apenas contribuições oficiais às empresas. Mais: os contatos nem chegaram a ser feitos, porque Paulo Roberto foi preso em seguida.

O argumento para abrir o inquérito é o seguinte:

“No caso, além de diversos outros elementos, verifica-se que o Senador LINDBERGH FARIAS tinha conhecimento do caráter ilícito dos valores recebidos, pois não haveria qualquer justificativa lícita razoável para o recebimento de valores por intermédio do então Diretor da PETROBRAS”.

Como não? Até então não havia nenhuma denúncia contra Paulo Roberto Costa. Era especialista em petróleo e fora convidado para ser um futuro Secretário do governo Lindberg, caso fosse eleito. Ele era suficientemente bem relacionado, inclusive para atuar como intermediário da venda de imóveis da própria família Marinho, da Globo. E todos os contatos com as empresas – que financiam todos os governos e todos os candidatos – segundo o próprio depoimento de Costa, seria para contribuições oficiais.

Ou seja, as únicas evidências contra Lindberg eram contribuições oficiais de empreiteiras – que são as maiores financiadoras de candidatos de todos os partidos. Onde, então, o “caráter ilícito” das contribuições?

No primeiro caso, o delator informa a existência de sistema irregular de caixa 2 em Furnas; no segundo caso, o delator diz que iria atrás de contribuições oficiais de campanha.

Isenta-se o primeiro acusado, sob o argumento de que os dados são insuficientes; e abre-se o inquérito sobre o segundo.

Os dois pesos e duas medidas utilizados por Janot não ajudam na imagem de isenção da Lava Jato.

  Publicado em: Governo

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