
O Ipec (ex-Ibope) foi o instituto que mais faturou na campanha eleitoral com projeções para a campanha à Presidência, tanto em nível nacional como estadual. Foram R$ 11,4 milhões.
Levantamento exclusivo, feito pelo analista de dados João Gabriel Almeida a O Antagonista, mostra que o principal contratante do Ipec foi o grupo Globo (site, TV e afiliadas), que também encomendou pesquisas ao Instituto Datafolha em parceria com o grupo Folha da Manhã.
Segundo os registros disponíveis no sistema do TSE, a Rádio Metrópole também contratou o Datafolha (R$ 738 mil), fazendo o instituto figurar como segundo no ranking, seguido da Quaest Pesquisas, com R$ 3,1 milhões — dos quais R$ 2,8 milhões foram investidos pela Genial Investimentos.
No sábado, véspera da eleição, Ipec e Datafolha projetaram vitória de Lula no primeiro turno com 14 pontos percentuais de vantagem em relação a Jair Bolsonaro. Para a Quaest, a distância seria de 11 pontos. O atual presidente ficou a apenas 5 pontos de distância do petista e a disputa foi para o segundo turno.
Hoje, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), apresentou um projeto de lei que criminaliza erros de pesquisa.
O Antagonista é contra soluções radicais e defende um debate amplo, que contemple as diferentes visões sobre as metodologias utilizadas e uma postura responsável da imprensa na divulgação de resultados — sem fetichização. Somos contra toda forma de censura e manipulação.
Neste segundo turno, divulgaremos todas as pesquisas registradas no TSE, alertando o eleitor para que não se deixe influenciar por terceiros e escolha seu candidato por convicção, após estudo de seus projetos e realizações.

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