Já cansei de dizer aqui que Flávio Dino e sua turminha de ex-sarneysistas são completamente tapados quando o assunto é administração pública, pois não conhecem sequer o mínimo para debater dentro dos princípios básicos.
A estratégia para atingir o secretário de infraestrutura Luis Fernando é tão amadora que os mesmos terminam por se entregar. Pois o deputado Rubens Junior disse em seu pronunciamento e em diversos apartes “Inclusive que o Procurador Geral da República diz esse dinheiro “deve” ter sido usado para campanhas eleitorais”. Que papo mais esquisito um procurador mensurar no achismo e, por seqüência, não provar que os recursos foram usados em campanhas eleitorais? Aí tem dedo de politicagem safada!!!
Por outro lado, o “comunista” sabe lá do quê, procurou afirmar com suas palavras que os recursos foram usados em campanhas eleitorais… Cadê as provas cara pálida? Usar do artifício da prerrogativa de deputado para vomitar baboseiras é típico de quem não respeita os direitos democráticos.
Vamos ao uso do proselitismo politiqueiro: “… onde a governadora Roseana prometera o melhor governo da sua vida. Eleição na qual a governadora Roseana prometera que seria o último mandato da vida dela. Prometeu que o cidadão poderia dormir com a porta da casa aberta, prometeu 72 hospitais e uma revolução na educação. E prometeu também 200 mil empregos. Nada disso a governadora Roseana conseguiu entregar ao longo dos 3 anos de mandato, dos seus últimos 3 anos de mandato. E as mentiras não seriam suficientes para garantir a vitória da governadora Roseana Sarney. O que foi feito então? Um derramamento de dinheiro público, através de convênios eleitoreiros com associações e com prefeituras, onde o objetivo era única e exclusivamente irrigar os cofres públicos para desviar para as campanhas eleitorais. Por conta desse abuso de poder político e econômico, a governadora Roseana Sarney venceu, num preço caríssimo, a eleição de 2010”, disse o ex-sarneysista Rubens Junior.
Para macular a vida pública de Luis Fernando: “…ocorreu em um convênio de São José de Ribamar. O que nós fizemos então, senhoras e senhores deputados? Nós fomos verificar o andamento do convênio realizado pela governadora Roseana Sarney e a Prefeitura de São José de Ribamar, em 2010, que chamou a atenção até do procurador geral da República. Quem era o prefeito de São José de Ribamar em 2010? O hoje secretário de Infraestrutura, Luís Fernando”, falou o filho de Rubens Pereira (ficha suja).
Pensando que sua patacoada ganhasse fôlego, Rubens Junior teve que ouvir o lado técnico na voz do deputado Max Barros.
“Acabo de ouvir o pronunciamento do líder da Oposição deputado Rubens Júnior por quem tenho o maior apreço e fico pensando, senhor presidente, que nada melhor do que um dia após o outro. Recordo-me que alguns meses atrás o deputado Rubens Júnior esteve na tribuna desta Casa criticando de maneira firme, de maneira bastante enfática a atuação do Tribunal de Contas do Estado. Houve uma Auditoria na Prefeitura de Matões, da qual a prefeita é sua genitora e essa Auditoria apontou uma série de falhas, uma série de irregularidades, e o deputado Rubens Júnior subiu à tribuna e criticou muito, criticou a instituição, criticou o modus operandi do Tribunal de Contas. Ele foi bastante, eu diria até violento em relação ao Tribunal de Contas do Maranhão. E quis o destino, que naquele momento fui eu que vim aqui a tribuna para defender o Tribunal de Contas, para dizer o quanto é importante termos órgãos fiscalizadores que fiscalizem gestores públicos e que o Tribunal de Contas fazia o seu papel quando fiscalizou a Prefeitura de Matões. Mas tive a responsabilidade também, como vários outros deputados aqui, de acatar uma colocação do deputado Rubens Júnior, que auditorias preliminares merecem ainda o contraponto do próprio gestor, que isso vai passar pelo Ministério Público do Tribunal de Contas, pelo relator da matéria, pelo Plenário para só depois se tornar uma decisão do pleno do Tribunal de Contas. E aquilo nós defendíamos que valeria para a prefeita Suely. E agora o deputado Rubens Júnior, baseado no relatório preliminar do Tribunal de Contas já vem fazer juízo de valor de uma matéria em que o próprio prefeito ou as pessoas que foram apontadas, irão apontar item por item o que aconteceu. Então acho que agora o deputado Rubens Júnior está tendo dois pesos e duas medidas. Um convênio de R$ 5 milhões, você tem R$ 2,5 milhões para pavimentação urbana, que é para asfaltar ruas e apenas R$ 2,5 milhões para fazer a primeira etapa de um Estádio, é a primeira etapa de um Estádio; os Estádios, hoje, é claro, que as dimensões são muito maiores, por exemplo, o Castelão, quando eu assumi, as gestões anteriores gastaram R$ 50 milhões no Castelão, só com dispensa de Licitação para a mesma empresa, a Empresa PETRA, contratos totalmente irregulares e eu para não ser conivente, rescindi o contrato, e fiz uma concorrência pública e conclui a obra do Castelão com R$ 30 milhões e o Estádio está aí, funcionando e servindo a população do Maranhão. Há estádios que custam, hoje, R$ 1 bilhão, você construir um Estádio com R$ 2,5 milhões, é claro que se refere à primeira etapa do estádio, e o deputado Rubens Júnior não detém todas as informações. A informação que eu tenho, é o que consta na planilha depois foi adequado e isso é dentro da Legislação, tem serviços que não estavam previstos era um projeto básico e que eram necessários fazer esse serviço antes daqueles que estavam previstos na planilha original. Isso é normal na administração pública, você pode substituir um serviço por outro serviço, através de um processo de aditivo de adequação de planilha. Como vai se construir um estádio com R$ 2,5? É lógico que o objetivo era construir uma primeira etapa, esses eram os recursos que eram disponíveis à época e que puderam ser disponibilizados. Então nesse caso aqui, eu também defendo o Tribunal de Contas, eu acho que ele está no papel dele de fiscalizar e de fazer os questionamentos e ele vai ter as respostas que são necessárias e a resposta principal é que o recurso é de R$ 2,5 milhões, é a primeira etapa do estádio e a planilha foi adequada, porque era um projeto básico quando foi feito o projeto executivo, os itens das planilhas foram feitos, mas o que tem lá feito corresponde ao recurso aplicado”.
O deputado César Pires disse: “Deputado Rubens Júnior, nada disso do que foi ventilado aqui me causa espécie, mas me causa desconforto. Eu acho que esta Casa abre um precedente enorme em relação ao que V.Exª fez aqui. Quero louvar antes disso o Tribunal de Contas, porque mostrou seriedade naquilo que tem que ser feito e fez. Mas, deputado, V. Exª apresentar aqui relatório preliminar como algo acabado, sem dar direito a defesas ou apresentar as defesas que foram feitas, apresentar a tréplica, apresentar o posicionamento do Tribunal, me parece, aí sim, volto a repetir, um precedente perigoso. Seria, portanto, 217 prefeitos que trouxéssemos para cá os relatórios pré-liminares e fariam na verdade 217 prefeitos desonestos apenas no primeiro relatório. Seriam 217 presidentes de Câmaras, seriam inúmeros secretários de Estados e inúmeros secretários municipais. Ora, me parece não muito confortável se fazer o que V. Exª fez. Imagine agora se os desafetos dos adversários de qualquer prefeito publicassem em praça pública os relatórios preliminares do Tribunal de Contas e que tomassem aquilo como verdadeiro ou nos meios de comunicação, nos blogs tornariam desonesto talvez o mais honesto do cidadão maranhense. Não é justo. V. Exª como advogado, como pessoa vinculada a gestões de ordem de sangue ou de alianças políticas sabe bem o que significa o que estou dizendo. Se cada um de nós utilizássemos as nossas prerrogativas parlamentares e quisesse extravasar as nossas raivas ou as nossas ambições políticas denegrindo quem quer que fosse e deixasse à tona sem dar o direito das defesas pontuais. Não é justo o que foi feito”.
Que deixem de politicalhas e cumpram seus papéis de representante do povo, além de respeitar o poder Legislativo, haja vista que sua tribuna não é palanque eleitoreiro!!!
Publicado em: Governo