Os politiqueiros safados e canalhas não cansam de ir a tribuna para alardear que o Maranhão é o Estado com o maior índice de assassinato por habitante. Agora, saiu a verdadeira pesquisa e mensurem o quanto esse politiqueiros gostam de querer colocar o Maranhão como terra arrasada…
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Homicídios crescem 146% e Alagoas lidera ranking da violência
Em um novo estudo divulgado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) o Estado de Alagoas e a capital Maceió aparecem como primeiros colocados em vários rankings, como os de taxas de homicídios na população total e entre jovens. Os dados foram compilados e analisados no Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, divulgado nesta quinta-feira (18).
O estudo compara dados relativos à violência em todos os estados brasileiros entre os anos de 2001 e 2011. Neste período, Alagoas teve um aumento de 146,5% na taxa de homicídios, passando de 836 casos registrados em 2001 para 2.268 em 2011, representando uma taxa de 72,2 por grupos de 100 mil habitantes. Com estes números, o estado passou da 12ª posição no ranking nacional (2001) para a primeira colocação em 2010, se mantendo no topo em 2011, seguido por Espírito Santo, Paraíba, Pará e Pernambuco.
O Mapa da Violência 2013 se baseia em dados anteriores à implantação do programa Brasil Mais Seguro, lançado como modelo em caráter piloto aqui em Alagoas para combater a violência. A iniciativa integra o Plano Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, que promove ações voltadas para o fortalecimento das fronteiras, o enfrentamento às drogas e o combate às organizações criminosas. Em um ano, o programa já conseguiu reduzir em 8% o número de homicídios no Estado e em 17% em Maceió.
No Nordeste, todos os estados apresentaram crescimento desta taxa, mas se mantêm abaixo de Alagoas. O Piauí, por exemplo, teve 14,7 casos por 100 mil habitantes em 2011. No Sudeste, São Paulo teve 13,5 e o Rio de Janeiro 28,3. O maior aumento do Nordeste ocorreu na Bahia: a taxa cresceu em 245,2%.
“Não só Alagoas, também Goiás, Acre, Paraná, Ceará, Amazonas, Pará, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte e Maranhão, dentre outros, observam suas taxas subirem de forma acentuada e descontrolada, afetando decididamente as condições da seguridade cidadã imperantes”, explica o estudo.
Homicídios entre jovens
A maior preocupação apresentada pelo estudo está no alto índice de mortes violentas entre jovens, considerados como pessoas entre 15 e 24 anos. Entre os anos de 1980 e 2011, 83,1% das mortes de jovens alagoanos foram por causas externas e 16,9% por causas naturais. Das mortes por causas externas, em 66,2% dos casos ocorreram homicídios.
No estado, a taxa de homicídios juvenis por 100 mil habitantes saltou de 54,8 em 2001 para 156,4 em 2010, um aumento de 185,6%. Alagoas saiu da oitava posição deste quesito em 2001 para a primeira em 2010, mantendo a colocação no ano seguinte.
Maceió acompanha índices negativos
Diferentemente do Brasil como um todo, onde o número de homicídios cresceu 8,9% na década pesquisada, nas capitais do país os números caem 12,5%. Mas é na Região Nordeste onde os números mais crescem: 73,6%, principalmente pelo elevado aumento dos homicídios em Natal e Salvador, onde o crescimento do número de homicídios ultrapassou a casa de 200% na década. Também Fortaleza, João Pessoa, Maceió e São Luís, com taxas menores, mas muito elevadas, foram responsáveis pelo forte crescimento da violência na região.
Também é possível verificar a “elevada heterogeneidade” das taxas de homicídio entre as capitais. A taxa de Maceió: 111,1 homicídios por 100 mil habitantes no ano de 2011 resulta dez vezes superior à de São Paulo: 11,9 nesse mesmo ano. As maiores taxas de homicídio no ano de 2011 foram registradas, pela ordem, em Maceió, João Pessoa e Salvador.
Pólos de violência no interior
Algumas especificidades da evolução das capitais também são apontadas pela pesquisa, como um crescimento da taxa estadual bem superior ao crescimento de sua capital, como os casos do Pará, Tocantins, Paraíba, Alagoas ou Maranhão, que sugere a existência de pólos de violência no interior dos estados que puxam as taxas para cima.
Outro aspecto destacado pelo Mapa da Violência é a enorme reviravolta na estruturação da violência das capitais do país acontecida entre 1999 e 2011, como em São Paulo, Maceió e João Pessoa. Em todas as oito capitais que em 1999 apresentavam as maiores taxas de homicídio, os índices caem e, em vários estados, de forma muito expressiva, como nos casos de São Paulo.
Em todas as restantes capitais, as que no ano de 1999 apresentavam as menores taxas, os homicídios aumentaram e, em muitos casos, de forma muito acentuada, como em Maceió e João Pessoa, que de posições intermediárias em 1999, quando ocupavam o 10º e 14º postos respectivamente, passam aos dois primeiros lugares no mapa da violência das capitais.
Mortes de jovens em Maceió
Em todos os anos analisados pelo estudo, as taxas de homicídios juvenis das capitais brasileiras mais que duplicam as taxas totais. Entre as capitais, a exemplo do estado de Alagoas, Maceió também lidera os rankings divulgados pelo Mapa da Violência, o que gerou um comentário incisivo do autor:
“Os níveis de violência que ceifam a juventude das capitais chegam, em diversos estados, a limites absurdos. Não pode ter outra qualificação taxas como as de Maceió, que atingiram a inaceitável marca de 288,1 homicídios por 100 mil jovens ou a de João Pessoa de 215,1 no ano de 2011”.

Alagoas também lidera ranking de homicídios juvenis

Tabela mostra crescimento da taxa de homicídios em Maceió

AL teve um dos maiores aumentos do país na taxa de homicídios

Comparação de taxas entre estados e capitais

Maceió também lidera ranking de homicídios entre jovens

Maceió também lidera ranking de homicídios entre capitais

Alagoas lidera ranking de homicídios em 2011

Alagoas lidera ranking de homicídios em 2011
Publicado em: Governo