Como pode querer utilizar-se de uma manifestação pacifica e democrática, cujos objetivos são contundentes, mas que a maioria pacifica deixa os politiqueiros e os vândalos se aproveitando dessa manifestação para destruir prédios públicos e privados, saquear lojas e bancos? Que ajudem a policia a coibir esses canalhas!!!
Está na hora de se dar um basta nisso!!! Ou os poderes constituídos se manifestem ou tudo se tornará num caos generalizado. O país não tem líderes políticos e os manifestantes pacíficos não aceitam serem conduzidos por nenhum partido político, que estão desacreditados, assim como os políticos. Essas manifestações não têm lideranças. Elas são o reflexo do descrédito do povo com a situação que vemos atualmente, pela falta de saúde (dinheiro desviado), pela falta de educação (dinheiro desviado), pela falta de transporte coletivo de qualidade (armações das mais corruptas com os donos das empresas), pela falta de mobilidade urbana (falta de planejamento e organização das gestões) e o fim da corrupção (para isso é preciso afastar o joio do trigo, começando pelas próprias manifestações, onde os vândalos estão aproveitando para saquear lojas, bancos e assaltar. Isso é uma forma de corrupção!!!).
Os poderes estão omissos e se tornaram reféns dos politiqueiros e dos vândalos, que são a minoria. Os prejuízos já passaram dos limites, além de atrapalhar o direito de ir e vir dos cidadãos.
Quando se sabe que é justa a manifestação, porém deve ser planejada pelos lideres e o poder público, para que possam fechar as vias que serão utilizadas… Isso é o que acontece en todo país que se diz democrático!!!
Por isso volto ao texto “Política, politicalha…. Hoje, você consegue diferenciar?”, publicado no dia 04 de novembro de 2011.
Rui Barbosa com certeza não saberia diferenciar os hipócritas, mas deixou sua opinião perfeita…Como querem mudanças nesse país se as manifestantes pacíficos (maioria esmagadora) deixam que politiqueiros e os vândalos tomem conta (minoria)?
A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmo, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento. Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado.
Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que seus consoantes. Quem lhe dará o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha?
Neste último sim, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa. Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis.
A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma.
A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.
Publicado em: Governo