Arquivo de abril de 2026
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Maurício Camisotti foi preso em setembro pela PF, suspeito de envolvimento nas fraudes do INSS
O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro por envolvimento no esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões do INSS, confessou a existência de fraudes e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF).
A PF já colheu os depoimentos da delação do empresário, dono de companhias da área de seguros e planos de saúde, e enviou o acordo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que agora deve analisar os termos do documento para dar validade jurídica à delação.
A expectativa da defesa é que, com o acordo, Camisotti consiga autorização para prisão domiciliar.
Segundo a investigação, o empresário controlava três entidades: a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap), que tinham como diretores estatutários funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti.
Juntas, somente no último ano, elas faturaram R$ 580 milhões. O montante sobre para R$ 1 bilhão desde 2021.
Por Metrópoles
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Fux afirmou que os escândalos de corrupção não são exclusividade do estado. Carioca, o ministro rebateu falas de colegas de Corte, argumentando que o quadro de irregularidades na política brasileira não pode ser generalizado ou atribuído a apenas uma unidade da federação.
Fux sustentou que o Rio de Janeiro possui “bons políticos” e que o estado é bem representado na Câmara dos Deputados. Em um tom incisivo e sem citar nomes diretamente, o ministro declarou que, se esses políticos fossem para o “inferno”, iriam acompanhados de “altas autoridades”. Ele relembrou julgamentos históricos conduzidos pelo STF, como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de fraudes no INSS, para demonstrar que o problema da corrupção é sistêmico e ocorre em diversas esferas e regiões do país.
A manifestação de Fux ocorreu em resposta direta às falas do ministro Flávio Dino. Ao justificar seu pedido de vista no processo, Dino citou o histórico recente do Rio de Janeiro, onde diversos governadores, deputados e conselheiros do Tribunal de Contas foram presos. Dino questionou se outro estado brasileiro apresentava o mesmo cenário e defendeu que o julgamento não poderia ser feito de forma “burocrática”, levando em conta a gravidade dos fatos apontados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Com o objetivo de reduzir a fila de espera por diagnósticos e ampliar o acesso a serviços especializados, o deputado estadual Neto Evangelista (MDB) anunciou a realização do Mutirão do Diagnóstico TEA, que acontece no próximo dia 12 de abril, no Instituto João Evangelista, localizado no bairro do São Francisco.
A iniciativa faz parte de uma série de ações voltadas à pauta do autismo, que vem sendo acompanhada de forma contínua pelo parlamentar. O mutirão será direcionado a pessoas que ainda não possuem o laudo de diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), documento essencial para garantir acesso a direitos, terapias e acompanhamento adequado.
Durante a ação, os participantes contarão com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de áreas estratégicas, como psiquiatria pediátrica, psicopedagogia, musicoterapia, arteterapia e saúde mental, responsáveis pela avaliação e encaminhamento dos casos.
Segundo Neto Evangelista, o mutirão representa um avanço concreto no atendimento às famílias que enfrentam dificuldades para obter o diagnóstico.
“A gente sabe que o diagnóstico é a porta de entrada para uma série de direitos e tratamentos. Não dá pra esperar. Esse mutirão é justamente para atender quem está nessa fila e precisa desse suporte com urgência. É uma causa que a gente não apenas defende, mas acompanha de perto e trabalha para transformar em ações reais”, destacou o deputado.
As inscrições para o mutirão bateram o recorde em menos de 24h de anúncio do evento, superando as expectativas, e por isso foram encerradas. A perspectiva é que a ação contribua para acelerar o acesso ao laudo de diagnóstico TEA, além de fortalecer a rede de apoio às famílias atípicas na capital maranhense.
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Entra eleição e sai eleição e as promessas são as mesmas do século passado. “Vou garantir saúde, educação e segurança”, isso sem mostrar quais soluções irão ser adotas. Com isso, a população não ver ao menos amenizar as suas dificuldades sustentáveis.
É preciso conhecer os 217 municípios do Maranhão, pois assim tomará conhecimento, que são muito das vezes bem diferentes um do outro, para planejar seu programa de governo.
Ouve-se muito promessas mirabolantes e de que é o salvador da pátria, sem mostrar o que de fato salvou.
Ver-se, ainda, muita moldura, sem que traga algo concreto que possa trazer qualidade de vida e bem-estar aos maranhenses.
O pré-candidato Orleans Brandão já mostrou reunir as condições para debater as necessidades de cada município maranhense, haja vista que percorreu o Estado, levou programas e projetos sustentáveis e, principalmente, as condições viáveis do que se pode fazer com o quê o orçamento oferece.
Muitos sem conhecimento algum de gerir a coisa pública ou quiçá de como funciona o ordenamento orçamentário estadual, esbravejam asneiras que não condizem com a realidade.
Outro fator que debatem sem conhecimento é o controle e equilíbrio fiscal, pois não veem como cidadãos coerentes a situação equilibrada do Maranhão atualmente.
Agora, é aguardar os debates e os programas de governo. Assim, poderemos analisar quem tem realmente conhecimento sobre o Maranhão e as necessidades de sua gente.
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
O resultado de uma gestão comprometida com a educação traz ao saio da população a vontade de crescer e, com isso, o crescimento econômico, além de condicionar o desenvolvimento sustentável e qualificado.
Além dos aspectos financeiros, o crescimento sustentável gera um ciclo virtuoso, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Quanto mais alto é o nível da educação, maiores são suas taxas de crescimento.
Esse ciclo vitorioso mostra que o ensino/aprendizagem bem planejado e com condições dignas dão condições a todos, cuja abordagem inovadora e abrangente, ajudam a criar um ambiente educacional em que cada componente contribui para o sucesso da aprendizagem.
“Investir na educação é plantar hoje as sementes do progresso de amanhã! Participei da solenidade com mais de 100 pessoas da UEMA Campus Caxias, e fico muito feliz em estar presente em um momento tão importante para a nossa cidade. A educação transforma vidas, abre portas e fortalece o desenvolvimento de Caxias.”, afirmou Gentil Neto.
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Por Folha de São Paulo
- Defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não se manifestaria sobre o tema
- Ministros das altas Cortes e da República, senadores, autoridades da PGR e PF e até Cade participaram dos eventos luxuosos do ex-banqueiro
Quando banqueiro, no comando do Master, Daniel Vorcaro acompanhou pessoalmente o desembolso de US$ 11,5 milhões, equivalentes a R$ 60 milhões pela cotação atual, para financiar eventos internacionais de alto padrão, repletos de autoridades, que ocorreram em três momentos de 2024.
As despesas, descritas em documentos coletados pela Polícia Federal, incluem jatinhos para Brasília, shows com dançarinas, troféus de cristal, degustação e distribuição de uísque e muito mais.
Em 2024, o Master bancou toda a agenda do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, em Londres, de 24 a 26 de abril. Menos de um mês depois, estava prestigiando a semana do Brasil em Nova York, de 12 a 18 de maio. A equipe de Vorcaro também atuou em eventos sociais paralelos à 12ª edição do Fórum Jurídico de Lisboa, de 26 a 28 de junho, mais conhecido como Gilmarpalooza, numa referência ao idealizador, ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
À reportagem, a defesa de Vorcaro disse que não se manifestaria sobre os eventos.
O mais custoso foi o de Londres. Vorcaro desembolsou cerca de US$ 7,5 milhões (R$ 38,7 milhões na cotação atual). Vazamento inicial sobre quem seriam os patrocinadores desse evento chegou a apontar que o principal deles era o Grupo FS, da área de cibersegurança. A Folha de S.Paulo apurou que a FS na verdade entrou com R$ 500 mil.
Oficialmente, o fórum foi promovido pelo Grupo Voto para debater contribuições jurídicas em temas como democracia, segurança e estabilidade institucional, e a imprensa não teve acesso às discussões.
Procurado pela Folha de S.Paulo, o Grupo Voto disse que não tinha responsabilidade pelo entretenimento em paralelo ao fórum. No entanto, pessoas que participaram do evento afirmaram à reportagem que a agenda para socialização dos painelistas, seus familiares e convidados sempre constou da programação, como é de praxe nesses encontros.
O que chamou a atenção foi o nível de ostentação. O local escolhido para as discussões e a hospedagem foi o hotel Península, endereço sofisticado que custa acima da média até para o padrão de Londres, que já é conhecida como uma das cidades mais caras do mundo.
O orçamento descreve que Vorcaro pagou a locação da área da conferência e também salas de reuniões no hotel, além de acomodações para os convidados. O Master cuidou das despesas para 70 pessoas, das quais 25 participavam do fórum.
O banqueiro ficou responsável por uma noite de homenagem, na véspera da abertura, que ocorreu no Wallace Collection, um museu que tem espaço para recepções de alto nível. A despesa incluiu troféus de cristal. O grande homenageado da noite foi o ex-presidente Michel Temer que era um dos painelistas na longa lista de altas autoridades.
O banqueiro recepcionou três ministros do STF, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e mais cinco ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça): Antonio Saldanha Palheiro, Benedito Gonçalves, Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell Marques e Raul Araújo.
Também estavam presentes o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), o advogado-geral da União, Jorge Messias, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) à época, Alexandre Cordeiro.
Representando o Legislativo estavam Hugo Motta, que agora preside a Câmara, e o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. A iniciativa privada tinha dois painelistas, o fundador do Grupo FS, Alberto Leite, e Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro, representando o banco BTG Pactual.
Vorcaro discursou na abertura, que contou com show do cantor britânico Seal. Um dos almoços do evento financiado pelo Master ocorreu no Brooklands, restaurante de atmosfera sofisticada, com duas estrelas Michelin, que fica no oitavo andar do Península. Ao longo da semana, Vorcaro também ofereceu outros encontros em locais luxuosos da cidade, como o Gaia, um restaurante de alta gastronomia com inspiração mediterrânea.
Um profissional que acompanhou a agenda, e falou na condição de não ter o nome citado, disse à Folha de S.Paulo que a ostentação foi particularmente impactante no Annabel’s, um dos clubes privados mais exclusivos de Londres.
A exuberância da decoração, que mistura rococó francês e art déco, somada às apresentações artísticas montadas pela equipe de Vorcaro, fazia o ambiente parecer cenário da série Bridgerton, da Netflix, que narra a vida social da aristocracia britânica.
O roteiro também incluiu degustação de uísque Macallan, no refinado George Club para os homens, e visita a museu para mulheres. Reportagem do site Poder 360 mostrou que estavam presentes nesse encontro os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A colunista Mônica Bergamo antecipou na Folha de S.Paulo que trocas de mensagens em documentos do caso Master reunidos pela PF mostram que Vorcaro combinava detalhes desse evento em Londres diretamente com o ministro Alexandre de Moraes.
Na viagem seguinte focada em autoridades, na semana do Brasil em Nova York, o Master desembolsou US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões). Além de novamente circular em eventos oficiais em que atuou como patrocinador, com inúmeras autoridades, Daniel Vorcaro ofereceu encontros paralelos.
Houve nova rodada de degustações, desta vez no Carnegie Club, especializado em uísque e charutos. A prestação de contas detalha que, além dos custos com o open bar, foram gastos US$ 121 mil (R$ 625 mil) com 25 garrafas de uísque Macallan 30 anos para presentear convidados.
Apesar de outros profissionais do Master terem feito a viagem em voo de carreira, Vorcaro mobilizou dois jatinhos que, juntos, podem levar até 28 passageiros. Para esses voos, desembolsou US$ 3.600 (R$ 18,6 mil) só com alimentação.
Em Portugal, o custo ficou em US$ 1,6 milhão (R$ 8,3 milhões), e o roteiro de luxo se repetiu, com DJs, dançarinas, restaurantes e até compras em shopping. A despesa ainda abarcou a locação de dois jatinhos fretados de Lisboa para Brasília, por US$ 232,6 mil (R$ 1,2 milhão), nos dias 28 e 29 de junho. Os jatos foram utilizados por outros participantes do evento, uma vez que Vorcaro seguiu no dia 28 para os EUA.
TEIA DE CONEXÕES
Além dos gastos suntuosos, o avanço de investigações do caso Master tem revelado que Vorcaro estreitou relações, não apenas profissionais, mas também pessoais, com muitas das autoridades que participaram desses encontros e até com seus familiares.
Tomando como exemplo as presenças no evento de Londres, o Master tinha contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes Viviane Barci de Moraes, que segundo participantes do evento em Londres, acompanhou o marido.
A família do ministro Dias Toffoli foi sócia do resort Tayayá por meio da empresa Maridt, que detinha participação relevante no empreendimento. Entre 2021 e 2025, essa fatia foi vendida a fundos de investimento ligados ao entorno de Vorcaro, incluindo estruturas associadas ao Banco Master.
A Folha de S.Paulo também mostrou que Moraes, Viviane e Toffoli utilizavam jatos da empresa Prime, ligada a Vorcaro.
A reportagem fez contato com os painelistas, por meio das instituições que representavam, para que comentassem sobre o risco de conflito de interesse. Nesses eventos, as agendas pública e privada se misturam em ambientes informais e com entretenimento suntuoso.
As assessorias do STF, do STJ, da AGU, do Ministério da Justiça, do BTG, do senador Nogueira, do empresário Leite e de Faria não enviaram manifestações.Em nota, a assessoria da PGR afirmou que o procurador-geral da República foi ao evento como palestrante, integrando a programação ao lado de autoridades do Judiciário e de acadêmicos do Brasil e do exterior, e que o convite não mencionou detalhes da organização.
A assessoria do deputado Hugo Motta disse que participação em eventos institucionais é própria da atividade política. “Cabe a cada parlamentar decidir, em cada caso em que é convidado, pela sua presença, independentemente de quem os organiza e promove: seja órgão da mídia, empresas, instituições financeiras ou acadêmicas”, afirmou o texto.
Por meio da assessoria de imprensa, Lewandowski disse que foi a Londres como painelista, e que, como então ministro da Justiça, aproveitou a viagem para cumprir agendas de interesse da pasta. Lá, firmou com autoridades inglesas um acordo para o combate ao crime organizado, incluindo corrupção e lavagem de dinheiro.
A assessoria da PF, em nota, destacou que o diretor-geral da instituição também cumpriu agendas oficiais, e que participou como painelista, sem acompanhante familiar. “Os resultados das ações da Polícia Federal evidenciam que a participação do diretor-geral em eventos dessa natureza em nada afeta o cumprimento das atribuições constitucionais e legais da Instituição”, disse o texto.
O Cade enviou nota afirmando que faz parte de suas atribuições como órgão da concorrência estar presente em eventos institucionais que tratem de suas funções.
A assessoria do ex-presidente informou que Michel Temer exige saber a fonte pagadora quando contratado para os eventos, mas que no caso do fórum em Londres foi a convite e também homenageado.
O Grupo Voto, em nota, disse que foi responsável apenas pela organização e curadoria e que os patrocinadores, como ocorre nesse tipo de evento, arcaram com as despesas. “Ressaltamos que este foi o único projeto realizado com o patrocínio do Master e que, à época, não havia qualquer suspeita pública sobre a instituição financeira, cujas investigações só vieram à tona no final de 2025”, afirmou o texto.
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
É impressionante a disputa pelo o apoio de Lula no Maranhão, como se ele garantisse a eleição de todos…
A disputa pelo governo do Estado, observa-se que não é bem assim, bastando observar as pesquisas de intenção de votos para governo do estado e para o Senado.
Caso fosse assim, esses que se engalfinham pelo apoio de Lula, com certeza estariam à frente nas intenções de voto.
Verifica-se, diante das pesquisas, que os mais distantes de Lula estão à frente… Seria um fenômeno? Não creio!!! Acredito mais na vontade do eleitor, que vem manifestando a cada dia a vontade de mudança.
Os políticos deveriam apostar mais nos eleitores e menos nos que estão lutando para se reeleger.
O voto se tornou a forma mais abrangente de garantia ao eleitor, que observa tudo o que vem acontecendo.
Subestimar o eleitor é o mesmo que subestimar sua própria inteligência.
Passem a observar as movimentações eleitorais nos outros estados do Nordeste e tirem suas conclusões.
O cenário já é outro completamente diferente de 2022!!!
Abram os olhos!!!
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
Uma hora a realidade acabaria se impondo. Depois de tentar resolver a crise do Master atuando nos bastidores, Lula finalmente compreendeu que abafar o caso ou circunscrevê-lo à oposição não é uma possibilidade. As pesquisas de opinião vêm mostrando que o Supremo Tribunal Federal (STF) está com a imagem enlameada e, embora o escândalo não atinja diretamente o Palácio do Planalto, a sujeira pode respingar no governo. Não foi por outra razão que o Lula resolveu falar. Numa longa entrevista ao site de notícias ICL, ontem, ele afirmou que o STF tem de dar “uma explicação convincente para a sociedade”, porque “essas coisas a gente não joga debaixo do tapete achando que o povo vai esquecer”. E ainda completou dizendo que, “se o cara quiser ficar milionário, não pode ser ministro da Suprema Corte”.
Ao comentar sobre o contrato de R$ 130 milhões da mulher de Moraes com o Master, Lula tentou tirar a meia sem tirar o sapato, dizendo que o “companheiro” não poderia permitir que Vorcaro jogasse fora a sua biografia, mas logo emendou que não havia nada de ilegal no contrato:
— Primeiro, porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos. Mas, se sua mulher estava advogando, diga que sua mulher estava advogando, que não tem que pedir licença para fazer as coisas. E prometa que na Suprema Corte estará impedido de votar em casos [que envolvam] a sua mulher.
Aliados explicaram que as falas de Lula foram roteirizadas pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, com o objetivo de descolar o governo da crise sem jogar Moraes na fogueira. O problema desse plano é que ficou faltando combinar com os russos, ou seja, com a realidade.
Além de ser impossível dissociar o STF de seu ministro mais poderoso, Lula se movimenta como se não fosse possível surgir mais nenhuma novidade sobre Vorcaro e Moraes. Foi o que disseram para ele, mas não é o que se constata diariamente. Só na última semana, a Folha de S.Paulo revelou que o ministro e a mulher fizeram sete viagens nos aviões do dono do Master. Viviane Barci ainda divulgou uma nota dizendo ter ressarcido o Master pelos voos, mas, dois dias depois, documentos da Receita Federal desmontaram essa versão, já que nenhum real foi descontado dos R$ 80 milhões pagos pelo banco ao escritório nos últimos dois anos.
Moraes também não tem ajudado. Enquanto Lula procurava demonstrar que não tem compromisso com os erros alheios, ele decidiu levar ao plenário do STF uma tentativa de restringir o alcance e a validade das delações premiadas. Para isso, tirou da gaveta uma ação de 2021 movida pelo PT. Além de não ter ouvido o conselho de Lula para ficar longe do caso, ainda se socorreu de uma ação do partido do Lula para tentar evitar os danos de uma eventual delação de Daniel Vorcaro.
Quem também parece não estar plenamente engajado na estratégia lulista é o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Em reunião no mês passado com Sidônio e outros ministros, ele apresentou uma linha do tempo que, de acordo com testemunhas, deixava claro que o Master só virou o que virou por causa de medidas tomadas por seu antecessor, Roberto Campos Neto.
No centro do relato estava o fato de, em fevereiro de 2019, na gestão de Ilan Goldfajn, o BC ter negado permissão para Vorcaro assumir o controle do enrolado Máxima e formar o Master. Oito meses depois, já com Campos Neto no comando, a autorização saiu. Com base nessa informação, Lula afirmou ao ICL que o “Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”. E concluiu:
— Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós.
Contudo, na mesma hora em que o chefe acusava Campos Neto no Palácio do Planalto, do outro lado da Praça dos Três Poderes, Galípolo rasgava o script. Ao depor na CPI do Crime Organizado sobre o caso, ele afirmou que “não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos”. Negou, ainda, que o antecessor tivesse atuado para impedir uma intervenção ou liquidação do Master ao longo de 2024.
Tudo somado, está claro que Lula foi convencido de que fingir não ter nada a ver com o rolo de Vorcaro não é uma opção e decidiu brigar pelo controle da narrativa. Diante das circunstâncias, era o que lhe restava fazer, mas esse tipo de estratégia exige cuidado dobrado. Sem informações precisas, um script azeitado e atores bem ensaiados, o que deveria ser um roteiro de final feliz pode acabar virando uma tragédia.
Postado por Caio Hostilio em 09/abr/2026 -
A quarta-feira (8) foi de comemoração em Coroatá, já que o município chegou aos seus 106 anos. Para marcar a data, o Governo do Maranhão fez entregas de obras para beneficiar a população do município. O governador Carlos Brandão inaugurou o Centro Educa+ Clodomir Milet, a reforma do Mercado Municipal, obras de pavimentação, abastecimento d’água e de novos espaços de lazer e prática esportiva. Na ocasião, o governador Carlos Brandão falou da satisfação em poder trabalhar em parceria com o município, fortalecendo as ações e melhorias para a vida dos coroataenses.
“Eu fico muito feliz de ver as obras saindo do papel, onde prometemos no aniversário do ano passado e, hoje, estamos aqui, entregando. Vendo aqui uma ambulância chegando hoje para a UPA, vendo as entregas dos equipamentos que fizemos aos agentes comunitários de saúde, que vão de casa em casa; entrega de uma praça, entrega de mais uma escola, inauguração de vias urbanas, entrega de sistema de abastecimento de água, entre tantas outras obras que estamos aqui, entregando para a população. E ainda temos diversas outras em andamento, que serão inauguradas em breve”, comemorou Brandão.
O prefeito de Coroatá, Edimar Vaqueiro, destacou que a presença do Governo do Maranhão no município tem levado ações efetivas, com o cumprimento dos compromissos firmados. “Coroatá está passando por uma transformação, em pleno desenvolvimento, e o governador Brandão faz parte desse processo, entregando obras que muitos prometeram, mas não cumpriram, como o estádio, o mercado e tantas outras. Nós só temos a agradecer ao Governo pela presença, o povo de Coroatá agradece, por tantas obras importantes que foram entregues hoje”, disse o prefeito.
A primeira entrega do dia foi o Centro Educa+ Clodomir Milet, reforçando a educação no município. A unidade está localizada na Rua Gonçalves Dias, nas proximidades do Fórum, e tem capacidade para 246 estudantes e estrutura com 5 salas de aula, salas de secretaria, diretoria e dos professores, biblioteca, sala de informática, laboratório, cozinha e refeitório. A unidade também tem quadra coberta para prática de atividades físicas. A escola foi adaptada para garantir a acessibilidade de alunos e profissionais com deficiência.
Raimundo Josias Silva, gestor geral da escola, afirmou que a obra representa um marco significativo para a educação do município. “Esta escola oferecerá educação em tempo integral para os nossos alunos. Por isso, é com grande satisfação que celebramos hoje a entrega da segunda maior escola de tempo integral em nossa cidade com uma estrutura sem precedentes em nosso município. Como educadores e na minha função de gestor, expresso nossa grande alegria, pois esta escola proporcionará aos nossos alunos amplas oportunidades de estudo e aprendizado, impulsionando seu desenvolvimento intelectual e sua busca pelo conhecimento”, enfatizou.
O governador Carlos Brandão também fez a entrega de 163 tablets e fardamentos destinados aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os kits entregues aos ACSs incluem bolsa, camisa e colete, além do tablet utilizado nas atividades em campo. O equipamento permite o registro em tempo real das visitas domiciliares, atualização de cadastros das famílias acompanhadas e monitoramento das condições de saúde da população atendida, o que contribui para maior integração das informações e agilidade na tomada de decisões pelas equipes da rede pública.
A distribuição dos equipamentos faz parte das ações de fortalecimento da Atenção Primária em Saúde (APS) desenvolvidas pelo Programa Cuidar de Todos, iniciativa que amplia a cooperação entre o Governo do Maranhão e os municípios, para qualificar o trabalho. Ainda no âmbito da saúde, também foram entregues 200 óculos de grau, por meio do programa Cuidar dos Olhos – Cirurgias e Óculos, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A ação integra o cronograma permanente do programa, que segue em execução em diferentes municípios e mantém o atendimento oftalmológico como prioridade da gestão estadual.
Para garantir espaços de lazer, convivência comunitária e prática esportiva, no município foi entregue também a Praça da Família Pastor Raimundo Bené da Silva, no Bairro Novo Areal. A praça conta com 1.376 metros quadrados de área urbanizada, playground, academia ao ar livre, projeto paisagístico e iluminação artística.
O morador José Raimundo afirmou que a nova praça vai proporcionar uma nova perspectiva para a comunidade. “Com essa praça vamos renovar a visão sobre a nossa rua, que se tornou mais valorizada, pois antes não era tão notada pela administração pública. Hoje, graças a Deus, temos em nossa rua, em nosso bairro, uma praça de grande porte”, comemorou.
Em seguida, foi entregue a obra do Mercado Municipal, executada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O mercado passou por serviços de revitalização da cobertura e piso, reformulação dos boxes e arquibancadas, além da construção de banheiros para uso pelos comerciantes e consumidores.
Melhorando a mobilidade urbana, o Governo do Estado entregou 2 quilômetros de pavimentação asfáltica, no trecho que liga a Avenida Magalhães de Almeida até a Areninha Esportiva no povoado Marajá, localizada às margens da MA-332.
A Areninha Esportiva representa um incentivo para que os jovens desenvolvam suas potencialidades no mundo do esporte. O espaço conta com quadra, arquibancada, aparelhos de exercícios físicos, iluminação, bancos, passeio e caramanchão.
No encerramento da programação, foram entregues dois sistemas simplificados de abastecimento de água, beneficiando as comunidades dos bairros União e Centro, ampliando o acesso à água encanada e tratada.
Na oportunidade, o governador Carlos Brandão também visitou as instalações da Fazenda da Esperança de Coroatá, acompanhado do prefeito Edimar Vaqueiro, dos deputados Estaduais Arnaldo Melo e Helena Duailibe; e demais autoridades. A instituição é uma comunidade terapêutica católica de destaque na recuperação de dependentes químicos.
Postado por Caio Hostilio em 08/abr/2026 -
Relatórios da Receita enviados à CPI do Crime Organizado mostram pagamentos para escritórios de advocacia e consultorias de políticos
O Banco Master, de Daniel Vorcaro, fez repasses milionários a escritórios e empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer (MDB), ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, à família do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ao ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (União Brasil), bem como aos ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.
Os dados obtidos pelo Metrópoles constam nos relatórios da Receita Federal, enviados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O escritório de advocacia de Temer, por exemplo, recebeu do Master R$ 10 milhões em 2025. Já escritórios de Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023.
ACM Neto e Lewandowski
A empresa de consultoria de ACM Neto recebeu um total de R$ 5,4 milhões, de acordo com os documentos do Master, entre 2023 e 2025.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça do governo Lula Ricardo Lewandowski também está na lista. O seu escritório recebeu R$ 5,93 milhões entre 2023 e 2025.
Duas empresas do grupo da família Massa, do apresentador Ratinho, pai o govenador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), receberam R$ 24 milhões de 2022 a 2025. Do total, R$ 21 milhões foram para a Massa Intermediação, de Ratinho, entre 2022 e 2025. O apresentador de TV era garoto-propaganda do cartão consignado do banco, o CredCesta. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, que é do grupo familiar, recebeu R$ 3 milhões em 2022.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que esteve nos governos Lula e Dilma, recebeu R$ 14 milhões por uma empresa de consultoria. Os repasses foram feitos entre 2024 e 2025. Henrique Meirelles, que foi ministro da Fazenda de Temer e presidente do Banco Central no governo Lula, recebeu R$ 8,6 milhões em 2025.
A empresa do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, recebeu R$ 3,8 milhões do Master em 2025.
Já o ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro (PL) Ronaldo Bento, é sócio de uma empresa que recebeu R$ 6,2 milhões do banco.
Relembre o caso Master
- A liquidação do banco Master foi declarada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 por “grave crise de liquidez”.
- A primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso das fraudes financeiras envolvendo o Master e o BRB, foi realizada no mesmo dia.
- Antes disso, em 3 de setembro, o BC havia barrado a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) pelas suspeitas de irregularidades.
- Na primeira fase da operação da PF, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso e liberado com tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, o banqueiro foi preso novamente na terceira fase da operação.
- Preso em Brasília, Vorcaro agora tenta um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).
Outro lado
Ao Metrópoles, Wajngarten declarou que foi convidado para integrar a defesa do caso no ano passado.
“Conheci o Daniel Vorcaro no primeiro semestre de 2025, ano passado, apresentado por um dos advogados dele, ocasião em que me juntei ao time da defesa. Até o presente momento, continuo prestando serviço para ele”, declarou.
O ex-presidente Michel Temer declarou que prestou serviços jurídicos, mas divergiu do valor apontado na declaração do Master e disse que recebeu R$ 7,2 milhões.
“Desde que deixei a vida pública reassumi meu escritório de advocacia. Entre os clientes que atendi estava o Banco Master. Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, argumentou.
Em nota, o presidente do União Brasil disse ao Metrópoles que não confirma informações baseadas em dados fiscais supostamente vazados de forma ilícita e que os serviços de advocacia prestados são “legítimos”.
“Os serviços jurídicos prestados ao conglomerado Master tiveram caráter estritamente técnico, com atuação relevante e devidamente documentada: dezenas de pareceres, centenas de reuniões, mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil manifestações nos autos e aproximadamente 400 acordos realizados ao longo do período”, completa.
Ao Metrópoles, Lewandowski afirmou em nota que já é “amplamente conhecido” que ele voltou para as atividades de advocacia depois de deixar o STF. E que, durante o período que esteve no governo Lula, parou de atuar como advogado.
“Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz um trecho da nota do ex-ministro.
A defesa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto disse ao Metrópoles que os serviços foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados. Além disso, argumenta que a relação comercial foi firmada sem que qualquer dos sócios da A&M ocupasse cargo público.
“A empresa informa que não pode validar os valores mencionados pela imprensa, supostamente declarados à Receita Federal, por não ter tido acesso a esses dados”, diz a nota de Neto.
Em nota, o Grupo Massa disse que o governador Ratinho Jr não faz parte do quadro societário das empresas Massa Intermediação e Gralha Azul.
O grupo alega ainda que, ao longo dos anos, construiu uma trajetória pautada por “práticas amplamente reconhecidas” e que sua atuação “não se confunde com a conduta de terceiros” com os quais manteve relações contratuais.
O ex-ministro Meirelles disse que teve contratos com o Master de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro.
“Mantive um contrato de serviços de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025”, declarou.
Mantega declarou que quando assumiu contratos com o banco, não sabia de qualquer irregularidade e que sua consultoria era econômico financeira.
“Prestei consultoria econômica financeira para o Banco Master em 2024 e parte de 2025, mediante contrato formal , e emissão de notas fiscais, encerrado em agosto de 2025. Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira”, argumentou.
Por Metrópoles