No contexto atual da sociedade capitalista em que vivemos a transformação social precisa urgentemente ser compreendida num sentido que extrapole o âmbito das meras “reformas”, de uma iniciativa da classe que quer chegar ao poder, visando tão-somente a acomodar a seus interesses, usando os antagonismos emergentes na sociedade.
Num sentido radical, a transformação social deve estar comprometida com a própria superação da maneira como se encontra a sociedade organizada. Não, portanto, a mera atenuação ou escamoteação dos antagonismos, mas a eliminação de suas causas, ou seja, a superação das classes sociais, sem a busca do patrulhamento e, principalmente, contra os questionamentos críticos.
No âmbito da sociedade política, observa-se a classe que almeja o poder se utilizar dos mecanismos de coerção através do patrulhamento a seus “aliados” e a mídia, como que não querendo que as manifestações de expressões contrárias fossem todas publicadas.
Por outro lado, a coerção é a função com a qual se identifica um grupo disfarçado de democrático, haja vista que suas medidas são antidemocráticas, cuja utilização dos mecanismos de patrulhamento, resulta em não deixar que os partidos e grupos, aos quais ele (patrulhamento) se aplica, outra alternativa senão a submissão aos propósitos de quem almeja o poder a qualquer custo.
Contudo, a coerção, sozinha, não garante a continuidade ou a perenidade do acatamento à vontade imposta pelo patrulhamento, já que, embora possua efetividade em curto prazo, sua manutenção por períodos mais longos se torna extremamente difícil e onerosa, pois necessita da vigilância constante para que seus efeitos se mantenham.
Verifica-se, ainda, que essa gana pelo poder a qualquer custo impregnou homens que eram acreditados pelo povo, que detinham a confiança da população que mudaria alguma coisa no contexto social e econômico, mas agora é visto que muitos erraram, uma vez que não acreditam que haverá mudança alguma nos contextos supracitados e nem tampouco haverá o combate à falta de ética e moralidade que sempre estiveram ausentes. Muitos se perguntam: Cadê o novo e as mudanças em São Luís?
Portanto, o rompimento com estes antagonismos políticos que é vivenciado através do patrulhamento, é uma tarefa relacionada com o futuro, mas que precisa ser exorcizada, pois não coaduna com os princípios republicanos e democráticos.
Esse patrulhamento deixa os discordantes a mercê das esparrelas e de seus desmandos, que são desconhecidos pela maioria da população, porém ficando claro que essas ações antidemocráticas, na cabeça dos formadores de opinião, são imorais e antiéticas.
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