Beija Flor e Vila Isabel se destacam no primeiro dia de desfiles na Sapucaí

Publicado em   20/fev/2012
por  Caio Hostilio

Jornal do Brasil

Das sete agremiações que abrilhantaram a noite e o amanhecer dos foliões na Marquês de Sapucaí, a Beija Flor de Nilópolis (que já acumula 12 títulos) e a Vila Isabel se destacaram e mostraram que estão na luta pelo título. 

<:taghw><:taghw>Depois de a Beija Flor de Nilópolis fazer uma homenagem emocionante aos 400 anos da cidade de São Luís do Maranhão, no Nordeste, foi a vez da Vila Isabel, de Martinho da Vila, mostrar a que veio e sacudir ainda mais os foliões enquanto o sol nascia, por volta das 6h.

A Unidos de Vila Isabel entrou na Sapucaí para homenagear o ritmo do ‘semba’, que influenciou a origem do samba brasileiro. Com o enredo Você semba lá … Que eu sambo cá!<:taghw> O canto livre de Angola a última escola a desfilar destacou as raízes religiosas, as paisagens e a cultura africana.

O samba enredo defendido pela escola foi composto por Arlindo Cruz, além de outros músicos, a partir da concepção de Martinho da Vila, que é integrante da escola e membro da comissão de compositores da Vila Isabel desde 1963. O sambista também foi homenageado pela escola durante a passagem pela Sapucaí.

Logo na chegada na passarela do samba, a escola encantou o público com a elaborada comissão de frente. A ala representou uma savana africana, onde os dançarinos faziam coreografias encenando o movimento dos animais entre um gramado seco. A comissão também contou com uma alegoria que, além da grama, apresentava uma árvore típica da região e que se transformava ao longo do desfile em um rinoceronte.

As paisagens naturais africanas foram apresentadas logo no início do desfile, no carro abre-alas. A alegoria “A Fauna Selvagem Angola” também mostrou animais africanos, como zebras, flamingos, leopardos, girafas e crocodilos. O carro foi precedido do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira que exaltou a África livre, mostrando ao público que o desfile iria focar na beleza do continente.

As alas também ressaltaram a exuberância das espécies animais de Angola, além da relação dos habitantes do país com a natureza. O tema foi destaque na segunda alegoria, que mostrou uma grande árvore chamada Imbodeiro, ornamentada com diferentes estampas e texturas de tecidos representando as peles animais da África. Outra alegoria, “No Reino da Rainha Njinga”, destaca a história da rainha e sua relação com as etnias que compõem o povo angolano.

A saída dos povos angolanos para o Brasil foi lembrada com uma alegoria que retratava os navios negreiros. A ala das baianas, com fantasias brancas com detalhes em tecidos de diferentes estampas africanas, lembrou o sentimento de saudade que os escravos sentiam de sua terra natal, chamado de banzo. As demais alas mostraram a resistência cultural dos negros no País, e a miscigenação que formou a população brasileira e sua cultura, com a tradição das festas e cultos religiosos. A alegoria “A Festa do Divino” destacou essa herança cultural.

Renascer de Jacarepaguá estreia na elite e abre os trabalhos no novo Sambódromo 

A estreia da Renascer de Jacarepaguá no Grupo Especial encheu de esperança os componentes da escola. Campeã do Grupo de acesso em 2011, tendo a água como tema, a agremiação homenageou o pintor pernambucano Romero Britto, com o enredo ‘O artista da alegria dá o tom da folia’, do carnavalesco Edson Pereira. 

O primeiro toque do surdo marcou também a inauguração da Sapucaí, que passou por reformas e melhorias ao longo dos últimos 12 meses.

O nervosismo da primeira vez era visível na concentração. A rainha de bateria da vermelho, branco e amarelo, a publicitária Patrícia Neri, traduziu em palavras o sentimento de todos os integrantes da ‘Pomba’, símbolo da representante da Freguesia e do Tanque.“Esse ano a Renascer veio para escrever seu nome na história do Grupo Especial”, vislumbra. “Chegamos na elite, e com todo o suor e esforço vamos ficar em cima por muito tempo. Todo mundo merece isso na escola”.

Já tendo desfilado por Mangueira e Vila Isabel, a empresária Maria Fernanda Casttine, de 42 anos, que saiu na ala ‘Egito Arte’ da Renascer de Jacarepaguá, de cor predominantemente azul, que era seguida por uma pirâmide, acredita, inclusive, no título da escola.“Tudo foi pensado, nos mínimos detalhes, para estrearmos com um campeonato, o que seria sensacional”, avaliou. “Já em nossos ensaios, era possível ver que todos batalham por isso. Espero muito que isso aconteça”.

Portela levanta a arquibancada com homenagem à Bahia

A Portela balançou as arquibancadas do sambódromo na noite deste domingo (19). O desfile sobre a fé e as festas populares da Bahia contagiou o público e transformou a Sapucaí em uma grande festa popular baiana. Segunda escola a se apresentar, o desfile da Portela teve um gosto especial para os integrantes, que vibravam com a beleza e o sucesso do samba. Além de estar em jejum de vitórias há mais de 20 anos, a escola sofreu com o incêndio que prejudicou seu desfile 2011. Para trazer sorte, a escola cantou a fé da Bahia com o enredo E o Povo na Rua Cantando. E feito uma Reza, um Ritual.

Escola de Madureira apostou nas cores para tentar um título que não vem há duas décadas. Fotos: Vítor Silva/Jornal do Brasil

A comissão de frente “Quero Vestir A Roupa da Santidade” mostrou os orixás do candomblé, evocados por filhos e mães de santo. Entre eles, o ator Milton Gonçalves representou um babalorixá. A comissão trouxe um tripé representando as igrejas barrocas baianas, de onde saíam os orixás fantasiados. A ideia do carnavalesco era mostrar o sincretismo religioso da Bahia.

O carro abre-alas trouxe, além de uma grande águia dourada segurando um patuá, os cantores Paulinho da Viola e Marisa Monte como destaque. A cantora simbolizava Clara Nunes, sambista que foi integrante da escola e que conduz o enredo da escola. Logo em seguida, a ala “Olhai seus filhos com olhar sereno” apresentou uma coreografia com as vassouras utilizadas nas lavagens da Igreja do Bonfim, retratada no segundo módulo do carro alegórico.

A alegoria contou com 50 mil fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas nas laterais do carro. Segundo o carnavalesco Paulo Menezes, elas foram benzidas pelo padre da igreja e por mães de santo de Salvador. Além das fitinhas, diversas baianas compunham a alegoria. A ala “Alma em Festa da Nossa Cidade” mostrou a fé pelo santo, que é o mais querido dos baianos.Da Lavagem do Senhor do Bonfim, a Portela partiu para a Festa de Iemanjá, outra celebração religiosa típica da Bahia. As alas mostraram os presentes oferecidos pelos fiéis à orixá conhecida como rainha do mar. De azul e verde claro, a ala das baianas “Minha Sereia É a Rainha do Mar” também reverenciou Iemanjá, que foi destacada na segunda alegoria, “Como Saúda a Rainha do Mar”.As influências africanas da Bahia foram lembradas nas alas, com referências à cultura negra e ao Ilê Ayê, o primeiro bloco composto por negros de Salvador. A terceira alegoria, “Abram Espaço Nesta Sagrada Caminhada”, destacou a religião como maior herança do continente herança. O carro contou com integrantes do Balé Folclórico da Bahia, que faziam performances e danças afro.

Logo em seguida, a bateria vestida de Filhos de Gandhy cobriu de branco a passarela. O carnavalesco optou por incluir uma ala atrás da bateria com a mesma fantasia, para dar a dimensão que o bloco Filhos de Gandhy tem no Carnaval de Salvador. Além disso, a bateria se destacou pelos atabaques utilizados para dar um toque da percussão baiana ao samba portelense.A ala “Tá No Batuque Que Balança Nego” lembrou o balanço da música baiana e foi a ala mais colorida da Portela, destacando as cores amarelo, azul, vermelho e amarelo. “Abre alas Porque o Olodum Chegou” foi outra a ala que destacou a percussão baiana do grupo conhecido internacionalmente.

A quarta alegoria, “O Canto da Cidade”, reproduziu os casarões, ladeiras, largos e escadarias do Pelourinho e teve Daniela Mercury como destaque. A cantora precisou alterar as datas de sua apresentação no Carnaval de Salvador para estar presente no desfile. Além dela, o carro também lembrou a banda Timbalada, dispondo os integrantes em uma grande escadaria com as roupas do grupo. Tambores do Olodum compõem as laterais da alegoria.Nas alas, a Portela lembrou outras manifestações culturais baianas, como o Zambiapunga, e a Festa de Santo Amaro da Purificação, que acontece no Recôncavo baiano. A alegoria de apoio “A Casa é Sua Dois Dois”, com bonecos e carrinhos como decoração, lembrou a festa de Cosme e Damião, santos gêmeos festejados no estado. Os atores Fábio Lago e Fabrício Boliveira representaram os santos.As festas juninas foram o tema da quinta alegoria, “E Hoje é o Aniversário de São João”, que apresentou um grande boneco lembrando Gilberto Gil com uma sanfona. Nas bordas do carro, alguns casais dançavam forró. Em seguida, a ala “Toda Festa de Um Povo” lembrou o espírito de festa do povo baiano.

Para fechar o desfile, a Portela lembrou nas alas outros sambas enredo em que celebrou festas populares brasileiras. O último carro alegórico trouxe imagens dos orixás baianos nas laterais, saudando a Velha Guarda da Portela. Além dos sambistas, o carro também trouxe a cantora Vanessa da Matta representando Clara Nunes.

Com problemas, Imperatriz homenageou Jorge Amado

Com problemas no início do desfile, a Imperatriz Leopoldina chegou à Sapucaí para homenagear o centenário de Jorge Amado. Terceira escola a desfilar na noite deste domingo (19), a Imperatriz mostrou as principais obras do escritor e exaltou a Bahia folclórica e seus personagens exóticos.

A escola contornou os problemas na entrada do sambódromo, quando um dos carros teve dificuldades para contornar o acesso à Sapucaí. A alegoria reproduzia a Lavagem do Bonfim, em Salvador, com mães de santo fazendo o ritual religioso.

A comissão de frente foi inspirada no livro Capitães de Areia , com um carrossel onde os dançarinos encenavam os personagens principais da obra sobre garotos de rua que praticavam pequenos furtos em Salvador nos anos 20.

Porto da Pedra leva leite e iogurte para a Sapucaí, mas não “dá samba” e derrapa

Folião não escolhe enredo, já dizem os mais entendidos de Carnaval. O que se viu na Marquês de Sapucaí no amanhecer desta segunda-feira de Carnaval foi a tentativa imensurável do povo gonçalense de levantar a apresentação da Vermelho e Branca de São Gonçalo diante de um enredo que pareceu difícil (ou impossível?) de ser desenvolvido. O episódio reacendeu o debate em torno da polêmica das escolas que aceitam ou não que o patrocinador dite o tema a ser desenvolvido pela agremiação.

Parecia a Acadêmicos de Vila Isabel no ano passado, quando o assunto a ser desenvolvido foi fixado pela empresa de cosméticos Pantene como sendo “cabelo”. Conclusão: sobrou dinheiro e luxo, mas faltou Carnaval de verdade e empolgação do público. A tradicional escola passou despercebida pela Passarela do Samba.

Como é de costume da Porto da Pedra, o investimento em efeitos sensitivos não deixou de acontecer este ano e ficou por conta da alegoria ’A Folia dos Derivados’, que além de trazer queijos e ovelhas tinha forte cheiro de leite. Os destaques do desfile foram a comissão de frente, que representou lactobacilos. Os bailarinos representaram a transformação do leite em iogurte e trocaram uma roupa branca por outra cor-de-rosa rosa. O efeito foi simples, mas funcionou.

Com riqueza de detalhes, Mocidade se destaca como uma das preferidas na 1ª noite

O orçamento apertado da Mocidade Independente de Padre Miguel não intimidou o carnavalesco Alexandre Louzada e sua equipe. Diferentemente de carnavais anteriores da escola, a agremiação Verde e Branca da Zona Oeste já se destaca na primeira noite de desfile na Marquês de Sapucaí como uma das favoritas da noite. O brilho da agremiação não esteve apenas na plasticidade das alegorias e adereços, cuja ordem foi iniciada com o branco (como quando um artista começa uma obra, com a tela branca) e passando por alguns traços mais escuros e culminando no colorido de algumas obras de Cândido Portinari – um dos maiores pintores brasileiros.

Não bastasse arrastar os familiares do pintor brasileiro reconhecido internacionalmente, Louzada conseguiu através de seu trabalho retratar todas as fases do trabalho do artista: o Portinari internacional (com a criação dos painéis Guerra e Paz), seu retorno ao Brasil com o retrato dos brasileiros de várias regiões (destaque para o carro Os Retirantes) e sua arte em azulejaria. “Não bastava retratar Portinari, tivemos que construir um desfile que lembrasse o seu trabalho”, destacou o carnavalesco, que foi afastado da Beija Flor de Nilópolis no ano passado, depois de um desentendimento com Parecia um Carnaval antigo, de pelo menos 20 anos atrás. Foi emocionante. Mas teria sido perfeito se não fosse um “buraco” feito nas alas iniciais e o corre-corre final, que fez a escola estourar um segundo.

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Título? A Beija-Flor se encarregou disso!!!

Publicado em   20/fev/2012
por  Caio Hostilio

“Valeu João, valeu!!!” na parte traseira do último carro alegórico mostrou a importância e o que representava Joãosinho Trinta para o Carnaval do Rio de Janeiro.

 

Por outro lado, os ludovicenses devem ficar orgulhosos e agradecidos a Joãosinho, pois antes de sua morte, mesmo doente, conseguiu idealizar com sua genialidade o enredo sobre São Luís. O desfile foi simplesmente fantástico em todos os parâmetros. Seja no Enredo bem explorado e explicado em suas alas e carros alegóricos, no seu samba enredo, seu mestre sala e porta bandeira, comissão de frente e a bateria, que fez três paradas, rebuscando com o som do repique e do surdo numa magia da bateria do mestre “Andre”…

A Beija-Flor conseguiu levantar o público, fazendo com que o seu samba fosse cantado… Acho que a magia tomou conta da Sapacuí… O sabiá cantou e encantou no ninho do Beija-Flor!!!

Escolher um enredo e saber colocá-lo na avenida não é coisa simples!!! O que se viu na Marquês de Sapucaí no amanhecer desta segunda-feira de Carnaval foi a tentativa imensurável do povo gonçalense de levantar a apresentação da Vermelho e Branca de São Gonçalo diante de um enredo que pareceu difícil (ou impossível?) de ser desenvolvido. 

Vale ressaltar que as vezes se tem muito dinheiro para o luxo, mas falta carnaval de verdade. Assim passou a Imperatriz, uma escola que atravessou a avenida sem ser percebida pelo público.

 

A lista de favoritas ao título de campeã do Carnaval carioca deve aumentar com a apresentação de mais seis escolas na noite desta segunda-feira (20). Beija-Flor de Nilópolis, Portela e Unidos de Vila Isabel conseguiram arrancar gritos de “é campeã” no domingo (19) e entram na briga pelo lugar mais alto do pódio.

Elas souberam desenvolver bem os enredos escolhidos, seus sambas enredos são ótimos, seus casais de mestre sala e porta-bandeira foram maravilhosos e suas baterias deram um show de paradas e repicadas…

Mesmo eu sendo um torcedor fervoroso da Mocidade – que fez um desfile brilhante – não posso deixar de reconhecer que a Beija-Flor esteve superior as concorrentes…

Viva João Trinta!!!

 

  Publicado em: Governo

O carnaval de São Luís vem dando um show…

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

Com circuitos bem planejados e com uma infraestrutura digna, o Carnaval ludovicense já pode ser considerado como um dos melhores entre todas as capitais brasileiras.

Governadora Roseana vem participando com muita alegria da festa do “Carnaval dos 400 Anos” da Linda São Luís…

São Luís já esteve entre os quatro melhores carnavais no país e tem tudo para resgatar sua posição, visto que sua cultura carnavalesca é riquíssima, com brincadeiras típicas do local, como seus blocos tradicionais…

Com certeza São Luís será um dos destaques nesse carnaval de 2012.

E volto a parabenizar o trabalho conjunto da Polícia e Bombeiros Militares, dos Agentes de Transito do Município e do SAMU…

O trabalho em conjunto sempre dá certo e o favorecido é a coletividade…

Chiquinho Escórcio prestigia carnaval do Maranhão

Chiquinho prestigia o carnaval no interior do Maranhão, esteve presente na abertura das festas momescas nos municípios de Urbano Santos com Aldenir Santana, Iracema e políticos da região, Anapurus com Tina Monteles e Mata Roma com Carmen e Paulo Neto. Na noite de Sábado, a folia foi no tradicional baile de Gala de Chapadinha. Agora pela manha segue sua cruzada da alegria rumo a Barra do Corda, e na segunda finaliza em Cajapió e São Vicente de Ferrer. “estar perto de minha gente é minha maior alegria” disse Chiquinho.

  Publicado em: Governo

Os meios não justificam os fins!!! Atual estrutura dos hospitais particulares é insuficiente para a demanda

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

Ariadne Sakkis

Ao ler esta matéria (abaixo) vejo que o Santa Lúcia vem buscando uma justificativa em que os meios não justificam os fins. Todos em Brasília sabe que o sistema de saúde virou um caos com o inchaço do entorno de DF, que hoje tem em cerca de 3 milhões de habitantes, fora o crescimento desenfreado da capital brasileira pelas maluquices do ex-governador Joaquim Roriz.

Contudo, não serão essas estatísticas que tirará a irresponsabilidade médica do Santa Lúcia pela morte de Marcelo Dino… Que não venham com artimanhas canalhas, pois mesmo quando Brasília não tinha uma super população, aquele hospital já fazia as suas barbeiragens.

Por outro lado, um médico tem que ter a compostura e a ética de que um paciente debilitado não pode ficar sob os cuidados somente do corpo de enfermagem, principalmente de auxiliares…

O governador do DF tem por obrigação exigir dos governadores do Goiás e de Minas Gerais que assumam as responsabilidades, quanto a segurança pública, educação, saúde e infraestrutura, nessas cidades que se formaram no entorno de Brasília.

Uma cena tradicionalmente associada aos serviços públicos de saúde tem sido vista diariamente em hospitais particulares do Distrito Federal: emergências cheias, atendimento demorado, clientes insatisfeitos. Hoje, 647.690 mil habitantes do DF têm algum tipo de assistência médica particular. O total de adeptos cresceu 3,56% entre 2010 e 2011. E, no segundo semestre deste ano, esse contingente vai aumentar em 20%, em números brutos. Até lá, sai do papel o plano de saúde subsidiado pelo GDF para os 132 mil servidores públicos do governo, ao custo de R$ 76 milhões. Com isso, 30% da população do DF deve estar coberta por convênios médicos, enquanto a média nacional gira em torno de 24%.

Se por um lado a demanda aumenta, a estrutura de saúde particular não tem sido capaz de absorvê-la. Especialistas acreditam que, hoje, hospitais e clínicas particulares do DF operam no limite da capacidade. “A população do DF inchou muito e isso não foi acompanhado pela capacidade hospitalar”, constata o professor de gestão hospitalar da Universidade Católica, Kléber Alves.

Há quem diga ainda que o melhor hospital de Brasília é o aeroporto. É o caso da advogada Gabriela Bernardes, 29 anos. Em diversas ocasiões, ela recebeu diagnósticos errados e tratamentos ruins em centros de saúde renomados de Brasília. Por exemplo, quando a filha dela tinha 2 anos, quebrou o braço. Levada à emergência de um hospital na Asa Sul, a menina teve o membro engessado de maneira errada. Quando tirou o gesso, o braço dela estava torto. “Fiquei desesperada. Fui parar no Sarah Kubitschek e ela teve que fazer outro tratamento. Fico revoltada porque a gente gasta com os planos de saúde e tem atendimento ruim”, conta.  

Rosana Araújo Cavalcante, 37 anos, nem se lembra mais há quanto tempo não tem um plano de saúde. A auxiliar de serviços gerais desistiu de pagar pelo serviço porque cansou de entrar e sair de hospitais e clínicas que não aceitavam mais o convênio que cabia no bolso dela. Hoje, Rosana e os três filhos dividem a rotina médica entre consultas na rede pública e exames particulares. “De uns anos para cá, é tudo igual, tanto faz ser público ou privado. Mesmo pagando, você é mal atendido, espera horas. A gente não tem para onde correr”, lamenta.

  Publicado em: Governo

Se existir planejamento e organização, existe a atração, que gera folia, emprego e renda… São Luís ganha com o Carnaval!!!

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

Imirante

Enquanto alguns se divertem, outros aproveitam a Folia de Momo para aumentar os lucros ou, simplesmente, faturar um extra. Em todos os pontos de festa é fácil se encontrar os mais variados produtos sendo comercializados, o que tem resultado em bons lucros para diversos setores de comércioem São Luís. Lojas, restaurantes, hotéis, entre outros, também festejam os resultados positivos que o Carnaval vem gerando.

Ribamar Couto, gerente do restaurante Cantinho da Estrela, localizado na Praia Grande, diz que o número de clientes aumentou em 30%. Esse fluxo, revela ele, inclui turistas, mas, também, pessoas que trabalham durante o período carnavalesco. Para dar conta da demanda, ele diz que contrata mais profissionais. “Temos também uma equipe muito boa, que se adapta rapidamente ao aumento dos serviços. Isso é fundamental para que consigamos servir bem quem nos procura”, ressaltou.

Para atrair mais clientes, Ribamar Couto revelou que vem investindo tanto na estrutura, quanto na contratação de pessoal qualificado. “Decidimos climatizar o ambiente e isso agradou muita gente. Além disso, nosso cozinheiro tem 30 anos de experiência no ramo, o que garante muita segurança na elaboração dos pratos que são servidos”, revelou.

Autônomos também estão tendo bons lucros com a festa. A vendedora Maria do Rosário Lisboa vende bebidas, tanto na Praia Grande, quanto na Madre Deus. Ela declarou que, em período de Carnaval e São João, ela deixa a casa comercial que tem na Areinha nas mãos dos filhos. “Coloco meu isopor no carrinho de mão e sigo, com meu marido, para onde tem festa. A gente consegue faturar muito mais assim do que se agente ficar só em um lugar”, disse.

Raimundo Luis Severo tem uma banca onde vende churrasco e bebidas, na Madre Deus. De acordo com ele, que trabalha com esses produtos durante todo o ano, no Carnaval as vendas aumentam. “E se a gente conseguisse ficar circulando iria faturar ainda mais. Só que é complicado e ficamos em um só lugar. Mesmo assim dá pra vender bem”, afirmou.

Outro setor que costuma se destacar durante o período de Carnaval é o hoteleiro. De acordo com vice-presidente da Fundação São Luís Convention & Visitors Bureau, Nan Souza, ao final do período, a ocupação dos quartos deve ser de 95% em todos os hotéis da cidade, sobretudo os da orla da capital.

Folia

Até a terça-feira (21), o Carnaval dos 400 Anos, que tem por tema “Abre alas Brasil que o Maranhão está chegando” se concentra nos circuitos Deodoro-Cajazeiras, São Pantaleão/Madre Deus e na Avenida Litorânea. É nesses locais que acontecerão as mais de 1.700 apresentações programadas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

Todas as tardes, a programação de Carnaval começa com o Cortejo, quando grupos carnavalescos descem da Praça Deodoro e seguem pelas Cajazeiras. Na Madre Deus, os grupos passarão pela Vila Gracinha, Praça da Saudade, Ponto do Gavião, Ponto do Meio, Ponto de Fuga, Portal do Ceprama e seguirão para a Casa das Minas.

Os palcos montados para as apresentações, além das manifestações carnavalescas, receberão cantores e bandas maranhenses. No domingo (19), segunda (20) e terça-feira (21), a programação também movimenta o bairro Estiva.

O Carnaval dos 400 Anos agita a Avenida Litorânea até a terça-feira (21). A programação contará com shows de grupos de pagode, escolas de samba, tambores de crioula e bandas que reúnem multidões e animam a folia nos bairros da Ilha.

No local, além do palco principal, com iluminação de alta tecnologia, painéis de LED e som de qualidade, há uma tenda gigante (7,20 metros de altura x 32 metros de comprimento x 12 metros de largura), com lona transparente e iluminação especial.

Em todos os espaços de festa – e áreas de acesso – a segurança estará reforçada. O circuito ganhará, ainda, banheiros químicos. Tudo para garantir conforto e comodidade ao folião.

Além das apresentações nos palcos e nas ruas, os foliões poderão, ainda, aproveitar os shows que serão realizados nas Jardineiras, veículos adaptados que estarão localizados na Praça Deodoro, sempre às 17h.

Empenho

O secretário de Estado da Cultura, Luís Henrique de Nazaré Bulcão, destacou que há uma grande equipe trabalhando diretamente para fazer do Carnaval deste ano uma festa ainda maior que a do ano passado. “Temos pessoal trabalhando ininterruptamente para dar conta de tudo o que foi planejado”, afirmou.

Bulcão lembrou que, além das festas espalhadas pelo Centro Histórico, Madre Deus e Avenida Litorânea, o Governo instituiu o Troféu “São Luís, 400 Carnavais”, prêmio que visa prestigiar e incentivar quem faz o Carnaval de rua da capital, em uma escolha que será realizada pelos meios de Comunicação.

O projeto foi desenvolvido pelo Governo do Estado, que incorporou o Troféu às ações que estão sendo desenvolvidas para as comemorações dos 400 anos de São Luís. “A idéia é aproveitar o quarto centenário da capital e fazer um Carnaval diferente, que valorize o que temos de tradição em nossa terra, que são as brincadeiras de rua”, explicou o secretário.

  Publicado em: Governo

Passarela do Samba recebe 7 escolas para abrir desfiles do Grupo Especial do Rio neste domingo

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

R7

Beija-Flor

O Carnaval carioca deste ano terá uma escola de samba a mais no Grupo Especial. Em 2011, não houve rebaixamento para o Grupo de Acesso por causa do incêndio que destruiu os barracões de três agremiações na Cidade do Samba, na zona portuária do Rio. O novo sambódromo, que recebeu quase 18 mil novos lugares, receberá 13 escolas nas noites deste domingo (19) e segunda-feira (20).

Isso quer dizer que duas escolas vão dar adeus à elite do Carnaval na quarta-feira de cinzas. Mas as agremiações estão dispostas a brigar pelo campeonato deste ano, o que deve acirrar a guerra para fugir da lanterna do samba. Estreante no Grupo Especial, a Renascer de Jacarepaguá abre a noite de desfiles às 21h deste domingo. Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã, e a Unidos de Vila Isabel encerram o primeiro dia de apresentação entre 3h e 5h.

Arte de Portinari e Romero Britto brilham na Sapucaí

A Renascer de Jacarepaguá resolveu contar a vida e a obra do artista plástico Romero Britto para marcar a sua estreia entre as grandes potências do samba.  A vermelho e branco da zona oeste aposta em alegorias gigantes e luxuosas para ficar de vez na elite do Carnaval carioca.

Segunda escola a desfilar neste domingo, a Portela aposta em um enredo que homenageia a Bahia e seu universo de crenças e festas para entrar na disputa pelo campeonato deste ano. Para comandar a festa dos 4.100 componentes, a azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira escolheu a cantora Clara Nunes como anfitriã. Se estivesse viva, a portelense assumida completaria 70 anos em 2012.

A viagem pela Bahia continua no desfile da Imperatriz Leopoldinense com uma homenagem ao centenário do escritor Jorge Amado.  Tieta, Gabriela e Dona Flor, personagens marcantes do autor baiano, vão brincar o Carnaval nos 82 minutos do desfile da verde e branco de Ramos.

A arte brasileira voltará a surpreender o público da passarela do samba no desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel. Os quadros do pintor Cândido Portinari vão ganhar vida e movimentos no enredo Por Ti, Portinari. Rompendo a Tela, a Realidade.

Iogurte, Maranhão e Angola

Com o enredo sobre o iogurte, a Unidos do Porto da Pedra quer adoçar a boca do público e dos jurados para conquistar o título inédito no Grupo Especial do Rio. A escola de São Gonçalo vai apostar na irreverência para contar a história do alimento na Marquês de Sapucaí.

De olho no bicampeonato, a Beija-Flor vai contar a história dos 400 anos da cidade de São Luís. A campeã de 2011 vai mostrar as lendas, a música e os grandes artistas da capital do Maranhão. A grande homenagem da azul e branco será para o carnavalesco Joãosinho Trinta, morto em dezembro do ano passado. A escola de Nilópolis vai “ressuscitar” na Avenida o Cristo mendigo do artista maranhense, alegoria que deu o que falar no desfile de 1989.

A Vila Isabel fecha os desfiles de domingo com uma homenagem a Angola. A azul e branco vai exaltar os laços entre o Brasil e o país africano. A escola de Martinho da Vila esperar repetir o sucesso do inesquecível desfile do enredo Kizomba, a Festa da Raça, que deu o título de campeã à agremiação em 1988.

Veja a ordem e o horário dos desfiles

21h – Renascer de Jacarepaguá

22h05 / 2h22 – Portela

23h10 / 23h44 – Imperatriz Leopoldinense

00h15 / 1h06 – Mocidade Independente de Padre Miguel

1h20 / 2h28 – Porto da Pedra

2h25 / 3h30 – Beija-Flor de Nilópolis

3h30 / 5h12 – Vila Isabel

  Publicado em: Governo

Pode parar!!! Se um é difícil, imagina uma comissão… Comissão da Verdade emperra no Planalto

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

A presidente Dilma Rousseff tem encontrado sérias dificuldades para montar a Comissão da Verdade. Três meses depois de sancionar o projeto de lei que criou a comissão, as informações no Palácio do Planalto são de que nem os primeiros passos foram dados. Mais que isso: sobre o assunto foi imposta uma mordaça nos auxiliares da presidente.

Procurada pelo Estado por dez dias seguidos, a Secretaria dos Direitos Humanos – que deveria tratar do assunto – não se manifestou. O máximo que os auxiliares da ministra Maria do Rosário disseram foi que ninguém estava autorizado a falar a respeito da Comissão da Verdade. E que a ministra não se manifestaria naquela hora, por achar que não era conveniente.

As raras menções à comissão não partem do Palácio do Planalto ou dos ministérios que deveriam cuidar do tema, mas de pessoas interessadas no tema. Uma delas é a deputada Luiza Erundina (PSB-SP). ‘O tempo está passando e ninguém diz nada a respeito da formação da comissão’, disse a deputada ao Estado.

Ela disse ter ouvido falar que alguns auxiliares de Dilma teriam procurado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para saber se ele aceitaria coordenar a comissão. Também teriam chegado sondagens aos ex-ministros José Carlos Dias e José Gregori (ambos da Justiça, durante o governo de FHC) e ao diplomata e acadêmico Paulo Sérgio Pinheiro. No entanto, a informação não foi confirmada por pessoas ligadas aos três.

A demora para montar a Comissão da Verdade poderá levar o País a uma situação inusitada. É que a partir de março será criada a Subcomissão Verdade e Justiça, um desmembramento da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, cuja função será assessorar no Legislativo a Comissão da Verdade do Executivo. A subcomissão poderá fazer convites, tomar depoimentos, ouvir testemunhas sobre assuntos relativos ao que ocorreu no Brasil de 1946 a 1988. Assim, ela iniciaria seus trabalhos antes mesmo que o órgão a ser auxiliado viesse a existir.

Comemoração. Ao sancionar a lei que criou a Comissão da Verdade, no dia 18 de novembro de 2011, Dilma reuniu os três comandantes militares, senadores, deputados e ministros ligados à área dos direitos humanos. Lembrou que Argentina, Chile, Uruguai e África do Sul já criaram as suas comissões e já fizeram um reencontro entre o passado e o presente.

Dilma chegou a dizer que aquele 18 de novembro entraria para a História. ‘É o dia em que comemoramos – e partir de agora iremos comemorar – a transparência e celebrar a verdade’, disse. No mesmo dia, sancionou a Lei do Acesso à Informação. Considerou o momento tão importante que, segundo ela, deveria ser comparado à criação das leis trabalhistas, em 1943, e à promulgação da Constituição de 1988.

A presidente elogiou o Congresso por ter aprovado a lei: ‘A comissão significa, fundamentalmente, uma manifestação de respeito e um tributo aos que lutaram pela democracia no Brasil.’

Quando for criada, a Comissão da Verdade será composta por sete integrantes. Como a aprovação da lei foi negociada com os setores que apoiaram a ditadura militar e os que a combateram, eles não poderão pertencer a nenhum dos lados; não poderão ter cargos de direção em partidos – à exceção dos de natureza honorária – e não poderão estar em cargo em comissão ou função de confiança em quaisquer esferas do poder público.

A comissão poderá apenas investigar. Não tem autorização para punir. Seu trabalho terá de ser concluído dois anos depois de constituída. O que for apurado será entregue ao Arquivo Nacional.

  Publicado em: Governo

As benesses!!! CGU quer proibir servidores do Ministério da Cultura de receberem ingressos

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

Guilherme Amado

A Controladoria-Geral da União determinou que o Ministério da Cultura (MinC) revise seu código de ética para que os servidores da pasta fiquem proibidos de receber ingressos gratuitos para eventos que tenham recebido dinheiro público. A exigência surgiu após a revelação de que funcionários do MinC, incluindo o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, receberam convites para ir ao Rock in Rio, em setembro do ano passado. O festival havia sido autorizado pelo MinC a captar R$ 12,3 milhões em incentivos fiscais.

No relatório de auditoria, os técnicos da CGU condenam o fato de o secretário Henilton Parente de Menezes e os demais servidores terem recebido os ingressos. “Em razão dos princípios constitucionais que norteiam os atos da Administração Pública, os servidores do MinC não podem figurar entre os beneficiários dos ingressos de programações culturais incentivadas, pois atuam na aprovação, acompanhamento, fiscalização e certificação das prestações de contas das proponentes”, critica o texto.

A CGU também exigiu que o MinC listasse os projetos culturais entre 2010 e 2011 pelos quais já foram distribuídos ingressos gratuitos aos servidores da pasta, arrolando, inclusive, quem foi beneficiado e os valores das entradas. Em sua defesa, o secretário Henilton, porém, afirmou que seria impossível saber quantos ingressos foram dados. “Não há condições de identificar quais os eventos/projetos culturais que tiveram ingressos distribuídos, uma vez que, em geral, chegam ao gabinete do secretário de dois a quatro ingressos a cada evento, que são cedidos aos servidores que tenham interesse e condições de comparecer a eles”, justificou o secretário

  Publicado em: Governo

Alguém ainda tem dúvida sobre a BR 135? Estudo prova falência estrutural do Dnit e incapacidade de fiscalizar obras

Publicado em   19/fev/2012
por  Caio Hostilio

Nomeado vice-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) após a ‘faxina’ promovida pela presidente Dilma Rousseff, o auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) Tarcísio Gomes de Freitas se diz à frente de uma autarquia falida, sem condições de executar suas principais funções. Espécie de interventor do órgão, no cargo há pouco mais de cinco meses, ele desabafa: ‘O Dnit não tem condições de tocar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O que fazem com ele é uma covardia’.

Como diretor executivo do Dnit, o auditor concluiu em dezembro estudo que evidencia a impossibilidade de atingir as pretensões de eficiência do programa na área de Transportes. Fora a cultura de corrupção, que remonta ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), as deficiências estruturais empacam obras e favorecem desvios. Falta quem fiscalize a execução de contratos ou pague, com a devida celeridade, pelas medições de serviços prestados por empreiteiras.

O Dnit tem hoje 2.695 servidores de carreira – menos funcionários, segundo o diretor, que o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), com 3,8 mil. Mais da metade do pessoal passou dos 51 anos de idade e um terço já tem ou terá, até 2016, condições de se aposentar (veja o infográfico abaixo).

Para levar adiante 1.196 contratos, o grosso integrante do PAC, seriam necessários 6.861 funcionários. Mas projeção indicada no estudo mostra que, sem concurso público, 43% do pessoal vai debandar até 2015, restando 1,5 mil em atividade num contexto em que, ano a ano, o orçamento cresce. O Ministério do Planejamento não tem previsão de abertura de vagas.

Levadas em conta somente as aposentadorias, alguns setores, como o Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR), que aprimora as técnicas e procedimentos do órgão, perderão 71% da força de trabalho até 2015.

Perfil. O problema não é só a quantidade, mas o perfil do pessoal. Mais da metade é de nível intermediário e atua em funções administrativas e de apoio. Em todo o País, o Dnit tem 126 porteiros no Brasil e só 9 contadores. Em Brasília, trabalham três contadores, com 597 processos de prestação de contas atrasados.

Nos tempos em que a máquina de escrever virou peça de museu, há 131 datilógrafos no quadro do departamento, ante 10 técnicos de estrada e 8 tecnologistas, encarregados de avaliar a qualidade do material e dos serviços empregados em obras.

‘Este desbalanceamento dificulta o cumprimento das tarefas, prejudica o desempenho global e escraviza a autarquia, que fica dependente de terceirizações para o desempenho de suas atividades’, constata o estudo, que aponta deficiências também em área crucial para o controle da corrupção.

País afora, o Dnit tem 94 motoristas e somente 7 pessoas para patrulhar a execução de um orçamento mastodôntico. ‘Como é que eu vou ter um bom ambiente de controle num órgão que gere R$ 15 bilhões e tem uma auditoria interna com 7 auditores?’, questiona o diretor executivo.

Na Corregedoria, responsável pela apuração de malfeitos dos servidores, há seis pessoas para conduzir, em média, 55 processos anuais.

O impacto dessa desordem administrativa no andamento das obras é direto. Nas palavras do estudo, o Dnit leva ‘incríveis 300 dias’ para pagar a uma empreiteira pela medição de um serviço. Contribui para isso, acrescenta o diagnóstico, a falta de sistemas de informação confiáveis e integrados para o acompanhamento físico-financeiro das obras. ‘Cada documento passa por inúmeras mesas sem um controle efetivo de prazos e ou de consistência das informações prestadas’, diz o trabalho.

Relevo. Órgão com expertise em estradas, o Dnit não tem em seus quadros, segundo o estudo, topógrafos para avaliar, por exemplo, as condições do relevo nas obras rodoviárias e laboratoristas para checar a qualidade do asfalto. Nem mesmo no IPR.

São cerca de 800 engenheiros, mas, nas contas do diretor executivo, seriam necessários 3 mil. Não por acaso, nas unidades locais do Dnit, esses profissionais, não raro com mais de 30 anos de casa, atuam sozinhos, equilibrando-se entre serviços técnicos e administrativos.

Sem condições de fiscalizar as obras, resta a eles apenas ratificar os pareceres de empresas de supervisão, contratadas para acompanhar o serviço de empreiteiras e que, em muitas situações, atuam em conluio com elas para fraudar os contratos.

‘A gente tem situações de um camarada completamente atirado aos leões, porque não tem um mínimo de estrutura para acompanhar aqueles contratos. Além disso, não tem o suporte de laboratório. Fica à mercê, a reboque das empresas de supervisão. De certa forma, fica escravo dessas empresas’, queixa-se Freitas.

Em vários Estados, obras importantes do PAC, prometidas por Dilma, permanecem no papel ou atrasadas. É o caso da duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, e da reforma do Anel Rodoviário da capital mineira.

Há anos, os dois empreendimentos não saem da fase de ‘projeto’. No Maranhão, conforme o Estado mostrou na terça-feira, a licitação para duplicar a BR-135 teve de ser cancelada por deficiências nos projetos. Em Pernambuco, as intervenções na BR-101 acumulam atrasos e suspeitas de corrupção investigadas na Operação Casa 101, da Polícia Federal.

  Publicado em: Governo

Rio resgata o carnaval de rua… Cordão da Bola Preta retoma sua fama e leva mais de 2 milhões ao Centro…

Publicado em   18/fev/2012
por  Caio Hostilio

Estou impressionado!!! A última vez que vi o carnaval de rua do Rio como de hoje foi no final dos 70 e início dos anos 80… Camarada!!! A Cinelândia até agora está simplesmente lotada… O Amarelinho!!! Voltou a ser aquele que não deixava faltar cerveja gelada… Vejo que os Blocos Bafo da Onça, Cacique de Ramos, o Bloco das Piranhas e a Banda de Ipanema estão voltando com força total, dando ao sentido real do “Carnaval”…

(Com informações do JB) O Cordão do Bola Preta, maior bloco de rua carioca, manteve sua tradição em 2012, e encheu a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, com 2,3 milhões de foliões, segundo informações da Polícia Militar. O desfile começou por volta das 9h30 da manhã, na altura da Candelária e se estendeu até a Cinelândia.

A cantora Maria Rita e a atriz Leandra Leal, respectivamente rainha e porta-estandarte do bloco, exaltaram a importância dos 93 anos do Bola Preta. As artistas dividiram os holofotes com a estreante no posto de rainha do bloco, a atriz Desirée Oliveira, a Mulata Difícil do programa Zorra Total, da TV Globo. As musas Dayane Machado, Bianca Leão e Patricia Pontes esbanjaram simpatia, arrancando gritos e aplausos dos foliões.

Além das famosas, também esteve presente no bloco o ministro do Turismo, Gastão Vieira, que veio ao Rio assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, e recebeu um convite do governador Sérgio Cabral para conferir o mais tradicional bloco de rua carioca.

“Estou completamente impressionado. Já tinha ouvido falar disso, mas ao ver essa aglomeração de pessoas simplesmente se divertindo no carnaval é fantástico”, disse. “Este tipo de manifestação nos faz pensar em como o carnaval é uma coisa brasileira, e nesse caso, carioca. É uma festa legitimamente carioca”, destacou Vieira. 

O ministro atentou que esse tipo de evento é uma grande característica da cidade e projeta a possibilidade de incrementar a economia da região na época.

“Imagino se seria possível alugar algumas salas comerciais desses prédios no em torno e montar camarotes”, conjectura.

  Publicado em: Governo

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