
Lula ficou em primeiro, com 84 votos.
O candidato à reeleição, presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou em segundo lugar, com apenas 6 votos e 6,49% da votação nesse grupo do eleitorado. Também receberam votos da população carcerária, os candidatos Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União), com 1 voto cada.
Nem todos os que têm direito exerceram o voto nesse público. Cerca de 18 presos se abstiveram de votar, 2 anularam o voto e 2 votaram em branco.
O número de votantes nos presídios aumentou em relação às eleições de 2018, quando 57 privados de liberdade participaram da votação. Na época, o candidato Fernando Haddad (PT) venceu com 77,1% dos votos. Esse ano, o número de eleitores aumentou para 115.
Presos provisórios podem votar, de acordo com a Constituição
De acordo com o TSE, 12.963 presos provisórios puderam votar nas eleições deste ano. Esse é um direito assegurado pela Constituição de 1988 e que também alcança jovens que cumprem medidas socioeducativas. Esses públicos não têm os direitos políticos suspensos.
Uma resolução do TSE considera preso provisório a pessoa recolhida em estabelecimento penal sem condenação criminal transitada em julgado. Já o adolescente internado é o maior de 16 e menor de 21 anos submetido a medida socioeducativa de internação ou a internação provisória. Na Paraíba, dos 105 votantes, 36 são jovens que cumprem medidas socioeducativas.
Publicado em: Política



