Curiosidade: Estaria aí o problema das decisões confusas?

Publicado em   06/dez/2011
por  Caio Hostilio

Cerca de 80% dos juízes creditam lentidão da Justiça ao excesso de trabalho

Agência Brasil

Mais de 80% dos juízes que participaram de uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acreditam que o excesso de trabalho prejudica a tramitação dos processos em tempo razoável. O questionário, na página do CNJ na internet, foi respondido voluntariamente por 803 juízes, sendo que 645 respostas foram negativas (80,3%). A consulta teve o objetivo de saber se o volume de trabalho atribuído a cada profissional permite que os processos fossem concluídos no prazo previsto na legislação.
O levantamento também evidencia alto grau de insatisfação com a segurança, já que quase 80% dos magistrados classificaram o item como ruim ou péssimo. Para o diretor de Gestão Estratégica do CNJ, Fabiano de Andrade Lima, esse item deve ser analisado com cuidado. “Temos que aprofundar essa informação para checar se o assassinato da juíza Patrícia Accioli, ocorrido um mês antes da pesquisa, não pode ter influenciado na sensação de insegurança”.

A maioria dos participantes (94,8%) disse ser juiz de primeiro grau, sendo que 63,1% trabalham em unidades judiciais do interior e 41,5% estão na carreira há três anos e dez anos. As respostas vieram de 25 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (15,3%), Minas Gerais (14,2%) e Pernambuco (7,8%). Nenhum magistrado de Roraima ou do Amapá participou da pesquisa, assim como nenhum ministro de tribunal superior.

Apesar da preocupação com a segurança, outros itens que tratavam do espaço e das condições de trabalho, como conforto, atualização profissional e tratamento dispensado pelas instâncias superiores, foram bem avaliados pelos juízes. Mais de 80% dos pesquisados se disseram satisfeitos ou muito satisfeitos com a profissão, e só 2,1% informaram que estão muito insatisfeitos.

 

  Publicado em: Governo

4 comentários para Curiosidade: Estaria aí o problema das decisões confusas?

  1. Antonio Lima disse:

    “Excesso de trabalho…”. Só pode ser piada!
    Vá a qualquer comarca deste País para vê a quantidade de processos que abarrota as casas onde funciona a justiça, basta fazer um simples análise da quantidade de processos que são aberto e confrontar com os que os magistrados despacham para se ter uma ideia do quanto esses senhores produzem.
    Eu mesmo aguado uma simples decisão de um juiz, que com um processo concluso para despacho colocado em sua mesa estar há mais de seis meses e nunca tomou a tão esperada decisão.
    Juiz alegar “excesso de trabalho” é no mínimo uma falta de respeito com o trabalhar que cumpre jornada de 44 horas semanais de trabalho e quando não cumpre suas tarefas a contento é colocado no olho da rua sem direito a ter a quem reclamar, pois como todos sabem a justiça anda a passos de cágado quando é para defender os direitos dos cidadãos.
    Francamente, os que responderam a essa pesquisa deve ser daqueles que são conhecidos no meio como juiz “QQ”, aqueles que só vão às comarcas onde deveriam dar expediente a passeio. Se alguém duvida e quiser saber um pouco do que eu estou falando é só procurar um juiz em qualquer cidadezinha dos rincões deste País varonil.
    Quando alguém quer desejar algo de muito ruim para outrem ou não cumprir com um acordo firmado sai logo com aquela velha e odiada frase: “não estar satisfeito e acha que tem direito, então pode procurar a justiça”. Não existe castigo maior que se possa impor a um cristão! Ana mais quando esse cristão é um desvalido e não tem costas quentes como eu e tantos outros milhões de brasileiros.

    • Caio Hostilio disse:

      É… Mas eles disseram e muitos acreditam!!!!

      • Antonio Lima disse:

        Realmente Professor, dizem que uma mentira contada por diversas vezes passa a ser vista e aceita com verdade. No caso do judiciário brasileiro esse negócio de “excesso de trabalho” virou um mantra e a sociedade só conhece alguma ação dos magistrados quando os mesmos fazem mutirões, coisa corriqueira naquele poder para justificar o pouco caso com são tratados os interesses e os direitos dos cidadãos.
        Já observou que a população só tem assistência jurídica quando é feito um desses mutirões da vida? Fico observando a coragem de alguns membros da magistratura falando com entusiasmo dos mutirões. Dá vergonha para não dizer outra coisa assistir a esse festival de pouco caso dos magistrados com aquilo que é das suas obrigações, que é julgar com celeridade e oferecer respostas as ações impetradas pelos cidadãos, que buscam na justiça a reparação aos danos e ao cerceamento dos seus direitos.
        É como dizem: “justiça tardia não é outra coisa senão injustiça” e esse negócio de “excesso de trabalho” é na verdade pura falta de compromisso, de respeito aos cidadãos e acima de tudo uma grande mentira para justificar o pouco caso dessa gente que vive cercado de mordomias e não se veem com meros servidores públicos que o são, digo deveriam ser.

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