Os principais problemas brasileiros, suas causas, conseqüências e influências na vida das pessoas
Diante de resultados científicos e não dentro do senso comum, coisa bem utilizada pelos políticos maranhenses, para debater os problemas sociais e econômicos dos problemas do estado, que são os mesmos problemas enfrentados por todos os outros estados do Brasil, vale ressaltar que o Maranhão não figura em nenhum dos principais problemas brasileiros como o Estado que detém os piores índices como querem fazer crer os opositores pessimistas de plantão. Por lado, o país teve um avanço na área social nos últimos anos, porém ainda persistem muitos problemas que afetam a vida dos brasileiros. Veja relação abaixo dos principais problemas brasileiros na atualidade.
Desemprego
Embora a geração de emprego tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas.
Confira os dados do emprego em 2010 por Estado:
Municípios – As capitais brasileiras impulsionaram a geração de empregos no país em 2010, com 20 gerando mais 11 mil empregos durante o ano. São Paulo foi o município que criou o maior número de empregos formais no período, com 262.426 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na segunda posição entre os municípios está o Rio de Janeiro, que abriu 119.391 postos com carteira assinada em 2010. Em seguida vem Belo Horizonte (79.519), Fortaleza (54.669), Recife (46.929), Curitiba (41.335), Salvador (37.786), Brasília (36.785), Porto Alegre (32.633), Goiânia (31.668) e São Luiz (30.571).
Violência e Criminalidade
A violência está crescendo a cada dia, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Os crimes estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Nos jornais, rádios e tvs presenciamos cenas de assaltos, crimes e agressões físicas. A falta de um rigor maior no cumprimento das leis, aliada as injustiças sociais podem, em parte, explicar a intensificação destes problemas em nosso país.
Veja abaixo os dez estados mais violentos do Brasil:
1º. Alagoas: 66,2 homicídios por 100 mil habitantes
2º. Espírito Santo: 56,6
3º. Pernambuco: 51,6
4º. Rio de Janeiro: 45,1
5º. Bahia: 32,8
6º. Rondônia: 30,3
7º. Distrito Federal: 28
8º. Paraná: 27,1
9º. Sergipe: 26,9
10º. Mato Grosso do Sul: 25,2
Poluição
Este problema ambiental tem afetado diretamente a saúde das pessoas em nosso país. Os rios estão sendo poluídos por lixo doméstico e industrial, trazendo doenças e afetando os ecossistemas.
O ar, principalmente nas grandes cidades, está recendo toneladas de gases poluentes, derivados da queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo – gasolina e diesel principalmente). Este tipo de poluição afeta diretamente a saúde das pessoas, provocando doenças respiratórias. Pessoas idosas e crianças são as principais vítimas.
Os estados que mais poluem o ar e degrada o meio ambiente são o de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde estão a maior concentração das indústrias brasileiras.
Quanto ao desmatamento da Amazônia Legal, cujos os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins fazem parte, os que mais desmataram, segundo o levantamento do IBGE, foram os seguintes estados em ordem: Mato Grosso, Pará (4270 hectares) e o Amazonas com (1410 hectares).
Saúde
A saúde pública no Brasil encontra-se em estado de crise aguda. Hospitais superlotados, falta de medicamentos, greves de funcionários, aparelhos quebrados, filas para atendimento, prédios mal conservados são os principais problemas encontrados em hospitais e postos de saúde da rede pública. de gestão, mas o primeiro passo é a regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em Saúde pela União, por estados e municípios, destinando mais recursos para enfrentar o problema.
As imagens apresentadas pelo Jornal Nacional e os números falam por si e comprovam a necessidade da regulamentação para que o setor receba mais recursos e possa remunerar melhor o SUS. Na ponta está o cidadão, mães e pais de famílias que agonizam nos corredores, em macas e no chão dos hospitais públicos brasileiros. Não há como esperar mais, a saúde pública brasileira tem que passar por uma reformulação total. A Emenda 29 obrigava a União a investir em Saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do PIB. Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%. Tratava-se de uma regra transitória, que deveria ter vigorado até 2004, mas que continua em vigor por falta de uma lei complementar que regulamente a emenda. Em 2008, o Projeto de Lei Complementar 306/08 propôs a regulamentação da Emenda.
Em novembro de 2010, o IBGE divulgou um levantamento que mostrou que houve um decréscimo de 11.214 leitos hospitalares no Brasil, nos últimos quatro anos. Em média, o País perdeu 2.803 vagas por ano nos hospitais. O déficit de leitos faz com que o Brasil não cumpra a meta mínima de vagas estabelecida pelo Ministério da Saúde, que varia entre míseros 2,5 a 3 leitos a cada mil habitantes. A média ficou em 2,3 por mil. Entre as regiões, o caso mais grave é o Norte, com média de 1,8 leitos a cada mil habitantes; depois o Nordeste, com 2,0; o Centro-Oeste, com 2,2 e o Sudeste com 2,3.
Educação
Os dados sobre o desempenho dos alunos da rede pública de ensino são alarmantes. A educação pública encontra vários problemas e dificuldades: prédios mal conservados, falta de professores, poucos recursos didáticos, desvalorização do corpo docente, greves, violência dentro das escolas, uma metodologia de ensino/aprendizagem definida, modificação na avaliação entre outros. Este quadro é resultado do descaso com a educação pública brasileira, que responsabilizou os municípios pela educação infantil, etapa promordial do ciclo educacional, principalmente a alfabetização. O resultado é a deficiente formação dos alunos brasileiros.
Veja abaixo o rankig das dez redes estaduais com o pior Ideb (Indice de Desensolvimento da Educação Básica):
| Estado |
Urbanas/2009 (em R$) |
Urbanas/2011 (em R$) |
Ideb 2009 – rede estadual |
| BA |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,2 |
| AL |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,3 |
| RN |
1.482,51 |
1.726,92 |
3,5 |
| AP |
2.072,72 |
2.434,07 |
3,6 |
| SE |
1.602,10 |
1.966,53 |
3,7 |
| PA |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,7 |
| PB |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,7 |
| PI |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,8 |
| PE |
1.350,09 |
1.722,05 |
3,9 |
| RJ |
1.515,49 |
2.013,63 |
4 |
Desigualdade social
O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto.
Goiânia é a cidade mais desigual do Brasil. No ranking mundial, a capital goiana aparece em 10º lugar. Os dados são do relatório apresentado ontem na abertura do V Forum Urbano Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio. Atrás de Goiâna aparecem na lista mundial, Belo Horizonte (13ª), Fortaleza (13ª), Brasília (16ª) e Curitiba (17ª). O documento “O Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido” também informa que o Brasil é o país com a maior distância social na América Latina. O Rio, na 28ª posição, e São Paulo, na 39ª, também são cidades com alto índice de desigualdade, de acordo com o relatório.
Habitação
O déficit habitacional é grande no Brasil. Existem milhões de famílias que não possuem condições habitacionais adequadas. Nas grandes e médias cidades é muito comum a presença de favelas e cortiços. Encontramos também pessoas morando nas ruas, embaixo de viadutos e pontes. Nestes locais, as pessoas possuem uma condição inadequada de vida, passando por muitas dificuldades. Esse problema é decorrência da ida do homem do campo para os grandes centros, fato ocorrido por falta de incentivo que mantivesse o homem no campo. Por outro lado, a agroindústria superou todas as expectativas da agricultura familiar.
A atualização do déficit habitacional no Brasil, divulgada pelo Ministério das Cidades, por Regiões:
A maior parte do déficit habitacional está concentrada na Região Sudeste – 36,9% do total ou 2,1 milhões de moradias. A Região Nordeste é a região com o segundo maior déficit habitacional do país: 2 milhões de domicílios ou 35,1% do total.
Comparada às demais regiões, a Região Norte apresenta o maior percentual do déficit em termos relativos – o déficit de 600 mil unidades habitacionais corresponde a 13,9% dos domicílios da região.
Que os debates daqui pra frente sejam sem as hipocrisias e politicalhas, coisa que apenas servem para desqualificar o Estado, que atravessa os mesmos problemas dos demais estados brasileiros.
Publicado em: Governo