Não é fácil romper com as amarras do ciclo vicioso da política!!! Por isso, é cultural o conformismo e a burocracia que tomou conta dessa classe. Romper as amarras do “pensamento único” e da “nova ordem”. Romper com o que já virou rotina e vícios. Romper com as regras do jogo já impregnado. Romper com o corporativismo. Romper com os verdadeiros mandantes dos cargos eletivos. Romper as barreiras antidemocráticas que aprisionam as verdades. Romper com a política de colaboração e de vantagens. Romper com os interesses contrariados. Romper com as amarras do ciclo vicioso da política. Não é nada fácil… Com isso, a maioria das atitudes anteriores e das palavras ditas por políticos são como uma bussola, pode apontar em diversas direções.
Fiz todo esse apanhado para dizer que tudo continua como dantes no Quartel de Abrantes. No ano passado, acompanhei várias CPIs, a do Mensalão e ensaiaram até a dos sanguessugas e a da Petrobrás, ficaram pelo caminho. O que houve? Só os bastidores… Os bastidores mesmo, aquele onde não participam jornalistas e o baixo e médio clero, podem dizer algo… A coisa, em minha opinião, não mudou em nada!!! Acho que já acertaram muita gente!!!
Então, só me resta dizer aos que tanto alardeavam aos quatro cantos que lutariam por essas modificação, que para existir de fato o radical conceito de LIBERDADE, é preciso assumir verdadeiro comportamento de auto-determinação, não de mera escolha de opções (manifestação da autonomia, não da heteronomia, nem da anomia). Para que exista, de fato, AUTONOMIA, como capacidade de decidir o próprio fim, a própria regra ou norma de conduta individual e política, precisamos adquirir coragem de romper com as explicações externas do que queremos para nós mesmos, precisamos ultrapassar as barreiras do “Conhece-te a ti mesmo”.
Atingida esta etapa podemos exercer a LIBERDADE POLÍTICA, base estrutural da DEMOCRACIA, pois adquiriremos a PARRESIA, a coragem de dizer no espaço público (Ágora), a verdade, independente da opinião do outro. Assim poderemos lutar para a efetividade do PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DEMOCRÁTICO, que exige a realização de VALORES positivados e a verdadeira ATUAÇÃO (não mera participação) na definição consensual das decisões políticas.
As vezes é melhor o silêncio, exatamente por não saber como sair do nó das amarras da política.
Os falastrões começaram a perder o discurso e passaram a seguir a regra natural das coisas… O Cachoeira vai virar um Valério e o Demóstenes um Roberto Jefferson… Esse é o fim da novela!!!
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