Muitos acham que administrar é fácil e que governar é mais fácil ainda, principalmente por achar que tudo se baseia através de discursos e bravatas que não condizem com a realidade de quem estará a frente de uma gestão como a de um governo de Estado.
Primeiramente é preciso saber quem serão os auxiliares que darão sustentação a essa gestão e, principalmente, a capacidade do líder em gerir a coisa pública.
Falar do “Novo e da Mudança” já são favas contas de que não passou de uma grande mentira e que são incapazes de gerir até mesmo um boteco.
Mas vamos ao que interessa. Flávio Dino alardeia que é o salvador de todos os males e que colocará a administração pública nos trilhos certos. Mas como? Ele não conseguiu se quer melhorar áreas simples de uma empresa subordinada ao Ministério do Turismo?
Querem tirar suas dúvidas? Leiam abaixo a conclusão da CGU sobre a gestão da EMBRATUR:
2.4 Avaliação da Gestão de Recursos Humanos
As análises efetuadas permitiram evidenciar que não existem estudos formalizados relacionados ao dimensionamento da força de trabalho da EMBRATUR, no que diz respeito ao quantitativo, composição e perfil, bem como quanto à definição de estratégias e ações que se fazem necessárias para viabilizar o alcance de seus objetivos. Nesse contexto, registra-se a carência de servidores com formação específica para atuar na área de Tecnologia da Informação.
Levando em conta as verificações realizadas no âmbito da gestão de RH, identificam-se fragilidades nos controles da unidade que resultaram, por exemplo, no descumprimento dos prazos estabelecidos na IN/TCU nº 55/2007, quanto ao registro dos atos de admissão e concessórios de aposentadoria e pensão no sistema SISACNet do Tribunal de Contas da União.
2.5 Avaliação do Funcionamento do Sistema de Controle Interno da UJ
Das análises efetuadas, foram evidenciadas fragilidades nos controles internos da área de licitações, que não dispõe de normativos internos que formalizem procedimentos críticos do processo de contratação, como, por exemplo, as fases de planejamento da compra e de condução do procedimento licitatório. Em relação às etapas de execução contratual (pagamento, fiscalização, supervisão e gerenciamento do contrato) existe o Manual de Contratos.
2.7 Avaliação da Gestão de Tecnologia da Informação
Apesar de existir um planejamento institucional denominado Plano Aquarela, não existe Planejamento Estratégico específico para a área de Tecnologia da Informação, o que evidencia a necessidade da EMBRATUR aperfeiçoar o seu processo de planejamento institucional, de forma a organizar estratégias e ações da área de TI.
Outra situação evidenciada refere-se à inexistência de Comitê Gestor de Segurança da Informação. Essa situação representa um risco para as ações da entidade, com possibilidade de ocorrência de ações ineficazes, descoordenadas e sem alinhamento com os objetivos estratégicos da instituição. Assim, é necessário que a EMBRATUR institua Comitê para decidir sobre a priorização das ações e investimentos em TI, buscando o alinhamento entre as atividades de TI e as suas ações estratégicas.
2.8 Avaliação da Situação das Transferências Voluntárias
Na avaliação da situação das transferências voluntárias concedidas pela EMBRATUR, verificou-se o atendimento ao estipulado nos artigos 11 e 25 da Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000, quanto aos itens elencados em observância às diretrizes do Plano de Auditoria. Porém, foi evidenciado que a atividade de fiscalização e de acompanhamento dos instrumentos pactuados ainda deve ser aprimorada.
Quanto à gestão dos convênios celebrados pela EMBRATUR, as análises evidenciaram a existência de deficiências nos processos de gestão e nos atos de aprovação dos Planos de Trabalho dos convênios celebrados com organizações não governamentais.
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