Ele foi o autor do disparo que matou o empresário João Bosco Sobrinho em São Luís (MA), em agosto de 2022, é Gilbson César Soares Cutrim Júnior (conhecido como Gilbson Júnior). O homicídio, ocorrido no Edifício Tech Office.Publicado em: Política
Afinal, que está instruindo esse tal Gilbson Cutrim?
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Ele foi o autor do disparo que matou o empresário João Bosco Sobrinho em São Luís (MA), em agosto de 2022, é Gilbson César Soares Cutrim Júnior (conhecido como Gilbson Júnior). O homicídio, ocorrido no Edifício Tech Office.Publicado em: Política
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Juiz britânico considerou “altamente incomum” ato de Dias Toffoli de anular acordo que compartilhava dados com Reino Unido e manteve o confisco de 7,3 milhões de libras (R$ 51 milhões) de ex-engenheiro da Petrobras acusado de corrupçãoSurgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.
O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:
“Vale observar que esta situação –na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido– é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.
O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.
A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.
O Tribunal da Coroa Britânica de Southwark começou a analisar o recurso de Miranda contra o confisco em setembro de 2025. O caso ficou parado até maio de 2026 para permitir que o Serious Fraud Office e o ex-engenheiro da Petrobras realizassem “diligências adicionais” junto às autoridades brasileiras.
A movimentação do processo em maio se deu depois de uma decisão, em março de 2026, do ministro Dias Toffoli, que anulou a decisão de enviar ao Reino Unido as provas contra o ex-funcionário da Petrobras.
As irregularidades imputadas a Mario Ildeu de Miranda foram reveladas durante a operação Lava Jato, que envolveu diversos funcionários públicos da estatal de energia Petrobras. Em um caso de grande repercussão decorrente da investigação, a empreiteira Odebrecht concordou, em 2016, em pagar mais de US$ 3 bilhões para encerrar investigações no Brasil, nos EUA e na Suíça relacionadas a propinas pagas a funcionários da Petrobras e de outras empresas e órgãos estatais.
Ao Poder360, o advogado Figueiredo Basto, que representa a defesa de Mário Ildeu de Miranda na Lava Jato, declarou que não pretende se manifestar neste momento sobre o caso que corre na Justiça inglesa.
Uma série de decisões do STF levou ao fim da Lava Jato e à anulação de provas e revogação de condenações. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos beneficiados das interpretações do Supremo –que basicamente considerou que o então juiz federal que comandou a investigação, Sergio Moro, não poderia, no foro de Curitiba (PR), ter conduzido os processos. Em março de 2024, a operação completaria 10 anos, só que já estava enterrada. O ministro do STF Gilmar Mendes disse na ocasião que “a Lava Jato terminou como uma organização criminosa”.
A decisão da Justiça britânica sobre Mario Ildeu de Miranda analisou o despacho de Dias Toffoli de março de 2026 em petição sob segredo de justiça. Na ocasião, o ministro anulou uma decisão de 2021 do tribunal federal de Curitiba que autorizava a transferência de uma “cópia integral” do processo criminal local contra o ex-engenheiro da Petrobras para o SFO. Toffoli entendeu que o tribunal de Curitiba –que havia condenado Miranda por lavagem de dinheiro em 2019– não tinha competência jurisdicional para autorizar a transferência, conforme consta na decisão de Londres.
Para o juiz Weekes, a decisão de Toffoli de março de 2026 não vincula os tribunais ingleses. Dessa forma, o SFO poderá continuar utilizando as provas, que foram fornecidas “de boa-fé” e em conformidade com tratados internacionais de assistência jurídica mútua. Weekes diz que as “consequências diplomáticas” da decisão seriam uma questão a ser tratada pelos governos dos respectivos países, e não pelos seus juízes.
“Embora possa haver consequências diplomáticas para o governo do Reino Unido decorrentes da atitude do SFO, trata-se –ou provavelmente trata-se– de questões de política não sujeitas à apreciação judicial, envolvendo as altas partes contratantes, sobre as quais este tribunal não pode, nem deve tentar, deliberar”, escreveu o juiz Weekes.
DIAS TOFFOLI
O ministro do STF foi o autor de uma série de decisões que anularam provas e condenações da Lava Jato. Eis algumas:
Publicado em: Política
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS

O presidente da República visitou o Amapá para ver de perto o local onde a Petrobras descobriu indícios de petróleo na Foz do Rio Amazonas. A seu lado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que até há poucos dias estava rompido com Lula, mas se acertou com ele após um encontro de reconciliação promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas, advertem seus assessores, fez a viagem não na qualidade de candidato à reeleição, mas com o chapéu (literalmente) de presidente.
Mas o que um ministro do STF tem a ver com a relação entre o presidente da República e o presidente do Senado, perguntará o arguto leitor ou leitora. Pois é, nada. Há muito tempo se discute a participação do presidente do Supremo nos acordos políticos entre os três Poderes. Sempre que estivemos em situações críticas, já aconteceram vários dos chamados “pactos federativos”, e sempre se colocou em dúvida se o presidente do Supremo deveria fazer esse tipo de acordo. É presidente de um dos Poderes da República, é certo, mas também julga os crimes dos que têm o chamado “foro privilegiado”. Pactos têm natureza política, e os juízes não deveriam fazer acordos políticos.
É difícil explicar uma atuação desse tipo. Hoje em dia, o STF virou um player político, instituição onde se tomam decisões fundamentais para o país. Participar de acordos políticos, ou opinar sobre questões políticas, indica uma vontade de ser mais um elemento nessa transação política que não devia ser objetivo de ministros, ou do próprio STF. Com o gesto de intermediação, Moraes dá a impressão de que toma partido da campanha de Lula, isso depois de o presidente-candidato tê-lo convidado para tomar “um cafezinho”. É difícil armar um sistema democrático em que freios e contrapesos se contraponham para equilibrar a relação entre os Poderes, se um deles adere a outro e passa a ser intermediário de acordos.
Essa não é uma discussão nova. O então ministro Luís Roberto Barroso já havia proposto, numa discussão sobre o tema numa reunião plenária transmitida pela televisão, que o STF se limitasse a ser um guardião constitucional, de análise da Constituição, e que os casos de crimes de pessoas que tenham foro privilegiado fossem levados a um outro tribunal a ser criado. Houve uma reação muito grande dos ministros, dizendo que esse novo tribunal seria mais importante do que o STF, numa admissão velada de que julgar crimes políticos dá a eles um poder de que não querem abrir mão.
Publicado em: Política
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
É de causar espécie, visto que vale vários questionamentos sobre isso:
Vale ressaltar que um ministro do STF, agindo de forma monocrática (unilateral), não possui competência originária comum para processar e julgar governadores de Estado em crimes comuns ou de responsabilidade — função que cabe primariamente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou à Assembleia Legislativa, respectivamente. No entanto, medidas cautelares excepcionais envolvendo chefes do Executivo podem passar pelo Supremo dependendo do contexto constitucional, gerando debates recorrentes sobre a necessidade de referendo do plenário.
Logo, o foro por prerrogativa de função para crimes comuns cometidos por governadores é o STJ, e não o STF.
Há forte controvérsia jurídica e pedidos de restrição no próprio Supremo para impedir que mandatos de autoridades eletivas sejam suspensos por meio de decisões individuais (“canetadas”) sem o crivo de um colegiado.
Em situações extremas e atípicas (como no afastamento do governador do Distrito Federal em 2023), ministros do STF adotaram medidas cautelares com base no Código de Processo Penal, mas tais decisões de urgência precisam ser submetidas rapidamente para referendo do Plenário da Corte.
Portanto, não dá para acreditar que o ministro Flávio Dino atropelaria todas essas prerrogativas e decisões da Constituição e do próprio STF.
Publicado em: Política
Como Lulinha foi de monitor de zoológico a lobista milionário
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS

Em 2002, um ano antes de o pai tomar posse como presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva ganhava R$ 600 por mês como monitor no Zoológico de São Paulo. Lulinha não cuidava dos bichos, mas explicava para os visitantes o que o elefante come, por que o pescoço da girafa é grande, como a onça se camufla na mata. Até então, sua vida era marcada apenas pelos bichos e pela discrição, sem sinal de qualquer vocação para os negócios.
Hoje, aos 51 anos, o filho mais velho de Lula voltou a ser investigado pela Polícia Federal. Fábio já esteve na mira da Lava Jato por causa de suas empresas e agora reaparece numa história que envolve uma lobista, viagens internacionais bancadas por terceiros e gente com acesso direto ao presidente.
O salto do zoológico para o mundo do dinheiro e do poder em pouco mais de 20 anos já seria, por si só, um percurso digno de atenção. Mas há outro detalhe interessante nessa trajetória: Fábio Luís, que nunca deu uma entrevista de verdade, talvez seja a figura mais citada e menos ouvida da era lulista.
Quem fala por Lulinha são sempre os outros (a mãe, os amigos, os advogados, o próprio pai). A blindagem, ao que tudo indica, começa justamente aí: fazendo com que ele próprio apareça o mínimo possível.
Lulinha nasceu em São Bernardo do Campo, em março de 1975 — um mês antes de o pai assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos. Quando Lula foi preso pela primeira vez, em 1980, enquanto liderava uma greve de 41 dias no ABC, ele tinha apenas cinco anos.
Foi nessa fase que Fábio fez a amizade mais duradoura de sua vida: com Fernando e Kalil Bittar, filhos de Jacó Bittar, “companheiro de luta” de Lula. Décadas depois, os três se tornariam sócios e, mais tarde, apareceriam em investigações criminais.
Biograficamente falando, Lulinha quase não existe antes dos 30 anos. Sabe-se apenas da infância num ambiente de política e sindicalismo, da formação em Biologia pela Unip (Universidade Paulista) e de algum interesse por videogames e internet. Isso mudaria a partir de 2003.
Naquele ano, os irmãos Bittar, que já tinham experiência em publicidade, convidaram Fábio para fundar uma companhia de entretenimento, a Gamecorp. Em 2005, a Telemar (futura Oi) investiu R$ 5 milhões no negócio — graças, é claro, ao talento incomum de Lulinha, que por acaso era filho do presidente da República.
Quem descreveu como esse dinheiro circulava foi Marco Aurélio Vitale, ex-diretor comercial do grupo de Suassuna. Segundo ele, essas empresas “conseguiam um tratamento que não existia dentro da operadora”. Em resumo, os projetos eram aprovados diretamente pela presidência da Oi, sem análise comercial.
“O importante era a entrada de dinheiro”, disse Vitale, completando que a sociedade com Fábio funcionava como “uma fachada necessária para que todos realizassem seus negócios através da ligação familiar”.
O cerco à Gamecorp se apertou no fim de 2019, quando a Lava Jato deflagrou a Operação Mapa da Mina, que investigou R$ 132 milhões repassados pela Oi e pela Vivo às empresas ligadas a Lulinha e seus sócios. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão de Fábio Luís, mas a Justiça negou o pedido.
As investigações, porém, não terminaram com a venda da empresa. Em janeiro de 2022, a Justiça Federal em São Paulo determinou o arquivamento do caso após o STF questionar a atuação de Sergio Moro no processo e considerar que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era a instância competente para julgá-lo.
As provas obtidas a partir das quebras de sigilo e das buscas foram anuladas, e o Ministério Público Federal concluiu que não havia elementos válidos para sustentar uma denúncia. Não houve condenação.
O episódio da venda da participação de Lulinha na Gamecorp ainda guarda um elemento “histórico”: uma carta que ele escreveu para os funcionários e pode ser considerada o registro mais próximo de Fábio “falando por si”.
Lulinha também se coloca como injustiçado: “Não conheço um negócio que tenha sido tão vasculhado, por tanto tempo”. E exagera no tratamento que recebeu da imprensa (“Apesar do massacre, nunca conseguiram demonstrar qualquer irregularidade”).
Ele termina a carta num tom de modéstia calculada, lembrando que, mesmo depois de 16 anos à frente de uma empresa de tecnologia e entretenimento, ainda é um biólogo. “Meu lado biólogo manda eu seguir à risca as recomendações”, escreveu, referindo-se às regras sanitárias durante a pandemia de Covid-19.
Nas últimas duas décadas, Fábio também construiu uma rede no mundo jurídico. Um dos primeiros advogados de peso a defendê-lo foi Cristiano Zanin, que atuou no caso da Gamecorp e num episódio envolvendo boatos nas redes sociais. Quatro anos depois, Zanin assumiria a defesa de Lula na Lava Jato e, em 2023, chegaria ao STF.
Nos autos, porém, o atual advogado é Guilherme Suguimori, escolhido após uma articulação de Marco Aurélio de Carvalho. Formado pela USP, Suguimori tem um perfil considerado “discreto”, que pode ajudar a família presidencial a controlar a exposição das encrencas do filho.
Fora dos negócios e dos processos, Fábio sempre manteve uma vida cuidadosamente reservada. Casado com Renata Moreira e pai de dois filhos, ele morou, até 2012, num apartamento alugado no Jardins, região nobre da capital paulista. Segundo apurações da época, a mensalidade de R$ 12 mil era bancada por uma empresa ligada a Jonas Suassuna.
Depois, Lulinha se mudou para um condomínio de alta classe em Moema. O imóvel foi comprado por Suassuna por R$ 3 milhões e passou por uma reforma de R$ 1,6 milhão.
Segundo outra figura próxima de Fábio, o cacique petista Washington Quaquá, a nova vida na Espanha tem sido marcada por “condições espartanas” e “precárias”. “Ele não é um cara rico”, garante o vice-presidente nacional do partido e prefeito de Maricá (RJ).
Questionado sobre o suposto temperamento, digamos, retraído, de Fábio nos últimos 20 anos, Camilo Filho acabou entregando o jogo. “Ele tem uma assessoria jurídica que o orientou a não se manifestar”, disse o advogado ao canal do jornalista Luis Nassif do YouTube. Não se trata, portanto, de timidez, mas de estratégia.
A discrição de Lulinha também marca sua relação com os outros membros da família — ele tem dois irmãos biológicos (Sandro Luís e Luís Cláudio), um adotivo (Marcos Cláudio, filho do primeiro casamento de Marisa) e uma meia-irmã (Lurian, filha de Lula com Miriam Cordeiro).
O inquérito acabou arquivado em 2021 por falta de provas, depois que evidências obtidas na Lava Jato foram anuladas. Ainda assim, o caso mostra que a trajetória “empreendedora” de Lulinha não ficou só na Gamecorp.
Outro momento de exposição familiar ocorreu em 2016, quando um áudio de uma conversa de Fábio com a mãe, Marisa Letícia, foi interceptado pela Lava Jato e acabou vazado. Na gravação, Lulinha reclama da pressão sobre a família e Marisa reage irritada aos protestos contra Lula e os filhos, chamando os manifestantes de “coxinhas”.
O registro serve como uma amostra da relação entre os dois. O filho procura a mãe para desabafar e Marisa, como tantos outros personagens que cercam Fábio, parece estar ali também para blindá-lo.
Depois de alguns anos longe dos holofotes, Fábio voltou ao noticiário neste ano por causa de uma figura, no mínimo, peculiar: Roberta Luchsinger, lobista e amiga íntima de Lulinha e de sua mulher, Renata.
A relação é tão próxima que as duas chegaram a fazer tatuagens iguais, com a inscrição “BFF” (sigla em inglês para “melhores amigas para sempre”). Mas essa proximidade também foi motivo de confusão nos tribunais.
Em uma ação movida por uma ex-empregada de Roberta, os advogados se referiram a Lulinha ora como amigo, ora como marido da empresária. A petição ainda dizia que os dois haviam se mudado juntos para a Espanha.
O erro pode parecer banal, mas revela um detalhe intrigante: Fábio realmente frequentava a casa de Roberta em Brasília e, segundo áudios divulgados pela defesa da empregada, ele chegou a dormir no “quarto das crianças”.
Já a Polícia Federal suspeita que essa amizade também tem um lado menos desinteressado. Roberta pagava despesas de Lulinha em Brasília e bancava viagens internacionais. Além disso, foi ela quem o apresentou a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema de fraudes em aposentadorias.
A partir de Roberta, a investigação chegou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, chefe do gabinete pessoal de Lula até o último mês de julho. A PF identificou repasses de Roberta para ele. Marcola afirma que se tratava de um empréstimo já quitado.
Enfim, foi essa conexão — Lulinha, Roberta, o “Careca do INSS” e o homem responsável por controlar o acesso ao presidente — que colocou novamente o filho de Lula na mira da Polícia Federal.
Mais de vinte anos depois de deixar o zoológico, Fábio Luís continua sendo o filho que quase não fala (e sempre se safa). Ao contrário do pai, que fala até demais, Lulinha parece ter escolhido outro caminho para se proteger: silêncio, relações e proximidade.
Publicado em: Política
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Filho de Lula, Lulinha orientava lobista e participava de reuniões junto ao núcleo duro do Palácio do PlanaltoMensagens em posse da Polícia Federal e obtidas com exclusividade pela coluna revelam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, orientou a lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar do empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda. O empresário ganhou mais de R$ 80 milhões em contratos com o governo federal, especialmente durante o governo Lula.
Cleber Ribas é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente da República. Conforme revelou a coluna, o empresário pagou pelo menos R$ 150 mil a Roberta Luchsinger para “prospecção de clientes”.
As mensagens revelam que a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger vai além de uma simples amizade. O filho do presidente não somente sabia da atuação e dos interesses da lobista, como também a orientava e participava de reuniões junto ao núcleo duro do gabinete do presidente Lula.
No dia 24 de julho de 2023, Lulinha solicita a Roberta que ela convide Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para se dirigir à Praia do Forte, na Bahia. “Aqui todo mundo”, diz o filho do presidente. “Pronto, já falei com Fernando, com contador, com governador, com secretários, com todo mundo”, responde a lobista. Em seguida, Lulinha orienta a amiga a emitir uma nota fiscal para Cleber Ribas. “Emite a NF pro Cleber”, diz. “Já fiz”, responde Roberta. “Boaaaaa”, comemora Lulinha.
O relatório da Polícia Federal narra ainda que, dias depois, Cleber Ribas solicitou a Roberta uma reunião com Lulinha, em 31/5/2023. Em seguida, ele informa que Rodrigo Assumpção assumiu como novo presidente da Dataprev.
Os inquéritos contra Lulinha foram autorizados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Flávio Dino e investigam, entre outros pontos, a relação do filho do presidente com empresários e sua suposta atuação em órgãos do governo federal.
Em uma outra conversa revelada nesta segunda-feira (17/8) pela coluna, Roberta afirma que ela e Lulinha trabalham em um nível diferenciado e diz que o futuro deles é a Suíça. Na mesma ocasião, o filho do presidente da República menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.
Conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger revela que filho do presidente participava de reuniões com núcleo duro de LulaMarcola era um dos principais assessores de Lula, despachava na antessala do presidente e mantinha interlocução com integrantes do governo. Berger, por sua vez, foi quem abriu as portas do Ministério da Saúde para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, que enviou repasses que somam R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger. Em uma das transferências, o Careca afirmou a um interlocutor que o dinheiro era para “o filho do rapaz”.
Roberta Luchsinger, segundo a PF, pagava contas e dava presentes a Marcola. Mensagens obtidas pela coluna mostram que ela discutiu com o então assessor a compra de um par de solitários e um colar de diamantes. Segundo interlocutores da defesa de Marcola, as joias custaram R$ 9,2 mil e integravam um empréstimo de R$ 249 mil feito pelo ex-assessor com Roberta, posteriormente pago com juros e correção.
Roberta encaminha a Marcola colar e par de solitários de diamantesEm nota, a defesa de Lulinha informou que não irá comentar ou validar “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original, de origem e integridade não verificadas e cuja seleção descontextualizada pode ser manipulada para construir narrativas distorcidas da realidade.”
“Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria”, informaram os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho.
“A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso pleno aos dados obtidos pelas quebras de sigilo”, prosseguiram.
Procurada, a defesa de Cleber Ribas afirmou que não tem “como comentar supostas mensagens extraídas de arquivos aos quais não teve acesso integral, muito menos eventuais conversas mantidas por terceiros, sem a participação de Cleber Ribas”. “O que a defesa pode afirmar é que Fábio Luís Lula da Silva mantinha uma relação estritamente pessoal com Cleber Ribas, decorrente da amizade entre ambos, sem qualquer vínculo profissional ou comercial”, destacou.
A defesa de Cleber Ribas reiterou que “os contratos celebrados pela 3Structure com o governo federal foram firmados na mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja”.
Procurado, o advogado Roberto Podval, que assumiu a defesa de Roberta Luchsinger, informou que não vai comentar, em razão do sigilo do inquérito.
O pagamento feito pela 3Structure It à empresa de Roberta já havia sido identificado pela Polícia Federal. Segundo Cleber Ribas, a contratação da RL Consultoria ocorreu para a prestação de serviços de assessoria voltados à prospecção de clientes e à identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia.
A defesa do empresário afirma que a operação foi legítima, regularmente escriturada, contabilizada, tributada e documentada. Também sustenta que a contratação da consultoria não teve relação com os contratos da 3Structure It com o governo federal.
A 3 Structure It, criada em 2019 e sediada em Florianópolis, fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões. Ao menos cinco foram celebrados após processos licitatórios.
O maior contrato foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta contratou a 3Structure It para fornecer uma solução destinada à sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. O valor acumulado ultrapassa R$ 42 milhões.
Outro contrato foi firmado com a Telebras. A amiga de Lulinha mantinha influência na estatal, segundo mensagens analisadas pela coluna.
Roberta Luchsinger e Lulinha também aparecem nas investigações sobre a atuação de Antunes para tentar viabilizar negócios com o governo federal. O Careca do INSS buscava emplacar um contrato milionário para a compra de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde, iniciativa que acabou interrompida justamente pela deflagração da Operação Sem Desconto, que mira a chamada Farra do INSS.
Por Metrópoles
Publicado em: Política
Caxias: Gentil Neto levando conforto aos pacientes dos CAPS…
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Consciente dos serviços essenciais dos CAPS em Caxias, o prefeito Gentil Neto levou melhores condições de acomodação dos pacientes, com um mobiliário mais confortável e adequado ao serviço que oferece antendimento especializado em saúde mental. “Hoje foi dia de acompanhar de perto a entrega dos novos mobiliários para o CAPS III!
Mais estrutura, mais conforto e melhores condições para acolher quem precisa. Essa conquista é fruto da parceria entre a Prefeitura de Caxias e a UniFacema, fortalecendo cada vez mais a nossa rede de saúde.
Seguimos trabalhando para cuidar das pessoas e construir uma saúde pública cada vez mais humanizada!”, afirmou Gentil Neto.
Publicado em: Política
Publicado em 18/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Milhares de pessoas ocuparam a tradicional Rua Grande, em São Luís, na tarde desta segunda-feira (17), durante uma caminhada liderada por Orleans Brandão, candidato ao Governo do Maranhão pelo MDB. Ao lado do candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Júnior, Orleans percorreu o trecho entre a Praça João Lisboa, onde ocorreu a concentração, e a Praça Deodoro.
Durante o percurso, Orleans entrou em lojas, conversou com comerciantes e cumprimentou pedestres e trabalhadores. A mobilização reuniu apoiadores de diferentes regiões da capital e contou com a presença do senador Weverton Rocha, além de prefeitos, candidatos a deputados estaduais e federais, vereadores e lideranças políticas e comunitárias de várias regiões do estado.
Na Praça Deodoro, Orleans agradeceu a participação popular e destacou o crescimento de sua campanha no Maranhão. “Estou muito feliz com o carinho que estou recebendo em todo o estado, por estar andando pelo Maranhão e conversando com as pessoas. Tenho a certeza de que o povo abraçou esse projeto”, afirmou.
Ao falar sobre a parceria com Edivaldo Holanda Júnior, Orleans ressaltou a experiência administrativa do candidato a vice-governador e defendeu a retomada de um trabalho estruturado na capital e na Região Metropolitana.
“O Edivaldo não era o prefeito do TikTok, mas era o prefeito das realizações. Quero que ele seja meu coordenador não apenas de campanha, mas também de trabalho aqui em São Luís e em toda a região, para que a gente volte a fazer aquele trabalho que ele realizou à frente da prefeitura”, declarou.
Edivaldo também manifestou confiança na capacidade administrativa de Orleans e ressaltou o conhecimento do candidato sobre a realidade dos municípios maranhenses. “Orleans conhece de perto os problemas dos municípios e ajudou na solução de muitos deles. Hoje, ele tem a oportunidade de colocar seu nome à disposição do povo para governar o Maranhão”, frisou.
Ao final do ato, Orleans apontou a geração de emprego e renda e a ampliação das oportunidades como prioridades de uma eventual gestão. O candidato também defendeu a continuidade das ações realizadas no estado e o fortalecimento das políticas públicas direcionadas a São Luís.
“Estou pedindo, com muita humildade, uma oportunidade para continuarmos esse trabalho, seguirmos avançando e fazermos o governo das oportunidades, da geração de emprego e renda”, concluiu.
Publicado em: Política
Orleans Brandão inicia campanha com adesivaços, multidões nas ruas e forte adesão popular
Publicado em 17/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
O primeiro dia da campanha oficial de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão foi marcado por grandes mobilizações desde os primeiros minutos do domingo (16). Adesivaços, grandes caminhadas e forte participação popular deram o tom do novo momento da campanha eleitoral do emedebista.
Neste domingo (16), milhares de pessoas ocuparam as ruas em diferentes pontos do estado para manifestar apoio a Orleans Brandão e aos demais candidatos da coligação “Avanço por Todo Maranhão”, demonstrando entusiasmo e confiança no projeto político liderado pelo emedebista.
Logo nos primeiros minutos do dia, um grande adesivaço atraiu apoiadores interessados em adesivar carros, motos e outros veículos com o material da campanha.
O ponto alto da programação ocorreu em São Mateus, onde um grande arrastão com mais de 15 mil participantes marcou o lançamento oficial das candidaturas de Orleans e Edivaldo. Ao som dos jingles da campanha e com bandeiras nas mãos, a multidão percorreu toda a extensão da Avenida Pequi até a Praça Zé do Tancredo, transformando o ato em uma das maiores mobilizações políticas já realizadas no município.
Antes do ato de lançamento oficial, Orleans também esteve em Igarapé Grande, onde participou de um arrastão pelas ruas da cidade, acompanhado pelo ex-prefeito e candidato a deputado federal Erlanio Xavier e por uma multidão de apoiadores. Ainda no município, ele se reuniu com outras lideranças políticas locais, entre elas o ex-prefeito Breado e Paraibinha.
Na sequência, ele esteve em Joselândia. Na cidade, encontrou-se com o prefeito Raimundo Zuca durante a celebração do aniversário do gestor, que, na ocasião, reiterou seu apoio à candidatura de Orleans Brandão. Em seguida, o emedebista reuniu-se com o ex-prefeito Biné e Aroldo Garimpeiro, importantes lideranças do município, que também reforçaram a aliança política com o emedebista.
“Começamos esta campanha da melhor forma: ao lado do povo, ouvindo as pessoas e recebendo esse carinho que nos dá ainda mais força para seguir trabalhando. Vamos percorrer todo o Maranhão, levando nossas propostas e mostrando que temos disposição, experiência e compromisso para fazer o estado continuar avançando”, afirmou Orleans Brandão.
Em todas as mobilizações, Orleans recebeu manifestações espontâneas de apoio de moradores, comerciantes, jovens, trabalhadores e famílias inteiras. Além de acompanhar as caminhadas, muitos participantes abriram as portas de suas casas, foram às calçadas e registraram a passagem do candidato pelas ruas.
O envolvimento registrado já no primeiro dia mostra a capacidade de mobilização da coligação e o crescimento da candidatura de Orleans Brandão em todo o Estado. A estratégia para as próximas semanas será intensificar as agendas de rua, ampliar o diálogo direto com a população e apresentar propostas voltadas às principais necessidades dos municípios.
Publicado em: Política
Nota de defesa do governador Carlos Brandão…
Publicado em 17/ago/2026
por Caio Hostilio
COMENTÁRIOS
Na verdade, o Brasil vive um momento Sui generis, cujo STF faz estripulias para deixar de lado a Constituição Federal. Atualmente, não se sabe o quê não é permitido ao STF e quem de fato pode fazê-lo parar e passar a respeitar apenas suas prerrogativas.
Esses processos contra o ex-aliado do ministro Flávio Dino, que foi por duas vezes o seu vice-governador, e por conta de um ruptura de aliança com os agora dinistas, traz uma dúvida tremenda, exatamente por não saber se esses processos são de cunho político, já que seguem em sigilo de judicial, cujos advogados não têm acesso.
Soltam a conta gota alguns pedaços que dizem que foram averiguados pela PF, mas cadê o direito da ampla defesa?
A prisão domiciliar do ex-delegado da PT, Raimundo Cutrim, e o afastamento do Presidente do TCE/MA causam espécie, pois nenhum deles sabem os verdadeiros motivos que os levaram a essas ordenações . Sequer seus advogados sabem, pois não tem acesso aos processos.
A cada investida, fica evidente que o foco é o de afastar o governador Carlos Brandão e, com isso, jogar o governo do Estado ao vice-governador Felipe Camarão, que não deixar de declarar que é aliado do ministro Flávio Dino.
É como esse blog já se expressou: O STF jamais se declarar impedido ou quiçá tomar todo e qualquer processo de outra instância judicial, além de ministros não se declararem impedidos, mesmo sabendo de suas ligações umbilical com os inquéritos.
Publicado em: Política