Carnaval de São Luís dá show de animação!!!

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Na penúltima noite do “Carnaval dos 400 Anos”, nesta segunda-feira (20), o folião mostrou bastante disposição e alegria. A festança, promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, foi grande na Madre Deus e na Avenida Litorânea, com atrações para todos os gostos.

O bairro tradicional da culturaem São Luís, a Madre Deus, ficou lotado. Nos palcos montados no circuito Deodoro/Cajazeiras/Madre Deus, o folião dançou e se divertiu com apresentações de grupos diversos. No roteiro, blocos tradicionais, organizados e alternativos, tribos de índios, baterias e grupos de samba.

O caldeirão de ritmos fez o funcionário público Jorge Segundo trazer toda a família para o espaço. Ele elogiou a diversidade de atrações, o formato e a segurança. “O Carnaval do Maranhão tem diferencial, porque é feitos nas ruas, próximo do povo, onde todo mundo pode trazer seus filhos e brincar em segurança”, observou.

A jovem atendente Carol Pereira, que foi acompanhada das filhas pequenas, também elogiou a festa. “È melhor Carnaval do mundo, porque estamos com a família, em segurança e se diverte com os sons da nossa cultura”, declarou.

Além de mexer com o corpo do folião, o Carnaval também aquece o setor financeiro. O período serve para aumentar a renda de muitas famílias que aproveitam a festa para ganhar dinheiro extra com a comercialização de diferentes produtos, como bebidas, alimentos e artigos relativos à festa.

Todos os anos, Gisele Vidal aproveita o período e trabalha com o marido vendendo sprays de espuma, que virou sensação entre as crianças na folia. Ela afirmou que o Carnaval é excelente oportunidade para incrementar a renda. “Dá para ganhar, sim, um dinheiro bom em um só dia. Eu estou satisfeita com meu lucro nos dias de festa”, afirmou.

Avenida Litorânea

Quem optou pela Avenida Litorânea, aliou a beleza da orla ao ritmo elétrico de blocos e bandas carnavalescas, que fizeram o público vibrar e sair do chão ao som dos hits do momento.

O técnicoem imobiliária Roberto Marques, ao lado da mulher, filhas, elogiou a iniciativa da criação de mais uma alternativa de festança. “As famílias maranhenses ganharam mais uma opção para se divertir. Isso aqui está bom demais, seguro e animado, tudo o que se precisa para brincar um grande Carnaval”, ressaltou.

Confira os melhores momentos da festa no Portal do Carnaval. Acesse: www.ma.gov.br/carnavaldomaranhao

  Publicado em: Governo

Cargo de líder se torna um dos mais cobiçados por “regalias” no Congresso

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Guilherme Amado

Não me esqueço de o saudoso Mauro Bezerra dizer: “Eu querer ser secretário? Pra quê? Ter dor de cabeça mais tarde!!! Eu quero ser amigo do Rei e se possível ser o líder da maioria aqui na Casa”… Como sabia das coisas!!!      

A disputa pelo cargo às vezes é fratricida, mas quem chega à posição de líder no Congresso costuma gostar da doce vida de que desfruta. Não são poucas as vantagens. Do partido, do governo ou da minoria, o status dá ao deputado bem mais do que só 15 minutos de fama. Uma vez líder, ganha destaque na imprensa, influência entre a bancada e prestígio com o Palácio do Planalto. Governadores e prefeitos também costumam ser interlocutores constantes. Além de ser o responsável por comunicar o voto de todos os parlamentares de sua sigla ou bloco, dispõe de um rol de prerrogativas que lhe garante livre acesso à tribuna e mais poder no dia a dia do Congresso, sem contar os gabinetes maiores e os servidores extras à disposição. Mas está enganado quem pensa que a vida de líder é só moleza.

“O líder é a parte mais visível de uma enorme engrenagem de toda a bancada e da assessoria técnica da liderança”, resume o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), que foi líder dos tucanos em 2011. A missão realmente não é para os que só vêm a Brasília duas vezes na semana. Como o líder representa um grupo grande de parlamentares, deve estar disponível o maior tempo possível. Isso vale tanto para a oposição quanto para aliados. “O líder de oposição é intensidade, vigilância e disponibilidade imediata. Tem que estar sempre crítico e ter desprendimento”, explica Nogueira. Um cochilo de lado ou do outro pode fazer com que o governo aprove projetos que não interessam à oposição, ou que ministros sejam convocados pela oposição para depor sobre escândalos.
O acesso fácil à tribuna talvez seja um dos maiores atrativos. Para se ter ideia da visibilidade que o cargo traz, oito dos dez parlamentares apontados como os mais influentes no Congresso em 2011 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) são líderes. Um deles, o do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), é considerado mais influente até do que o veterano senador José Sarney (PMDB-AP).

  Publicado em: Governo

Se fosse só essa!!! Estrutura ruim para aviação executiva traz preocupação

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Estadão

A previsão de um fluxo de centenas de jatos executivos transportando bilionários, altos executivos, chefes de Estado, convidados VIP de patrocinadores e celebridades durante a Copa do Mundo de 2014 está preocupando o setor aéreo, que teme congestionamento e caos durante o evento.

A avaliação de especialistas é que o governo federal está de costas para o segmento de aviação executiva e ainda não tem um plano de investimento em infraestrutura para atender a esse segmento.

Apesar de a aviação regular ter prioridade nos grandes aeroportos do País, o temor é de que, com o gargalo, as autoridades brasileiras acabem cedendo às pressões dos passageiros influentes dos jatos e os aloquem nos aeroportos centrais, mais próximos aos locais dos jogos.

Sem espaço para pousar ou decolar, os voos regulares teriam de ser direcionados para aeroportos secundários, em outras cidades, exigindo um longo descolamento de ônibus ou táxi para os eventos.

‘O governo brasileiro dá preferência à aviação regular, em que um avião carrega 200 passageiros. Eles estão de certa forma ”contra” a aviação executiva’, avalia o especialista em transporte aéreo Nelson Riet. ‘Mas, de algum jeito, isso vai acabar sendo revertido (na Copa), e o agravante é que os donos de aviões executivos são pessoas que detêm poder’, diz.

Os alertas são feitos com base no que aconteceu na época de Copa de 2010, na África. Na época, centenas de torcedores que iam para Durban assistir à disputa entre Alemanha e Espanha pelas semifinais perderam a partida porque seus voos não puderam pousar depois que as autoridades fecharam o aeroporto por causa do congestionamento da pista, causado por aeronaves privadas, informou na ocasião o diário Financial Times.

Segundo o jornal britânico, entre as celebridades que chegaram em seus jatos estariam o rei Juan Carlos, da Espanha, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, o ator Leonardo di Caprio e a socialite Paris Hilton.

A aviação executiva cresceu e se sofisticou no Brasil e no mundo nos últimos anos. A palavra jatinho se tornou inapropriada para designar os aviões usados por grandes empresários para se locomover com agilidade. Hoje, eles chegam a ter a mesma dimensão de um avião que em um voo comercial regular acomodaria tranquilamente mais de cem pessoas.

A infraestrutura aeroportuária, no entanto, não avançou no mesmo compasso. Os aeroportos de Campo de Marte,em São Paulo, e de Jacarepaguá, no Rio, voltados para atender à chamada aviação geral, não têm pistas com dimensões amplas o suficiente para suportar o pouso de aeronaves maiores, como o Gulfstream G550, que integra a frota do bilionário Eike Batista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  Publicado em: Governo

Ronaldo fala que Ricardo Teixeira é investigado há muito tempo…

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

O ex-jogador Ronaldo esteve na Sapucaí, onde falou sobre a pressão em torno de Ricardo Teixeira para que ele saia do comando da CBF.

“Existem muitas críticas que nunca foram comprovadas. Há muito tempo ele é investigado por um monte de coisas e muito pouco foi comprovado. Seria uma pena ele sair desse jeito, principalmente às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. O futebol brasileiro deve muito a ele”, finalizou o craque.

O certo é que Ricardo Teixeira já não tem clima para continuar à frente da CBF e nem tampouco moral para representar o futebol brasileiro perante a FIFA, que não o quer ver nem pintado de ouro…

  Publicado em: Governo

Rio dá exemplo… Seop leva 18 mijões para delegacia durante desfile de bloco

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Seria providencial que a prefeitura de São Luís fizesse o mesmo, pois os mijões, mesmo fora de época de carnaval ou qualquer outra festa, os camaradas simplesmente urinam nos postes, nas calçadas, nos muros e até nas praças…

Aqui no Rio não tem essa história de que não tem banheiro… Vai pra cadeia… A operação de combate à desordem realizada nesta segunda-feira, 20 de fevereiro, por agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop), com apoio de guardas municipais, durante o desfile do bloco Volta Alice, em Laranjeiras, encaminhou para a delegacia 18 mijões (cinco mulheres) que urinavam na rua. Todos os detidos foram levados para 7ª DP (Santa Tereza). Durante a ação 10 veículos foram multados e um  rebocado por estacionamento irregular.

Desde o dia 20 de janeiro, início dos desfiles dos blocos pré-carnavalescos, a Seop já encaminhou para a delegacia 750 mijões (88 mulheres) por urinarem nas ruas.

 

  Publicado em: Governo

Aí vão algumas para quem gosta de fofoca…

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Meu camarada essa vida de “celebridade” – só não se sabe do quê – rola muito babado… Um amigo mandou umas fotos onde são flagrados beijos e brigas entre essa turma global.

Os camarotes onde essas criaturas estavam na Sapucaí tocaram o terror, coisa que os fotógrafos adoram registrar… Global discute com mulher, enquanto Juliana Paes exala paixão. Até ‘beijo gay’ rolouem espaço VIP

Eu não sou nenhuma Maria Chiquinha pra gostar de fofoca, principalmente em briga de marido e mulher, onde ninguém mete a colher, não é mesmo? Mas como esses babados estão na boca do povo, não sou eu que vou dar uma de baú.

Pintou no primeiro dia na Sapucaí a maior briga entre o ator global Thiago Rodrigues e sua mulher, a jornalista Cristiane Dias, cujo pivô seria a atriz Ludimila Dayer.

Por outro lado, Juliana Paes e o seu marido, Carlos Eduardo Baptista, continuam no maior Love… O fotografo registrou o maior beijão do casal, que causou inveja numa porrada de gente… Quem parecia está num chamego estranho era a atriz Andréia Beltrão e seu marido Maurício Farias.

O amor esteve no ar na Sapucaí!!! Pois não é que o “Animal” Edmundo agora deu para distribuir beijinhos!!! O camarada, na pista de dança do camarote da Brahma, lascou um beijão no David Brazil… Coisas do Carnaval!!! Ah!!! As línguas se encontraram entre os dedos!!!

  Publicado em: Governo

Caramba!!! Paradona de 3 minutos da Mangueira levanta o público na Sapucaí…

Publicado em   21/fev/2012
por  Caio Hostilio

Grande Mestre André, da minha querida Mocidade e sua invenção da parada da bateria e a volta gloriosa com o repique, isso nos anos 80. O povo não acreditava que aquilo era possível, mas ele foi audaz e levou para a avenida. De lá pra cá isso passou a ser a alma da bateria e as inovações foram crescendo. Agora, A verde e Rosa deu um show… Parar por 3 minutos e deixar o público presente cantar o samba sem o acompanhamento da bateria foi algo fantástico…

A Estação Primeira de Mangueira entrou na Sapucaí na madrugada desta terça-feira (21) para marcar o Carnaval carioca. A escola fez grandes paradas da bateria, trouxe convidados para puxar o samba-enredo e fez o público delirar com sua celebração ao Carnaval de rua carioca. Com o enredo Vou festejar! Sou Cacique, sou Mangueira, a escola saudou o Cacique de Ramos e fez o público cantar do começo ao fim.

Para homenagear o bloco em grande estilo, a Mangueira fez grandes inovações no seu desfile, sobretudo na bateria. Por cerca de dois minutos, os ritmistas pararam de tocar para ouvir o público cantar seu samba. A escola parou na avenida e vibrou com o público durante a paradinha. No meio da bateria, Dudu Nobre, Alcione e o grupo Fundo de Quintal fizeram uma roda de samba, cantaram o enredo e fizeram o público delirar com a passagem no sambódromo.

Antes de entrar no recuo, a bateria ainda inovou novamente. Os ritmistas abriram espaço para a passagem do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Atrás do casal, o tripé que trazia a roda de samba também atravessou os músicos, que faziam coreografias em reverência aos cantores. Durante a performance, a bateria parou de tocar novamente e o samba foi tocado em ritmo de pagode, sacudindo mais uma vez o público.

Apesar de levantar o público, o desfile grandioso da Mangueira também teve problemas. Pelo tamanho de suas alas, 50 no total, a escola precisou acelerar o passo para cumprir o tempo estabelecido para o desfile. Algumas alegorias também tiveram problemas na passagem pela avenida, como um princípio de incêndio no carro abre-alas. O carro de som também apresentou falhas.

Mas a escola conseguiu superar os problemas e encantou o público com as novidades. As surpresas do desfile começaram na comissão de frente. No centro de uma roda de candomblé, os sambistas Beth Carvalho e Jorge Aragão acompanhavam a evolução dos dançarinos. Representando os orixás, os integrantes dançavam numa plataforma que lembrava o terreiro onde o bloco Cacique de Ramos foi criado, com uma grande árvore ao fundo. Durante o desfile, os orixás desciam da plataforma para interagir com o público, emitindo sons.

O abre-alas, que chegou a ter um princípio de incêndio na concentração, desfilou normalmente. A alegoria trazia um grande surdo sendo tocado por um índio, símbolo do bloco. Em cima do instrumento, um passista fazia acrobacias com o pandeiro. Ao fundo do carro, a escola construiu uma réplica do Palácio do Samba, que será a nova sede da agremiação.

Com “bububu no bobobó”, São Clemente conquista a Sapucaí e inova na bateria

Comemorando 50 anos de criação, a São Clemente abriu com chave de ouro o segundo dia de desfile na Marquês de Sapucaí. Com direito a violino na bateria, que (surpreendentemente) não teve paradinha alguma, e funcionou muito bem; o “bububu no bobó” foi o trecho do enredo responsável por transformá-lo num chiclete que dominou as arquibancadas e trouxe a energia que a escola precisava para fazer a excelente apresentação que fez.

O objetivo inicial do carnavalesco-revelação Fábio Ricardo (ex-aderecista e assistente de Joãosinho Trinta e Max Lopes), que era transformar a Marquês de Sapucaí numa Broadway brasileira foi alcançado e, dificilmente, a escola não vai conseguir se manter entre o seleto Grupo Especial. 

União da Ilha surpreende com viagem de Londres ao Rio

Com elegância e pontualidade, a escola União da Ilha lembrou a cultura e a história britânica em seu desfile na noite desta segunda-feira (20). A escola misturou a realeza britânica à alegria carioca para mostrar uma viagem de Londres, onde acontece a Olímpiada deste ano, para o Rio de Janeiro, onde a competição acontece em 2016. O enredo De Londres ao Rio: Era uma vez… uma Ilha surpreendeu o público com um desfile bem trabalhado pela escola.

A União da Ilha foi uma das escolas mais prejudicadas com o incêndio no barracão da Cidade do Samba, em 2011, e por isso o desfile não foi julgado. Para retomar sua trajetória no Carnaval carioca, a escola mostrou com brilho alguns personagens, histórias e pontos emblemáticos da cidade de Londres. A União brincou com as semelhanças entre a ilha britânica e a Ilha do Governador, local onde a escola foi fundada, que têm as mesmas cores e padroeiro, São Jorge.

<:figure>Na comissão de frente, a brincadeira não poderia ser mais explícita. A ala representou um tradicional cortejo real, com a rainha inglesa em uma carruagem. Ao seu lado, o gari Renato Sorriso representava o Carnaval carioca. Além da carruagem, a comissão também contou com um tripé reproduzindo os portões do palácio de Buckingham, residência oficial da realeza britânica.

Os guardas britânicos, conhecidos por sua impavidez, também foram representados na primeira ala da escola. Ao longo do desfile, eles deixaram de lado a seriedade característica para cair no samba. Outras alas mostraram a história da formação da cidade de Londres, desde a época medieval até os dias atuais. O abre-alas mostrou cinco grandes cabeças celtas prateadas, representando a origem da cidade.

Os personagens históricos e as lendas que surgiram das guerras de formação da Inglaterra foram representadas nas alas, como “Cavaleiros Medievais” e “Robin Hood”. A segunda alegoria mostrou a lenda dos cavaleiros da Távola Redonda, com esculturas representando os cavaleiros e soldados em um grande tabuleiro de xadrez. São Jorge, padroeiro da cidade e da escola, foi destacado no carro alegórico.

As cruzadas marítimas também tiveram destaque no desfile da União da Ilha, que trouxe uma grande caravela dourada na sua terceira alegoria. Duas esculturas de Netuno, Deus grego dos mares, estavam na frente do carro. A colonização africana foi representada em seguida, em alas que mostraram a chegada dos ingleses no continente.

Alguns aspectos da cultura inglesa foram destacadas pelas alas, como o chá, o detetive Sherlock Holmes e os personagens do livro Alice no País das Maravilhas, tendo a atriz Letícia Spiller como Alice. A quinta alegoria da escola representou o “Chá de Alice”. Com apenas dois passistas, representando o rato e a lagarta, o carro contou com riqueza de detalhes e cores vivas na representação da história do inglês Lewis Carroll.

Temas pop também foram mostrados na escola, como Charles Chaplin, os famosos taxis londrinos, os personagens do livro Harry Potter e o quarteto dos Beatles, lembrados na ala “Yellow Submarine”. Uma alegoria sintetizou os elementos, com um grande carrossel e esculturas da guarda real, cabines telefônicas e ônibus londrinos. À frente do carro, a velha guarda da escola foi homenageada como a “Realeza do Samba”.

O futebol, criação inglesa, foi retratado com humor na ala que representou uma partida entre Brasil e Inglaterra. O jogo foi o pretexto para trazer o Brasil ao desfile da escola. Diversas alas mostraram aspectos da cultura brasileira, como as baianas que representaram as Mães de Santo. A Olimpíada foi lembrada em uma ala que trouxe os foliões nas cores dos arcos olímpicos. Ao longo do desfile, eles se uniram em círculos e formaram o símbolo dos jogos.

Atletas desfilaram pela escola, lembrando a preparação para os Jogos Olímpicos, assim como a última alegoria, “Uma Cidade Ainda Mais Maravilhosa”. No centro do carro, um grande painel de Led representou a Tocha Olímpica, que seria acesa na passarela, mas permaneceu apagada até o final, na dispersão, tirando um pouco do brilho do encerramento do desfile.

Salgueiro lembra centenário de Luiz Gonzaga em literatura de cordel 

A Acadêmicos do Salgueiro entrou na avenida com muito gibão, couro e empolgação. A escola homenageou a literatura de cordel com o enredo Cordel Branco e Encarnado. Terceira escola a desfilar nesta segunda-feira (20), o Salgueiro teve dificuldades para entrar na avenida com suas alegorias, mas a preocupação deu lugar a alegria durante o desfile que contagiou o público.

<:figure>Em função das dimensões, três carros tiveram problemas logo na entrada da Sapucaí. O abre-alas teve um princípio de incêndio na dispersão, e o último carro alegórico entrou apagado na Sapucaí, com problemas no gerador. Além disso, outros carros tinham peças removíveis que foram colocadas com as alegorias já na avenida, o que causou um grande espaço vazio entre as alas iniciais.

O desfile apresentado na avenida mostrou a história e as influências sobre a literatura de cordel, elemento típico da cultura sertaneja. A comissão de frente apresentou uma carroça de artistas mambembes, com os dançarinos vestidos de cangaceiros. Ao longo da Sapucaí, a carroça dá lugar um dragão, que é derrotado pelos dançarinos. A história remete à origem da literatura de cordel, na Europa medieval.

As alas iniciais mostraram o surgimento da técnica do cordel, e o abre-alas “O Reino do Cordel” mostrou sua utilização na realidade sertaneja. Foram 26 esculturas de bonecos coloridos, misturando a origem medieval com a tradição nordestina da literatura. As lendas retratadas nas histórias de cordel foram mostradas na segunda alegoria, “A Barca da Encantaria”. O carro mostrou grandes serpentes roxas, dragões e sereias por toda lateral.

Algumas lendas folclóricas e personagens característicos do sertão foram retratadas nas alas. As baianas do Salgueiro estavam fantasiadas de Maria Bonita, a esposa do cangaceiro Lampião. As roupas, com saias mais curtas que o habitual, estavam trabalhadas em laranja, vermelho e marrom. A bateria desfilou de cangaceiros, e fez diversas paradas durante a execução do samba enredo. Em alguns momentos, os ritmistas deixaram de lado os tamborins e tocaram xote, levantando o público.

Uma das alegorias que apresentou problemas no início do desfile, “Pavão Misterioso” chamou atenção na avenida. O carro retratava um dos mais populares cordéis do País com bicicletas presas nas laterias pedaladas por passistas. As alas trabalharam temas recorrentes do cordel, como os perigos do sertão, as aflições do povo nordestino e a morte. A velha guarda da escola desfilou como os coronéis do Nordeste.

A alegoria “Imagens Poéticas do Sertão”, com fortes cores laranja e chão batido de terra, mostrou cenas do cotidiano sertanejo. À frente do carro, uma escultura de cavaleiro do cangaço foi destaque no carro que retratou histórias de Lampião. Nas laterais, passistas com espingardas dançavam ao lado de esculturas de bois e carcaças.

No encerramento do desfile, o Salgueiro homenageou os maiores poetas e autores de cordel, com alas que destacaram suas obras. O último carro alegórico, que conseguiu resolver seus problemas de iluminação, apresentou um grande teatro iluminado, com esculturas de trios nordestinos tocando instrumentos típicos de forró. A alegoria, muito iluminada e com diversos destaques, tinha ao fundo uma estrutura que lembrava o sol.

Unidos da Tijuca celebra centenário do “rei do sertão” Luiz Gonzaga

Penúltima escola a desfilar na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (21), a Unidos da Tijuca entrou na avenida com o enredo “O dia em que a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do Sertão”. Título grande para representar a grandeza da obra do cantor e compositor Luiz Gonzaga. Segundo o diretor de carnaval Ricardo Fernandes, a agremiação levou “tudo que o Gonzaga cantou em suas músicas. Desde seus sentimentos mais íntimos até a beleza de seu Estado, o Recife.

A expectativa de Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, é das mais positivas. Ele garante que a escola trabalhou para levar o título este ano, com um desfile sem patrocinadores  que custou mais de R$10 milhões. “Será uma leitura muito fácil  da obra de Luiz Gonzaga. Até uma criança vai conseguir identificar sua influência no desfile”, garantiu.

Horta explicou que a escolha do tema de 2012 foi discutida entre todos da escla, mas a ideia inicial foi dele, que é grande fã da obra do cantor que completaria cem anos em 2012, caso fosse vivo.

Sobre o tema mais conservador, diferente do que o carnavalesco Paulo Ramos está acostumado, Horta conta que a decisão não foi imposta ao carnvalesco e que esta será uma oportunidade dele “mostrar sua versatilidade em um enredo mais clássico”. 

Desfilando pela primeira vez pela Unidos da Tijuca, a modelo Gracyanne Barbosa, rainha de bateria, disse não estar nervosa, apenas ansiosa para entrar na avenida. Acompanhada de perto por seu marido, o cantor Belo, a bela afirmou que preparou muito o corpo para o carnaval e que quer conquistar o público da agremiação.

Grande Rio encerra desfiles com histórias de superação

A Grande Rio encerrou os desfiles do Carnaval carioca na madrugada desta terça-feira (21) mostrando histórias de superação após ter sido prejudicada com o incêndio que destruiu as alegorias e fantasias do seu desfile de 2011. A escola desfilou com um time de celebridades para apresentar o enredo Eu Acreditoem Você. E Você?.

Histórias de superação de personalidades foram lembradas pela escola, que homenageou o atleta Lars Grael, o maestro João Carlos Martins, o lutador Minotauro, entre outros personagens. Além deles, muitos artistas participaram do desfile, como a atriz Ana Furtado, que estrou neste ano como rainha de bateria. Suzana Vieira também desfilou à frente do carro abre-alas, como Deusa da Vitória.

A comissão de frente mostrou a superação do medo na infância. Os dançarinos, fantasiados de crianças, fizeram coreografias em uma grande cama, que atingia sete metros de altura. Já o abre-alas mostrou uma revoada de anjos, simbolizando a superação pela fé. A alegoria trazia grandes esculturas de anjos e um carrossel em forma de coroa onde os integrantes voavam sobre a passarela. As atrizes Arlete Salles, Cristiane Thorloni e Vera Gimenez foram destaques da alegoria.

A ala “O Sopro do Espírito Santo” trouxe as baianas da escola vestidas de branco e simbolizando a fé. Outras alas lembraram lendas e contos de superação, como “Superando o Preconceito: O Patinho Feio”, que teve à frente a apresentadora Ana Hickmann vestida de “Cisne Negro”.

Em seguida, foram homenageadas diferentes personalidades com exemplos de superação, como a ginasta Georgette Vidor, o atleta Lars Grael, o músico Bethoven e o maestro João Carlos Martins, que desfilou na bateria da Grande Rio. As alegorias destacaram algumas das histórias, como a do lutador Minotauro. Ele foi destaque do segundo carro alegórico, “Derrubando Gigantes”, que mostrou a vitória de grandes obstáculos, como os vícios.

A superação de limites físicos foi lembrada na alegoria sobre o músico Ray Charles, que era cego. O carro alegórico mostrou um grande piano, tocado por um ator que representava o pianista. Outra alegoria destacou a superação através do esporte, com a equipe de basquete paraolímpica jogando em uma enorme quadra sobre o carro. Como destaques, a ginasta Georgette Vidor e o nadador Clodoaldo Silva.

Nas demais alas, histórias de superação de alguns povos da humanidade, como os judeus e os japoneses, que conseguiram vencer grandes adversidades como o holocausto e a bomba atômica. O fim do apartheid da África do Sul foi lembrada na quinta alegoria da escola, que homenageou Nelson Mandela. A alegoria trouxe um grande chafariz no centro, além de imagens de guerreiros africanos.

A velha guarda da escola desfilou homenageando o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Roussef, pelas suas histórias pessoais de superação. As alas mostraram ainda o projeto Afroreggae, para lembrar a vitória sobre as adversidades sociais. Um tripé homenageou mães brasileiras, com Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, como destaque.

No encerramento, a escola destacou o povo brasileiro e sua garra e persistência. A alegoria trouxe um ônibus onde estavam os funcionários que trabalhavam no barracão da Grande Rio antes do incêndio de 2011. A alegoria tinha também uma grande estátua representou Joãosinho Trinta, fantasiado de gari para lembrar o enredo “Ratos e Urubus”, de 1989.

  Publicado em: Governo

Com desfile impecável, Beija Flor tem chances de conseguir bicampeonato

Publicado em   20/fev/2012
por  Caio Hostilio

Ponto forte da apresentação foi homenagem a Joãosinho Trinta, que morreu em dezembro último

Jornal do Brasil

<:taghw>O polêmico samba enredo ’Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia’, desenvolvido por Joãosinho Trinta em  1989 na Beija-Flor foi lembrado por um dos setores da escola que chamou mais a atenção do público. O carro deste setor trouxe um grande boneco articulável do sambista morto em dezembro do ano passado.

Em destaque na Marquês de Sapucaí estiveram um Bumba Meu Boi de 11 metros de altura (a alegoria lembra as festas de Parintins do Maranhão), muitas alas que representaram o folclore do Maranhão. E, como bem destacou a cantora Alcione (que é maranhense e participou do desfile): “A Beija Flor trouxe todo o colorido do Maranhão para suas alas. Foi perfeito!”.

A rainha da bateria, Raíssa, que começou a desfilar na escola quando tinha apenas 12 anos, foi um show à parte e mostrou que não basta ser bonita, tem que ter samba no pé e, principalmente, entrosamento com o público e os demais integrantes da escola.

Beija-Flor é mais cobrada do que as outras, reclama diretor

O diretor de Carnaval e de harmonia da Beija-Flor de Nilópolis, Laíla, reclamou do nível de exigência esperada, pelos jurados, da evolução da escola durante a passagem pela Marquês do Sapucaí. “Somos mais cobrados. Tenho medo da má vontade”, confessou.

<:taghw>Ele, no entanto, entende que a situação acontece porque a escola coleciona boas posições e títulos na história do Carnaval carioca. “É o fato de a escola ser muito vitoriosa nos últimos anos. Correr atrás do bi pode até mesmo nos prejudicar”, falou. Ao todo são 12 títulos conquistados pela nilopolitana.

  Publicado em: Governo

Vigilância apreende alimentos sem procedência em camarote da Sapucaí

Publicado em   20/fev/2012
por  Caio Hostilio

De acordo com a prefeitura, a empresa responsável pelo fornecimento dos produtos recebeu duas multas, uma por falta de higiene e outra pela ausência de rotulagem nos produtos. O nome da empresa e do camarote não foram divulgados.

Além da fiscalização da vigilância sanitária, a prefeitura informou que no primeiro dia de desfiles 129 pessoas foram atendidas nos nove postos da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil montados no sambódromo e no Terreirão do Samba. Apenas duas mulheres precisaram ser encaminhadas a hospitais da cidade por causa de fraturas.

Com os últimos números, já são mais de 600 atendimentos registrados nos dois pontos de maior concentração de pessoas na capital fluminense durante o Carnaval, sendo 18 remoções para hospitais próximos à avenida do samba.

  Publicado em: Governo

Beija Flor e Vila Isabel se destacam no primeiro dia de desfiles na Sapucaí

Publicado em   20/fev/2012
por  Caio Hostilio

Jornal do Brasil

Das sete agremiações que abrilhantaram a noite e o amanhecer dos foliões na Marquês de Sapucaí, a Beija Flor de Nilópolis (que já acumula 12 títulos) e a Vila Isabel se destacaram e mostraram que estão na luta pelo título. 

<:taghw><:taghw>Depois de a Beija Flor de Nilópolis fazer uma homenagem emocionante aos 400 anos da cidade de São Luís do Maranhão, no Nordeste, foi a vez da Vila Isabel, de Martinho da Vila, mostrar a que veio e sacudir ainda mais os foliões enquanto o sol nascia, por volta das 6h.

A Unidos de Vila Isabel entrou na Sapucaí para homenagear o ritmo do ‘semba’, que influenciou a origem do samba brasileiro. Com o enredo Você semba lá … Que eu sambo cá!<:taghw> O canto livre de Angola a última escola a desfilar destacou as raízes religiosas, as paisagens e a cultura africana.

O samba enredo defendido pela escola foi composto por Arlindo Cruz, além de outros músicos, a partir da concepção de Martinho da Vila, que é integrante da escola e membro da comissão de compositores da Vila Isabel desde 1963. O sambista também foi homenageado pela escola durante a passagem pela Sapucaí.

Logo na chegada na passarela do samba, a escola encantou o público com a elaborada comissão de frente. A ala representou uma savana africana, onde os dançarinos faziam coreografias encenando o movimento dos animais entre um gramado seco. A comissão também contou com uma alegoria que, além da grama, apresentava uma árvore típica da região e que se transformava ao longo do desfile em um rinoceronte.

As paisagens naturais africanas foram apresentadas logo no início do desfile, no carro abre-alas. A alegoria “A Fauna Selvagem Angola” também mostrou animais africanos, como zebras, flamingos, leopardos, girafas e crocodilos. O carro foi precedido do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira que exaltou a África livre, mostrando ao público que o desfile iria focar na beleza do continente.

As alas também ressaltaram a exuberância das espécies animais de Angola, além da relação dos habitantes do país com a natureza. O tema foi destaque na segunda alegoria, que mostrou uma grande árvore chamada Imbodeiro, ornamentada com diferentes estampas e texturas de tecidos representando as peles animais da África. Outra alegoria, “No Reino da Rainha Njinga”, destaca a história da rainha e sua relação com as etnias que compõem o povo angolano.

A saída dos povos angolanos para o Brasil foi lembrada com uma alegoria que retratava os navios negreiros. A ala das baianas, com fantasias brancas com detalhes em tecidos de diferentes estampas africanas, lembrou o sentimento de saudade que os escravos sentiam de sua terra natal, chamado de banzo. As demais alas mostraram a resistência cultural dos negros no País, e a miscigenação que formou a população brasileira e sua cultura, com a tradição das festas e cultos religiosos. A alegoria “A Festa do Divino” destacou essa herança cultural.

Renascer de Jacarepaguá estreia na elite e abre os trabalhos no novo Sambódromo 

A estreia da Renascer de Jacarepaguá no Grupo Especial encheu de esperança os componentes da escola. Campeã do Grupo de acesso em 2011, tendo a água como tema, a agremiação homenageou o pintor pernambucano Romero Britto, com o enredo ‘O artista da alegria dá o tom da folia’, do carnavalesco Edson Pereira. 

O primeiro toque do surdo marcou também a inauguração da Sapucaí, que passou por reformas e melhorias ao longo dos últimos 12 meses.

O nervosismo da primeira vez era visível na concentração. A rainha de bateria da vermelho, branco e amarelo, a publicitária Patrícia Neri, traduziu em palavras o sentimento de todos os integrantes da ‘Pomba’, símbolo da representante da Freguesia e do Tanque.“Esse ano a Renascer veio para escrever seu nome na história do Grupo Especial”, vislumbra. “Chegamos na elite, e com todo o suor e esforço vamos ficar em cima por muito tempo. Todo mundo merece isso na escola”.

Já tendo desfilado por Mangueira e Vila Isabel, a empresária Maria Fernanda Casttine, de 42 anos, que saiu na ala ‘Egito Arte’ da Renascer de Jacarepaguá, de cor predominantemente azul, que era seguida por uma pirâmide, acredita, inclusive, no título da escola.“Tudo foi pensado, nos mínimos detalhes, para estrearmos com um campeonato, o que seria sensacional”, avaliou. “Já em nossos ensaios, era possível ver que todos batalham por isso. Espero muito que isso aconteça”.

Portela levanta a arquibancada com homenagem à Bahia

A Portela balançou as arquibancadas do sambódromo na noite deste domingo (19). O desfile sobre a fé e as festas populares da Bahia contagiou o público e transformou a Sapucaí em uma grande festa popular baiana. Segunda escola a se apresentar, o desfile da Portela teve um gosto especial para os integrantes, que vibravam com a beleza e o sucesso do samba. Além de estar em jejum de vitórias há mais de 20 anos, a escola sofreu com o incêndio que prejudicou seu desfile 2011. Para trazer sorte, a escola cantou a fé da Bahia com o enredo E o Povo na Rua Cantando. E feito uma Reza, um Ritual.

Escola de Madureira apostou nas cores para tentar um título que não vem há duas décadas. Fotos: Vítor Silva/Jornal do Brasil

A comissão de frente “Quero Vestir A Roupa da Santidade” mostrou os orixás do candomblé, evocados por filhos e mães de santo. Entre eles, o ator Milton Gonçalves representou um babalorixá. A comissão trouxe um tripé representando as igrejas barrocas baianas, de onde saíam os orixás fantasiados. A ideia do carnavalesco era mostrar o sincretismo religioso da Bahia.

O carro abre-alas trouxe, além de uma grande águia dourada segurando um patuá, os cantores Paulinho da Viola e Marisa Monte como destaque. A cantora simbolizava Clara Nunes, sambista que foi integrante da escola e que conduz o enredo da escola. Logo em seguida, a ala “Olhai seus filhos com olhar sereno” apresentou uma coreografia com as vassouras utilizadas nas lavagens da Igreja do Bonfim, retratada no segundo módulo do carro alegórico.

A alegoria contou com 50 mil fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas nas laterais do carro. Segundo o carnavalesco Paulo Menezes, elas foram benzidas pelo padre da igreja e por mães de santo de Salvador. Além das fitinhas, diversas baianas compunham a alegoria. A ala “Alma em Festa da Nossa Cidade” mostrou a fé pelo santo, que é o mais querido dos baianos.Da Lavagem do Senhor do Bonfim, a Portela partiu para a Festa de Iemanjá, outra celebração religiosa típica da Bahia. As alas mostraram os presentes oferecidos pelos fiéis à orixá conhecida como rainha do mar. De azul e verde claro, a ala das baianas “Minha Sereia É a Rainha do Mar” também reverenciou Iemanjá, que foi destacada na segunda alegoria, “Como Saúda a Rainha do Mar”.As influências africanas da Bahia foram lembradas nas alas, com referências à cultura negra e ao Ilê Ayê, o primeiro bloco composto por negros de Salvador. A terceira alegoria, “Abram Espaço Nesta Sagrada Caminhada”, destacou a religião como maior herança do continente herança. O carro contou com integrantes do Balé Folclórico da Bahia, que faziam performances e danças afro.

Logo em seguida, a bateria vestida de Filhos de Gandhy cobriu de branco a passarela. O carnavalesco optou por incluir uma ala atrás da bateria com a mesma fantasia, para dar a dimensão que o bloco Filhos de Gandhy tem no Carnaval de Salvador. Além disso, a bateria se destacou pelos atabaques utilizados para dar um toque da percussão baiana ao samba portelense.A ala “Tá No Batuque Que Balança Nego” lembrou o balanço da música baiana e foi a ala mais colorida da Portela, destacando as cores amarelo, azul, vermelho e amarelo. “Abre alas Porque o Olodum Chegou” foi outra a ala que destacou a percussão baiana do grupo conhecido internacionalmente.

A quarta alegoria, “O Canto da Cidade”, reproduziu os casarões, ladeiras, largos e escadarias do Pelourinho e teve Daniela Mercury como destaque. A cantora precisou alterar as datas de sua apresentação no Carnaval de Salvador para estar presente no desfile. Além dela, o carro também lembrou a banda Timbalada, dispondo os integrantes em uma grande escadaria com as roupas do grupo. Tambores do Olodum compõem as laterais da alegoria.Nas alas, a Portela lembrou outras manifestações culturais baianas, como o Zambiapunga, e a Festa de Santo Amaro da Purificação, que acontece no Recôncavo baiano. A alegoria de apoio “A Casa é Sua Dois Dois”, com bonecos e carrinhos como decoração, lembrou a festa de Cosme e Damião, santos gêmeos festejados no estado. Os atores Fábio Lago e Fabrício Boliveira representaram os santos.As festas juninas foram o tema da quinta alegoria, “E Hoje é o Aniversário de São João”, que apresentou um grande boneco lembrando Gilberto Gil com uma sanfona. Nas bordas do carro, alguns casais dançavam forró. Em seguida, a ala “Toda Festa de Um Povo” lembrou o espírito de festa do povo baiano.

Para fechar o desfile, a Portela lembrou nas alas outros sambas enredo em que celebrou festas populares brasileiras. O último carro alegórico trouxe imagens dos orixás baianos nas laterais, saudando a Velha Guarda da Portela. Além dos sambistas, o carro também trouxe a cantora Vanessa da Matta representando Clara Nunes.

Com problemas, Imperatriz homenageou Jorge Amado

Com problemas no início do desfile, a Imperatriz Leopoldina chegou à Sapucaí para homenagear o centenário de Jorge Amado. Terceira escola a desfilar na noite deste domingo (19), a Imperatriz mostrou as principais obras do escritor e exaltou a Bahia folclórica e seus personagens exóticos.

A escola contornou os problemas na entrada do sambódromo, quando um dos carros teve dificuldades para contornar o acesso à Sapucaí. A alegoria reproduzia a Lavagem do Bonfim, em Salvador, com mães de santo fazendo o ritual religioso.

A comissão de frente foi inspirada no livro Capitães de Areia , com um carrossel onde os dançarinos encenavam os personagens principais da obra sobre garotos de rua que praticavam pequenos furtos em Salvador nos anos 20.

Porto da Pedra leva leite e iogurte para a Sapucaí, mas não “dá samba” e derrapa

Folião não escolhe enredo, já dizem os mais entendidos de Carnaval. O que se viu na Marquês de Sapucaí no amanhecer desta segunda-feira de Carnaval foi a tentativa imensurável do povo gonçalense de levantar a apresentação da Vermelho e Branca de São Gonçalo diante de um enredo que pareceu difícil (ou impossível?) de ser desenvolvido. O episódio reacendeu o debate em torno da polêmica das escolas que aceitam ou não que o patrocinador dite o tema a ser desenvolvido pela agremiação.

Parecia a Acadêmicos de Vila Isabel no ano passado, quando o assunto a ser desenvolvido foi fixado pela empresa de cosméticos Pantene como sendo “cabelo”. Conclusão: sobrou dinheiro e luxo, mas faltou Carnaval de verdade e empolgação do público. A tradicional escola passou despercebida pela Passarela do Samba.

Como é de costume da Porto da Pedra, o investimento em efeitos sensitivos não deixou de acontecer este ano e ficou por conta da alegoria ’A Folia dos Derivados’, que além de trazer queijos e ovelhas tinha forte cheiro de leite. Os destaques do desfile foram a comissão de frente, que representou lactobacilos. Os bailarinos representaram a transformação do leite em iogurte e trocaram uma roupa branca por outra cor-de-rosa rosa. O efeito foi simples, mas funcionou.

Com riqueza de detalhes, Mocidade se destaca como uma das preferidas na 1ª noite

O orçamento apertado da Mocidade Independente de Padre Miguel não intimidou o carnavalesco Alexandre Louzada e sua equipe. Diferentemente de carnavais anteriores da escola, a agremiação Verde e Branca da Zona Oeste já se destaca na primeira noite de desfile na Marquês de Sapucaí como uma das favoritas da noite. O brilho da agremiação não esteve apenas na plasticidade das alegorias e adereços, cuja ordem foi iniciada com o branco (como quando um artista começa uma obra, com a tela branca) e passando por alguns traços mais escuros e culminando no colorido de algumas obras de Cândido Portinari – um dos maiores pintores brasileiros.

Não bastasse arrastar os familiares do pintor brasileiro reconhecido internacionalmente, Louzada conseguiu através de seu trabalho retratar todas as fases do trabalho do artista: o Portinari internacional (com a criação dos painéis Guerra e Paz), seu retorno ao Brasil com o retrato dos brasileiros de várias regiões (destaque para o carro Os Retirantes) e sua arte em azulejaria. “Não bastava retratar Portinari, tivemos que construir um desfile que lembrasse o seu trabalho”, destacou o carnavalesco, que foi afastado da Beija Flor de Nilópolis no ano passado, depois de um desentendimento com Parecia um Carnaval antigo, de pelo menos 20 anos atrás. Foi emocionante. Mas teria sido perfeito se não fosse um “buraco” feito nas alas iniciais e o corre-corre final, que fez a escola estourar um segundo.

  Publicado em: Governo

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