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Para uma melhor reflexão!!!

Postado por Caio Hostilio em 30/abr/2012 - Sem Comentários

Democracia (ditadura) burguesa e ditadura (democracia) do proletariado…
Daniel M. Delfino

No mundo da política abstrata, é possível, por exemplo, criar um falso debate sobre “democracia”. Falso porque nunca atinge a dimensão substantiva das relações concretas, limitando-se aos aspectos formais. Estabelece-se uma escala de medida entre os regimes políticos com base no critério de qual deles é “mais democrático”. E o que se entende por “mais democrático” diz respeito apenas à quantidade de eleitores habilitados a votar.

A democracia é considerada com justiça a grande contribuição da burguesia revolucionária para a história da humanidade. Não por acaso, durante o século XIX, século de luta pela democratização das sociedades européias, a democracia tinha sobrenome. Era chamada de “democracia burguesa”, e com razão. A democracia burguesa consistia na possibilidade de os cidadãos elegerem os governantes, que antes eram hereditários. Entretanto, esses cidadãos que elegiam os governantes não eram o conjunto da sociedade. A democracia burguesa nasce restrita à própria burguesia, pois funcionava por meio do voto censitário. Apenas os burgueses votavam, ou seja, apenas os detentores de propriedade.

A luta pela universalização da democracia é uma luta do século XX. Foi apenas então que a democracia burguesa se tornou mais abrangente, por meio do sufrágio universal. O direito de votar, antes exclusivo dos proprietários, foi estendido também aos trabalhadores, às mulheres, aos analfabetos, aos jovens, etc. O critério de democracia passou a ser não apenas a existência de governos eleitos, mas a vigência do sufrágio universal. A prática do sufrágio universal estendeu-se da Europa para o mundo em algumas décadas.

Entretanto, a democracia burguesa deixou de ser burguesa por isso? O acesso à possibilidade de votar melhorou substantivamente a vida dos trabalhadores, das mulheres, dos analfabetos, dos jovens? Uma olhada mesmo que superficial na história do catastrófico século XX mostraria que essas camadas sociais somente conseguiram algumas limitadas melhorias por meios extra-eleitorais (extra-democráticos?): greves, mobilizações de massa, ações diretas, revoluções, guerras civis, etc.; sendo obrigadas a deixar pelo caminho um rastro de sangue e fieiras de mártires.

Sem sair ainda dessa esfera artificial da política abstrata, é preciso considerar o fato de que, embora os trabalhadores, mulheres, negros, analfabetos, etc., tivessem obtido com muita luta o direito de votar (e alguns outros direitos), invariavelmente, continuaram a ser eleitos os mesmo governantes, ou seja, os burgueses. Seria preciso adicionar então o seguinte questionamento: porque as pessoas das camadas inferiores, ao adquirir o direito de votar, não votam em candidatos de sua posição social? Supondo-se que isso fosse o suficiente para que melhorassem suas vidas (ver-se-á que não é), a democracia burguesa teria assim proporcionado o veículo adequado para a emancipação das massas.
Com base nessa suposição, estruturou-se o discurso da “democracia como valor universal”. A vigência da democracia burguesa passou a ser considerada o parâmetro decisivo para avaliar os regimes políticos. Os regimes em que o povo elege seus governantes são bons; aqueles em que não há eleições são ruins. O primarismo de tal discurso revela a inutilidade do debate fundado sobre a unilateralização das diversas esferas de atividade humana. Tomado individualmente, nenhum aspecto da condição humana (política, economia, cultura, moral) oferece a via exclusiva para a emancipação social.

Desconhecer a sua articulação dialética oferece sim o caminho certo para a catástrofe. O simples fato de promover eleições não tornou os países capitalistas melhores, assim como o simples fato de haver expropriado a burguesia não transformou os países stalinistas em sociedades socialistas.

Promover eleições e extinguir a propriedade privada dos meios de produção são medidas que enfrentam unidimensionalmente partes determinadas do problema, mas estão longe de ser a garantia para a emancipação humana.

Tratam de aspectos limitados e parciais de uma realidade muito mais complexa. A verdadeira garantia da emancipação está na democratização substantiva da vida social, o que vai muito além da universalização formal da democracia burguesa (e de passagem, também compreende a expropriação da burguesia).
O lugar das classes na política

Na esfera substantiva de sua auto-produção, os homens não se apresentam como eleitores abstratos, mas como membros de classes sociais. Há proprietários de meios de produção (burgueses) e não-proprietários obrigados a vender sua força de trabalho (proletários). As classes fundamentais da sociedade capitalista são os eixos estruturadores das alternativas em disputa, em torno dos quais giram as demais classes (pequena-burguesia, campesinato, etc.).
O discurso que transforma indivíduos concretos, ou seja, burgueses e proletários, em seres abstratos (cidadãos, eleitores) dissolve artificialmente as diferenças entre eles e forja uma falsa igualdade. No mundo capitalista, todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. Por mais que todos possam votar, somente alguns podem se eleger. Somente alguns possuem o dinheiro para bancar campanhas eleitorais, ou arrecadam o dinheiro em troca de favores a serem prestados quando estiverem no governo. E sejam quais forem os eleitos, os pressupostos da ordem estabelecida jamais são questionados. A propriedade privada permanece um dogma intocável. Os bancos, os latifúndios, as megacorporações jamais serão incomodados.

Democracia formal e transformações substantivas

Praticar eleições sem que se possa optar de fato por alternativas sociais substantivamente diferenciadas equivale a perpetuar a ditadura de uma classe sobre as demais. Nada pode ser mais conveniente do que exercer uma ditadura por meio da “democracia”. Basta retirar o seu sobrenome. Encolher as palavras, ensinou Orwell, é uma maneira de encolher o pensamento e a liberdade. Ao invés do nome próprio da democracia burguesa, o dicionário de novilíngua vigente registra apenas “democracia”.

Esse é o segredo da inversão mencionada no início deste texto: fazer com que a democracia burguesa, com todas as suas brutais limitações, seja fraudulentamente designada como se fosse a democracia enquanto tal. Desse modo, a democracia concreta, que vai além do aspecto formal e procura emancipar os homens em todas as suas dimensões vitais, dando-lhe o controle total sobre o trabalho, as leis, a cultura, a moral, etc., fica permanentemente inviabilizada. A democracia burguesa, ou seja, a ditadura da burguesia é o inverso da democracia real…

Como podemos observar, os seres humanos jamais estarão preparados para viver em qualquer regime de igualdade para todos, seja o comunismo, o socialismo, o capitalismo, isso numa conjuntura democrática, cujos princípios estão pautados nos deveres e direitos igualitários, além do respeito à vida humana e a liberdade ao questionamento, a crítica e a expressão… O homem não consegue respeitar sequer o seu próprio genitor!!!

Obras de pavimentação no Parque Vitória são inauguradas

Postado por Caio Hostilio em 30/abr/2012 - Sem Comentários

Fruto de convênio celebrado entre a Prefeitura ribamarense e Governo do Estado, serviço foi entregue aos moradores pelo prefeito Gil Cutrim e pelo secretário Luis Fernando Silva.

Em solenidade realizada neste último sábado (28), o prefeito Gil Cutrim (PMDB) e o secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Luis Fernando Silva, inauguraram obras de asfaltamento e urbanização de 16 ruas do Parque Vitória, bairro localizado no município de São José de Ribamar.

Fruto de um convênio celebrado entre a Prefeitura e o Governo do Estado, o serviço no Parque Vitória consistiu na pavimentação e urbanização (colocação de meio-fio, sarjeta e iluminação pública) das Vias Coletoras 210, 211, 212, 213, 214, 215, 216, 217, 218, 219, 220,309, 310, 311, 312, 313 e 314. Juntas, estas ruas perfazem um trajeto, de aproximadamente três quilômetros, localizado dentro do perímetro urbano do bairro.

As obras no Parque Vitória fazem parte das ações do programa municipal de pavimentação de ruas e avenidas de São José de Ribamar. Somente no ano passado, mais de 70 novas vias de diversos bairros da cidade foram asfaltadas pela Prefeitura.

“A pavimentação destas ruas só ratifica o compromisso do prefeito Gil com os moradores do Parque Vitória. Hoje, nós temos saúde, educação e infra-estrutura de qualidade”, avaliou Edivaldo Santos, o Baiano, liderança comunitária do bairro. 

Representando a governadora Roseana Sarney no ato, Luis Fernando elogiou, mais uma vez, a administração Gil Cutrim.“Diversas obras vem sendo realizadasem São Joséde Ribamar. Isso mostra que o prefeito Gil está fazendo uma bela administração, trabalhando incessantemente para melhorar a qualidade de vida dos ribamarenses”, afirmou o secretário.

Gil Cutrim agradeceu ao apoio do Governo do Estado e ratificou o compromisso de continuar levando asfaltamento a todas as regiões do município. “Com o apoio do Governo, a Prefeitura prosseguirá com suas ações, levando pavimentação para cada região do município e construindo uma São José de Ribamar cada vez melhor e mais desenvolvida”, disse. 

Também participaram da inauguração o secretário estadual de Articulação Política, Hildo Rocha; o deputado federal Pinto da Itamaraty (PSDB); os vereadores Nonato Lima (PP), Marlene Monroe (PTB), Lázaro (PV) e Elisabeth Malheiros (PV); além de várias lideranças comunitárias do município.

Hei Ministro, o senhor tem certeza que está falando do Brasil? José Eduardo Cardozo garante que “fará tudo” para descobrir origem de vazamentos

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2012 - Sem Comentários

Victor Martins

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu neste domingo (29/4) que fará de tudo para saber a origem dos vazamentos do inquérito e dos áudios das gravações sobre o escândalo que envolvem o bicheiro Carlinhos Cachoeira. A afirmação foi dada durante um fórum na Ilha de Comandatuba, que reúne os principais empresários do país na Bahia.

Ele defendeu ainda uma profunda reforma política no Brasil como forma de reduzir a quantidade de escândalos que tem ocorrido. Ressaltou que o governo tem mecanismos de controle e está cumprindo o seu papel. “Vamos punir quem precisar se punido”, disse.

No entanto, enfatizou que o sistema político atual, com campanhas eleitorais milionárias e de grandes proporções, deixa brechas, o que resulta em uma “permissividade” para a existência do crime organizado. “Não podemos esconder a sujeira embaixo do tapete. Temos que atacar o problema com punições severas, colocando atrás das grades todos os envolvidos com improbidade. Não é só cadeia, mas sim retirar ou expropriar bens de quem desviar dinheiro público”.

Agora segura!!! Casa de radialista é alvo de tiros em João Pessoa

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2012 - Sem Comentários

MARIANA VERSOLATO

DE SÃO PAULO

A casa de um radialista foi alvo de tiros na madrugada deste sábado (28),em João Pessoa. Vinicius Costa Henriques, que apresenta o programa policial “Rota da Notícia”, na rádio Arapuan, estava dormindo no momento dos disparos e ninguém se feriu, segundo a Polícia Civil da Paraíba.

De acordo com a delegada Dulcinéia Costa, da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa, tiros de espingarda calibre 12 foram disparados por volta das 3h30 contra o portão da casa do radialista, atingindo um carro que estava na garagem.

Costa afirma ainda não ter identificado os responsáveis, mas a polícia está investigando o crime e ouvindo testemunhas.

O Sindicato de Jornalistas Profissionais da Paraíba divulgou nota de repúdio ao ataque. Afirmou que ações como essa “se configuram claramente como ataques à liberdade do exercício profissional”.

“O atentado ao radialista Vinícius Henriques significa uma investida dos malfeitores e corruptos contra toda a imprensa, uma tentativa de cercear o direito do povo paraibano em conhecer as verdades do que se passaem nosso Estado”, diz a nota.

O sindicato cobrou rigor das autoridades na apuração dos fatos e na punição dos autores do atentado. Lembrou ainda casos recentes de ataques a profissionais da imprensa, como o assassinato do jornalista Décio Sá, no último dia 23, no Maranhão.

Quem matou Décio Sá?

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2012 - Sem Comentários

Estou cansado de escutar suposições… Hipóteses? Não passam de especulações… Esse crime não tem face e é típico da pior das ditaduras que possa existir, a burguesa, ainda mais apoiada no pragmatismo do neoliberalismo que aposta tudo na impunidade…

Leio todo tipo de especulação… Algumas denegrindo a pessoa do morto, que já não pode se defender… Outras confusas… E até aquelas que chegam a indicar os autores… Ora bolas!!! É preciso embasamento técnicos para se chegar a essa conclusão e se a polícia, que tem todo esses equipamentos para isso ainda não chegou a um denominador comum, como podem ter alguem chegado a tais conclusões? Por isso, não me atrevo a entrar nessa seara em busca de acesso, haja vista que o senso comum não condiz com o jornalismo que o leitor espera… A notícia sem dados concretos apenas confunde a cabeça do leitor. Essa corrida pelo poder também tomou conta do proletariado!!! 

Mas Quem lutou contra a Ditadura Militar, sabia quem eram os inimigos e eles não se escondiam e falseavam suas identidades… Eram diretos e sabíamos dos ricos que tínhamos que enfrentar.

A censura era declarada e quem a transgredisse sabia das conseqüências, mas os corajosos partiam pra luta de peito aberto e o inimigo vinha também de encontro sem máscara para coibir o direito de questionar, criticar e de expressar suas convicções… Era uma luta franca!!!

A ditadura Comunista é outra que nunca deixou de mostrar a sua cara e de impor suas vontades de peito aberto. Nunca foram covardes e falsearam suas vontades… Fidel Castro está aí para provar o que estou dizendo… Ele cumpre uma ditadura comunista e não esconde a cara, sua identidade.

Lutamos muito pela tão sonhada redemocratização desse país… Mas cadê a democracia? Ela nunca se consolidou… Os excluídos continuam como sempre estiveram e os ricos cada vez mais ricos… O país já alcançou a 6ª economia do mundo e sua riqueza continua nas mãos de apenas 5% de sua população.

Suas Casas Legislativas são constituídas por homens que defendem seguimentos econômicos fortes, dos quais fazem parte… Continuo vendo os excluídos e o proletariado servindo apenas de massa de manobra nas mãos dos burgueses…

Afinal, saímos de uma ditadura militar, cujo inimigo não falseava sua identidade e entramos numa ditadura burguesa, cujo inimigo falseia sua identidade e não aceita o questionamento, a crítica e a liberdade de expressão, com isso manda exterminar essa voz de forma covarde, através de um crime de encomenda, onde a vítima não tem a menor chance de defesa.

Na ditadura Militar e nas ditaduras comunistas, os confrontos são abertos e sabemos das jogadas e armações do inimigo, pois é uma guerra franca, visto que estar em jogo um ideal ideológico e não o jogo pelo poder e a força do capital!!!

Portanto, o criminoso do jornalista Décio Sá foi essa Ditadura movida pelo jogo do poder e pela força do capital… Descobrir quem dos membros dessa Ditadura mandou efetuar o trabalho? Isso é muito difícil de ser descoberto… Pois existem vários seguimentos dentro dessa Ditadura e jogar a culpa em uma delas, não passa de especulações!!!

O bom exemplo parte de casa!!!

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2012 - 4 Comentários

Às vezes o gestor público nem toma conhecimento da maioria das irregularidades que acontecem em suas respectivas pastas e ficam a mercê da confiança dos seus subordinados.

É certo afirmar que a Blitz Urbana vem fazendo um serviço de melhoramento na cidade de São Luís – havendo excesso em algumas ações -, porém é inconcebível que se utilize um veículo da secretária para fazer serviços particulares e praticando uma das infrações de transito grave, que é levar pessoas na caçamba de uma caminhoneta, inclusive uma criança, conforme a foto mostra.

A SMMT faz um excelente trabalho da fiscalização do transito, vez por outra seus carros administrativos são pegos em estacionamentos exclusivos para idosos e deficientes. Quanto a essa irregularidade, seria providencial que a SMTT multasse a própria Prefeitura, mostrando, com isso, que os direitos e deveres devem ser praticados por todos.

Quem sabe assim veremos um dia à democracia nesse país se consolidar de fato!!!!

Até melhorou!!! Um em cada quatro professores da educação básica não tem ensino superior

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2012 - Sem Comentários

Agência Brasil

Seria providencial que fizessem um levantamento nas universidades e faculdades públicas e particulares sobre a quantidade de professores leigos existentes em seus quadros de docentes… Com certeza o resultado seria assustador!!!

Aproximadamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado este mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que não passaram pela universidade – eram mais de 530 mil em 2011 – o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de nível médio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os números são mais um indicativo de que o magistério não é uma carreira atraente.

“Isso mostra que as pessoas estão indo lecionar como última opção de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magistério por vocação, uma vez que a carreira não aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os salários são baixo, e as condições de trabalho ruins”, explica.

A maior proporção de profissionais sem formação de nível superior está na educação infantil. Nas salas de aula da creche e pré-escola, eles são 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 31,8% não têm diploma universitário, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6° ao 9º ano). No ensino médio, os profissionais sem titulação são minoria: apenas 5,9%.

Para a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, é um “grande equívoco pedagógico” colocar os professores menos preparados para atender as crianças mais novas. “No mundo inteiro é exatamente o contrário, quem trabalha na primeira infância tem maior titulação. Quando o professor entra na rede vai para a educação infantil quase como que um ‘castigo’ porque ela não é considerada importante. Mas, na verdade, se a criança começa bem sua trajetória escolar, as coisas serão bem mais tranquilas lá na frente”, pondera.

Segundo Cleuza, o nível de formação dos professores varia muito nas redes de ensino do país. Enquanto em algumas cidades quase todos os profissionais passaram pela universidade, em outras regiões o percentual de professores que só têm nível médio é superior à média nacional. “Temos, às vezes, uma concentração maior de professores sem titulação em alguns locais do Brasil, como a Região Norte, por exemplo, onde as distâncias e as dificuldades de acesso impedem que o professor melhore sua formação”, aponta.

O resumo técnico do Censo Escolar também destaca que em 2010 havia mais de 380 mil profissionais do magistério matriculados em cursos superiores – metade deles estudava pedagogia. Isso seria um indicativo de que há um esforço da categoria para aprimorar sua formação. Mas o presidente da CNTE ainda considera “muito alto” o número de professores sem diploma universitário, especialmente porque nos últimos anos foram ampliados os estímulos para formação de professores nas instituições públicas e privadas de ensino superior.

Uma das alternativas para quem já atua em sala de aula e quer aprimorar a formação é a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para licenciaturas. O programa paga as mensalidades de um curso em faculdade particular e depois da formatura o estudante pode abater sua dívida se trabalhar em escolas da rede pública – cada mês em serviço abate 1% do valor.

“Os programas são oferecidos, mas as condições não são dadas aos professores para que eles participem. O professor não tem, por exemplo, a dispensa do trabalho nos dias em que ele precisa assistir às aulas. As prefeituras e governos estaduais que deveriam ser os primeiros interessados acabam não estimulando o aprimoramento”, diz Roberto Leão.

A luta é pela paz e o respeito à vida humana!!! Lutamos tantos pela redemocratização desse país e será que ele existe?

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2012 - 6 Comentários

Uma democracia só se consolida de fato quando os direitos e deveres passam a ser igualitários a todos os cidadãos. Quando se é respeitado o questionamento crítico e o direito de expressão. Sem isso não existe democracia, mas sim uma ditadura burguesa disfarçada, cujo capital comanda o destino de todos!!!

Essa luta é milenar e nunca terá êxito se os oprimidos e excluídos não tomarem coragem de lutar. É uma luta árdua, mas é preciso… Quiçá um dia os seres humanos parem e façam uma reflexão mais aprofundada e vejam que a vida terrena é rápida e que daqui não se leva nada… O dinheiro não compra a vida eterna!!!

É com esse pensamento que já está nas ruas a campanha de profissionais da comunicação – jornalistas, radialistas, blogueiros, fotográfos – amigos e familiares do Décio Sá cobrando a elucidação do seu assassinato e de outros tantos que caíram no esquecimento.

São Luís está cheia de outdoors pedindo “Justiça” e convidando a todos para a caminhada, no feriado da próxima terça-feira. Milhares de panfletos já foram distribuídos… Vá lá… Dê sua contribuição pelos direitos e deveres igualitários!!!

Venham participar!!! Essa luta é de todos nós, jornalistas, advogados, médicos, professores, motoristas, enfermeiras, cozinheiras, policiais, políticos, pescadores, motoqueiros, jornaleiros, vendedores, bombeiros, pedreiros, regueiros… Enfim, de todos os cidadãos de bens…

A imprensa vem mostrando!!! Em 10 anos, governo de SP pagou R$ 281 milhões para a Delta

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2012 - 12 Comentários

Terra

O governo do Estado de São Paulo pagou R$ 281 milhões entre 2003 a abril de 2012 à construtora Delta, investigada por envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o pico do gasto com a empresa foi no governo de José Serra (PSDB). Em 2008, ano de maior desembolso, foram pagos R$ 91 milhões.

O maior contrato do governo paulista com a Delta foi assinado em 2009 para a ampliação da marginal Tietê. Um lote da obra foi vencido pelo consórcio integrado pela empresa.

Na ocasião, a licitação foi vencida por R$ 287 milhões, mas o contrato foi aditado para R$ 358 milhões, 24,9% do valor inicial.

Na edição de sexta-feira, o jornal havia mostrado escutas telefônicas que indicam o contato direto entre Cachoeira e o diretor responsável pelos negócios da Deltaem São Paulo, Heraldo Puccini Neto. Deputados estaduais do PT pediram anteontem ao Ministério Público Estadual “apuração de possível irregularidade, ilegalidade e improbidade” na conduta de Serra na obra.

Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz (PSDB), disse não descartar a instalação de uma CPI para investigar contratos da Delta com o governo do Estado. Questionado, Serra se disse a favor de qualquer investigação, já a assessoria do governo disse que o aditivo na obra da marginal Tietê está dentro do limite legal e que “resultou de dificuldades climáticas e materiais imprevistas”. O governo disse ter hoje três contratos com a Delta, no valor total de R$75,9 milhões.

Números que preocupam!!! Em 20 anos, cerca de 70% das mortes de jornalistas ficaram impunes no Brasil

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2012 - Sem Comentários

BBC Brasil,

Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos vinte anos ficaram impunes, segundo levantamento da organização americana CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas).

O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no último dia 23em São Luís(MA). Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, da família do presidente do Senado, José Sarney.

O CPJ contabilizou 20 assassinatos entre 1992 e 2012 no Brasil, sendo que 14 não foram punidos. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos.

O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa.

‘Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas’, afirmouem nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.

Contudo, o levantamento da CPJ está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro.

Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do site Mercosulnews Paulo Roberto Cardoso Rodrigues,em Ponta Porã(MS), em fevereiro.

Esclarecido

Apenas um dos quatro assassinatos de jornalistas de 2012 foi esclarecido pela polícia, o de Laércio Souza.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele foi morto por criminosos em janeiro, na cidade de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) após descobrir e denunciar um esquema de narcotráfico que operava em uma comunidade onde ele planejava realizar trabalhos sociais.

Um suspeito foi preso e aguarda julgamento. Um adolescente foi apreendido e submetido a 45 dias medida socioeducativa. Um segundo adolescente que participou do crime foi achado morto.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que um suspeito chegou a ser detido, mas não foi formalmente indiciado.

Já as mortes de Rodrigues e Lopes permanecem sem solução.

Intimidação

Segundo a pesquisa do CPJ, a maior parte das vítimas são jornalistas que denunciaram casos de corrupção.

No segundo lugar do ranking vêm os repórteres policiais e em terceiro aqueles que escrevem sobre temas políticos.

Porém, mais comuns que os assassinatos são os casos de intimidação e ameaças.

Após escrever reportagens sobre assassinatos extrajudiciais cometidos por maus policiais em 2003, o repórter especial paulistano J., de 54 anos, que não terá o nome revelado, começou a receber ameaças e teve que ‘desaparecer’ por 40 dias. Depois trabalhou por mais de quatro meses protegido por uma escolta armada.

‘Muda tudo na sua vida. Você se dá conta que é extremamente vulnerável’, afirmou J.

‘A minha família ficou desesperada, se eu atrasasse cinco minutos era motivo para muita preocupação. Quase entrei em depressão’, disse.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados.

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