Não é a toa que o PDT quer formar uma oposição responsável sem a presença do PT, pois sabe que a luta atualmente no Brasil, que fora o foco da disputa eleitoral: Os contra a corrupção e os a favores da corrupção, deu a vitória ao agora presidente eleito Jair Bolsonaro, que vem mostrando que terá a maioria no Congresso Nacional sem ter o toma lá da cá.
Por isso, cresce no PSDB os que defendem uma definição assertiva com relação ao governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Esses tucanos avaliam que a conhecida posição em cima do muro do partido resultou na derrota nas disputas deste ano e que o caminho para reconquistar o eleitor é ter um lado. Calculam que hoje há mais votos no PSDB favoráveis a declarar apoio a Bolsonaro do que a optar pela oposição.
O grupo justifica que o partido precisa avalizar um projeto que não permita a volta do PT ao poder.
A ala pró-Bolsonaro se reúne em torno de João Doria, eleito governador de São Paulo, após associar sua imagem à do agora presidente eleito Jair Bolsonaro. O grupo o pressiona para que ele levante a discussão.
Vale ressaltar que Doria é um dos poucos membros da executiva nacional do PSDB que foi eleito. Dos 25 titulares, 17 não têm mandato ou saíram derrotados das urnas. A conta inclui o presidente, Geraldo Alckmin, e seis vice-presidentes.
O PSDB vislumbra ainda a ida de Sérgio Moro para a superpasta da Justiça, “organize a confusão” em torno dos acordos de leniência, já que agora deverá ter a CGU sob o seu controle. Hoje há disputa entre órgãos.
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