Muito mais que “um rapaz latino-americano”…

Publicado em   25/abr/2012
por  Caio Hostilio

Por Fábio Câmara

Esses versos cantados por Belchior foram usados pelo meu amigo, irmão e compadre, DÉCIO SÁ, para descreverem de modo bastante resumido o seu próprio perfil no blog mais acessado do maranhão.

O nosso Estado e a nossa Cidade se habituou a ver as BOMBÁSTICAS NOTÍCIAS e as contundentes revelações que, diariamente eram apresentadas com profissionalismo, fundamentação e coragem por ele que foi, seguramente, o melhor e o maior repórter investigativo maranhense – DÉCIO SÁ.

O nosso Maranhão e a nossa São Luís amanheceram hoje, um pouco mais desprovidos de visão e de voz.

Na noite de anteontem – 23 de abril, PISTOLEIROS FRIOS E CRUÉIS, calaram uma voz que sempre bradou em nome da verdade e da justiça; EXCUTORES E MANDANTES COVARDES fizeram fechar os olhos de quem enxergava, como ninguém, o que alguém de conduta escusa se esforçava para manter longe das vistas de quase todos.

MATARAM DÉCIO SÁ! PORÉM, JAMAIS FINALIZARÃO A SUA LUTA!

Escrever essas palavras nessa manhã está sendo extremamente difícil para mim. Décio era muito mais que um amigo. Décio foi um irmão que eu perdi e a dor da perda é muito grande.

Eram 22:22h. quando o meu telefone tocou. Era meu compadre Décio me convidando para comermos juntos uma caranguejada na Litorânea. Prontamente aceitei e fui vestir-me para, em seguida, ir ao seu encontro.

Poucos minutos após, um amigo comum me liga dizendo que algo estranho havia acontecido. Enquanto esse amigo comum falava com Décio ao celular, alguns estampidos foram ouvidos e a ligação cessou. A retomada do contato não se restabeleceu e, daí em diante, um temor do pior e uma tristeza motivada pelo medo do pior se apossou de mim.

E foi com profundo pesar que rumei o mais rápido possível para a Litorânea para ali encontrar o meu irmão morto.

ASSASSINADO num crime de encomenda, Décio foi vítima de uma realidade que ele mesmo combatia no exercício corajoso da profissão abraçada com paixão.

Uma esposa grávida e uma filha pequena constituem a 1ª família diretamente afetada. Uma 2ª família, porém, foi diretamente ferida de morte.

Toda a livre imprensa maranhense e ludovicense estão hoje de luto e sob ameaça. A segurança institucional do nosso Estado precisa dar uma resposta imediata e contundente a essa prática tão retrógrada quanto execrável.

A coragem de Décio precisa encontrar eco na nossa sociedade e se multiplicar.

Toda a nossa população; toda a imprensa maranhense e todas as autoridades constituídas precisam se irmanar somando esforços para chegarmos aos mandantes e aos executores desse crime bárbaro.

VAMOS USAR O PRÓPRIO BLOG DO DÉCIO E TODOS OS BLOGS DO ESTADO PARA COBRARMOS OS RESULTADOS NECESSÁRIOS.

VÁ EM PAZ, DÉCIO SÁ, MEU IRMÃO! NÓS, POR AQUI, CONTINUAREMOS A SUA GUERRA…

Comentário do blog: Que a Justiça dos homens tenha a sensatez de enxergar que um trabalhador foi assassinado no exercício da sua profissão… Profissão que filtra e remeti a coletividade, dentro de sua linha editorial, os princípios a ser mensurados e refletidos para que tenhamos uma sociedade mais justa. Décio Sá por anos deu a notícia, agora é a notícia… Ainda estou mensurando e refletindo as matérias jornalísticas e, assim, poder fazer um juízo de valor. Porém, antecipo que fico com a frase do seu perfil “Apenas um rapaz latino-americano”… Eu cansava de brincar com ele sobre isso… Dizia-lhe sempre: “Rapaz? Nunca!!! Você já é um senhor de mais de 40 anos. Latino-americano? Necas!!! Tu és afro-americano”… Aí é que fico com medo que tudo venha a cair no esquecimento…

  Publicado em: Governo

A luta desigual: A pena e o papel contra bala!!!

Publicado em   25/abr/2012
por  Caio Hostilio

Heródoto Barbeiro, com toda sua sapiência, disse: “o jornalismo deve ser o exercício diário da inteligência, e a prática diária do caráter”.

É verdade, mas isso se dá em países onde a democracia é consolidada de fato e a imprensa é um meio de interatividade com a coletividade, que exige o direito de expressão livre, questionador e crítico… Quando haveremos de ter isso no Brasil?

Que garantias têm um jornalista brasileiro ao fazer matérias denunciativas e investigativas no Brasil? Quem lhes dá essas condições de trabalho?

Quando um jornalista faz uma matéria denunciativa, baseada em dados concretos, a própria coletividade o repudia e o transforma num vilão impiedoso e cruel… Podendo a vir ser alvo.

O mesmo acontece quando o jornalista faz uma matéria investigativa com dados enfáticos, de repente ele pode se tornar alvo dos interesses contrariados.

Essa é a democracia brasileira? Esses são os direitos e os deveres dos cidadãos brasileiros? Que democracia é essa que de uma matéria denúncia ou de uma matéria investigativa, pautadas em dados reais, já dá o direito de ceifar a vida de jornalista que no dever de sua profissão fez um questionamento crítico?

Não existem meios amparados por “lei” que o cidadão atingido numa matéria tem o direito de resposta, além de processar o jornalista?

Ou querem que a imprensa passe apenas a divulgar matérias elogiosas e receitas de bolos?

A imprensa, independente de sua linha editorial, faz o seu trabalho pautado no que está acontecendo e cabe a coletividade mensurar. E foi nesse contexto, que toda a imprensa maranhense seguiu firme ao lado de Flávio Dino na sua luta árdua contra o Hospital Santa Lúcia, mostrando, com isso, que ela luta pelo bem comum. Unimos-nos e lutamos para que se fosse feito justiça.

 

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) se manifestou pelo assassinato do jornalista Décio Sá no Maranhão, além da morte de Noel Alexander Valados Decoto, apresentador de televisãoem Honduras. A SIPdisse que Décio Sá é o quarto jornalista morto no Brasil este ano, e pediu às autoridades que investiguem o crime com prontidão e profundidade para desvendar responsabilidades.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Gustavo Mohme, expressou sua solidariedade com os familiares e colegas do jornalista. “Justo no mesmo dia em que concluímos nossa reunião semestral, na qual destacamos que os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas enfrentados pela imprensa nas Américas.

Esta é uma luta desigual… O jornalista tem como arsenal sua pena e o papel contra um arsenal de armas de fogo!!!

  Publicado em: Governo

O debate sobre o desenvolvimento regional do Brasil… O paradoxo do desenvolvimento regional

Publicado em   24/abr/2012
por  Caio Hostilio

Luís Nassif

O país vive momento paradoxal, em que toda a potência da variedade brasileira convive com duas grandes “máquinas” seculares. A primeira, de crescimento, com aceleração da economia. E a segunda, que produz desigualdades. Representando com clareza esse paradoxo estão os novos pólos de desenvolvimento, especialmente o Nordeste, que tem elevado sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ao contrário das regiões Sudeste e Sul. O panorama apresentado é do professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e coordenador do Observatório Celso Furtado para o Desenvolvimento Regional, Carlos Antônio Brandão, que participou do 22º Fórum de Debates Brasilianas.org ontem (23)em São Paulo. 

Preocupado com a longevidade dos investimentos regionais – e se eles têm a capacidade de transbordar para os territórios menos favorecidos do seu entorno – Brandão afirmou que ainda é complicado entender a dimensão da qualidade dos novos serviços públicos. “É preciso verificar se há um alargamento ou não no horizonte de possibilidades do desenvolvimento”, disse.

Essa verificação, porém, vai à contramão da ansiedade gerada por pressões feitas sobre o Brasil. Há a exigência para que o país alimente o mundo, e uma demanda forte por minerais e para a questão energética e, por conta disso, surgem os gargalos de infraestrutura. 

“A questão é ver se isso reflete numa integração nacional. Os PPAs (Planos Plurianuais) expressam, nos últimos anos, que é preciso mudar infraestrutura e capacidade de prover serviços públicos de qualidade. Temos que entender como a provisão está sendo realizada, qual a qualidade dos serviços e como eles podem fazer a interação social mais fina”.

A perspectiva de diversos economistas, contou Brandão, é a de que a atual revolução social que ocorreu no país até agora não tenha o mesmo ritmo daqui para frente. A avaliação reforça a necessidade de identificação dos efeitos propagadores das políticas que deram certo, e quais os mecanismos de transmissão de crescimento para os municípios que estão ao redor das cidades que mais prosperaram. Segundo Brandão, assim se poderá manter a construção da cidadania, aumentando a autonomia de demais regiões brasileiras. 

O grande questionamento, portanto, é se, no futuro, os pólos aumentarão a autonomia de decisão daquela região onde eles estão. E, para isso, a articulação federativa é fundamental. 

A interação estadual

“Todos os Estados tem feito planos de desenvolvimento regional, mas a coordenação federativa é a grande questão no país. Geralmente a agenda dos governadores é oculta, muito difícil, então, de conseguir discutir com outros Estados”, avaliou o professor. Desse modo, impede-se a construção de uma lógica territorial em cima de problemas comuns, que poderiam ser compartilhados e resolvidos, por exemplo, por meio de consórcios interestaduais ou intermunicipais. 

Outro problema destacado foi o desmonte da maioria dos bancos e agências estaduais de desenvolvimento. “Os bancos tradicionais não emprestam para consórcios, e por isso eles tem dificuldades para elaborar o território, o diálogo feito com a região e o Estado. Precisamos encontrar formas de empréstimos para consórcios. Felizmente no Nordeste há o Banco do Nordeste, que procura articular uma série de políticas”.

Brandão ainda citou o economista Ignácio Rangel (1914-1994), ex-assessor de Getúlio Vargas, para explicar a necessidade de “projetamento” no país. “Precisamos do projetamento de que Rangel falava. Um projetamento que pensasse a interregionalidade e a matriz de produtos, uma visão do sistema das atividades, dialogando vários sistemas, articulando ciência, tecnologia e inovação com o sistema de fomento e com o BNDES”. 

Para o professor, o país ainda precisa resolver três pontos que no capitalismo brasileiro não estão dando certo: o sistema de crédito muito atrasado, tributação equivocada e o sistema de aprendizagem e saúde.

Comentário do Blog: Minha participação foi marcada nas três mesas do debate. Na primeira Mesa, formada por Jefferson Mariano – IBGE; Guilherme Delgado – Especialista em economia regional agrária e por Miguel Matteo do IPEA, coloquei em discussão o investimento na logística para que o país consiga entra de vez no mercado internacional, uma vez que os produtos manufaturados no Sudeste brasileiros não podem viver apenas do consumo interno. Mostrei que o Nordeste estrategicamente com as ferroviasSul/Sudeste e a Norte/Sul poderiam diminuir os preços dos produtos brasileiros e colocá-los numa disputa mais justa com o mercado europeu, norte-americano e asiático, haja vista que o canal do Panamá está sendo alargado para passagem dos grandes navios. A logística passou a fazer parte daí por diante do debate em questão.

Na segunda Mesa, formada por Jurandir Vieira Santiago, Presidente do Banco do Nordeste e Esther Bmerguy de Albuquerque, do SPI do Ministério do Planejamento, voltei a questionar a falta de melhores fiscalizações pelo TCU e a CGU das verbas alocadas por programas federais nas prefeituras brasileiras e que isso era um estimulo à corrupção. O mediador Luis Nassif chegou a questionar que as verbas alocadas via emendas parlamentares não são fiscalizadas como deveriam ser. O debate ganhou outras proporções…

Na terceira Mesa, formada por Carlos Antônio Brandão, Coordenador do Observatório Celso Furtado para o Desenvolvimento regional, voltei a questionar, dessa vez sobre as privatizações dos Bancos Estaduais, da Vale do Rio Doce de Porteira Fechada e da Telefonia brasileira… Luís Nassif e o Bandão aproveitaram o gancho para discorrer do quanto foi maléfico para o Brasil tais privatizações…

Luís Nassif mostrou da importância da imprensa para que o Brasil se desenvolva de fato e que os blogs hoje é que dão a sintonia da informação, deixando para trás os jornais… Para o jornalista, a informação informatização engoliu os demais meios de comunicação e que até chegaram a criticá-lo quando ele postou um artigo do presidente do Senado José Sarney, que falava sobre esse assunto. Ele disse que postou porque Sarney disse o que de fato já vem acontecendo e que ninguém se atentou para isso. Ele citou as eleições 2010, cujos jornais de São Paulo e a revista Veja não conseguiram dominar esses blogs espalhados por todo o Brasil.

Por fim, Luis Nassif fala da perseguição a jornalistas e que isso não vem deixando se consolidar de fato a democracia no Brasil. Ele mesmo vem travando uma luta com uma instituição do Amazonas, que já tentou denegrir a imagem de suas filhas.

Chego a São Luís às 2:30 h de terça-feira e recebo a ligação de que Décio Sá teria sido assassinado…

Um encontro que fui convidado para debater o desenvolvimento desse país… Estou sem estimulo… A minha pena e o meu papel passaram a me odiar!!!

  Publicado em: Governo

Vivemos numa democracia? Brasil é o 11º em ranking que mede impunidade de assassinos de jornalistas

Publicado em   24/abr/2012
por  Caio Hostilio

Agência Brasil

O Brasil ocupa a 11ª colocação no ranking de países em que os assassinatos de jornalistas mais ficaram impunes, segundo a organização não governamental (ONG) Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). Os piores na América Latina são Brasil (11º lugar), México (8º lugar) e Colômbia (5º lugar). No mundo, os líderes em violência contra jornalistas são Iraque (1º), Somália (2º) e Filipinas (3º), segundo o Índice de Impunidade criado pela CPJ.

Para os analistas do CPJ, crimes recentes que levaram à morte de pelo menos dois jornalistas brasileiros – Edinaldo Filgueira e Valério Nascimento, ambos assassinados em 2011 – geraram um “retrocesso” nos esforços das autoridades para combater a impunidade. De acordo com a ONG, nos últimos anos, a Justiça sentenciou pelo menos cinco pessoas responsáveis por assassinatos de jornalistas. Há ainda cinco assassinatos que permanecem sem solução na última década. A organização destaca que os jornalistas foram vítimas de represálias por suas ações.

Em carta enviada à presidenta Dilma Rousseff na semana passada, o diretor executivo do CPJ alertou sobre a situação brasileira. “O Brasil consta pelo segundo ano consecutivo do Índice de Impunidade 2012 do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que calcula o percentual de casos não solucionados de assassinatos de jornalistas em relação à população de cada país”, diz o documento datado do dia 18 de abril e assinado pelo diretor executivo da ONG, Joel Simon. No ranking passado, o Brasil ficou em 12o lugar.

Além do caso de Edinaldo Filgueira, editor do jornal O Serrano, de Natal, morto após ser atingido por seis tiros, o relatório cita ainda a morte do radialista e apresentador de programa policial, transmitido no Recife, Luciano Leitão Pedrosa, morto a tiros.

A execução do jornalista Décio Sá, ocorrida ontem (23) em São Luís(MA), configura um caso típico de morte de profissionais de imprensa – como os apontados no levantamento.

Segundo o documento, jornalistas locais são as vítimas na grande maioria dos casos não resolvidos. Em todos os países pesquisados, apenas 13 dos 247 casos envolvem jornalistas que trabalhavam fora de seu país. Outro dado do levantamento indica que a reportagem sobre política foi a mais perigosa. Trinta por cento das vítimas incluídas no índice do CPJ cobriam esse tema.

Outra conclusão do relatório é a de que, mesmo em áreas de conflito, o homicídio deliberado de jornalistas é comum. Aproximadamente 28% dos jornalistas no índice cobriam conflitos armados quando foram assassinados. O relatório também aponta que, em mais de 40% dos casos analisados para o índice, as vítimas receberam ameaças de morte antes de serem assassinadas e que, frequentemente, os assassinos tentam enviar uma mensagem inibidora ao restante da imprensa.

O relatório do comitê informa ainda que a violência e a impunidade aumentaram de forma “acentuada” no Paquistão e no México.

“A impunidade é o oxigênio para ataques contra a imprensa e o motor daqueles que buscam silenciar a mídia”, disse Javier Garza, editor do jornal mexicano El Siglo de Torreón. No caso do México, Garza conta sobre os ataques promovidos por “pistoleiros profissionais” em Coahuila, nos últimos quatro anos.

Pelo relatório, houve melhoras na Colômbia, que sofre com a ação das guerrilhas, e no Nepal, que vive sob tensão devido às áreas de conflito em permanente confronto.

O índice anual de impunidade do CPJ foi publicado pela primeira vez em 2008 e identifica países onde jornalistas são mortos com frequência e os governos fracassam na resolução dos crimes. Para este último índice, o CPJ analisou homicídios de jornalistas ocorridos entre 1º de janeiro de 2002 e 31 de dezembro de 2011, que permanecem sem solução.
Índice de Impunidade 2012

1º Iraque

2º Somália

3º Filipinas

4º Sri Lanka

5º Colômbia

6º Nepal

7º Afeganistão

8º México

9º Rússia

10º Paquistão

11º Brasil

12º Índia

  Publicado em: Governo

Sufocaram as palavras de um jornalista…

Publicado em   24/abr/2012
por  Caio Hostilio

Sinto-me ninguém diante de tamanha brutalidade… Contar a forma em que se deu a morte do meu amigo Décio não o trará de volta… Apenas espero que ele seja recebido por Deus e que o pai ampare sua esposa, filha e o filho que já nascerá órfão.

Sufocaram o jornalismo… Mas por quê? Estou de luto… Sinto-me pequeno demais diante de tudo isso… Estou de luto… Escrever? Sem condições alguma…

  Publicado em: Governo

Qual a função do jornalismo?

Publicado em   24/abr/2012
por  Caio Hostilio

É o de informar, com critérios, com fundamentações, buscando as verdades dos fatos e, principalmente, levando ao conhecimento da coletividade os acontecimentos de interesse social, político e econômico…

Ontem (23), estava num encontro, em São Paulo, com o jornalista Luís Nassif, cujo tema foi o desenvolvimento do Brasil… Em muitos momentos dos debates interagimos com os debatedores e buscamos exatamente a importância do jornalismo para mostrar ao povo quais destinos o país precisa avançar para que possa se desenvolver de fato… Dois pontos foram bem aprofundados, a educação e o papel significativo do jornalismo nesse contexto.

Às 20h ligo para o jornalista Décio Sá para informa-lhe do encontro e da função preponderante do jornalismo para que o país passe se desenvolver igualmente em todas as regiões. Despedimos-nos e ficamos de conversar hoje (24) sobre o encontro como um todo.

Cheguei às 02:30h. e ao ligar meu telefone vejo várias ligações não atendidas e muitas mensagens de que o Décio teria sido assassinado na Avenida Litorânea… Não quis acreditar de início, mas ao ver o comentário já rol do aeroporto, a minha ficha caiu…

Perdi um amigo… Que no seu silêncio costumeiro e seu jeito de sempre falar: “Estou em missão” e eu responder a ele: “Missão como? Tu és da Polícia Federal?”… Que tristeza!!!

Falar o que? Culpar a quem? Apenas dizer que calaram um jornalista!!! Deixou esposa, uma filha 7 anos e um filho que nascerá em outubro…

Condições para escrever hoje (24)? Não tenho nenhuma… Sobrou a tristeza da perda do amigo e a impotência de um teclado!!!

  Publicado em: Governo

Barbaridade… Laudo do IML revela que bebê sofreu abuso sexual antes de morrer

Publicado em   23/abr/2012
por  Caio Hostilio

Luiz Calcagno

O laudo preliminar divulgado nesta segunda-feira (26/4) pelo Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia, revela que a bebê, Thauane dos Santos Barbosa Lima, foi vítima de estupro e sua morte foi causada por traumatismo crânio-encefálico. A polícia apreendeu um lençol e uma almofada de um sofá, que teriam manchas de sangue e onde a menina teria sido violentada.

Segundo o delegado chefe do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Santo Antônio do Descoberto, Kléber Martins, os depoimentos dos pais da menina são contraditórios.
Entenda o caso

Thauane, que tinha seis meses de idade, chegou morta ao Hospital Municipal de Santo Antônio do Descoberto (GO) nesse domingo (22/4). Ela apresentava vários hematomas pelo corpo, uma queimadura e sinais de violência sexual. Os pais passaram por exame de corpo de delito e avó da criança prestou depoimento, mas houve divergências entre os três quanto às circunstâncias da morte.

  Publicado em: Governo

Hei Castelo, Kassab está ruim pra caramba, mas fez mais que você… A 252 dias de deixar o cargo, ele cumpre só 1/3 das promessas…

Publicado em   23/abr/2012
por  Caio Hostilio

Terra

São Paulo – Faltando 252 dias para o término do seu segundo mandato, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) cumpriu apenas um terço dos compromissos que assumiu na Agenda 2012, o plano de metas de sua gestão. Dos 223 objetivos, 73 foram cumpridos, diz a prefeitura, e 149 estão em andamento. Uma meta – investir no Rodoanel – nem foi iniciada. Embora a gestão avalie que o quadro vai melhorar, pois muitas metas em andamento serão atingidas, o problema de Kassab é que, entre aquelas que dificilmente cumprirá, estão algumas das principais promessas eleitorais. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Uma delas é construir três hospitais, promessa tão central em 2008 que foi feita até pela rival, Marta Suplicy (PT). Os três seguem no papel: Kassab tenta viabilizar uma parceria público-privada para construí-los, mas o processo se arrasta desde 2010. 

Outro compromisso difícil é acabar com a fila por creche e pré-escola. A fila não só continua, como cresceu -de 72.192 crianças para 123.942. Também não deverão ser cumpridas as metas de construir 66 km de corredores de ônibus e reformar outros 38 km. Nada foi construído, e só 10 km estão hoje em reforma. 

Elevada pelo próprio Kassab a maior candidata à marca da segunda gestão, a revitalização do centro dificilmente alcançará esse status. O secretário de Planejamento da prefeitura, Rubens Chammas, diz que metas em andamento já têm reflexos positivos para a população. Segundo ele, o índice de eficácia, que mede o andamento de metas, é de 70%. “O desempenho é muito bom.” Para ele, é natural enfrentar dificuldades em algumas obras e projetos e que grandes intervenções sejam pensadas para um horizonte maior que o de uma gestão.

  Publicado em: Governo

Pra tirar Bia, agora, só no STF…

Publicado em   23/abr/2012
por  Caio Hostilio

Do blog Marco D’Eça

De volta ao mandato de prefeita de Paço do Lumiar, por decisão do Superior Tribunal de Justiça, Bia Venâncio (PSD) pulou uma instância, e agora só no próprio STJ, ou no Supremo Tribunal Federal para tirá-la novamente do cargo.

A decisão do ministro Ary Pargendler, do STJ, cassou a decisão do desembargador Raimundo Melo, que havia afastado a prefeita na semana passada. 

Há outras ações contra Bia na Justiça estadual, mas todas elas terão que transitar em julgado, em caso de novo afastamento.

O vice-prefeito Raimundo Filho (PHS), que passou toda a sexta-feira no Banco do Brasil, após ser empossado no cargo – mesmo cassado pela Câmara Municipal – já deixou a prefeitura.

  Publicado em: Governo

Seria medo? deputados divergem sobre momento ideal de ouvir Cachoeira

Publicado em   23/abr/2012
por  Caio Hostilio

JB

Integrantes da comissão serão anunciados nesta terça-feira, às 19h30, em sessão do Congresso

Os deputados indicados por seus partidos para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira têm divergências sobre o melhor momento de ouvir o contraventor.

O deputado Rubens Bueno (PPS-PR), indicado pelo bloco PPS/PV, defende a convocação imediata de Cachoeira e já preparou requerimentos para investigar logo a relação entre ele e a empreiteira Delta. “Estou preparado para pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal das relações do Carlinhos Cachoeira com a Delta e as empresas laranjas. Isso é fundamental para que não haja aquilo que nós conhecemos bem: o início da deAstruição de provas, de apagar digitais, o que temos de evitar o quanto antes, afirmou.

Uma parte das investigações relativas a Cachoeira é justamente sobre o repasse de recursos a empresas de fachada para posterior financiamento de campanhas eleitorais.

Indicado pelo PSB, o deputado Paulo Foletto (ES) acredita que os parlamentares precisam primeiro ter uma visão geral das denúncias por meio de outros depoimentos para poder chamar Cachoeira. “Não vislumbro, de início, que se ouça Cachoeira. Precisamos ter uma visão inicial, investigar os fatos que estão sendo narrados de empreiteiras e outros negócios, para que possamos ter dados na mão quando estivermos diante dele. Dessa forma, já teríamos sedimentado fatos concretos para fazer a avaliação final”, argumentou.

A Mesa do Congresso Nacional informou que 396 deputados assinaram a CPMI do Cachoeira, 59 a mais do que o total existente no momento da leitura do requerimento para a criação da comissão. O número de senadores permaneceu em 72. A designação dos integrantes (15 deputados e 15 senadores, com igual número de suplentes) da comissão será anunciada na terça-feira (24) – prazo final para os partidos indicarem seus representantes – às 19h30, em sessão conjunta do Congresso Nacional.

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) confirmou, por meio de sua assessoria, que aceitou o convite para presidir a CPMI. O PT, porém, ainda não indicou nomes para o colegiado nem decidiu quem será o relator.

  Publicado em: Governo

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