Alguém em sã consciência e conhecedora do funcionamento do SUS e das responsabilidades de cada um para que o Sistema Único de Saúde funcione, acreditaria que dessa reunião sairia algum resultado positivo?
Claro que não teria resultados positivos, haja vista que a Prefeitura de São Luís, que tem a Saúde municipalizada e plena, além de receber recursos robustos para manter essa categoria, não vem cumprindo com suas responsabilidades.
São Luís mantém ainda somente dois Socorrões, hospitais de urgência e emergência, desde quando sua população era de 650 mil habitantes (ano 2000) e atualmente tem mais de 1 milhão de habitantes (ano 2012). Aumentou os repasses e não houve aplicação na rede de hospitalar.
Na reunião de hoje (23), O secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, reuniu com os secretários de Saúde Santiago Servir (São Luís), Cristina Moreira Lima (São José de Ribamar), Michelle Duarte Barroso (Alcântara)e Maurie AnneMendes Moura (Paço do Lumiar); o subsecretário de Estado da Saúde, José Márcio Leite; além de técnicos da SES e da Raposa, além de representantes das secretarias municipais, para discutir a regulação dos pacientes transportados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ao final do encontro, ficou acertada uma nova reunião para a próxima segunda-feira (30), quando todos os membros da Comissão Intergestores da Região (CIR) de São Luís irão formalizar um acordo para a regulação de pacientes na rede de urgência e emergência da Região Metropolitana.
Ricardo Murad defendeu que São Luís, que é sede de macrorregião de saúde, inclua mais leitos na rede de urgência e emergência da capital, já que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) mantidas pelo governo estadual estão operando em sua capacidade máxima. “Somente no mês de junho foram mais de 68 mil atendimentos. É preciso que os pacientes sejam georeferenciados e, para tanto, é necessário que as demais unidades municipais funcionem, e não só os Socorrões I e II”, enfatizou.
O secretário estadual mostrou, em números, que asUPAs Itaqui-Bacanga, Parque Vitória e Araçagi – construídas em parceria com o governo federal – estão ultrapassando a capacidade de atendimento, assim como os serviços mantidos na Cidade Operária e no Vinhais exclusivamente com recursos estaduais. Ele também lembrou que o Estado já abriu hospitais gerais de urgência e emergência no interior – Barreirinhas, Grajaú, Alto Alegre do Maranhão, Peritoró,Morros, Paulino Neves e Lago dos Rodrigues – que estão reduzindo a demanda para os Socorrões da capital.
Então, fica a pergunta: Cadê os recursos da Saúde de São Luís, senhor prefeito Castelo? E por que o senhor não conseguiu entregar a UPA da Zona Rural?
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