Ato de nobreza de Fabio Gentil a não se apropriar de um feito do governador Carlos Brandão…

Publicado em   21/nov/2023
por  Caio Hostilio

É difícil ver um gestor público tenho um ato de nobreza assim, haja vista que a maioria esmagadora se apropria dos feitos alheios para se promover.

Fábio Gentil mostra maturidade, honestidade e grandeza política, ao parabenizar o governo do Estado de Carlos Brandão, além do empenho das deputadas Daniella e Caudia Coutinho e da deputada federal Amanda Gentil, por essa bolsa de transporte que garantirá o direito de ir e vir aos estudantes universitários.

Que sirva de exemplo, pois não é nada democrático e Republicano se apropriar do feito alheio.

Parabéns Fábio Gentil pela atitute nobre.

  Publicado em: Política

Neto Evangelista segue obtendo vitórias no TRE/MA

Publicado em   21/nov/2023
por  Caio Hostilio

O deputado estadual Neto Evangelista permanece obtendo vitórias no julgamento no qual o pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA) analisa Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) solicitando a cassação da chapa do União Brasil, seu partido, sob a acusação de fraude na cota de gênero.

Ontem, o relator do caso, desembargador José Gonçalo Filho, seguiu parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e votou pela não procedência da AIJE e consequentemente não cassação da chapa de candidatos do UB.

Já nesta terça-feira, o juiz Ângelo Antônio Alencar dos Santos também votou pela improcedência da Ação.

Ainda faltam cinco votos.

O julgamento tem previsão de fim somente na sexta-feira.

Evangelista foi reeleito pela legenda ano passado.

AIJE acusando o seu partido de suposta fraude foi protocolada pelo PSD, que tem como primeiro suplente o ex-deputado César Pires, e por Inácio Melo, marido da senadora Eliziane Gama (PSD) e que saiu derrotado das urnas em 2022.

Por Glaucio Ericeira

  Publicado em: Política

Dino ignora Comissão de Segurança da Câmara pela terceira vez

Publicado em   21/nov/2023
por  Caio Hostilio

Dino ignora Comissão de Segurança da Câmara pela terceira vez

“Está clara a insubordinação de um funcionário público”, reclamou o presidente da comissão, deputado Sanderson

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ignorou os membros da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara esperando pela terceira vez seguida. O presidente da comissão, deputado Sanderson (PL-RS), disse que recebeu apenas na manhã desta terça-feira, 21, fora do tempo devido, um ofício encaminhado pelo ministro à presidência da Câmara, na qual Dino “diz que tem medo dos parlamentares, que se sente ameaçado”, na descrição de Sanderson.

No ofício enviado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Dino disse que é alvo de ameaças proferidas pelos deputado, e, por isso, não comparece. O ministro voltou a sugerir uma comissão geral no Plenário.

Há 23 requerimentos de convocação de Dino na comissão. Um deles requer “esclarecimentos por crime de Fake News relativo a sua fala, proferida em 28 de março, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que imputa aos CACs o comércio de armas à facções criminosas”. Há muitos pedidos baseados em declarações públicas do ministro, que tem um evidente apreço por participar do debate público, mesmo que o assunto não diga respeito a sua área de atuação no momento.

Os deputados também querem ouvir Dino sobre os atos de 8 de janeiro, regulamentação das armas, invasão de terras, interferência na Polícia Federal, corte de verba no Orçamento de 2024 para combate ao crime organizado, ataques aos membros da comissão, controle de conteúdos danosos no YouTube, prisões relativas a dados falsos sobre vacinas e criminalização dos games.

O tema principal de seu depoimento, contudo, provavelmente seria o passeio da “dama do tráfico amazonense” por Brasília. Mulher do líder do Comando Vermelho no Amazonas, Luciane Barbosa Farias se reuniu com subordinados de Dino para falar sobre direitos humanos enquanto representante Associação Instituto Liberdade do Amazonas. O Ministério dos Direitos Humanos admitiu que custeou a viagem de Luciane.

Assista à curta audiência da Comissão de Segurança Pública desta manhã:

  Publicado em: Política

Não vai demorar em querer a cadeira do Lula!!! O PP ainda não está satisfeito, Lula

Publicado em   21/nov/2023
por  Caio Hostilio

O PP ainda não está satisfeito, Lula

A bancada do partido de Arthur Lira ameaça impor reveses ao Palácio do Planalto no Congresso se o governo não entregar mais

A bancada do PP, de Arthur Lira, na Câmara dos Deputados ameaça impor reveses ao Palácio do Planalto no Congresso se o governo não entregar mais ao partido.

Segundo a Folha de S. Paulo, integrantes da legenda reclamam do atraso em liberações de emendas e dizem não se sentirem contemplados com as nomeações de André Fufuca, no Ministério do Esporte, e de Carlos Antônio Vieira, na Caixa Econômica Federal.

Em relação à Caixa, os deputados afirmam que a troca da presidência foi um gesto ao presidente da Câmara, Arthur Lira, e não à bancada.

Com 51 deputados, o partido tem dado a maioria dos votos favoráveis ao governo, como na reforma tributária, quando contribuiu com 40 votos, e na aprovação do novo arcabouço fiscal, com 39 votos. Contudo, membros da cúpula do PP dizem que a sigla jamais será base de Lula como foi nas gestões anteriores e prometem analisar as votações caso a caso.

  Publicado em: Política

ANJ vê ‘métodos de intimidação’ de ‘regimes autocráticos’ em ataques orquestrados contra o Estadão

Publicado em   21/nov/2023
por  Caio Hostilio

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestou “repúdio e preocupação” com os ataques sofridos pelo Estadão e seus profissionais, desde de que o jornal passou a publicar reportagens que revelam o acesso da mulher do chefe do Comando Vermelho no Amazonas a gabinetes do Ministério da Justiça. Em nota divulgada nesta segunda-feira, 20, a entidade se junta a profissionais de diferentes áreas, que também criticaram as tentativas de intimidação insufladas por líderes partidários, membros e apoiadores do governo e influenciadores.

“O uso de métodos de intimidação contra veículos e jornalistas não se coaduna com valores democráticos e demonstra um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa. Também evidencia uma prática característica de regimes autocráticos de, com o apoio de dirigentes políticos, sites e influenciadores governistas, tentar desviar o foco de reportagens incômodas por meio de ataques contra quem as apura e divulga”, diz a nota da Associação. (leia a íntegra no fim da reportagem)

O ministro da Justiça, Flavio Dino, em audiência na Câmara dos Deputados Foto: ESTADAO

O ministro da Justiça, Flavio Dino, em audiência na Câmara dos Deputados 
  • Ministério da Justiça recebeu mulher de líder do Comando Vermelho para duas reuniões© Fornecido por Estadão
    Ministério da Justiça recebeu mulher de líder do Comando Vermelho para reuniões
  • ANJ vê ‘métodos de intimidação’ de ‘regimes autocráticos’ em ataques orquestrados contra o Estadão

    ANJ vê ‘métodos de intimidação’ de ‘regimes autocráticos’ em ataques orquestrados contra o Estadão© Fornecido por Estadão
    Ministério deu andamento a pedidos de ONG financiada pelo Comando Vermelho

    Quem é Luciane Barbosa, a ‘dama do tráfico’ recebida por quatro assessores de Flávio Dino

    Quem é Luciane Barbosa, a ‘dama do tráfico’ recebida por quatro assessores de Flávio Dino© Fornecido por Estadão
    Ex-deputada do PSOL recebida no MJ recebeu dinheiro do Comando Vermelho

Os ataques foram amplificados no último domingo, a partir de postagens no X (ex-Twitter) da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e do ministro da Justiça, Flávio Dino. Ambos faziam menção a matéria de um site simpático ao governo Lula, com informações falsas sobre o processo de produção das reportagens pelo Estadão.

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann Foto: Adriano Machado/Reuters

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann Foto: Adriano Machado/Reuters© Fornecido por Estadão

Pouco depois, o youtuber Felipe Neto direcionou os ataques a Andreza Matais, editora-executiva de Política e chefe da sucursal do Estadão em Brasília. Em menos de duas horas, Neto apagou o post em que expunha a imagem da jornalista. Publicou outro, que tinha apenas o jornal como alvo. Nesta segunda-feira, o influenciador pediu desculpas por “expor sua foto ou incentivar qualquer tipo de perseguição contra ela”. Contudo, reiterou críticas à conduta da profissional e ao jornal.

“Esperava-se que a prática de destruir reputações em vez de debater os argumentos tivesse sido interrompida depois da última eleição. Infelizmente, isso não ocorreu. A melhor maneira de lidar com as divergências é com mais liberdade de imprensa, não menos. Preocupa a perseguição de pessoas em vez do debate sobre as ideias e os fatos”, disse o economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper e ex-Secretário de Política Econômica do primeiro governo Lula. Lisboa procurou o Estadão para prestar solidariedade ao jornal e a Andreza.

O influenciador Felipe Neto Foto: Divulgação Play9

O influenciador Felipe Neto Foto: Divulgação Play9© Fornecido por Estadão

“Remontam o ‘gabinete do ódio’ e reclamam de ‘falsa simetria’. O que estão fazendo contra Andreza Matais é uma vergonha”, postou no X o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

Políticos de diferentes partidos também se manifestaram nas redes sociais.

“Minha solidariedade à jornalista Andreza Matais, alvo de ataques nefastos que devem ser condenados por todos que defendem a liberdade de imprensa e a democracia”, escreveu o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

“Os ataques do governo do PT e de seus aliados ao Estadão e aos seus jornalistas, pelas matérias sobre a ‘Dama do Tráfico’, apenas confirmam o viés autoritário do partido. Convive mal com o contraditório”, postou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

“Matéria do Estadão mostra o lobby do crime organizado em agendas oficiais em dois Ministérios, com passagem e estadia pagas pelo governo. Qual foi a reação do PT? Atacar a jornalista”, publicou o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro.

Ministério da Justiça admitiu erro e mudou procedimento para reuniões

Estadão revelou que Luciane Barbosa Farias teve acesso ao Ministério da Justiça no dia 13 de novembro. Casada há 11 anos com Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas, líder do Comando Vermelho no Amazonas, a “dama do tráfico” esteve pela primeira vez no Palácio da Justiça no dia 19 de março, em uma reunião com Elias Vaz, secretário Nacional de Assuntos Legislativos. Ela voltou dia 2 de maio, para reunião com Rafael Velasco Brandani, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Procurado antes da publicação da primeira reportagem, o ministério chefiado por Flávio Dino confirmou a presença de Luciane na comitiva para ambas as reuniões, mas afirmou que era “impossível” o setor de inteligência detectar previamente a presença dela.

Responsável por pedir as duas reuniões, a advogada Janira Rocha, ex-deputada pelo PSOL do Rio de Janeiro, recebeu três depósitos bancários do “contador” do Comando Vermelho do Amazonas, segundo investigação da Polícia Civil amazonense. As transferências ocorreram dias antes da primeira reunião. É o nome de Janira que consta na agenda do ministério em ambos os encontros.

Já com a matéria no ar, diante da repercussão do caso, Vaz assumiu para si a culpa pela entrada da “dama do tráfico” no Ministério. “Se teve algum erro, esse erro foi de minha parte por não ter feito uma verificação mais profunda das pessoas que eu iria receber”, disse o secretário.

  • ANJ vê ‘métodos de intimidação’ de ‘regimes autocráticos’ em ataques orquestrados contra o Estadão

    ANJ vê ‘métodos de intimidação’ de ‘regimes autocráticos’ em ataques orquestrados contra o Estadão© Fornecido por Estadão
    Secretário blinda Dino e assume responsabilidade por agenda com ‘dama do tráfico’

No mesmo dia, o ministério elaborou portaria alterando as regras de acesso à pasta. As novas normas exigem: envio de nome e CPF dos participantes de reunião ou audiência com antecedência mínima de 48 horas; reuniões ou audiência devem ser solicitadas por e-mail para fim de avaliação; todo visitante deve ser atendido na recepção do Palácio da Justiça ou dos anexos para identificação e orientação.

Além do Ministério da Justiça, Luciane esteve na Câmara dos Deputados e no Conselho Nacional de Justiça. No início de novembro, participou de evento em Brasília sobre prevenção e combate à tortura com passagens e diárias custeadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Estadão ainda revelou inconsistência em outra justificativa apresentada pelo Ministério da Justiça. A pasta disse que não tinha dado andamento às demandas de Luciane em nome da ONG “Instituto Liberdade do Amazonas”, da qual é presidente. O sistema do Ministério da Justiça, contudo, indica que o pleito da entidade tramitou durante dois meses e meio pela pasta.

Investigação da Polícia Civil do Amazonas mostra que a ONG presidida por Luciane teve despesas pagas pelo Comando Vermelho em fevereiro, um mês antes da primeira visita dela ao MJ.

“A reação furiosa orquestrada nas redes sociais contra jornalistas do Estadão em nada diminui a qualidade da apuração da reportagem sobre as intimidades da dama do tráfico com altos funcionários públicos. Ela mostra apenas a incapacidade de certos setores de conviver com o jornalismo independente”, afirmou o diretor executivo de jornalismo do Grupo Estado, Eurípedes Alcântara.

Leia a íntegra da nota da ANJ

“A ANJ acompanha com preocupação e manifesta seu repúdio às tentativas de intimidação contra O Estado de S. Paulo e sua editora de Política, Andreza Matais, depois de o jornal ter divulgado o acesso da mulher de um líder do crime organizado no Amazonas a gabinetes do Ministério da Justiça.

O uso de métodos de intimidação contra veículos e jornalistas não se coaduna com valores democráticos e demonstra um flagrante desrespeito à liberdade de imprensa. Também evidencia uma prática característica de regimes autocráticos de, com o apoio de dirigentes políticos, sites e influenciadores governistas, tentar desviar o foco de reportagens incômodas por meio de ataques contra quem as apura e divulga.

A ANJ espera que tais métodos de intimidação, sobretudo contra jornalistas mulheres já empregados no passado recente, cessem imediatamente, em nome do respeito à liberdade de imprensa e à livre atuação do jornalismo e dos veículos de comunicação.

Brasília, 20 de novembro de 2023.

Associação Nacional de Jornais – ANJ”

Por Estadão

  Publicado em: Política

Lulistas atacam jornalista do Estadão por expor visita de mulher de traficante ao Ministério da Justiça

Publicado em   20/nov/2023
por  Caio Hostilio

Após a divulgação de uma matéria pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre a visita da esposa de um líder da facção criminosa Comando Vermelho ao Ministério da Justiça, apoiadores do governo Lula iniciaram uma série de ataques nas redes sociais contra a jornalista Andreza Matais, autora da reportagem.
Entre os que proferiram ofensas contra a jornalista estão os deputados federais Ivan Valente (PSOL-SP), Nilto Tatto (PT-SP) e Rubens Pereira Jr (PT-MA), além do influenciador Felipe Neto. Este último chegou a chamar a jornalista de “dama das fake news”, mas apagou o post e se retratou.

A onda de ataques teve origem a partir de um texto veiculado no site da Revista Fórum, alinhada ao grupo lulista, no qual alegava-se que colaboradores do Estadão teriam apresentado uma denúncia contra Andreza no Ministério Público do Trabalho, alegando uma suposta pressão para associar, em uma reportagem, o ministro da Justiça, Flávio Dino, à esposa de um líder do tráfico de drogas.

O texto da Fórum, no entanto, não mencionava nomes dos supostos denunciantes nem provas, apenas prints com o relato da suposta acusação. A jornalista afirma que se trata de uma denúncia falsa e que o departamento jurídico do jornal foi acionado.

O diretor-executivo de jornalismo do Grupo Estado, Eurípedes Alcântara, disse que “a reação furiosa orquestrada nas redes sociais contra jornalistas do Estadão em nada diminui a qualidade da apuração da reportagem sobre as intimidades da dama do tráfico com altos funcionários públicos”.

“Ela [onda de ataques] mostra apenas a incapacidade de certos setores de conviver com o jornalismo independente”, completou Eurípedes.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também endossou as acusações contra Andreza, escrevendo em seu perfil no Twitter que se tratava de uma “gravíssima denúncia”. Ela também fez menção à rádio Eldorado, do mesmo grupo que publica o jornal, ao dizer que “o conteúdo mentiroso contra o ministro foi turbinado e divulgado também pela rádio”.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, também fez uma postagem no Twitter sem citar a jornalista, mas em tom de endosso às supostas acusações. Ele disse que leu reportagem “desmontando as vis difamações contra mim engendradas”, ainda que não se saiba de que forma teria ocorrido a suposta pressão contra os jornalistas.

  Publicado em: Política

Um governo que desmoraliza o País

Publicado em   20/nov/2023
por  Caio Hostilio

Reação de Lula ao caso das reuniões no Ministério da Justiça com a mulher de um chefão do tráfico mostra que a prioridade não é a segurança pública, e sim defender o companheiro Dino

É estarrecedor. O Estadão revelou que pessoas muito próximas a uma facção criminosa fizeram reuniões no Ministério da Justiça e Segurança Pública e, em vez de tomar as atitudes necessárias para traçar uma linha clara entre governo e crime organizado, o presidente Lula da Silva veio a público prestar solidariedade ao ministro da Justiça, Flávio Dino, que estaria sendo “alvo de absurdos ataques artificialmente plantados”.

Ao contrário do que disse Lula da Silva, a questão não é se o ministro da Justiça encontrou-se pessoalmente com Luciane Barbosa Farias, mulher de um dos líderes do Comando Vermelho no Amazonas e ela própria com contas a acertar na Justiça. Até agora, não há nada indicando que esse encontro ocorreu. O problema é outro, muito mais grave.

O crime organizado atua à luz do dia para se aproximar da política e interferir nela, e o governo do PT parece considerar tudo isso normal. Sua preocupação não é investigar o caso, tampouco atuar para que a administração pública federal fique menos exposta às investidas políticas das facções criminosas. A prioridade petista é defender o companheiro Dino, que estaria sendo injustamente atacado.

Com isso, Lula da Silva reitera o padrão de comportamento adotado até agora na área da segurança pública. Não entendeu a gravidade do problema. Não se preocupa com a população, que sente diariamente os efeitos e todas as sombras que a criminalidade gera sobre a vida em sociedade. Não tem nenhum plano concreto para prevenir os crimes e enfrentar os criminosos. Sua atenção está voltada exclusivamente para as eventuais consequências políticas do escândalo da participação da mulher do traficante “Tio Patinhas” em reuniões do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Trata-se da mesma irresponsabilidade que se viu na recente operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos portos e aeroportos para combater o tráfico de drogas e de armas. Diante de um problema gravíssimo, que exige estratégia, planejamento e coordenação, o governo federal optou por mais uma pirotecnia militar populista, de curto prazo e sabidamente ineficaz (ver editorial Uma GLO que é a cara deste governo, dia 3/11).

Governar é muito mais do que agir guiado por cálculos político-eleitorais. Exige um mínimo de comprometimento com o interesse público. No entanto, diante da revelação de que as facções criminosas de algum modo têm acesso à alta cúpula da administração federal, Lula da Silva optou por cuidar do interesse do seu ministro que, coitado, não estava sabendo das tais reuniões.

O governo do PT zela por si e apenas por si. E o faz de forma coordenada. Horas depois de Lula prestar solidariedade ao companheiro Dino, o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, veio a público defendê-lo. Para Silvio Almeida, o problema não é a atuação cada vez mais audaciosa do crime organizado, mas os “ataques difamatórios” que “têm como alvo central o corajoso trabalho” do ministro da Justiça.

Haja empáfia. Em vez de esclarecer o que houve, Silvio Almeida acusou “a tentativa generalizada, por parte de extremistas de direita, de a todo momento fabricar escândalos e minar a reconstrução da política de direitos humanos”. Eis o modus operandi petista. Acham-se superiores mesmo quando seus erros são expostos. Em vez de prestarem as informações ao público e admitirem o erro, atacam genericamente, sem nenhuma prova, politizando infantilmente a questão.

Não há reconstrução possível do País onde imperam a irresponsabilidade e a desfaçatez. É mais que hora de Lula da Silva descer do palanque e governar com seriedade, o que envolve admitir os erros e, principalmente, cuidar dos interesses da população. É fácil – e gera engajamento nas redes sociais – culpar os “próceres da extrema direita brasileira”, como fez Silvio Almeida, pelo escândalo das reuniões. Difícil é enfrentar as causas do problema.

O mínimo que o governo poderia fazer seria afastar ou ao menos advertir os secretários envolvidos no caso. Mas o sr. Dino já descartou essa possibilidade, dizendo que, se o fizesse, estaria se “desmoralizando”. Conclui-se que ele preferiu desmoralizar o País.

Editorial do Estadão 

  Publicado em: Política

Argentina opta pela ruptura com a desgraceira que afundou o país: Milei vence a Presidência

Publicado em   20/nov/2023
por  Caio Hostilio

Regularmente comparado a Bolsonaro e Trump, ultraliberal Milei liderou bem-sucedida campanha antissistema com propostas de redução drástica do Estado, mas também levantou temores de virada autoritária no país.

Fenômeno dessas eleições, Milei, da coalizão partidária personalista A Liberdade Avança, é um economista com pouca experiência política

Em meio a uma severa crise econômica, os eleitores da Argentina optaram neste domingo (19/11) pela ruptura. Com um discurso antissistema e propostas radicais para economia, o ultraliberal populista Javier Milei conquistou a Presidência, marcando uma reviravolta profunda no cenário político argentino.
Com 87,59% das urnas apuradas, Milei havia somado 55,95% neste segundo turno, contra 44,04% de Sergio Massa, o candidato governista neste pleito e atual ministro da Economia, que no final não conseguiu contornar a insatisfação dos argentinos com a crise e a inflação fora de controle.

Massa reconheceu a derrota para Milei antes mesmo da divulgação dos primeiros resultados da votação.

“Javier Milei é o presidente eleito pela maioria dos argentinos para os próximos quatro anos”, afirmou Massa. “Foi uma campanha muito longa e difícil, com conotações duras e espero que o respeito por quem pensa diferente seja estabelecido na Argentina.”

O novo presidente tomará posse em 10 de dezembro, no aniversário de 40 anos do fim da última ditadura militar.

Como Milei conquistou a Presidência

Num cenário de profunda crise econômica, o ultraliberal Milei, da coalização A Liberdade Avança, um economista com pouca experiência política e que foi eleito deputado pela primeira vez em 2021, acabou se tornando o principal beneficiário da insatisfação da população com o governo do presidente peronista Alberto Fernández, aliado de Massa.

Com uma mensagem “antisssistema” que incluiu ataques contra a classe política tradicional do país – especialmente o peronismo – e a defesa de um plano de redução drástica do Estado e de dolarização total da economia, Milei, de 53 anos, já havia conquistado no primeiro turno, em outubro, 30% dos votos, ficando em segundo lugar.

“Propomos a reforma do Estado, desregulamentar a economia, fazer privatizações e fechar o Banco Central. Se me deixarem, em 15 anos a Argentina pode alcançar níveis de vida como a Itália e a França, se me derem 20 anos, a Alemanha, e se me derem 30, os Estados Unidos. A Argentina está em decadência. Se continuarmos assim, em 50 anos seremos a maior favela do mundo”, disse Milei, durante um debate no primeiro turno.

Aparições de campanha de Milei foram marcadas por gestos teatrais, como empunhar uma motosserra e puxar coros de xingamentos contra adversários.

No segundo turno, moderou um pouco o tom das suas propostas disruptivas para a economia e recebeu o apoio de conservadores tradicionais do país, como o ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019) e da ex-ministra e candidata derrotada à Presidência Patricia Bullrich, que terminou em terceiro lugar na primeira rodada. No final, como atestaram os resultados, o apoio da direita tradicional acabou se revelando decisivo para a vitória do ultraliberal Milei. “Quando a pátria está em perigo, tudo é permitido”, disse Bullrich ao anunciar seu apoio a Milei no final de outubro, usando uma frase atribuída a José de San Martín, militar e estadista argentino do século 19.

“Ele [Milei] não é um líder, é um sintoma” da sociedade argentina, analisou o ex-ministro da Economia Domingo Cavallo. “Ele é um grande comunicador que serviu como um canalizador para todos aqueles insatisfeitos com a democracia, a política e a economia”, resumiu Juan Luis González, autor de uma biografia crítica de Milei, chamada El Loco (O louco), ao jornal La Nación.

Sombra sobre a democracia argentina

Ao longo da campanha, Milei também despertou temor em outras fatias do eleitorado, não apenas por suas propostas para a economia, mas também por questionamentos sobre seu comprometimento com a democracia.

Em sua campanha à Casa Rosada, o ultraliberal se associou a apologistas da última ditadura militar (1976-1983) — sua vice, Victoria Villarruel, já defendeu o fechamento de um museu que relembra as matanças do regime e nesta semana afirmou que a Argentina só sairá da crise com “uma tirania”.

Em um dos debates da campanha, Milei ainda questionou o número de mortos durante a ditadura.

Para o biógrafo de Milei, o discurso da dupla Milei-Villarruel representa um risco concreto. “A democracia já está ameaçada na Argentina. O perigo é real”, disse González.

Durante a campanha, Milei também emulou o americano Donald Trump e o brasileiro Jair Bolsonaro, lançando, sem provas, acusações de “fraude” contra o sistema eleitoral.

Novo presidente tomará posse em cenário de crise

Em crise perpétua há décadas, a Argentina, a terceira maior economia da América Latina, chegou ao pleito deste domingo em um cenário econômico degradado, que levou o atual presidente Alberto Fernández a desistir de concorrer à reeleição.

O dólar disparou nas últimas semanas, reforçando a agonia do peso argentino. Já a inflação anual na Argentina subiu para 142% em outubro – um recorde em mais de 30 anos. Hoje, na América do Sul, a inflação argentina só é superada pela da Venezuela, que vive uma crise humanitária. Para piorar, a vitória de Milei nas primárias, em agosto, fez o valor do dólar paralelo disparar em 11%, diante do temor de um cenário de instabilidade política. É provável que a vitória de Milei mande novos sinais de turbulência nos mercados na próxima semana.

Os argentinos também estão lutando para sobreviver, com cerca de 40% da população vivendo na pobreza. A taxa de desemprego é de 6,2%, praticamente a mesma de uma década atrás.

Analistas apontam que o próximo presidente, que tomará posse em dezembro, terá dificuldades para encontrar uma solução rápida para os atuais problemas, que têm raízes em décadas de má administração governamental.

Nas últimas oito décadas, o país experimentou apenas quinze anos de inflação abaixo de dois dígitos. A dívida e o déficit fiscal também têm sido a norma na Argentina. Entre 1961 e 2022, houve apenas seis anos com superávit fiscal nas contas do país.

  Publicado em: Política

Paulo Victor destaca desempenho da Câmara de São Luís

Publicado em   20/nov/2023
por  Caio Hostilio

O presidente da Câmara de São Luís, Paulo Victor (PSDB), comentou e comemorou o desempenho do legislativo da capital maranhense, principalmente no aspecto de zerar as prestações de contas da Prefeitura de São Luís.

Durante a atual gestão, foram apreciadas cerca de 20 prestações, de diversas gestões, variando de 1990 a 2019.

“Nossa gestão à frente da Câmara de São Luís tem a marca da eficiência legislativa como um dos mais importantes pilares. Um trabalho que, muitas vezes, não é tão evidente, mas que faz a cidade caminhar, sobretudo, com muita transparência e responsabilidade quando o assunto é a fiscalização dos gastos de dinheiro público”, ressaltou.

No início deste mês, os vereadores apreciaram prestações de contas, de três prefeitos diferentes: Tadeu Palácio (02), João Castelo (02) e Edivaldo Júnior (06).

Por Jorge Aragão 

  Publicado em: Política

Clima louco: após calorão, Brasil entra em alerta para tempestades

Publicado em   17/nov/2023
por  Caio Hostilio

O calor começa a dar trégua no fim de semana, mas o Inmet emitiu alerta de “perigo potencial” para tempestade em sete estados e no DF

Pessoas se protegem da chuva na Rodoviária do Plano Piloto - Metrópoles

Após o ápice da onda de calor nesta semana, que fez a temperatura bater recordes em vários estados, o Brasil se prepara agora para a chegada de fortes chuvas nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de “perigo potencial” para tempestades em sete estados – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná – e no Distrito Federal.

Segundo o Climatempo, os temporais persistirão no Sul e se estenderão para outras regiões ao longo desta sexta-feira (17/11) e durante o fim de semana.

Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que já vêm enfrentando elevados acumulados de chuvas, estão em alerta de “grande perigo” devido às tempestades. A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu alerta para risco de alagamentos e deslizamentos por causa dos temporais.

Os termômetros atingindo marcas recordes na última semana são atribuídos à quarta onda de calor do ano, intensificada por um El Niño considerado atípico e pelos efeitos do aquecimento global.

Com a gradual entrada de umidade no país, um sistema propício ao desenvolvimento de tempestades se formou.

Continue lendo aqui

  Publicado em: Política

Contatos

hostiliocaio@hotmail.com

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Busca no Blog

Arquivos

Arquivos

Arquivos